Wednesday

Urban War – Who’s Watching You? (Demo, 2008) – Edição de Autor

Segundo trabalho de estúdio para os Urban War. 4 temas + intro fazem a fusão de Thrash, Hardcore e alguns apontamentos mais alternativos. A banda aposta na heterogeneidade mas, pessoalmente, acho que esse é o seu ponto fraco. A maquete (disfarçada de EP, como é hábito hoje em dia) soa algo fragmentada e com travo a experiências de garagem que viram a luz do dia. Uma melhor absorção das diversas influências e “backgrounds” dos músicos poderia criar alguma homogeneidade favorável. Mesmo assim, há aqui boas ideias e espera-se melhor. A capa também poderia ter sido mais trabalhada. Já não estamos na década de 80 para usar desenhos feitos no liceu por um dos membros da banda. Para já esta rodela serve o seu propósito de promoção, irá ajuda-los a conseguir algumas actuações, e dessas virá a experiência e coesão necessárias para um 3º registo acima da média. 50% www.myspace.com/urbanwarmusic
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Insaniae & Mourning Lenore – Split CD (2008) – Daemonium

Split CD entre estes dois projectos nacionais de Doom. A edição é do blogue Daemonium, a propósito do seu 3º aniversário. Dois temas para cada banda mas, como habitual no espectro Doom, estes oscilam entre os 8m30s e 12m, perfazendo cerca de 41 minutos de lusitano peso arrastado, depressivo, decadente, frio. Os Insaniae atrevem-se a usar a língua materna como veículo para as suas letras, voz feminina e uma faceta mais melódica do género. Assinam o melhor “lado” do disco. Não ficando muito atrás em qualidade, seguem os Mourning Lenore com uma orientação mais pesada, Death / Doom, passagens ambientais a adornar. O som da gravação não é tão bom como o dos companheiros de edição, mas as duas faixas revelam ideias e potencial. Aguardam-se edições a nome próprio. Para já, irá agradar a fãs do estilo. 70% www.myspace.com/insaniae / www.myspace.com/mourninglenoredoom / http://www.abcdemonium.blogspot.com/ / www.myspace.com/dmoni1
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Assassinner – Other Theories Of Crime (Demo, 2008) – Edição de Autor

Primeiro registo para os Assassinner. Três ex-membros de Crackdown / Strain voltam a juntar-se para novas andanças no mundo do Metal. Os 3 temas que compõem esta maquete remetem mais rapidamente para a sonoridade 90s Thrash / Core / Industrial dos Crackdown do que para a fusão moderna dos Strain. Pode-se falar em influências como Sepultura (fase Chaos AD), Morgoth (último disco), Fudge Tunnel, Fetish 69 ou os Portugueses Ramp ou Squad. Gostei do que ouvi. É saudado o regresso ao activo destes 3 músicos. Aguardo com expectativa o álbum. 80% www.myspace.com/assassinner
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Monday

Ordo Rosarius Equilibrio – O N A N I [Practice Makes Perfect] (2009) – Cold Meat Industry

Os Ordo Rosarius Equilibrio regressam com aquele que é já o seu 8º álbum. Em pouco mais de 48 minutos ouvimos 11 temas da já habitual sonoridade O.R.E. Desta feita os temas são apresentados numa orientação quasi-Pop, no sentido do formato de canção. Dark, ethereal, martial, folk e pop fundem-se com líricas de cariz sexual, sensual, erótico. Guitarras aliam-se a percussões primitivas, órgãos e pianos colaboram na perfeição com uma caixa de ritmos, coros de igreja harmonizam com gemidos e vocalizações femininas angelicais mas sedutoras. Tudo condimentado com um certo humor negro e uma sexualidade entre o espiritual e o carnal. Como se refere na nota de imprensa, não se chega a cair no erotismo barato, nem mesmo na pornografia descarada, podendo-se falar até numa banda sonora de contornos Dark para um filme de Tinto Brass. Não é o melhor trabalho dos O.R.E., mas os fãs do projecto já sabem o que esperar e não ficarão desiludidos. 80% http://www.coldmeat.se/ / www.ordo-rosarius-equilibrio.net/ / www.myspace.com/ordorosariusequilibrio
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Suidakra – Crógacht (2009) – Wacken Records

Depois de um “best of” em 2006, o trio teutónico Suidakra regressa no início de 2009 com um novo registo de originais intitulado “Crógacht”. Para manter o som fresco adicionam, ao já habitual Pagan / Folk Metal, novos elementos tais como instrumentos tradicionais, um coro de 16 pessoas e arranjos orquestrais. Confesso que não sou grande fã deste tipo de sonoridade e que me soa tudo igual, de banda para banda, de disco para disco, de tema para tema. Para uma banda ou disco me surpreender nesta linha musical é necessário ter aquele “je ne sais quoi”. E aqui não está presente, isso é certo, mas não me desagradou de todo. A abordagem que os Suidakra fazem ao género é própria e, mesmo não sendo nada de transcendental, agrada e satisfaz. E, para os fãs “diehard” de histórias, lendas e mitologia, posso ainda informar de que “Crógacht” é um disco conceptual baseado na dramática lenda Irlandesa do herói Cuchulainn e seu filho Conlaoch. Se tiverem que ouvir apenas um par de discos do género (recentes, isto é, não falemos em clássicos), este tem de estar entre as escolhas. 75% http://www.suidakra.com/ / www.myspace.com/suidakra / http://www.wackenrecords.com/
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Deceiver – Thrashing Heavy Metal (2009) – Pulverised Records

Os Suecos Deceiver reuniram-se uma última vez para gravar o seu “canto do cisne”, “Thrashing Heavy Metal”. Em 10 temas, que não atingem os 35 minutos, pratica-se um Thrash Metal da velha escola com fortes influências de Mercyful Fate e Judas Priest. O típico som Sueco de finais dos 80s e inícios dos 90s é também notório nesta fusão de Heavy e Thrash. Tem os seus pontos de interesse, mas também tem os seus pontos fracos. Há aqui boas ideias, riffs, solos, melodias, mas ao fim de alguns temas, torna-se algo monótono e cansativo. Esgota-se muito rapidamente e isso é mau. No entanto, não me interpretem mal, esta é uma boa aposta para os fãs deste tipo de sonoridades, das bandas acima mencionadas e outras como Venom ou Dismember. 65% www.myspace.com/deceiverswe / http://www.pulverised.net/
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Tribulation – The Horror (2009) – Pulverised Records

“The Horror” é o disco de estreia para os Suecos Tribulation. Death / Thrash de inspiração “old-school” com uns toques de Black Metal é o que nos oferecem em 9 temas que não atingem a marca dos 33 minutos. Curto, rápido, cru, incisivo, sem misericórdia, é assim que se quer. As influências são mais que notórias mas, isso aqui não interessa minimamente, pois o espírito é verdadeiro, puro, sincero. O som é cru e agressivo como ser quer, mas nítido e poderoso, não caindo naquela ideia absurda de que para ser Underground e “old School” tem que ter um som nojento do tipo gravação caseira. Venom, Slayer (dos inícios), Morbid Angel (dos inícios), Nihilist, Grave, Dismember, e outros que tais, podem ser nomes a apontar no Universo Tribulation. Este é daqueles discos que transpira Metal por todos os poros. Altamente aconselhável. 85% http://www.pulverised.net/
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Magenta – Art And Accidents (2009) – AT&MT

Magenta é um projecto de Anders Odden (Apoptygma Berzerk, Cadaver, músico de sessão para Satyricon, guitarrista ao vivo de Celtic Frost), no qual se faz acompanhar pela voz de Vilde Lockert e pela guitarra de Daniel Hill. Embora a sonoridade de Magenta seja perfeitamente homogénea, aqui não há fronteiras ou limitações de qualquer género, misturando-se influências de quadrantes tão diversos como darkwave, gótico, metal, rock, new wave ou pop, por exemplo. Uma hora de orientação Goth / Dark / Electro dividida em 10 temas, 2 remisturas e uma versão original de uma das faixas anteriores é o que nos apresentam. Destacam-se ainda participações especiais de membros de Apoptygma Berzerk, Gothminister e Gluecifer. Longe de ser algo de novo ou refrescante, passeando-se até perigosamente pelos clichés do género, “Art And Accidents” é, mesmo assim, um disco interessante e agradável de se ouvir. Já se ouviu isto algures, é verdade, é essa a sensação ao ouvir este disco, mas está bem feito e destaca-se perfeitamente. Eu gostei e recomendo a fãs de Sisters Of Mercy, Apoptygma Berzerk, Depeche Mode, Assemblage 23, De/Vision ou L’Âme Immortelle. 80% http://www.magentamagenta.com/ / www.myspace.com/magenta
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Wednesday

Vengeance – Soul Collector (2009) – Meal Heaven

Os Holandeses Vengeance regressam com novo trabalho de estúdio intitulado “Soul Collector”. Com uma carreira a ultrapassar os 25 anos, esta é uma daquelas bandas que marca mais pela perseverança do que pela música que lança. Não estou com isto a querer dizer que estas sejam bandas más, pelo contrário, mas não passam muito da mediania. A mim até me fazem lembrar, não sei porquê, aquele tipo de bandas que agradam aos “motards” mais “old school”. Podem ter gravado excelentes discos na década de 80, mas acabam por cair no esquecimento, ter problemas internos e posterior abandono de membros, passar pelos habituais problemas com editoras, etc. Os Vengeance encaixam-se neste rol de bandas na perfeição. E este novo disco? Tem bons temas de Hard Rock bem balançado, melódico, e pesado quanto baste, mas sempre com aquele sentimento de “déja vu”. E então a típica balada melosa que não agrada nem às mulheres (porque não é assim tão “bonitinha”), nem aos homens (porque é uma balada, e isso “é para as gajas”)? De qualquer modo, há temas que agradam. Para ouvir numa noite de copos num qualquer bar de “motards”, inserido numa “playlist” que inclua também AC/DC, Deep Purple, Whitesnake, Saxon, UDO, talvez um “temazito” de Motörhead, e a incontornável “Born To Be Wild” dos Steppenwolf (he he). 60% http://www.metalheaven.net/ / http://www.vengeanceonline.nl/ / www.myspace.com/vengeancebackinthering
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Burning Point – Empyre (2009) – Metal Heaven

O quinteto Finlandês volta ao às edições com “Empyre”, um disco que traz 11 novos temas (sendo a introdução uma adaptação metaleira de “The Godfather Theme”). Desde o primeiro disco que estes tipos me chamaram a atenção e, até agora, nunca desiludiram. Nada de novo ou original, isso é verdade, mas gosto da abordagem que fazem ao típico Heavy Metal de descendência 80s, fundindo-o na perfeição com elementos de Hard Rock, Power Metal e até algum Glam Rock. Conseguem destacar-se facilmente de inúmeras bandas do género que inundam o cenário metálico mundial. Nesta nova proposta voltam a surpreender e, quem já os conhece, reconhece imediatamente o estilo pessoal. Desde temas orelhudos e potenciais “hit singles” (se isso existisse no Heavy Metal) como “Maniac Merry-Go-Round” ou “Only The Wrong Will Survive”, passando por temas rápidos e poderosos (“Face The Truth”), até alguns mais épicos (“Fool’s Parade”) e “power ballads” (“Was It Me”, ou a fantástica “Cruel World”). Para fãs de nomes tão díspares como Iron Maiden, Europe, Survivor, Rainbow, Stratovarius, Accept, Helloween, Manowar, Magnum, Running Wild, Skid Row ou Motley Crue. Recomendo também a audição dos 3 discos anteriores. 85% http://www.burningpoint.net/ / www.myspace.com/burningpoint / http://www.metalheaven.net/
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Autumn – Altitude (2009) – Metal Blade Records

Os Holandeses Autumn regressam com um novo trabalho de estúdio intitulado “Altitude”. A estreia “My New Time” foi bem recebida pela imprensa e fãs e eu, particularmente, gostei muito da sonoridade da banda. Esta continua na mesma linha, fusão de Hard ‘N’ Heavy, Gothic Rock, algum Progressivo, samplers electrónicos bem encaixados e certa ideias do Pop / Rock mais tradicional, tudo encimado por uma voz feminina suave, melódica, mas segura. Não é das bandas mais originais ao cimo da Terra mas o que fazem, fazem-no bem. Alguns dos nomes que se podem referir, tal como no disco anterior, como linhas de orientação são The Gathering (segunda fase menos pesada), Paradise Lost (fase mais Rock), Tiamat, Porcupine Tree, Ayreon, After Forever ou até, porque não, ABBA. Recomendo. 80% http://www.metalblade.de/ / www.autumn-band.com / www.myspace.com/autumnband
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The Loved Ones – Distractions EP (2009) – Fat Wreck Chords

Após regressar de uma digressão de suporte à anterior proposta, “Build And Burn”, os Loved Ones voltam a estúdio para registar mais um punhado de temas. O resultado final é este EP “Distractions” que inclui cerca de 16 minutos de música, divididos em 6 temas, entre os quais versões de Bruce Springsteen, Billy Bragg e Joe Strummer. O estilo continua o mesmo de sempre, fusão de Punk Rock melódico com Rock de orientação Americana e melodias quasi-Pop simples mas extremamente eficazes. Não é o meu estilo predilecto mas estes tipos fazem-nos bem e, desde o 1º disco que me atraíram para o seu mundo. A edição é feita em CD, vinil de 12” e “download” digital. 80% http://www.fatwreck.com/
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Sunday

V/A – Swedish Death Metal Compilation (2009) – Index Verlag

Para celebrar a edição Alemã do livro do mesmo título, do autor Daniel Ekeroth, a Index Verlag edita em triplo CD, formato digibook, uma assombrosa antologia do Death Metal Sueco, desde as suas origens na segunda metade dos 80s até aos nosso dias. São 52 temas que ultrapassam as 3 horas e meia de duração. A acompanhar a componente áudio está um livrete de 16 páginas que inclui uma nota introdutória de Daniel Ekeroth, assim como notas para cada tema incluído e muita mais informação relevante. O primeiro CD retrata os primórdios do género e a fase de maquetes, com nomes como Mefisto, Merciless, Nihilist, Carnage, Therion, Tribulation, Grotesque, Dismember, etc. No segundo CD retratam-se os primeiros álbuns e aqui figuram nomes óbvios como Entombed, Dismember, Grave, Unleashed, Tiamat, At The Gates, Edge Of Sanity, Therion, Marduk ou Dissection, por exemplo. As várias vertentes são devidamente exploradas: desde o típico som “old school” de Estocolmo até às experiências “midtempo”, atmosféricas e com toques sinfónicos; passando pela fusão de Death e Black que, nesta altura, ainda não estavam bem diferenciados; a génese do som de Gotemburgo; e até algum Grindcore e material mais recente de inclinação retro. No terceiro CD dá-se o passo em frente no calendário e ouvimos a fase de ouro do estilo através de uma segunda vaga com Seance, Evocation, House Of Usher; Crypt Of Kerberos, etc, e ainda nos é apresentada uma banda mais recente, Katalysator, indicando que o estilo ainda continua bem vivo e recomendável. O som está fantástico e, excluindo um par de temas provenientes de gravações mais antigas e/ou “caseiras” (aí nada a fazer), nota-se que houve um extremo cuidado na recuperação de algumas raridades. Esta é, sem dúvida alguma, a melhor antologia do Death Metal Sueco já editada. Para quem, como eu, viveu o Underground Europeu durante muitos anos, esta é uma edição indispensável. Infelizmente, para mim, esta crítica é baseada em mp3 de avanço faltando, além de um tema, a componente física e gráfica. Mas já serviu para me deixar com água na boca para o produto final, disponível a partir de dia 2 de Março. 90%
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Tuesday

Attrition – Kill The Buddha! The 25 Year Anniversary Tour (2009) – Two Gods

Os Britânicos Attrition regressam às edições com um disco ao vivo, gravado aquando da digressão comemorativa dos 25 anos da banda, entre 2006 e 2007, na Europa, USA e México. São 9 temas, mais intro e outro, que perfazem 48m38s. O som mantém-se, de certa forma, inalterado pois estas faixas foram retiradas directamente da mesa de mistura e, posteriormente, masterizadas pelo próprio Martin Bowes. Não é o primeiro disco ao vivo da banda, mas marca uma fase importante pois não é qualquer banda que se aguenta 25 anos, principalmente na cena alternativa (ou talvez sejam as que se aguentam melhor pois fazem-no por gosto). Uma excelente proposta para os fãs de Attrition, Darkwave e Electrogoth em geral. 80% http://www.attrition.co.uk/ / www.myspace.com/danteskitchen
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Attrition - Live 12-06-06, Portland ORE

Satans Revolver – The Circleville Massacre EP (2008) – Raging Planet

Depois de várias apresentações ao vivo por esse país fora, os Satans Revolver decidem ir a estúdio e registar alguns temas. “The Circleville Massacre” é o EP que resulta dessa sessão. A 5 temas adiciona-se ainda uma faixa multimédia com curtos vídeos promocionais de estúdio e ao vivo. Os vídeos pouco ou nada atribuem de especial ao disco, resultando apenas como um extra mais estilístico que funcional. Os elementos da banda provêm de nomes já conhecidos da cena Underground nacional como Twentyinchburial, Aside, As Good As Dead, Before The Torn ou Forgodsfake e a sonoridade de Satans Revolver reflecte essa experiência e alguma heterogeneidade de estilos. Uma fusão de Hardcore, Metal e Southern Rock / Stoner fazem os pouco mais de 17 minutos. Há boas ideias mas também alguns “clichés”, resultando o EP mais divertido que propriamente uma obra de arte. Mas talvez seja essa mesma a ideia principal da banda, em ter apenas um grande gozo com o projecto. Nada de surpreendente, nada de novo, mas eficaz o suficiente para uma noitada de copos com os amigos, rodando na aparelhagem ao lado de discos de Sick Of It All, Down, Eyehategod, Pro-Pain ou outros que tais. 65% www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.myspace.com/satansrevolver
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Satans Revolver - Barfight's

CineMuerte – Aurora Core (2008) – Raging Planet

Este é o novo trabalho para o duo CineMuerte, o segundo disco de longa duração após a estreia “Born From Ashes” em 2006. São 9 novos temas, em pouco mais de 38 minutos, com a habitual fusão de elementos Pop, Rock, Metal e Góticos. Sophia Vieira e João Vaz fazem-se acompanhar em “Aurora Core” por Pedro Cardoso (F.e.v.e.r.) na bateria e Ricardo Amorim (Moonspell) na guitarra. Há ainda uma letra escrita por Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, cedida à banda, para a faixa “The Night Of Everyday”. Há também uma parte multimédia que inclui o vídeo promocional do tema de apresentação “Air” e um curto “making of”, além de informações técnicas sobre o disco. O disco foi misturado e masterizado por Waldemar Sorychta (Moonspell, Tiamat, Samael, Lacuna Coil, The Gathering) o que, por si, já é sinónimo de qualidade. Mas não são os nomes aliados a um disco que o fazem ser o que é. A música contida na rodela cinzenta é o principal. E aqui isso não falha. Som forte e potente quanto baste para agradar aos ouvintes de sonoridades mais “pesadas”, mas com muita melodia e uma cristalinidade que permite apreciar todos os elementos em jogo. Não há grande diferença entre este “Aurora Core” e a anterior proposta. É apenas um passo em frente para o duo que, com apenas dois discos, já conseguiu criar a sua sonoridade e identidade. Os CineMuerte continuam na mesma e isso é bom, muito bom. 85% www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.myspace.com/cinemuerte
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CineMuerte - Air

Friday

Seance – Awakening Of The Gods (2009) – Pulverised Records

No activo há quase 20 anos, e depois de uma ausência de 15 anos nas edições discográficas, estes Suecos regressam com este brutalíssimo “Awakenig Of The Gods”. Em 11 novos temas destilam um Death Metal que tanto tem de “old school” como “new school”. As pitadas de Thrash tanto nas guitarras como nos ritmos é refrescante e não deixa o som dos Seance tornar-se demasiado repetitivo e monótono. Som cru mas poderoso e audível; ritmos devastadores sempre a partir e com imensas mudanças; riffs de guitarra fabulosos; voz cavernosa a aumentar a crueza; e muita técnica musical, é o que nos oferecem em cerca de 37 minutos. Recomendo vivamente a fãs de Death / Thrash pesadão e rápido da velha escola. 85% www.myspace.com/seanceseance / http://www.pulverised.net/ / www.myspace.com/pulverisedrecords
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Seance - 13th Moon (Saltrubbed Eyes, 1993)

Cannibal Corpse – Evisceration Plague (2009) – Metal Blade

A banda de Death Metal mais famosa (e mais lucrativa) do planeta está de volta. “Evisceration Plague” traz 12 novos temas repletos de brutalidade. O som reconhece-se instantaneamente ao carregar no botão “play”, mas nota-se que há ligeiras mudanças em relação às 2 ou 3 últimas propostas. Os Cannibal Corpse de 2009 têm mais groove e não abusam tanto dos “blastbeats”; têm um som mais “old school” a fazer lembrar os primórdios da banda (leia-se fase Chris Barnes); têm inclusive uns trejeitos Thrash que dão outra cor a este novo álbum; e adoptam uma produção mais crua e potente em detrimento das mais recentes edições com um som demasiado polido. São cerca de 39 minutos do mais puro Cannibal Corpse que, na minha modesta opinião, suplantam tudo o que fizeram nos últimos 15 anos. Esta recuperação de um som mais “old school” agrada-me imenso e é extremamente refrescante (se é que a designação se pode usar ao falar desta banda). Agora só resta presenciar a devastação “in loco”. 90% http://www.cannibalcorpse.com/ / http://www.metalblade.de/
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Cannibal Corpse - Make Them Suffer (Kill, 2006, Metal Blade)

Thursday

The Rough Guide (World Music Network / Rough Guides)

A série de CDs “The Rough Guide” é uma colaboração da editora de World Music Network e da Rough Guides. Trata-se de compilações temáticas que representam a música de um país, um estilo musical ou ainda uma ideia específica que consiga agrupar vários artistas/bandas. Recentemente chegaram-me às mãos 8 destes discos, todos datados de 2008. Os discos promocionais que tenho em mãos incluem um interessante conteúdo multimédia no qual se faz a apresentação geral do país e/ou se descreve o material contido no CD. Não sei se esta faixa multimédia se encontra disponível no produto final, apenas sei que não está contido no livrete. De qualquer modo, podem sempre aceder ao website oficial da WMN ou da Rough Guide e por lá encontrarão o essencial para compreender estas “antologias” ou “samplers”.
Passo então a descrever sucintamente os 8 discos (sem qualquer ordem em especial).

“The Rough Guide To The Music Of Japan”: Tendo em conta o meu fascínio pelo Japão, a sua cultura, música, história, geografia, cultura Pop/moderna/urbana, este foi o que mais me chamou a atenção. 18 faixas para o mesmo número de artistas/colectivos representam estilos tão díspares como o Gagaku, Enka, boogie-woogie do pós-guerra, electrónica ou a música mais tradicional. Alguns mais interessantes e apelativos que outros, mas no geral um documento interessante do que se vai fazendo no Japão em termos de música tradicional e/ou da sua fusão com sonoridades modernas. Destaques: Michiko Suga, Chanchiki, Oki Dub Ainu Band, Seijin Noborikawa, Tadao Sawai, Kunaicho Gakubu, Tendai Shomyo / Tatsuya Koumazaki / Pangea, Kotsuru Tade, Shizuko Kasagi, Harumi Miyako, Shibusashirazu. 90%

“The Rough Guide To Klezmer Revolution”: Este volume, como o nome indica, é dedicado ao klezmer, ou música de origem Judia. No entanto, como o título também poderá indicar, estas são interpretações mais modernas do tradicional klezmer do século XIX. Usam-se instrumentos não tradicionais, ou mesmo nenhum instrumento; novas interpretações de letras tradicionais ou letras novas; fusão com sonoridades modernas/urbanas. Daí a revolução anunciada. É este ambiente progressista que atrai neste título da série Rough Guides. A seguir ao do Japão, um dos meus favoritos. Destaques: The Klezmatics, Daniel Kahn / Psoy Korolenko / Oy Division, Frank London’s Klezmer Brass All-Stars, Oi Va Voi, David Krakauer, Moguilevsky & Lerner, Shtreiml. 80%

“The Rough Guide To The Music Of Romanian Gypsies”: Mais uma vez, o título é bem explícito. São 20 nomes da nova música cigana da Roménia. Desde “brass bands” até intérpretes de címbalo, passando pela já habitual fusão do tradicional com elementos modernos (um dos atractivos nesta colecção), há um pouco de tudo, quase sempre com novas visões e adaptações do tradicional. Xenofobias à parte, abram a mente para um novo universo que lhes poderá agradar. Se não fosse a música dos fabulosos Fanfare Ciocarlia (que já tive a oportunidade de presenciar ao vivo) e os filmes do não menos importante Emir Kusturika, eu estaria neste momento a olhar para este CD de uma maneira bem distinta. Destaques: Taraf De Haïdouks, Fanfare Ciocarlia, Toni Iordache, Ion Petre Stoican, Shukar Collective, Ionel Cioaca, Andrei Mihalache, Ion Miu. 70%

“The Rough Guide To Calypso Gold”: Esta é uma antologia do tradicional Calypso de Trinidad que representa um período que vai desde a década de 20 até ao zénite do estilo nos 50s. Entre recuperações de algumas gravações raras e outras mais conhecidas, em 20 temas (com repetições de nomes) encontramos as pioneiras orquestras de cordas dos 20s, passando por King Radio nos 40s, e lendas do género nos 50s como The Mighty Bomber ou Lord Kitchener. O som “vintage” de algumas das gravações agrada-me e, quanto mais sujo e “abafado” o som, mais o carácter de “velha escola” se acentua e mais soa a verdadeiro e de raiz. Destaques (precisamente os que têm um som mais “vintage”): Sir Lancelot, King Radio, Caresser, Lion, Lord Kitchener, Duke Of Iron, Tiger, Atilla, Sam Manning, Houdini, Monrose’s String Orchestra. 70%

“The Rough Guide To The Music Of Mali”: Aqui já começo a entrar em terrenos que não vão de encontro aos meus gostos. Dentro do cenário “world music”, a música Africana nunca me atraiu particularmente. Esta colectânea de sonoridades tradicionais do Mali não me fez mudar muito de opinião. Alguns momentos puramente tradicionais intercalados com material de orientação Blues e fusão com sons urbanos é o que podemos ouvir. Dos 15 temas que fazem o alinhamento deste CD, os que me chamam mais a atenção, como habitual, são os mais estranhos e/ou experimentais. Destaques: Amadou & Mariam, Issa Bagayogo, Vieux Farka Touré feat Ali Farka Touré, Les Ambassadeurs Internationales, Boubacar Traore, Tinariwen. 55%

“The Rough Guide To Turkish Café”: Turquia. Em 19 temas passamos rapidamente de material tradicional para o Pop, da música cigana para ambientes dançantes. Não é o meu prato favorito, mas alguns dos sons, mais que os ritmos, agradam. No entanto, a maior parte do material soa demasiado “pop de eurovisão” para o meu gosto. Destaques: Ensemble Hüseyin Türkmenler, Sevval Sam, Ahmet Kusgöz Ve Arkandaslari, Hüsnü Senlendirici, Musa Eroglu, Selim Sesler, Burhan Öcal & The Trakya All Stars feat Smadj. 55%

“The Rough Guide To Arabic Café”: Na mesma linha do anterior. Fusão de tradicional com Pop e ambientes dançantes. Desta feita entramos no universo da música de países Árabes: Palestina, Israel, Síria, Egipto, Núbia, Líbano, Arábia Saudita e Algéria. Mas uma vez, não vai de encontro aos meus gostos. Os mais simples e com tom mais tradicional são os que mais me atraem. Os de fusão soam algo “pindéricos” para o meu gosto. Destaques: Amal Murkus, Amer Ammouri, Ghada Shbeir, Mohammed Roshdi, Louwi Tnnari, Oum Kalthoum, Mahmoud Fadl, Marwan Mesho / Salatin El Tarab Orchestra, Tony Hanna & The Yugoslavian Gipsy Brass Band. 60%

“The Rough Guide To Colombian Street Party”: Só o título já me assusta. Ainda bem que engana, em parte, e encontramos aqui não só as últimas tendências da música Latina (particularmente da Colômbia) mas também alguma tradicional. No entanto, infelizmente, as novas tendências urbanas (Reggaeton) também marcam presença. Mais uma vez, vou aos extremos, inclinando-me para as que me soam mais tradicionais., verdadeiras e puras, ou então as mais esquisitas e experimentais (que não há muitas aqui). Destaques: Sixto Silgado / Paito Y Los Gaiteros de Punta Brava, La Contundencia, Dr Krapula, Joe Arroyo Y La Verdad, David Dely & Tumba Y Quema, Calambuco. 65%

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Wednesday

Gitane Demone – Life After Death (2DVD+CD) (2008) – Cult Epics

“Life After Death” é um duplo DVD que reúne gravações vídeo de Gitane Demone, a loira de tipo “femme fatale” que foi em tempos vocalista de Christian Death. As gravações datam de 1989 a 1998 e incluem videoclips, entrevistas, actuações ao vivo, reportagens de TV, performances “fetish”, entre outros. Entre estas pérolas incluem-se gravações com o malogrado Rozz Williams, tanto em dueto com G.D. como uma actuação da já referida banda Death Rock / Post-Punk / Goth. As gravações não têm imagem ou som perfeitos, pertencendo todas elas à geração VHS e HI8, exibindo as reportagens de TV, inclusive, os logótipos das estações e até legendas embutidas. Mas isso não é o mais importante neste registo, servindo o seu propósito maior de antologia visual e sonora desta senhora ainda no activo. Aliás, esse aspecto visual, ao qual podemos chamar retro, atribui ao conteúdo de “Life After Death” um certo ar “old school” e “undeground” que me agrada particularmente. E se 210 minutos de vídeo não bastassem, a caixa limitada a 2500 exemplares inclui ainda um CD intitulado “Times” e um livrete de 12 páginas com memórias contadas na primeira pessoa. “Times” inclui 40 minutos de versões, na sua maioria de “standards” do Jazz, inéditas até à data, e que abraçam um período que vai desde 1989 até 1996. Um documento indispensável para os amantes da cena Death Rock, Goth, Dark e Avantgarde Jazz. 90% http://www.cultepics.com/ / http://www.gitanedemone.com/
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Rozz Williams & Gitane Demone - Sleepwalk