Tuesday

RELAPSE RECORDS

Já estou a começar a ficar farto destes promocionais com os temas divididos em 99 faixas. Isso e as editoras que agora teimaram em fazer promopools online e querem que a imprensa faça o trabalho todo (fazer o download, escrever a crítica, entrevistas, enviar os links e/ou cópias de todo esse trabalho). Sinais dos tempos. Para os jornalistas que são pagos para fazer esse trabalho, óptimo. E as pessoas, como eu, que fazem tudo isto no seu tempo livre, à borla, apenas pelo gosto à música? Isto tudo para quê? Para dizer que tenho em mãos 5 CD-Rs (sim, nem são CDs originais) com as malditas 99 faixas. Adiante, aqui vão umas linhas rápidas sobre isto e sigo para outros. Sim, porque ainda há pessoal que envia “the real thing” e merece um “tempo de antena” mais prolongado.

Antigama “Warning” (2009): Brutal! Simplesmente brutal. Grindcore com apontamentos que vão desde o Death ao Crust, algum Industrial / Noise pelo meio, passando ainda por material mais avantgarde e técnico. Metam no mesmo caldeirão Nasum, Cephalic Carnage, Pig Destroyer, Messhugah, Voivod, Napalm Death e Disrupt. Rápido, pesado, técnico, intenso, sufocante. É assim o som Antigama. 90% http://www.antigama.net/ / www.myspace.com/antigama

Buried Inside “Spoils Of Nature” (2009): Já tinha gostado muito do anterior “Chronology”. Este segue uma linha similar, mas está mais cru, denso e pesado. Para quem ainda não conhece, os Buried Inside anda pelos territórios do Post-qualquer. São 8 temas que assimilam influências de nomes como Neurosis, Isis, Pelican, Cult Of Luna ou Mogwai. E passo ao seguinte porque estar a olhar para faixas de 7 segundos faz-me doer a cabeça. 75% http://www.buriedinside.com/ / www.myspace.com/buriedinside

Obscura “Cosmogenesis” (2009): Ex-membros de Pestilence e Necrophagist reunem-se para gravar 10 temas de Death Metal técnico com muitos toques progressivos e avantgarde. Muito peso, brutalidade, alguma melodia a acompanhar. Gostei do que ouvi. Para fãs de Cynic, Atheist, Pestilence, Watchtower, Death e Cannibal Corpse. 85% www.myspace.com/realmofobscura

Tombs “Winter Hours” (2009): Trio Norte-Americano. Em 10 temas faz-se a fusão Post com Punk com Noise com Stoner com Black. Pesado, intenso, denso, e muito assente nos ambientes claustrofóbicos. Para fãs Killing Joke, Godflesh, Black Flag, High On Fire, Deathspell Omega, Today Is The Day, Isis, Boris e outros que tais. 75% www.myspace.com/tombsbklyn

Zombi “Spirit Animal” (2009): Sendo eu fã de bandas sonoras, o anterior trabalho destes Zombi havia-me agradado imenso. Bom gosto, têm estes tipos, pensei eu ao descortinar algumas das suas influências. Novo trabalho, mesmo estilo, um passo em frente. Aqui adicionam-se ainda algumas guitarras para dar outra dimensão ao som Zombi. Cinematográfico, progressivo, ambiental, psicadélico, espacial. Ainda não conhecem? “Shame on you”! Se gostam de Goblin, Tangerine Dream, Trans Am, Tool ou as bandas sonoras kitsch dos 70s e 80s (leia-se John Carpenter, exploitation, giallo, 70s horror, sci-fi, 80s low budget action, etc), este á uma opção apelativa. 90% http://www.zombi.us/

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Kronos – Ubi Est Morbus (2008) – Edição de Autor

Gostei da maquete anterior e, embora estivessem ainda muito ligados às suas influências, demonstravam enorme potencial. “Ubi Est Morbus” é a nova aventura em disco e contém 7 temas que seguem a mesma linha, Rock Industrial de ambientes góticos, electrónica e 90s Dark Rock. Ainda longe de ser algo transcendental, é sem dúvida, um passo em frente à anterior proposta. No cenário nacional podem-se citar como referência Mão Morta, Bizarra Locomotiva, Poetry Of Shadows, Capelas Das Almas ou Nihil Aut Mors. Nomes internacionais no universo Kronos podem muito bem ser Depeche Mode, Laibach, Sisters Of Mercy ou Joy Division, apenas para citar os mais óbvios. São 33 minutos que irão agradar com certeza a fãs do género. 70% www.myspace.com/kronosrock
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Bizarra Locomotiva – Álbum Negro (2009) – Raging Planet

Parece que há mesmo vida pós-Armando Teixeira para os Bizarra Locomotiva. Depois de um fantástico “Ódio” (2004), eis que regressam com um “Álbum Negro” ainda mais pesado, sujo, agreste e… negro. Deixando um pouco de lado a vertente “roqueira” do anterior, e optando por uma abordagem mais industrial, este é um passo em frente para a locomotiva. Vão buscar um pouco a todas as frentes da cena Industrial e fazem a sua sonoridade; desde o som mais puro dos primórdios Einstürzende Neubauten, passando pela abordagem mais alternativa dos Young Gods, um pouco de 90s Electro-Industrial de Front 242 ou Revolting Cocks, o peso e groove do Metal Industrial de nomes como Ministry ou Nine Inch Nails (inícios), apontamentos que poderiam figurar em discos do catálogo Cold Meat e até mesmo algum Noise Japonês via Merzbow. O primeiro single e vídeo é “Anjo Exilado”, que conta com a participação de Fernando Ribeiro (Moonspell). Sem querer desfazer da estreia homónima de há 15 anos atrás (que já necessitava uma remasterização e reedição), este é, sem dúvida, o melhor disco de sempre dos Bizarra Locomotiva. 95% http://www.bizarralocomotiva.com/ / www.myspace.com/bizarralocomotiva / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Gazua – Música Pirata (2009) – Edição de Autor / Raging Planet

Segundo trabalho dos Gazua. Mais uma vez, a edição é de autor. A linha é a mesma, fusão Punk Rock melódico e Hard Rock “old school”, cantado em Português, com aquele travo a Rock ‘tuga dos 80s e inícios de 90s (leia-se Xutos, Peste, Censurados, etc). Gostei muito mais do primeiro trabalho, mas este não fica muito atrás. Realço temas como “Eu ouvi falar de ti”, “Esta gente”, “Turbilhões”, “Um outro lado” ou “Fogo Posto”, por exemplo. O disco que tenho em mãos é apenas um promocional, mas pelo que se refere na nota de imprensa, a caixa é feita em cartão canelado, impresso em serigrafia a duas cores, com 4 capas que se reúnem e formam o produto final, tornando cada CD único (os primeiros 500 exemplares são numerados). Tal como fiz em relação ao primeiro, recomendo também fortemente este registo dos Gazua. 75% www.myspace.com/gazua
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Wednesday

Concertos & Actividades






Thunder – The EP Sessions 2007-2008 (2009) – Metal Heaven

O conjunto de temas aqui incluído foi originalmente lançado em 3 EPs, de 6 temas cada, para satisfazer os fãs, e manter as actuações ao vivo válidas de certa forma, enquanto não era gravado um novo álbum de estúdio. Daí o título deste disco, “The EP Sessions 2007-2008”. Estes EPs continham temas novos, regravações de clássicos, e versões ao vivo. Mas essa nova aventura de estúdio não chegou a ser concretizada pois a banda deu por encerradas as suas actividades nos inícios de 2009. Esta é então a despedida oficial dos Thunder. São 16 temas (apenas ficaram de fora 2) de Hard Rock Norte-Americano de contornos Bluesy. Não é o meu estilo de eleição, preferindo coisas mais roqueiras que com este “feeling” Blues / Southern, além de que a voz não me agrada mesmo nada, mas não posso negar que os Thunder eram uma boa banda de Rock ‘N’ Roll. Uma excelente maneira de dizer “adeus”, com esta colecção de temas dedicada aos fãs. 70% http://www.thunderonline.com/ / http://www.metalheaven.net/
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The Crystal Caravan – The Crystal Caravan (2009) – Garageland Records

Não tenho muitas informações sobre esta banda pois a acompanhar o CD-R não vinha qualquer tipo de nota de imprensa ou biografia. Talvez seja melhor assim, para se poder ouvir o disco sem qualquer tipo de preconceitos ou influências externas. São Suecos; é um septeto; esta é a sua estreia em longa duração. São 10 temas de Retro Rock ‘N’ Roll com influências de 60s Garage / Trash, 70s Rock, uns toques de psicadelismo, algum Funk e apontamentos Folk. Juntem no mesmo saco nomes como The Doors, MC5, Johnny Thunders, Bob Dylan, Stooges, Blue Cheer, Steppenwolf, Lynyrd Skynyrd, etc, e têm uma ideia do som dos Crystal Caravan. Gostei do que ouvi, embora não me agrade muito alguma orientação Southern Rock de alguns temas. Soa muito mais puro e sincero que muitas das bandas desta cena retro que pululam por essas tabelas mundo fora. E só esse espírito puro já significa muito. Mas não é só isso que marca pontos aqui, pois a música em si também é de realçar. Recomendado a fãs destas sonoridades retro. 75% http://www.crystalcaravan.com/ / www.myspace.com/crystalcaravan / http://www.garagelandrecords.net/
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Atrium Carceri – Souyuan (2008) – Cold Meat Industry

Este é já o quinto trabalho de Simon Heath sob a designação Atrium Carceri. Depois de dois discos na linha Ambient, Heath concentrou-se em fazer outros dois com orientação Industrial. Neste novo capítulo volta ao Ambient de contornos cinematográficos para nos dar 10 novas faixas em pouco mais de 44 minutos. Para ser sincero, não vejo o porque de tanto entusiasmo com este projecto. É simples; é cliché; e o som está muito baixo, agudo e sem força. É extremamente aborrecido e não consegue manter o ouvinte atento por muito tempo. A Cold Meat tem coisas bem mais interessantes nas quais vale a pena investir o nosso escasso dinheiro. 30% www.myspace.com/atriumcarceri / http://www.coldmeat.se/
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Impellitteri – Wicked Maiden (2009) – Metal Heaven

O guitarrista Norte-Americano Chris Impellitteri regressa às edições com “Wicked Maiden”. Nestes novos 10 temas faz-se acompanhar por Rob Rock (voz), James Pulli (baixo) e Brandon Wild (bateria). O que esperar de mais um disco de Impelliteri? Será escusado de explicar aos fãs da velha guarda, por certo. Muito Hard ‘N’ Heavy bem potente, pesado, melódico, velha escola do US Power. Secção rítmica potente; guitarra omnipresente com riffs assombrosos, solos inventivos e muita melodia aliada ao peso; e a “cereja no topo do bolo”, a fantástica voz de Rob Rock. Mais um capítulo importante na longa discografia do guitarrista. E os fãs agradecem. 85% www.myspace.com/impellitteriofficialsite / http://www.impellitterifanclub.info/ / http://www.metalheaven.net/
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Strung Out – Prototypes And Painkillers (2009) – Fat Wreck Chords

Não, não é o novo álbum de originais dos Strung Out. Esta é uma colectânea de raridades. Depois de 6 discos de estúdio, 2 EPs, um disco ao vivo e várias participações em compilações, a banda decidiu que era hora de recolher as raridades num só CD. São 25 temas, entre os quais 7 nunca antes editados, 11 já indisponíveis ao público, duas “covers” (Descendents e Ozzy Osbourne), versões alternativas de temas já conhecidos, e outros. Como habitual neste tipo de edições, os temas variam imenso entre si (som, estilo, experiência da banda, etc), mas quem vai adquirir algo como “Prototypes And Painkillers” já sabe o que esperar e será, com certeza, um fã da banda que quer ter tudo. Dito isto, recomendo estes 67 minutos apenas a fãs da banda. Se quiserem um primeiro contacto com a música dos Strung Out, optem por um dos discos de estúdio. Para os já convertidos, como eu, esta colecção é um “must”. 80% http://www.strungout.com/ / http://www.fatwreck.com/
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Forgotten Suns – Innergy (2009) – Progrock Records

Regresso dos Portugueses Forgotten Suns com novo disco, nova formação e nova editora, a Norte-Americana Progrock Records. São 8 novos temas que ultrapassam a marca da hora de duração. Progressive Metal é a orientação de “Innergy”, um disco muito mais pesado que os anteriores, mais coeso, mais maduro, com uma produção mais cuidada e um som final mais cheio e potente. Muita melodia alia-se aos contornos progressivos e puxa-se mais pela vertente Hard Rock / Heavy Metal em detrimento da sonoridade sinfónica antes praticada. A banda tem o seu estilo e sonoridade mas, mesmo assim, podem-se descortinar algumas (novas) influências de Fates Warning, Savatage, Evergrey, Dream Theater ou Pain Of Salvation. Não será uma obra-prima mas, diria eu com toda a certeza, o futuro do Metal Progressivo luso passa por aqui. 85% http://www.forgotten-suns.com/ / http://www.progrockrecords.com/
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V/A – Echoes Of A Morbid Death – Tribute To Morbid Death (2008) – Bit9

Como o título indica, este é um disco de tributo aos Açorianos Morbid Death, uma das bandas da região com mais longevidade e actividade nos espectros do Metal e do Underground. 11 bandas Açorianas (Neurolag, Hatin’ Wheeler, Anjos Negros, In Peccatum, Duhkrista, Crossfaith, A Dream Of Poe, Zymosis, Spank Lord, Spinal Trip, Violent Vendetta) fazem a sua interpretação dos temas de Morbid Death. Aliás, é mesmo esse o ponto forte do CD pois, além de se falar de diversas vertentes estilísticas (Heavy, Thrash, Crossover, Death, Doom, Gótico, Black), as bandas conseguiram adaptar o original à sua própria sonoridade. Sendo assim, é difícil destacar nomes pois, de certa forma, todos cumpriram com a sua obrigação (mais do que uma obrigação, um prazer, com certeza). O livrete inclui informação sobre as bandas envolvidas e breves apontamentos de cada uma das mesmas acerca dos tributados. Longe de ser uma obra-prima é, acima de tudo, um honesto e merecido tributo por todos estes anos de perseverança. Recomenda-se a fãs “diehard” de Metal nacional. Download autorizado disponível neste link. 75%
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Waterland – Waterland (2008) – Edição de Autor

Waterland é um projecto de Miguel Gomes, guitarrista de Oratory. Neste registo homónimo faz-se acompanhar dos vocalistas Marco Alves (ex-Oratory) e Bruno Gomes. 15 temas que ultrapassam os 76 minutos de duração apresentam um Heavy / Power de contornos melódicos e influências neoclássicas. Há aqui boas ideias mas, todo o projecto é algo cliché, o som tem pouca pujança, a bateria programada é irritante, e todo o ambiente de projecto solo, com epicentro no quarto do músico, acabam por arruinar o pouco que de bom “Waterland” possui. Talvez com uma banda a sério e uma gravação decente isto soasse viável. Assim acaba por ficar no fundo de uma pilha de CDs que todos os meses vão sendo editados dentro do género. 25% www.myspace.com/waterlandband
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Urban War – Who’s Watching You? (Demo, 2008) – Edição de Autor

Segundo trabalho de estúdio para os Urban War. 4 temas + intro fazem a fusão de Thrash, Hardcore e alguns apontamentos mais alternativos. A banda aposta na heterogeneidade mas, pessoalmente, acho que esse é o seu ponto fraco. A maquete (disfarçada de EP, como é hábito hoje em dia) soa algo fragmentada e com travo a experiências de garagem que viram a luz do dia. Uma melhor absorção das diversas influências e “backgrounds” dos músicos poderia criar alguma homogeneidade favorável. Mesmo assim, há aqui boas ideias e espera-se melhor. A capa também poderia ter sido mais trabalhada. Já não estamos na década de 80 para usar desenhos feitos no liceu por um dos membros da banda. Para já esta rodela serve o seu propósito de promoção, irá ajuda-los a conseguir algumas actuações, e dessas virá a experiência e coesão necessárias para um 3º registo acima da média. 50% www.myspace.com/urbanwarmusic
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Insaniae & Mourning Lenore – Split CD (2008) – Daemonium

Split CD entre estes dois projectos nacionais de Doom. A edição é do blogue Daemonium, a propósito do seu 3º aniversário. Dois temas para cada banda mas, como habitual no espectro Doom, estes oscilam entre os 8m30s e 12m, perfazendo cerca de 41 minutos de lusitano peso arrastado, depressivo, decadente, frio. Os Insaniae atrevem-se a usar a língua materna como veículo para as suas letras, voz feminina e uma faceta mais melódica do género. Assinam o melhor “lado” do disco. Não ficando muito atrás em qualidade, seguem os Mourning Lenore com uma orientação mais pesada, Death / Doom, passagens ambientais a adornar. O som da gravação não é tão bom como o dos companheiros de edição, mas as duas faixas revelam ideias e potencial. Aguardam-se edições a nome próprio. Para já, irá agradar a fãs do estilo. 70% www.myspace.com/insaniae / www.myspace.com/mourninglenoredoom / http://www.abcdemonium.blogspot.com/ / www.myspace.com/dmoni1
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Assassinner – Other Theories Of Crime (Demo, 2008) – Edição de Autor

Primeiro registo para os Assassinner. Três ex-membros de Crackdown / Strain voltam a juntar-se para novas andanças no mundo do Metal. Os 3 temas que compõem esta maquete remetem mais rapidamente para a sonoridade 90s Thrash / Core / Industrial dos Crackdown do que para a fusão moderna dos Strain. Pode-se falar em influências como Sepultura (fase Chaos AD), Morgoth (último disco), Fudge Tunnel, Fetish 69 ou os Portugueses Ramp ou Squad. Gostei do que ouvi. É saudado o regresso ao activo destes 3 músicos. Aguardo com expectativa o álbum. 80% www.myspace.com/assassinner
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Monday

Ordo Rosarius Equilibrio – O N A N I [Practice Makes Perfect] (2009) – Cold Meat Industry

Os Ordo Rosarius Equilibrio regressam com aquele que é já o seu 8º álbum. Em pouco mais de 48 minutos ouvimos 11 temas da já habitual sonoridade O.R.E. Desta feita os temas são apresentados numa orientação quasi-Pop, no sentido do formato de canção. Dark, ethereal, martial, folk e pop fundem-se com líricas de cariz sexual, sensual, erótico. Guitarras aliam-se a percussões primitivas, órgãos e pianos colaboram na perfeição com uma caixa de ritmos, coros de igreja harmonizam com gemidos e vocalizações femininas angelicais mas sedutoras. Tudo condimentado com um certo humor negro e uma sexualidade entre o espiritual e o carnal. Como se refere na nota de imprensa, não se chega a cair no erotismo barato, nem mesmo na pornografia descarada, podendo-se falar até numa banda sonora de contornos Dark para um filme de Tinto Brass. Não é o melhor trabalho dos O.R.E., mas os fãs do projecto já sabem o que esperar e não ficarão desiludidos. 80% http://www.coldmeat.se/ / www.ordo-rosarius-equilibrio.net/ / www.myspace.com/ordorosariusequilibrio
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Suidakra – Crógacht (2009) – Wacken Records

Depois de um “best of” em 2006, o trio teutónico Suidakra regressa no início de 2009 com um novo registo de originais intitulado “Crógacht”. Para manter o som fresco adicionam, ao já habitual Pagan / Folk Metal, novos elementos tais como instrumentos tradicionais, um coro de 16 pessoas e arranjos orquestrais. Confesso que não sou grande fã deste tipo de sonoridade e que me soa tudo igual, de banda para banda, de disco para disco, de tema para tema. Para uma banda ou disco me surpreender nesta linha musical é necessário ter aquele “je ne sais quoi”. E aqui não está presente, isso é certo, mas não me desagradou de todo. A abordagem que os Suidakra fazem ao género é própria e, mesmo não sendo nada de transcendental, agrada e satisfaz. E, para os fãs “diehard” de histórias, lendas e mitologia, posso ainda informar de que “Crógacht” é um disco conceptual baseado na dramática lenda Irlandesa do herói Cuchulainn e seu filho Conlaoch. Se tiverem que ouvir apenas um par de discos do género (recentes, isto é, não falemos em clássicos), este tem de estar entre as escolhas. 75% http://www.suidakra.com/ / www.myspace.com/suidakra / http://www.wackenrecords.com/
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Deceiver – Thrashing Heavy Metal (2009) – Pulverised Records

Os Suecos Deceiver reuniram-se uma última vez para gravar o seu “canto do cisne”, “Thrashing Heavy Metal”. Em 10 temas, que não atingem os 35 minutos, pratica-se um Thrash Metal da velha escola com fortes influências de Mercyful Fate e Judas Priest. O típico som Sueco de finais dos 80s e inícios dos 90s é também notório nesta fusão de Heavy e Thrash. Tem os seus pontos de interesse, mas também tem os seus pontos fracos. Há aqui boas ideias, riffs, solos, melodias, mas ao fim de alguns temas, torna-se algo monótono e cansativo. Esgota-se muito rapidamente e isso é mau. No entanto, não me interpretem mal, esta é uma boa aposta para os fãs deste tipo de sonoridades, das bandas acima mencionadas e outras como Venom ou Dismember. 65% www.myspace.com/deceiverswe / http://www.pulverised.net/
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Tribulation – The Horror (2009) – Pulverised Records

“The Horror” é o disco de estreia para os Suecos Tribulation. Death / Thrash de inspiração “old-school” com uns toques de Black Metal é o que nos oferecem em 9 temas que não atingem a marca dos 33 minutos. Curto, rápido, cru, incisivo, sem misericórdia, é assim que se quer. As influências são mais que notórias mas, isso aqui não interessa minimamente, pois o espírito é verdadeiro, puro, sincero. O som é cru e agressivo como ser quer, mas nítido e poderoso, não caindo naquela ideia absurda de que para ser Underground e “old School” tem que ter um som nojento do tipo gravação caseira. Venom, Slayer (dos inícios), Morbid Angel (dos inícios), Nihilist, Grave, Dismember, e outros que tais, podem ser nomes a apontar no Universo Tribulation. Este é daqueles discos que transpira Metal por todos os poros. Altamente aconselhável. 85% http://www.pulverised.net/
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