Friday

ATTRITION - Remasters 2009

Novas reedições (e um título novo contendo material antigo) do catálogo dos Attrition me chegaram às mãos hoje. Por ordem alfabética dos títulos, aqui seguem as apreciações gerais.

Attrition “A Tricky Business” (1991 / 2009) – Two Gods
Originalmente editado em 1991, este é talvez um dos albums mais populares dos Britânicos Attrition. Em 9 temas faz-se a fusão de gótico, electro-industrial, darkwave, neoclassical e ethereal. O ambiente cinematográfico, negro e denso, mas ao mesmo tempo melódico, sinfónico e dançável, faz o som de “A Tricky Business”. Além dos 9 temas originais (entre os quais o clássico “A Girl Called Harmony”) devidamente remisturados pelo próprio Martin Bowes, adicionam-se os 3 temas extra da edição CD e a remistura 12” de “Something In My Eye” de 1992. O melhor álbum dos Attrition? É sem dúvida o meu preferido. 95%

Attrition “Across The Divide – Live In Holland, 1984” (2009) – Two Gods
Edição nova, mas com gravações antigas. Passo a explicar. Este disco contém temas gravados ao vivo na digressão de 1984 ao lado dos Legendary Pink Dots. Os temas foram gravados directamente na mesa de mistura e foram originalmente editados como uma das metades do álbum-cassete “Terminal Kaleidoscope” de 1985. A estes temas já indisponíveis comercialmente, juntam-se duas faixas inéditas gravadas na rádio Holandesa VPRO, no mesmo ano. Remasterizados e novamente disponíveis, estes 40 minutos remontam aos primórdios dos Attrition e ao seu line-up clássico de Martin Bowes, Júlia Walker e Ashley Niblock. No tema de encerramento “Surge And Run” têm ainda a participação do percussionista dos Dots, Pat Paganini. Embora musicalmente seja algo primitivo e simples, representa sem dúvida uma parte importante da história destes Britânicos. 80%

Attrition “Heretic Angels – Live In The USA, 1999” (1999 / 2009) – Two Gods
São 11 temas gravados ao vivo na digressão de 1999 pelos USA. Este conjunto de temas foi editado em 1999 numa edição limitada de 666 exemplares. Voltam agora a ver a luz do dia com remasterização e novo artwork por parte de Bowes. Só é pena não conter temas extra. Os temas surgem aqui numa versão mais crua e, ao mesmo tempo, dançável. Prefiro a vertente mais épica / neoclássica da banda, mas este conjunto de faixas agrada. Não será peça indispensável na vossa discografia, a não ser que sejam fãs acérrimos da banda. 65%

Attrition “The Hand That Feeds – The Remixes” (2000 / 2009) – Two Gods
Em 71 minutos ouvimos 14 temas (entre os quais um bónus para esta reedição) sofrerem uma transformação electrónica por parte de nomes como Dance Or Die, In The Nursery, Stromkern, Flip Shriner, entre outros. “The Hand That Feeds – The Remixes” (edição original de 2000) foi compilado ao longo de 3 anos e editado de um alinhamento que poderia preencher dois discos. Este é daqueles discos que pode funcionar bem ou mal. Eu diria que fica a meio caminho. Algumas remisturas trazem apontamentos interessantes ao tema original e dão-lhe outra roupagem, enquanto que outras retiram o ambiente próprio dos Attrition. É esquisito ouvir um tema de Attrition em ritmo drum ‘n’ bass ou quasi-techno. Fica demasiado alegre. Mas tirando 3 ou 4 temas que apontam para essas áreas, o resto é interessante e vai desde o avantgarde ao experimental, do industrial ao ethereal. 80%

RDS


Some more Atrition here.

Wednesday

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada para as reedições de clássicos oriundos das terras de “down under”, nas linhas do 70s Hard Rock, Classic Rock e seus derivados. Depois de uma primeira remessa de discos que me chegaram às mãos por parte da mesma, eis que apresento a segunda leva com mais seis títulos. Por ordem alfabética, seguem as apreciações de alguns discos perdidos no tempo, recuperados pela Aztec.

Buffalo “Dead Forever” (1972)
Falar em 70s Hard Rock Australiano e não falar nos Buffalo é quase sacrilégio. A estreia “Dead Forever” foi originalmente editada em 1972 e continha 8 temas. Esta reedição inclui 5 faixas bónus, entre as quais os dois temas de “Hobo”, single de 71 dos Head (banda pre-Buffalo de Tice e Wells), e três B-sides de 72, além de um livrete pleno de informação e imagens. Heavy Rock com toques Blues, Psychedelic e Doom. Influências notórias de Sabbath, Uriah Heep, Free e Zeppelin fazem o resto. Pelo meio versões de Free, Blues Image e Chuck Berry. Não é meu disco favorito dos Buffalo (deixo isso para o “Volcanic Rock”), mas está bem posicionado na lista de escolhas. 85%

Buffalo “Only Want You For Your Body” (1974)
O Doom da estreia ficou um pouco para trás e a banda começou a puxar mais pela costela Hard Rock de descendências Deep Purple. São 7 temas originalmente lançados em 1974, aqui adicionados de 2 bónus (e o habitual livrete completíssimo, apanágio destas reedições Aztec). Longe de ser um disco perfeito, mesmo assim está uns furos acima de “Average Rock ‘N’ Roller” e “Mother’s Choice” (o mais fraquito de todos). Na minha lista ficaria talvez em 2º lugar ex-aequo com “Dead Forever” (é difícil compara porque são dois álbuns distintos). 85%

Buster Brown “Something To Say” (1974)
Estando esgotado há mais de 30 anos, esta é a oportunidade de adquirir o único disco dos Buster Brown, banda com ligações (leia-se músicos) a outros nomes Australianos como AC/DC, Rose Tatto, Coloured Balls, etc. Além dos 7 temas originais, 6 bónus foram adicionados, entre os quais o single “Release Legalise”, uma raridade de 80 dos Rose Tattoo, e a versão de Chuck Berry. Hard Rock pouco pesado de onda Blues Rock, dançável, quase Funky. Demasiado “alegre” e “limpo” para me agradar, mas com alguns pontos de interesse. 70%

Lobby Loyde with Sudden Electric “Live With Dubs” (1980)
Pelo menos o título não induz em erro os fãs. Isto são gravações ao vivo que tiveram posteriores dubs em estúdio, visto um dos micros ter tido algumas falhas em concerto. Lobby Loyde (The Aztecs, Coloured Balls) assina as 6 composições incluídas no disco original, originalmente escritas para os Southern Electric. Como bónus há 4 temas de Lobby Loyde & Ball Power gravados em 2000 (“live without dubs”, dizem eles), entre os quais 2 temas de Coloured Balls e uma versão de “Heartbreak Hotel” de Presley. Algures entre o Hard Rock de finais dos 70s e o Punk ‘N’ Roll, esta rodela transpira espírito Rock por todos os poros. Som pesado, cru, intenso, roqueiro quanto baste. Gostei. Para completistas e curiosos. 75%

Madder Lake “Still Point” (1973)
Blues Rock de contornos psicadélicos e progressivos. Era esta a proposta dos Madder Lake em 1973. Aos 7 temas originais adicionam-se ainda outros 7 como bónus (entre B-sides e faixas ao vivo). Não é tipo de sonoridade que a mim me agrade pois assenta muito numa vertente limpa e algo comercial (para a altura, entenda-se). Falta-lhe algum peso ou, em contrapartida, uma orientação mais progressiva e experimental. Nem a etiqueta Psychedelic que lhe atribuem tem muito significado. Fica a meio caminho sem cair para alguma das vertentes. Para completistas apenas. 60%

Madder Lake “Butterfly Farm” (1974)
O trabalho que sucede a “Still Point” não muda muito a sonoridade da banda. E também não muda a minha opinião acerca da mesma. Soa-me um pouco melhor que o anterior, mas não vai muito além da mera curiosidade. Aos 8 temas originais junta-lhe outros quatro esta reedição da Aztec. Gosto da capa, no entanto. Um dos músicos fez ainda parte dos mais célebres Skyhooks. Mais uma vez, recomendado a fãs do género ou coleccionadores. 60%

Tamam Shud “Goolutionites And The Real Thing” (1970)
Os 9 temas da edição original datam de 1970. A estes adicionam-se outros 9 (!). Sim, é isso mesmo, há muito material para explorar nesta reedição. Acid Rock de finais dos 60s é a orientação dos Tamam Shud (nome retirado do livro Persa do século XI “The Rubáiyát” de Omar Khayvam). Grateful Dead, Cream, Doors, Jefferson Airplane, Focus, Jimi Hendrix e outros que tais são influências notórias. Gostei do que ouvi, embora neste tipo de sonoridades prefira as coisas mais cruas e garage do que o som mais “comercial” destes Tamam Shud. Desta banda saíram depois alguns músicos para integrar os, bem mais interessantes, Kahvas Jute. Há momentos interessantes e o CD vale por isso, pelo bónus e pelo valor histórico. 75%

Lamplight “A Sun That Will Not Rise” (Promo-Single, 2009) (Vitamin Records)
Pelas mãos do Lou Risdale da Aztec recebi ainda um single de uma nova banda Australiana chamada Lamplight. Apenas um tema na sua versão “rádio edit”. O álbum de estreia homónimo será editado em Junho. Por esta amostra, a coisa promete. Som Folk Rock “baladesco”, ambientes épico-sinfónicos, de contornos modernos. É aguardar pelo álbum. 75%

RDS

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Tuesday

Concertos



NOFX – Coaster (2009) – Fat Wreck Chords

Sinceramente, nunca fui grande fã dos NOFX. Pelo menos até há um par de anos em que comecei a ouvir os tipos com um pouco mais de atenção. O seu som também começou a ficar um pouco mais pesado e rápido, com uma produção mais cuidada, o que me agradava particularmente. Este é o novo de originais, já o 11º, intitulado “Coaster”, inclui 12 temas, cerca de 33 minutos. Estão mais agressivos, embora mantendo aquele estilo próprio que não irá desiludir os fãs “old school”. O que posso dizer mais sobre um novo trabalho de NOFX? Se já são fãs, vão consumir isto como pão quente. Se ainda não conhecem é porque não circulam neste tipo de universos e esta rodela não vos vai dizer nada. Eu gostei. Disponível em CD, LP (com artwork e título diferentes) e download digital. Isto para não falar no download ilegal, claro está. 80% http://www.fatwreck.com/ / www.nofx.org
RDS

RELAPSE RECORDS

Já estou a começar a ficar farto destes promocionais com os temas divididos em 99 faixas. Isso e as editoras que agora teimaram em fazer promopools online e querem que a imprensa faça o trabalho todo (fazer o download, escrever a crítica, entrevistas, enviar os links e/ou cópias de todo esse trabalho). Sinais dos tempos. Para os jornalistas que são pagos para fazer esse trabalho, óptimo. E as pessoas, como eu, que fazem tudo isto no seu tempo livre, à borla, apenas pelo gosto à música? Isto tudo para quê? Para dizer que tenho em mãos 5 CD-Rs (sim, nem são CDs originais) com as malditas 99 faixas. Adiante, aqui vão umas linhas rápidas sobre isto e sigo para outros. Sim, porque ainda há pessoal que envia “the real thing” e merece um “tempo de antena” mais prolongado.

Antigama “Warning” (2009): Brutal! Simplesmente brutal. Grindcore com apontamentos que vão desde o Death ao Crust, algum Industrial / Noise pelo meio, passando ainda por material mais avantgarde e técnico. Metam no mesmo caldeirão Nasum, Cephalic Carnage, Pig Destroyer, Messhugah, Voivod, Napalm Death e Disrupt. Rápido, pesado, técnico, intenso, sufocante. É assim o som Antigama. 90% http://www.antigama.net/ / www.myspace.com/antigama

Buried Inside “Spoils Of Nature” (2009): Já tinha gostado muito do anterior “Chronology”. Este segue uma linha similar, mas está mais cru, denso e pesado. Para quem ainda não conhece, os Buried Inside anda pelos territórios do Post-qualquer. São 8 temas que assimilam influências de nomes como Neurosis, Isis, Pelican, Cult Of Luna ou Mogwai. E passo ao seguinte porque estar a olhar para faixas de 7 segundos faz-me doer a cabeça. 75% http://www.buriedinside.com/ / www.myspace.com/buriedinside

Obscura “Cosmogenesis” (2009): Ex-membros de Pestilence e Necrophagist reunem-se para gravar 10 temas de Death Metal técnico com muitos toques progressivos e avantgarde. Muito peso, brutalidade, alguma melodia a acompanhar. Gostei do que ouvi. Para fãs de Cynic, Atheist, Pestilence, Watchtower, Death e Cannibal Corpse. 85% www.myspace.com/realmofobscura

Tombs “Winter Hours” (2009): Trio Norte-Americano. Em 10 temas faz-se a fusão Post com Punk com Noise com Stoner com Black. Pesado, intenso, denso, e muito assente nos ambientes claustrofóbicos. Para fãs Killing Joke, Godflesh, Black Flag, High On Fire, Deathspell Omega, Today Is The Day, Isis, Boris e outros que tais. 75% www.myspace.com/tombsbklyn

Zombi “Spirit Animal” (2009): Sendo eu fã de bandas sonoras, o anterior trabalho destes Zombi havia-me agradado imenso. Bom gosto, têm estes tipos, pensei eu ao descortinar algumas das suas influências. Novo trabalho, mesmo estilo, um passo em frente. Aqui adicionam-se ainda algumas guitarras para dar outra dimensão ao som Zombi. Cinematográfico, progressivo, ambiental, psicadélico, espacial. Ainda não conhecem? “Shame on you”! Se gostam de Goblin, Tangerine Dream, Trans Am, Tool ou as bandas sonoras kitsch dos 70s e 80s (leia-se John Carpenter, exploitation, giallo, 70s horror, sci-fi, 80s low budget action, etc), este á uma opção apelativa. 90% http://www.zombi.us/

RDS

Kronos – Ubi Est Morbus (2008) – Edição de Autor

Gostei da maquete anterior e, embora estivessem ainda muito ligados às suas influências, demonstravam enorme potencial. “Ubi Est Morbus” é a nova aventura em disco e contém 7 temas que seguem a mesma linha, Rock Industrial de ambientes góticos, electrónica e 90s Dark Rock. Ainda longe de ser algo transcendental, é sem dúvida, um passo em frente à anterior proposta. No cenário nacional podem-se citar como referência Mão Morta, Bizarra Locomotiva, Poetry Of Shadows, Capelas Das Almas ou Nihil Aut Mors. Nomes internacionais no universo Kronos podem muito bem ser Depeche Mode, Laibach, Sisters Of Mercy ou Joy Division, apenas para citar os mais óbvios. São 33 minutos que irão agradar com certeza a fãs do género. 70% www.myspace.com/kronosrock
RDS

Bizarra Locomotiva – Álbum Negro (2009) – Raging Planet

Parece que há mesmo vida pós-Armando Teixeira para os Bizarra Locomotiva. Depois de um fantástico “Ódio” (2004), eis que regressam com um “Álbum Negro” ainda mais pesado, sujo, agreste e… negro. Deixando um pouco de lado a vertente “roqueira” do anterior, e optando por uma abordagem mais industrial, este é um passo em frente para a locomotiva. Vão buscar um pouco a todas as frentes da cena Industrial e fazem a sua sonoridade; desde o som mais puro dos primórdios Einstürzende Neubauten, passando pela abordagem mais alternativa dos Young Gods, um pouco de 90s Electro-Industrial de Front 242 ou Revolting Cocks, o peso e groove do Metal Industrial de nomes como Ministry ou Nine Inch Nails (inícios), apontamentos que poderiam figurar em discos do catálogo Cold Meat e até mesmo algum Noise Japonês via Merzbow. O primeiro single e vídeo é “Anjo Exilado”, que conta com a participação de Fernando Ribeiro (Moonspell). Sem querer desfazer da estreia homónima de há 15 anos atrás (que já necessitava uma remasterização e reedição), este é, sem dúvida, o melhor disco de sempre dos Bizarra Locomotiva. 95% http://www.bizarralocomotiva.com/ / www.myspace.com/bizarralocomotiva / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Gazua – Música Pirata (2009) – Edição de Autor / Raging Planet

Segundo trabalho dos Gazua. Mais uma vez, a edição é de autor. A linha é a mesma, fusão Punk Rock melódico e Hard Rock “old school”, cantado em Português, com aquele travo a Rock ‘tuga dos 80s e inícios de 90s (leia-se Xutos, Peste, Censurados, etc). Gostei muito mais do primeiro trabalho, mas este não fica muito atrás. Realço temas como “Eu ouvi falar de ti”, “Esta gente”, “Turbilhões”, “Um outro lado” ou “Fogo Posto”, por exemplo. O disco que tenho em mãos é apenas um promocional, mas pelo que se refere na nota de imprensa, a caixa é feita em cartão canelado, impresso em serigrafia a duas cores, com 4 capas que se reúnem e formam o produto final, tornando cada CD único (os primeiros 500 exemplares são numerados). Tal como fiz em relação ao primeiro, recomendo também fortemente este registo dos Gazua. 75% www.myspace.com/gazua
RDS

Wednesday

Concertos & Actividades






Thunder – The EP Sessions 2007-2008 (2009) – Metal Heaven

O conjunto de temas aqui incluído foi originalmente lançado em 3 EPs, de 6 temas cada, para satisfazer os fãs, e manter as actuações ao vivo válidas de certa forma, enquanto não era gravado um novo álbum de estúdio. Daí o título deste disco, “The EP Sessions 2007-2008”. Estes EPs continham temas novos, regravações de clássicos, e versões ao vivo. Mas essa nova aventura de estúdio não chegou a ser concretizada pois a banda deu por encerradas as suas actividades nos inícios de 2009. Esta é então a despedida oficial dos Thunder. São 16 temas (apenas ficaram de fora 2) de Hard Rock Norte-Americano de contornos Bluesy. Não é o meu estilo de eleição, preferindo coisas mais roqueiras que com este “feeling” Blues / Southern, além de que a voz não me agrada mesmo nada, mas não posso negar que os Thunder eram uma boa banda de Rock ‘N’ Roll. Uma excelente maneira de dizer “adeus”, com esta colecção de temas dedicada aos fãs. 70% http://www.thunderonline.com/ / http://www.metalheaven.net/
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The Crystal Caravan – The Crystal Caravan (2009) – Garageland Records

Não tenho muitas informações sobre esta banda pois a acompanhar o CD-R não vinha qualquer tipo de nota de imprensa ou biografia. Talvez seja melhor assim, para se poder ouvir o disco sem qualquer tipo de preconceitos ou influências externas. São Suecos; é um septeto; esta é a sua estreia em longa duração. São 10 temas de Retro Rock ‘N’ Roll com influências de 60s Garage / Trash, 70s Rock, uns toques de psicadelismo, algum Funk e apontamentos Folk. Juntem no mesmo saco nomes como The Doors, MC5, Johnny Thunders, Bob Dylan, Stooges, Blue Cheer, Steppenwolf, Lynyrd Skynyrd, etc, e têm uma ideia do som dos Crystal Caravan. Gostei do que ouvi, embora não me agrade muito alguma orientação Southern Rock de alguns temas. Soa muito mais puro e sincero que muitas das bandas desta cena retro que pululam por essas tabelas mundo fora. E só esse espírito puro já significa muito. Mas não é só isso que marca pontos aqui, pois a música em si também é de realçar. Recomendado a fãs destas sonoridades retro. 75% http://www.crystalcaravan.com/ / www.myspace.com/crystalcaravan / http://www.garagelandrecords.net/
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Atrium Carceri – Souyuan (2008) – Cold Meat Industry

Este é já o quinto trabalho de Simon Heath sob a designação Atrium Carceri. Depois de dois discos na linha Ambient, Heath concentrou-se em fazer outros dois com orientação Industrial. Neste novo capítulo volta ao Ambient de contornos cinematográficos para nos dar 10 novas faixas em pouco mais de 44 minutos. Para ser sincero, não vejo o porque de tanto entusiasmo com este projecto. É simples; é cliché; e o som está muito baixo, agudo e sem força. É extremamente aborrecido e não consegue manter o ouvinte atento por muito tempo. A Cold Meat tem coisas bem mais interessantes nas quais vale a pena investir o nosso escasso dinheiro. 30% www.myspace.com/atriumcarceri / http://www.coldmeat.se/
RDS

Impellitteri – Wicked Maiden (2009) – Metal Heaven

O guitarrista Norte-Americano Chris Impellitteri regressa às edições com “Wicked Maiden”. Nestes novos 10 temas faz-se acompanhar por Rob Rock (voz), James Pulli (baixo) e Brandon Wild (bateria). O que esperar de mais um disco de Impelliteri? Será escusado de explicar aos fãs da velha guarda, por certo. Muito Hard ‘N’ Heavy bem potente, pesado, melódico, velha escola do US Power. Secção rítmica potente; guitarra omnipresente com riffs assombrosos, solos inventivos e muita melodia aliada ao peso; e a “cereja no topo do bolo”, a fantástica voz de Rob Rock. Mais um capítulo importante na longa discografia do guitarrista. E os fãs agradecem. 85% www.myspace.com/impellitteriofficialsite / http://www.impellitterifanclub.info/ / http://www.metalheaven.net/
RDS

Strung Out – Prototypes And Painkillers (2009) – Fat Wreck Chords

Não, não é o novo álbum de originais dos Strung Out. Esta é uma colectânea de raridades. Depois de 6 discos de estúdio, 2 EPs, um disco ao vivo e várias participações em compilações, a banda decidiu que era hora de recolher as raridades num só CD. São 25 temas, entre os quais 7 nunca antes editados, 11 já indisponíveis ao público, duas “covers” (Descendents e Ozzy Osbourne), versões alternativas de temas já conhecidos, e outros. Como habitual neste tipo de edições, os temas variam imenso entre si (som, estilo, experiência da banda, etc), mas quem vai adquirir algo como “Prototypes And Painkillers” já sabe o que esperar e será, com certeza, um fã da banda que quer ter tudo. Dito isto, recomendo estes 67 minutos apenas a fãs da banda. Se quiserem um primeiro contacto com a música dos Strung Out, optem por um dos discos de estúdio. Para os já convertidos, como eu, esta colecção é um “must”. 80% http://www.strungout.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

Forgotten Suns – Innergy (2009) – Progrock Records

Regresso dos Portugueses Forgotten Suns com novo disco, nova formação e nova editora, a Norte-Americana Progrock Records. São 8 novos temas que ultrapassam a marca da hora de duração. Progressive Metal é a orientação de “Innergy”, um disco muito mais pesado que os anteriores, mais coeso, mais maduro, com uma produção mais cuidada e um som final mais cheio e potente. Muita melodia alia-se aos contornos progressivos e puxa-se mais pela vertente Hard Rock / Heavy Metal em detrimento da sonoridade sinfónica antes praticada. A banda tem o seu estilo e sonoridade mas, mesmo assim, podem-se descortinar algumas (novas) influências de Fates Warning, Savatage, Evergrey, Dream Theater ou Pain Of Salvation. Não será uma obra-prima mas, diria eu com toda a certeza, o futuro do Metal Progressivo luso passa por aqui. 85% http://www.forgotten-suns.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

V/A – Echoes Of A Morbid Death – Tribute To Morbid Death (2008) – Bit9

Como o título indica, este é um disco de tributo aos Açorianos Morbid Death, uma das bandas da região com mais longevidade e actividade nos espectros do Metal e do Underground. 11 bandas Açorianas (Neurolag, Hatin’ Wheeler, Anjos Negros, In Peccatum, Duhkrista, Crossfaith, A Dream Of Poe, Zymosis, Spank Lord, Spinal Trip, Violent Vendetta) fazem a sua interpretação dos temas de Morbid Death. Aliás, é mesmo esse o ponto forte do CD pois, além de se falar de diversas vertentes estilísticas (Heavy, Thrash, Crossover, Death, Doom, Gótico, Black), as bandas conseguiram adaptar o original à sua própria sonoridade. Sendo assim, é difícil destacar nomes pois, de certa forma, todos cumpriram com a sua obrigação (mais do que uma obrigação, um prazer, com certeza). O livrete inclui informação sobre as bandas envolvidas e breves apontamentos de cada uma das mesmas acerca dos tributados. Longe de ser uma obra-prima é, acima de tudo, um honesto e merecido tributo por todos estes anos de perseverança. Recomenda-se a fãs “diehard” de Metal nacional. Download autorizado disponível neste link. 75%
RDS

Waterland – Waterland (2008) – Edição de Autor

Waterland é um projecto de Miguel Gomes, guitarrista de Oratory. Neste registo homónimo faz-se acompanhar dos vocalistas Marco Alves (ex-Oratory) e Bruno Gomes. 15 temas que ultrapassam os 76 minutos de duração apresentam um Heavy / Power de contornos melódicos e influências neoclássicas. Há aqui boas ideias mas, todo o projecto é algo cliché, o som tem pouca pujança, a bateria programada é irritante, e todo o ambiente de projecto solo, com epicentro no quarto do músico, acabam por arruinar o pouco que de bom “Waterland” possui. Talvez com uma banda a sério e uma gravação decente isto soasse viável. Assim acaba por ficar no fundo de uma pilha de CDs que todos os meses vão sendo editados dentro do género. 25% www.myspace.com/waterlandband
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Urban War – Who’s Watching You? (Demo, 2008) – Edição de Autor

Segundo trabalho de estúdio para os Urban War. 4 temas + intro fazem a fusão de Thrash, Hardcore e alguns apontamentos mais alternativos. A banda aposta na heterogeneidade mas, pessoalmente, acho que esse é o seu ponto fraco. A maquete (disfarçada de EP, como é hábito hoje em dia) soa algo fragmentada e com travo a experiências de garagem que viram a luz do dia. Uma melhor absorção das diversas influências e “backgrounds” dos músicos poderia criar alguma homogeneidade favorável. Mesmo assim, há aqui boas ideias e espera-se melhor. A capa também poderia ter sido mais trabalhada. Já não estamos na década de 80 para usar desenhos feitos no liceu por um dos membros da banda. Para já esta rodela serve o seu propósito de promoção, irá ajuda-los a conseguir algumas actuações, e dessas virá a experiência e coesão necessárias para um 3º registo acima da média. 50% www.myspace.com/urbanwarmusic
RDS

Insaniae & Mourning Lenore – Split CD (2008) – Daemonium

Split CD entre estes dois projectos nacionais de Doom. A edição é do blogue Daemonium, a propósito do seu 3º aniversário. Dois temas para cada banda mas, como habitual no espectro Doom, estes oscilam entre os 8m30s e 12m, perfazendo cerca de 41 minutos de lusitano peso arrastado, depressivo, decadente, frio. Os Insaniae atrevem-se a usar a língua materna como veículo para as suas letras, voz feminina e uma faceta mais melódica do género. Assinam o melhor “lado” do disco. Não ficando muito atrás em qualidade, seguem os Mourning Lenore com uma orientação mais pesada, Death / Doom, passagens ambientais a adornar. O som da gravação não é tão bom como o dos companheiros de edição, mas as duas faixas revelam ideias e potencial. Aguardam-se edições a nome próprio. Para já, irá agradar a fãs do estilo. 70% www.myspace.com/insaniae / www.myspace.com/mourninglenoredoom / http://www.abcdemonium.blogspot.com/ / www.myspace.com/dmoni1
RDS