Tuesday

Villebrad – Ultrarapid (2009) – Transubstans

Um Dark Rock de contornos progressivos é o que nos oferecem estes Suecos Villebrad. O novo trabalho intitula-se “Ultrarapid” e contém 13 temas em cerca de 54 minutos e meio. Uma das particularidades é a banda cantar na sua língua materna. Imensas bandas fazem este tipo de sonoridade. Algumas bem, outras mal. Os Villebrad sabem o que fazem, mas não fossem as vocalizações em Sueco, “Ultrarapid” soaria banal. E instrumentalmente é o que acontece. Há boas ideias mas no geral deixa aquela sensação de “déjá vu”. Apenas para os fanáticos do género e nomes como Pink Floyd, Muse, Coldplay, Katatonia, Anathema, The Gathering e similares. 60% www.villebrad.com / www.myspace.com/villebrad / www.recordheaven.net / www.transubstans.com / www.myspace.com/transubstans
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Gösta Berlings Saga – Detta Har Hänt (2009) – Transubstans

O quarteto instrumental Sueco Gösta Berlings Saga está de volta. “Detta Har Hänt” inclui 8 faixas em pouco mais de 53 minutos. Basicamente Rock Progressivo é isso que se pode chamar à sonoridade de GBS. Um dos pontos positivos do disco é ter sido gravado ao vivo em estúdio, conservando assim alguma intensidade e energia orgânicas que se poderiam perder de outra maneira. Apenas foram feitos alguns overdubs com sons adicionais. Um dos pontos negativos, e que é o “calcanhar de Aquiles” de todos os discos instrumentais, é o facto do álbum ser muito longo e tornar-se algo monótono ao fim de alguns temas. Apesar de não ser algo de transcendental, ouve-se bem fragmentado (leia-se: uma metade de cada vez), ficando a audição de início ao fim para os ouvidos mais calejados nestas áreas. 70% www.gostaberlingssaga.se / www.myspace.com/gostaberlingssaga / www.recordheaven.net / www.transubstans.com / www.myspace.com/transubstans
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Gargamel – Descending (2009) – Transubstans

Os Noruegueses Gargamel regressam com o segundo de estúdio, “Descending”. Os 4 temas (cerca de 47 minutos) vagueiam algures entre o Rock progressivo Nórdico dos 70s, o Post-Rock, o Doom Rock, com algumas pitadas de Psychedelic e Folk. “Descending” revela uns Gargamel mais obscuros, introspectivos, depressivos, melancólicos. Ao tradicional trio guitarra/baixo/bateria aliam-se pontuais passagens de inúmeros outros instrumentos que dão uma cor adicional ao som Gargamel. Creio que poderá agradar a fãs de material tão díspar como King Crimson, Van Der Graaf Generator, Katatonia, Isis, Anekdoten, Kaipa, Tool, Pendragon ou Opeth, por exemplo. Gostei muito do que ouvi. 90% www.gargamel.no / www.myspace.com/gargamelprog / www.recordheaven.net / www.transubstans.com / www.myspace.com/transubstans
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Burning Image – Fantasma (2009) – Alternative Tentacles

O Gothic Horror Punk dos Burning Image volta a atacar com 10 novas faixas neste “Fantasma”. O ambiente tipicamente Underground assombra este disco. Será propositado? Pois não resulta bem. Capa simplória, livrete minimal, som sujo e agreste de baixo orçamento (mas que até se safa no meio de todos os outros pormenores), e uma imagem mais forte que desvia a atenção da música com pouco sumo. Não é que seja péssimo, mas simplesmente não me disse nada de mais. Há algumas ideias mais ou menos, mas no geral não encanta. Não é Punk, não é Gótico, não é New Wave, é esquisito (no mau sentido). Cheira-me aqui e ali a Killing Joke nos seus maus dias (não é que os tenham, mas imaginem que sim). Já ouvi tantas coisas nesta linha e já me esqueci dos seus nomes. É o que vai acontecer com estes Burning Image. 20% www.www.alternativetentacles.com
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Pansy Division – That’s So Gay (2009) – Alternative Tentacles

Os Queer Punks de San Francisco, Pansy Division, estão de regresso com novo de estúdio intitulado “That’s So Gay”. São 14 novos temas que fazem a habitual fusão de Punk Rock melódico / Pop Punk, Garage e Power Pop. “Average Man” inclui dueto com Jello Biafra e “Some Of My Best Friends” é assinado por Joel Reader (ex-baixista dos Mr. T Experience). As letras seguem a mesma linha de sempre, com a habitual dose de humor e referências à homossexualidade. Ouve-se bem mas alguns temas são demasiado Pop para o meu gosto. O melhor tema é mesmo o já mencionado com a participação de Biafra. De resto, não me chamou muito a atenção. Abaixo da média. 40% www.www.alternativetentacles.com / www.pansydivision.com / www.youtube.com/user/PansyDivisionvideo
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Cross Stitched Eyes – Coranach (2009) – Alternative Tentacles

Cross Stitched Eyes é uma banda da linha Anarcho Crust Punk e que inclui membros de 3 nacionalidades (USA, Alemanha e Inglatera). “Coranach” é já o segundo de originais e o primeiro através da Alternative Tentacles. A sonoridade da banda, como já referido, anda nos territórios do Anarcho Crust, mas estes não têm medo de experimentar um pouco, e sendo assim podemos ouvir temas mais rápidos, sujos, Crust, tal como outros mais melódicos, lentos, ora Doom ora mais Industrial Rock / Noise. Imaginem uma fusão de nomes como Amebix, Icons Of Filth, Killing Joke, Neurosis, Rudimentari Peni, Fudge Tunnel, etc. Nada de transcendental, mas bem feito e com garra. 70% www.www.alternativetentacles.com
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The Phantom Limbs – Accept The Juice / Whole Loto Love (2009) – Alternative Tentacles

Os já extintos The Phantom Limbs têm nova edição em seu nome. Trata-se de um duplo disco constituído por “Accept The Juice” e “Whole Loto Love”. O primeiro é um CD com 19 faixas que fazem resumo à sua curta e insana carreira (1999-2004). Temas de estúdio, remisturas, versões (Fleshies, Screamers, Sex Gang Children) e gravações ao vivo fazem os 62 minutos de pura insanidade Punk / Goth / New Wave daquela que é descrita por Jello Biafra como “a banda mais estranha que já vi”. O segundo disco é um DVD com cerca de 1 hora de material ao vivo e alguns extras. O vídeo é, como habitual neste tipo de bandas, de linha “bootleg” e com as habituais falhas de enquadramento, luz e som. Mesmo assim é possível ver os Phantom Limbs em acção e ter mais do que apenas a parte áudio desta edição.
Essencial na discografia de qualquer Punk ou Gótico com abertura “de-mente” suficiente para encarar algo tão peculiar como os Phantom Limbs. Para fãs das bandas já citadas ou outras como Sigue Sigue Sputnik ou Alien Sex Fiend. 90% www.ofthewandandthemoon.dk / www.alternativetentacles.com
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Subhumans – Death Was Too Kind (2009) – Alternative Tentacles

Não se trata do novo álbum de estúdio dos Subhumans (os Canadianos, não os Britânicos) mas sim de uma compilação de material dos primórdios da banda. Em pouco mais de 24 minutos reúnem-se “Death To The Sickoids” (o primeiríssimo single, apenas 500 exemplares foram editados), o single “Firing Squad” e o single homónimo produzido por Bob Rock (sim, esse mesmo, o produtor dos Metallica), assim como dois temas raros. Todo o material foi especialmente remasterizado para esta edição Alternative Tentacles. Quando vejo este tipo de edições fico logo em pulgas para lhe deitar as mãos em cima. Vejo-as como peças de colecção para aqueles que, como eu, gostam de explorar o Underground e ouvir de novo, ou ficar a conhecer, clássicos como os que se incluem neste “Death Was Too Kind”. Isto, claro está, sem ter que comprar as edições originais (se ainda existirem!) a preços exorbitantes. Isso fica para os coleccionistas que podem despender essas quantias. Para os outros, ainda bem que se fazem este tipo de colectâneas. Recomendo vivamente. 100% http://subhumans.ca / www.alternativetentacles.com
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Alice Donut – Ten Glorious Animals (2009) – Alternative Tentacles

Novo trabalho que marca o regresso de Alice Donut à Alternative Tentacles. No activo desde 1986 (excepção feita a um hiato entre 1996 e 2004), estes já editaram 9 álbuns e 15 EPs/singles. Este é já o 10º de longa duração. Quem já conhece sabe o que esperar, fusão de Indie Rock com Post-Punk, pitadas de Hard Rock e Psychedelic Pop, eventuais passagens jazzísticas e algum experimentalismo. “Ten Glorious Animals” tresanda a 90s e a nomes como Pixies, Sonic Youth ou Peter Murphy. Outros nomes que se podem aliar ao universo Alice Donut são Melvins, Jesus Lizard, Iggy Pop ou Nirvana (na sua fase inicial). Além de 10 novos temas de estúdio, temos direito a uma particular versão de “Where Is My Mind” dos já citados Pixies. É um álbum perfeito? Não. Mas está bem feito e bate a milhas muitas das pretensas bandas “alternativas” que por aí pululam. Como se costuma dizer: “a velhice é um posto”. Mais Alice Donut. Mais do mesmo. Mais do melhor. E ainda bem! 75% http://www.alicedonut.com/ / http://www.alternativetentacles.com/
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Sunday

Vagos Open Air 09

7 E 8 DE AGOSTO - LAGOA DE CALVÃO - VAGOS

A região litoral de Vagos, nas proximidades da cidade de Aveiro, será palco da primeira edição do Vagos Open Air, nos dias 7 e 8 de Agosto.
Do cartaz desta primeira edição fazem parte AMON AMARTH, THE GATHERING, DARK TRANQUILLITY, KATATONIA, EPICA, CYNIC, KATHAARSYS e DAWN OF TEARS nas confirmações internacionais juntamente com os portugueses PROCESS OF GUILT, THEE ORAKLE, F.E.V.E.R. e ECHIDNA.
Este festival consegue assim, a fusão de duas organizações nacionais como a Prime Artists juntamente com a Ophiusa Eventos que regiam os respectivos anteriores festivais, Alliance Fest e In Ria Rocks. Com o objectivo de se firmar como o festival de Verão de referência no metal em Portugal, o Vagos Open Air constitui-se como um dos grandes acontecimentos dos próximos meses.
O espaço do festival facultará de todos os meios necessários para a permanência no local durante os dois dias, como área de campismo (gratuito para os possuidores do passe geral), espaços de lazer (Paintball, Tiro ao Alvo, Slide), zonas de restauração, merchandising, assim como o acesso a outras áreas de lazer fora do recinto do Festival.
Site Oficial
Informações e acreditações: press@vagosopenair.com
Press Kit

Preço dos bilhetes: Bilhete diário = 25 euros / Passe dois dias = 40 euros

Jovens até aos 12 anos têm desconto de 50%, excepto na campanha de passe com oferta de T-shirt.
Locais de venda: Ticketline (Reservas: 707 234 234 - http://www.ticketline.pt/), Lojas Fnac, Worten, Bliss, MegaRede, Agências Abreu, Dolce Vita, El Corte Inglês, Carbono (Lisboa e Amadora), Cave (Lisboa), Piranha (Porto), Lost Underground (Porto) e no local.

Viagens organizadas: Sound Blast (Lisboa) Infoline: 925132975 – email: excursoessb@hotmail.com / True Spirit’s Alive (Porto) Infoline: 960188195 – email: truespiritsalive@gmail.com / Break Point (Vigo – Espanha) / Metal Trip (Madrid, Avila, Salamanca, Valladolid e Valencia – Espanha)

O Fénix conta estar presente nos dois dias e trazer até vós uma reportagem com crítica aos concertos, festival no geral e algumas fotografias. Vão acedendo ao Fénix paras novidades. Vemo-nos por lá. Até! Ricardo.

Thursday

Witch Hunt – Burning Bridges To Nowhere (2009) – Alternative Tentacles

Novo trabalho para os Norte-Americanos Witch Hunt que, segundo os próprios afirmam, é uma banda de Peace-Punk. Este novo de originais (depois de dois 7”s independentes e dois álbuns pela Profane Existence) tem selo da mítica Alternative Tentacles, e inclui 12 temas em pouco mais de 35 minutos e meio. Os Witch Hunt não se limitam a clichés do género e vão buscar influências a vários quadrantes do universo Punk, do Anarcho-Punk ao Hardcore, do Street-Punk ao Crust, passando até por algum Post-Punk. Diverso quanto baste mas sem perder identidade e homogeneidade. Ora melódico, ora rápido e agreste; ora mais experimental, ora mais directo. As influências são variadas e passam, segundo a própria banda, por nomes como Rites Of Spring, Econochrist, The Mob, Poison Idea, Chumbawamba (antigo) ou Husker Du. Quatro elementos formam a banda neste momento, sendo dois deles do sexo feminino, e apenas o baterista não contribui com vocalizações. Gosto da voz mais crusty / anarcho do guitarrista Rob, mas continuo a ter alguma aversão às vocalizações femininas gritadas no Punk, e aqui são duas, a baixista Janine e a guitarrista Nicole. Mas aqui até nem me estão a soar tão mal. O baterista Vince completa a formação. No geral, a avaliação final é positiva. Punk com espírito, verdadeiro, puro. Recomendo. 80% http://www.witch-hunt.cjb.net/ / http://www.alternativetentacles.com/
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Against Me! – The Original Cowboy (2009) – Fat Wreck Chords

Em 2003 foi lançado o disco “As The Eternal Cowboy”, o qual catapultou os Against Me! para a linha das frente do Punk Rock melódico e, posteriormente, lhes possibilitou assinar com uma multinacional e editar “New Wave”. Ora, como o título poderá indicar, estas são gravações “demo” desse mesmo álbum de 2003. Gravado e misturado num par de horas, “The Original Cowboy” pretendia ser apenas uma maquete de pré-produção. O próprio vocalista / guitarrista Tom Gabel diz que, ao ouvir de novo esta gravação, parte dele se arrepende de ter gravado os temas uma segunda vez. Pouco mais de 22 minutos mostram outra roupagem destes 8 temas. Mais cru, directo, agreste, puro. Mais Punk. Eu gostei e recomendo. 85% www.againstme.net / www.fatwreck.com
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Ho-Chi-Minh – It Has Begun (2009) – Raging Planet Records

Já havia ouvido falar muito bem destes Ho-Chi-Minh, mas nunca tive a oportunidade de ouvir a sua música. Este é, portanto, o meu primeiro contacto com a sonoridade deste quinteto de Beja. Fusão de Metal século XXI com elementos electrónicos é a sua orientação. O peso encontra-se sempre aliado a muita melodia; boas ideias abundam; a electrónica está muito bem encaixada. Novidade? Não. Originalidade? Não. Os 11 temas, em cerca de 47 minutos, não diferem muito daquilo que já fizeram bandas como Fear Factory, Spineshank, Mnemic ou Raunchy. Mas está bem feito, isso é certo. Não ficam nada a dever às suas influências. Mas, no geral, o disco não atinge a genialidade que faz os clássicos. Resta aguardar para saber se o futuro fará deles uma banda essencial. Para já, está muito bem. Pés na estrada, e toca a incendiar esses palcos de verão. 75% www.myspace.com/hochiminh / http://www.xuxajurassica.com/ / www.myspace.com/sonsurbanos / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Humble – Step Into Nowhere (2009) – Raging Planet Records

Segundo disco para o trio Humble. Nunca ouvi o disco de estreia, “Get Up” (Sons Urbanos, 2007), por isso não poderei fazer uma comparação, mas lembro-me vagamente de ter recebido uma maquete por parte da banda. Se não estou enganado, na altura aquilo era mais Ska-Punk. Posso estar a confundir com outra banda. Digo isto porque, ao colocar a rodela no leitor, esperava ouvir precisamente esse tipo de sonoridade. Mas o que me surge das colunas são pouco mais de 38 minutos, divididos em 12 faixas, de um Ska / Reggae alinhado num formato quasi-Pop. Ouve-se bem, mas falta-lhe alguma genica e adrenalina. É demasiado “boa onda” para o meu gosto. Talvez por isso comece a cansar ao fim de algumas faixas. Faltam-lhe alguns temas mais “mexidos”. Deve-se ouvir bem numa qualquer esplanada da praia, com os amigos, a beber umas cervejas; ou então numa festa à noite, na mesma praia, na areia, com mais cervejas (he, he). 60% www.myspace.com/humblept / http://www.xuxajurassica.com/ / www.myspace.com/sonsurbanos / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Men Eater – Vendaval (2009) – Raging Planet Records

Para ser sincero, e já o tinha dito na minha crítica ao disco de estreia, não sabia muito bem qual era o motivo do hype criado à volta dos Men Eater. “Hellstone” (Raging Planet, 2007), era um bom disco, que tinha os seus pontos de interesse, mas não era nada de transcendental. Ora, este “Vendaval” já me agrada muito mais. Para começar, os temas são mais curtos e direccionados para o formato de canção. Em segundo lugar, o som de Men Eater tornou-se mais dinâmico, pesado, intenso e menos experimental, ou seja, mais directo ao assunto. Mais Stoner (ainda se usa esta designação?!), mais 70s Heavy Rock, mais Sludge, mais Rock ‘N’ Roll. É uma orientação que a mim, particularmente, me agrada muito mais que o Post-qualquer-coisa do álbum de estreia. Gostei do que ouvi, embora se torne algo repetitivo lá para o meio. Os temas perdem alguma identidade e confundem-se, não ficando no final nenhuma letra ou melodia na cabeça do ouvinte. Apesar disso, chamaram a minha atenção e vou ficar atento ao que vão fazer no futuro. 70% www.myspace.com/meneaterdoom / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Dawnrider – Two (2009) – Raging Planet Records

Desde o 7” de estreia que ando atento a estes Dawnrider. O disco de estreia, “Alpha Chapter” (Raging Planet, 2007), foi um portento de Heavy Rock de contornos retro. Neste novo trabalho afastam-se um pouco do 70s Heavy Rock dessa estreia e abraçam uma sonoridade mais Doom à la Sabbath / Pentagram / Saint Vitus com elementos de Space Rock / Psychedelic de inspiração Hawkwind e até algum 1969s Psychedelic Rock. Abre com a psicadélica “Scared Of Light”; “Evil Deeds” e “Redemption” puxam à costela Sabbath; “Irinia” ultrapassa os 12 minutos e é lento, arrastado, hipnótico, minimalista, com letra simples e curta (em português) levada à exaustão, tem ainda uns elementos de Folk mais para o final; “Queen Of The Mountain” e “The Hallow Path” voltam ao Heavy Doom dos 70s; “Walking Blind” do 7” é aqui regravada, mais Doom lento, agreste, pesado; fecha-se com chave de ouro com o instrumental “Maelstrom” numa toada Epic / Viking (?!uma faceta a explorar no futuro?!). Cerca de 51 minutos fazem “Two”, um disco que, particularmente, não me agrada tanto como “Alpha Chapter”, mas que não lhe fica muito atrás em termos de qualidade. Mais um tiro em cheio. 80% http://www.dawnrider.com/ / www.myspace.com/dawnriderdoom / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Geff – Land Of The Free (2009) – Metal Heaven

Disco de estreia para este super-projecto Sueco criado pelo guitarrista Ralf Jedestedt e que inclui Göran Edman (voz), Anders Johansson (bateria), Mats Olausson (teclas) e Per Stadin (baixo); nomes podem ser reconhecidos de bandas como Yngwie Malmsteen, Hammerfall, John Norum, Silver Mountain, Snake Charmer, Glory, Brazen Abbot, Jean Beauvoir e A.R.K. O teclista Jens Johansson (Stratovarius, ex-Yngwie Malmsteen) contribui ainda com um solo numa das faixas. Este tipo de projectos fazem sempre franzir o sobrolho. O que irá sair daqui? A soma das partes será assim tão boa? Na maior parte dos casos, o resultado final é mediano. Infelizmente, é o que aqui acontece. Há talento, há técnica, há até espírito, mas no global, não há aquele “je ne sais quoi” que torna o disco excitante, fresco, apelativo. Ouve-se, soa bem, mas não fica retido após a audição. 60% http://www.metalheaven.net/ / http://www.aorheaven.com/
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Fair Warning – Aura (2009) – Metal Heaven

Que diferença brutal entre este e o anterior disco em revisão. O Hard Rock melódico dos Alemães Fair Warning está de volta através de 10 novos temas (e mais dois bónus na edição especial). A guitarra de Helge Engelke está fantástica; a secção rítmica composta pelo baixista Ule Ritgen e o baterista CC Behrens é irrepreensível; e a voz de Tommy Heart não poderia estar melhor. É pesado quanto baste para agradar a fãs de Hard ‘N’ Heavy, mas melódico o suficiente para o pessoal do Rock clássico e AOR. Tem o melhor dos dois mundos, diria eu. Não será o seu melhor disco, sendo até um pouco repetitivo a partir do meio, mas é bom o suficiente para não passar despercebido. Para fãs de Journey, Asia, Europe, Whitesnake, Survivor e similares. 70% www.metalheaven.net / http://www.fair-warning.de/
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Bai Bang – Are You Ready (2009) – Metal Heaven

Sexto trabalho para estes Glam Rockers Suecos que iniciaram a sua carreira nos finais dos 80s. Em 10 temas percorrem todos os clichés do género, desde as guitarras às melodias, desde os refrões com coros às letras, passando pelo obrigatório visual. Os temas rondam os 3 minutos, sempre no formato de canção e/ou single. Ryan Roxie (Alice Cooper, Electric Boys) marca o solo de guitarra em “Only The Best Die Young”. Não sei se será do meu promocional ou do produto final, mas há uma diferença brutal entre o som de algumas faixas. Nada de especial a música da banda, começa bem o disco mas a meio perde-se um pouco. Talvez se ouça bem com umas cervejas a acompanhar e um certo espírito saudosista. Mas eu dispenso, preferindo ir buscar outros itens já meio poeirentos que tenho na prateleira dos discos. Para fãs de Alice Cooper (fase Trash/Hey Stoopid), Def Leppard, Mötley Crüe, L.A. Guns, D.A.D. e outros que tais. 40% www.metalheaven.net / http://www.baibang.se/ / www.myspace.com/baibang
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Vortex – Phanopoeia (2009) – Tesco Organisation

Vortex é um projecto a solo criado por um dos membros de :Golgotha: e cuja sonoridade é influenciada pelo Vorticismo. O Vorticismo foi um movimento artístico de meados da década de 20 (do século XX), criado pelo pintor e poeta Percy Wyndham Lewis, e que definia o artista como alguém que ganhava poder criativo e inspiração a partir do caótico vórtice da energia criativa. O nome desta corrente foi introduzido por Ezra Pound, o qual também surgiu com a frase “phanopoeia” (a ideia de criar poesia para todos os sentidos). A música de Vortex pretende prestar homenagem à corrente Vorticista através de drones, psicadelismo, batidas tribais, samples áudio da dita corrente, etc. A ideia, à partida, soa interessante e poderia dar lugar a uma obra fenomenal, mas fica um pouco aquém das expectativas. Sendo um pouco monótono e simplista, o resultado final não é mau de todo, mas o Dark Ambient / Ritual / Industrial de Vortex poderia ter sido melhor explorado tendo em conta a sua influência máxima. Apenas para fãs “diehard” do género. 55% http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/vortexphanopoeia
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