Showing posts with label Metalcore. Show all posts
Showing posts with label Metalcore. Show all posts

Monday

Crisis Never Ends – Kill Or Cure (2008) – Prevision Music

Começaram pelo Hardcore. Hoje em dia dizem tocar Metal moderno. É mais uma banda a fazer a fusão de Metal e Hardcore (não quero estar a usar o maldito termo mais uma vez!). São 11 temas. São 11 dores de cabeça. Extremamente insípido, derivativo, aborrecido. A voz sempre gritada rapidamente começa a tomar de assalto os nervos de qualquer um. Há muitas outras bandas do género a fazer isto de uma forma mais interessante. Fora! 10% http://www.crisisneverends.de/ / www.myspace.com/crisisneverends / http://www.prevision-music.com/
RDS

Born From Pain – Survival (2008) – Metal Blade

Os Holandeses BFP estão de regresso com o novo de estúdio intitulado “Survival”. São 11 novos temas em pouco mais de 34 minutos que não trazem nada de novo. São os mesmos BFP de sempre, o mesmo estilo, as mesmas letras (ainda estão agarrados à cena 9/11, terrorismo, “new world order”, USA, etc), as mesmas influências (Sick Of It All, Biohazard, Agnostic Front fase 90s, Sepultura fase “Chaos A.D.”, Strife ou Hatebreed). A linha é, portanto, a mesma dos inícios da década de 90 e do Crossover que se fazia entre o NY Hardcore e o Thrash Metal. Até a imagem de tipos musculados acabados de sair do ginásio, os braços completamente tatuados, e a pose de durões está lá. E isso é mau? Em certa parte é, mas por outro lado, a música está bem feita, é potentíssima, tem peso, groove, rapidez, riffs bem sacados às 6 cordas, secção rítmica demolidora, voz áspera reminiscente de A.F. ou Strife (o que agrada). Uma excelente banda de Hardcore / Metal mas que, infelizmente, ficou presa num “loop”. Ou talvez seja essa mesma a intenção deles! Um álbum sem qualquer carácter relevante na música pesada mas que se curte muito bem (faz abanar a cabeça de início ao fim, e isso já é um feito). Para se curtir em casa e ir assistir à devastação ao vivo. 70% http://www.bornfrompain.com/ / www.myspace.com/bornfrompain / http://www.metalblade.de/
RDS
-

Unearth – The March (2008) – Metal Blade Records

Novo trabalho de estúdio para os Unearth. São mais 10 faixas de Metalcore em pouco mais de 44 minutos. E é isso mesmo, mais 10 faixas, nada de novo, nada de fresco, nada de interessante. Não é que os Unearth não tenham boas ideias ou não as concretizem, mas o estilo já está mais que saturado e, por muito que se façam as coisas bem, não chega. Acontece com todas as correntes musicais: tornam-se populares, chegam a um ponto de saturação, muitas bandas cessam funções, ficam apenas as melhores bandas (que acabam por fazer adaptações à sua sonoridade). Os Unearth ainda não estão na fase da progressão musical (no sentido de incorporar novas ideias). Balanço perfeito entre as costelas Hardcore e Thrash, as partes mais rápidas e as mais “groovy” com os típicos “breakdowns”, a faceta mais agressiva e a mais melódica. Mas… falta aquele “je ne sais quoi”. É um disco bom mas igual a tantos outros, tanto da discografia Unearth como da corrente Metalcore. Apenas para fãs acérrimos que ainda não saturaram do estilo. 65% http://www.unearth.tv/ / www.myspace.com/unearth / http://www.metalblade.de/
RDS
-
Unearth - The March" - Trailer

Tuesday

The Blackout Argument - Smile Like A Wolf - Free Online EP

THE BLACKOUT ARGUMENT released their first non-physical sound carrier by TODAY. It's an exclusive 5-song Online EP, entitled "Smile Like A Wolf", that is FREE for download at www.smilelikeawolf.com/

The band on the release of "Smile Like A Wolf":
"Dear lovers & fighters,
In times when the music industry is stumbling across its own feet, it is time to break new ground. As a band you have 2 choices, you either play the game by the old rules hoping you're one of the few at the mercy of the old marketing and promotion strategies. Or you can trailblaze your own pathway through the ever-changing music business jungle.Sounds a lot like biz-talk, but in the end it's all about you, the fan, the listener, the fuel that keeps The Blackout Argument running. We have toured with Boy Sets Fire, Parkway Drive, This is Hell, just to name a few, played shows all over Europe, we have various releases out on great independent labels, a ongoing record deal with Lifeforce Records, got massive press attention all over the place, worked with some of the most renowned designers and have a long list of partners and supporters. Yet still, this is all about you. It's you who we are trying to reach with our message and music.To go the most direct way without detour to your hearts and ears we decided to release a FREE DOWNLOAD EP in June 2008. It's titled "Smile Like A Wolf" and contains 5 brand new and exclusive songs, by the way the first recordings with Roughael, our new singer. No fees, no email-registration, no myspace friend requests requiery or any other bullshit. Just go to http://www.smilelikeawolf.com/ and download the songs for free alongside a complete cd artwork and lyrics.We put at least as much effort in "Smile Like A Wolf" as in any other release we put out so far. We spent hours and hours at the practice place, later on in the studio, forced our most drastic life experiences into lyrics, got Dave Quiggle (Rise And Fall, Sick of it All, Atreyu, War of Ages, etc.) to do the artwork and Milchglas Media to do the web development, to make sure "Smile Like A Wolf" is gonna fully satisfy us and you. This is our hearts and our lives, this is what we love to do and this is what we want to share with you, the fan, the listener, the fuel that keeps us running."
"Smile Like A Wolf" is the band's first recording with their new vocalist Raphael Schmid. THE BLACKOUT ARGUMENT is already working on new material for their upcoming LIFEFORCE RECORDS album in January 2009.

Lifeforce Records PO Box 301172 04251 Leipzig Germany
http://www.lifeforcerecords.com/ - www.myspace.com/lifeforcerecords

Cataract – Cataract (2008) – Metal Blade Records

Já está disponível o novo trabalho dos Suiços Cataract. Com título homónimo, esta nova rodela inclui 10 temas em pouco mais de 46 minutos. Thrash de veia moderna com toques de Death e Hardcore é o que a banda no oferece em “Cataract”. Estão mais pesados, mais rápidos, mais brutais. Os riffs são fantásticos, de linha moderna mas com influências do Thrash old-school; a secção rítmica é potentíssima e a voz é bem agressiva (mais Hardcore que Metal). Slayer, Sepultura (fase Chaos AD), Testament, Obituary, Pantera, Artillery, Agnostic Front, Madball ou Sick Of It All são alguns dos nomes de referência. E essas mesmas influências são notórias no disco bónus da edição limitada. São 11 versões de algumas das bandas já enunciadas e outras das mesmas vertentes. Brutalíssimo! O anterior disco de originais já estava muito acima da média mas, se dúvidas ainda persistiam em relação à banda, estão agora dissipadas com esta nova descarga. Deixaram de ser uma promessa para ser uma confirmação no panorama Thrash Europeu. 85% http://www.cataract-collective.com/ / www.myspace.com/cataract / http://www.metalblade.de/
RDS

Saturday

Forgodsfake – Life Or Debt (2007) – dFX Media

Disco de estreia para os Portugueses Forgodsfake. A banda renasce das cinzas dos Shrapnel e inclui ex-elementos da referida banda e de outros nomes como Painstruck, Straight Shot ou Judged By Greed. Ao todo são 10 temas (mais intro e outro) de Power / Tharsh / Core, algures entre o old school e a new school, em cerca de 44 minutos de duração. Apesar de se poder apontar influências (Sepultura, Testament, Machine Head, Sick Of It All, Slayer, Meshuggah, Arch Enemy, Pantera, Unearth, entre outras) a banda consegue criar um som com alguma identidade. Imaginem uma fusão entre as suas anteriores bandas Shrapnel e Painstruck e, aliado às já referidas influèncias, terão uma pequena ideia da sonoridade destes Forgodsfake. Agressivo mas sem descurar alguma melodia que lhe dá outra côr; ora mais rápido e trashado ora com um groove bem pesado e a puxar dos galões do passado Hardcore. A voz é muito Hardcore para o meu gosto e algo monótona, alguma variação na mesma poderia ser benéfico, não que isso seja um aspecto negativo, apenas não é o meu gosto pessoal, preferindo vocalizações mais Thrash old school. Há alguns contrastes da mesma com linhas vocais mais limpas e melódicas, quase Emo, a cargo de um dos guitarristas e do baixista, algo que também me faz alguma confusão, talvez por lhe dar um certo ar de moda Metalcore / Nu-Metal de contraste vocalização agressiva/melódica. Mais uma vez, a minha opinião pessoal. Pode ser que vos agrade. Já os solos de guitarra, alguns riffs e melodias são bem Thrash old school, gostei. A produção, a cargo de Daniel Cardoso, atribui um som crú e agreste a “Life Or Debt” mas mantém cada peça da engrenagem bem definida, conseguindo-se ouvir na perfeição cada instrumento e linha vocal. Fora alguns pormenores que não me agradam pessoalmente, mas que podem agradar a outros, uma boa surpresa no panorama Metal / Hardcore nacional. 75% http://www.forgodsfake.com/ / www.myspace.com/forgodsfake
RDS

Friday

Forgodsfake - Entrevista

1 - Biografia PT:
- Oriundos da margem sul, Almada, formados em inícios de 2006, os FORGODSFAKE transportam backgrounds provenientes de algumas bandas reconhecidas no panorama de peso nacional, como Shrapnel (nome pelo qual eram conhecidos no passado), Painstruck, Straight Shot, Judged By Greed. Praticando uma fusão entre o thrash, metal-core e a melodia, surgem com o álbum de estreia "Life Or Debt" em meados de 2007, com a produção a cargo de Daniel Cardoso nos UltraSound Studios em Braga e edição a cargo da DFX MEDIA, apresentando este novo trabalho na 2ª edição indoor do Festival Alta Tensão, tour nacional encabeçada pelos Dinamarqueses Mnemic, que percorreu Portugal de norte a sul, terminando na ilha de S. Miguel, Açores. Finais de 2007, e após uma boa temporada de concertos, é altura de voltar a dar asas à veia criativa e começar a compor para o sucessor de "Life Or Debt" com previsão para finais de 2008, não deixando de lado as actuações ao vivo e a divulgação desta nova banda, que tenciona continuar a ter sempre muito para dar ao público. Ainda há muito para vir...
-
2 - "Life Or Debt":
- O álbum foi fruto de cerca de um ano de composição, onde, naturalmente tivémos momentos de pouca, muita e extrema inspiração. Grande parte dos temas surgiram de ideias expontâneas, que a seguir foram desenvolvidas e trabalhadas, com adição de novas ideias que se fundiram, discutiram, alteraram... enfim, trata-se de trabalho de equipa que resulta num tema final, que no fundo só se dá propriamente por terminado na fase de gravação. Isto porque existem muitas coisas que surgem em conjunto com o produtor, que dá ideias, sugere maneiras diferentes de compor uma determinada parte do tema, que geralmente contribui bastante para um bom resultado final, e nesse sentido, o Daniel Cardoso fez um excelente trabalho, pelo que tencionamos continuar a trabalhar com ele. O último tema do álbum, "Outro", que é um instrumental semi-acústico, teve a colaboração do Tiago Rosa, que inseriu umas linhas de violoncelo, adicionando ao tema um grande ambiente de serenidade. A colaboração surgiu através de uma sugestão do Daniel Cardoso, que então contactou o Tiago, que concordou em participar no nosso tema.
-
3 - Letras, temáticas:
- As temáticas das letras rondam geralmente aspectos gerais da vida real, opiniões, liberdade de expressão, situações que nos rodeiam e com as quais todos acabamos por ser confrontados. No geral, são mensagens positivas de apelo a viver bem e com garra, mensagens essas transmitidas por vezes de uma forma agressiva, que mostram a maneira como os Forgodsfake encaram determinadas situações.
-
4 - Capa do disco:
- O conceito e design da capa de "Life Or Debt", foram elaborados por mim (Miguel Borrego) em conjunto com o designer da More Agency, o Pedro, que acrescentou vários elementos a todo o artwork, que resultaram num aspecto muito profissional, no entanto, também foi resultado de ideias provenientes de todos os membros da banda, que foram sendo transpostas para o papel, até sair algo consistente. A imagem frontal mostra-nos objectos em cima de uma mesa, que são os opostos uns dos outros: temos uma soqueira, uma navalha, um copo de whiskey e depois temos uma rosa e um terço a contrastarem completamente. Com isso representamos as hipocrisias, extremos e dilemas que estão à nossa volta . É como se fosse a história de uma pessoa aparentemente serena, calma e com as suas crenças, que chega a casa e tira do bolso vários dos seus objectos pessoais, que espalha na sua mesa, enche o seu copo de whiskey e relaxa no sofá, retirando a sua "máscara de bonzinho" do dia a dia e revelando o seu lado hipócrita, sombrio e agressivo, que vai contra tudo aquilo que apregoa e tenta impor. O nome da banda assenta no mesmo conceito, que apesar de ser um trocadilho a partir da expressão For God's Sake, não é de todo de carácter religioso, nem anti-religioso, é apenas uma expressão que define bem a hipocrisia e as dualidades presentes na vida. O nome do álbum "Life Or Debt" significa "Vida ou Dívida" e representa as escolhas que se pode ter na vida: podemos ir pelo lado por vezes mais difícil, mas que nos dá uma Vida para viver, ou então, pelo lado mais fácil e ao mesmo tempo mais obscuro e maléfico, o que nos deixa em dívida para com a vida.
-
5 - Influências musicais:
- Os 5 elementos dos FGF (Ricardo Pedro - Voz, Miguel Borrego e Alexandre Carvalho - Guitarras, João Madeira - Baixo, Nuno Silva - Bateria), trazem backgrounds musicais de estilos muito variados, desde o mais suave ao mais brutal, todos temos influência de algum estilo musical que o outro elemento não tem tanto, e isso cria uma fusão de todas essas influências, que vai resultar no nosso estilo, que tem como plataforma o Metal inspirado em bandas como Machine Head, Metallica, Meshuggah, Pantera, Unearth, Killswitch Engage, fundindo um pouco de todos os nossos backgrounds.
-
6 - Concertos de promoção ao disco:
- No fundo, desde que o disco foi lançado, todos os concertos têm sido uma promoção. Comecámos com essa promoção em Julho, durante o Festival Alta Tensão, onde foi precisamente lançado o álbum, no início da tour. Depois disso, fizémos várias datas com os For The Glory e temos vindo a promover "Life Or Debt" o mais que pudemos. Temos algumas datas actualmente a serem tratadas, que a seu tempo divulgaremos pelo nosso MySpace www.myspace.com/forgodsfake.
-
7 - Projectos para o futuro:
- Para já estamos a entrar em fase de composição para um novo trabalho, que esperamos comcluir no fim deste ano de 2008. No entanto, não iremos parar a nível de concertos, continuando a divulgar "Life Or Debt". Um dos nossos objectivos é ir além fronteiras e fazer os possíveis para conseguirmos (brevemente, esperamos), organizar uma tour para o estrangeiro e podermos divulgar muito mais o nosso trabalho lá fora, e nada melhor para isso, do que tocar bastante para lá do nosso país.
-
8 - Mensagem final:
- Que se faça boa música nacional, porque há muitas bandas excelentes para isso, apenas não têm as portas necessárias abertas, portanto é preciso batalhar para as abrir. Há que acreditar e gostar verdadeiramente do que se faz, independentemente do estilo musical, comercial ou não, porque só assim se consegue alcançar a força para conseguir vingar neste pequeno meio que é o nosso país.
-
Miguel Borrego.
FORGODSFAKE
-
http://www.myspace.com/forgodsfake

Forever In Terror - Entrevista

- Forever In Terror (meaning of the name, short bio, discography, highlights, …):
The name means people in this world will live Forever In Terror of what is to come… Eventually it will be the end. We formed 4 years ago in 8th grade and have worked our asses off ever since to make it to the top. We recorded and released a 3 song demo that was released under our old name of 7th Plague. That demo got us signed to Metal Blade Records. We just released our first full length entitled “Restless in the Tides” worldwide this June. Check it out and come see us on tour!

- “Restless In The Tides” (rehearsing / writing process, recording process, label, …):
We had a good while to work on this album. It was a slow but fun and challenging process for all of us. The recording was done over our Christmas break from High School in Dec. of 06. It features our friend Mark Hunter from Chimaira on vocals for the song “In the face of the Faceless” it kicks ass.

- Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, …):
My lyrics are mostly just the everyday bullshit and feeling we all deal with. Its like a stress relief to sit and write how I feel instead of just being a complete dick all the time. haha. Some songs are about hatred towards my father, if there is a god, suicide, a girl, many different things.

- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
It was done by a well known artist from Cleveland, OH. His name is Derek Hess he owns Strhess Clothing and The Strhess Tour (Shadows Fall, Poison The Well, Murder By Death) etc. He created the painting for us after we told him the meaning of the album. He did a great job. It means you are always being pulled by the tides of life. This way and that. Its the process of being so frustrated with everything and there is nothing you can do to stop or change the process of life. Your restless.

- Live tour to promote the new record:
We need a solid booking agent. We tour as much as possible!

- Musical (and other) influences:
Kiss, At The Drive-In, The Mars Volta, Through The Eyes Of The Dead, Circa Survive, Glass Casket, GlassJaw, Into The Moat, From A Second Story Window, August Burns Read, Unearth, The Black Dahlia Murder, more…

- Metalcore. Your opinion:
Just a name and a title for people who have nothing better to do then critic and ridicule music. Its lame as hell. If its heavy then its FUCKING METAL. Fuck all your core bullshit. That can be shoved up who ever created that’s ass!

- Final Message:
F-OFF! Hahah just playing. Thanks so much for this interview. Its been great. Please check out our debut album to get the shit knocked out of you!
“Restless In The Tides” in stores NOW on METAL BLADE RECORDS
www.myspace.com/fitmetal

Later – Chris Bianchi FIT

The End - Throwing Stones (Relapse 2007)

As I Lay Dying - Nothing Left (Metal Blade 2007)

Wednesday

METAL BLADE RECORDS – SETEMBRO 2007

As I Lay Dying – An Ocean Between Us (2007): Os AILD não me tinham chamado a atenção com os seus discos anteriores, não eram nada de especial a meu ver, o que faziam, faziam-no bem mas, eram iguais a tantas outras bandas, nada de mais. Ao ouvir pela primeira vez este disco levei uma estalada porque não estava prevenido contra o que iria ouvir. O novo trabalho dos AILD encontra-se a um nível muito superior em relação aos seus anteriores discos. Mais pesado, mais rápido, mais agressivo (mas com muita melodia à mistura) e com um trabalho de composição mais cuidado. O som devastador deste disco deve-se em parte também ao excelente trabalho de produção de Adam D (Killswitch Engage) e à mistura do mestre Colin Richardson (Carcass, Machine Head, etc). Ao peso do Thrash de orientação moderna aliam-se algumas influências do Hardcore mais pesado, alguns trejeitos Death (com alguns blastbeats e dar o seu ar de graça) e muita melodia de guitarra inspirada no Heavy Metal mais tradicional. Chamem-lhe Metalcore. Chamem-lhe Thrash. Chame-lhe Deathcore. Chamem-lhe o que quiserem mas, lá que é uma puta de um álbum de música extrema, lá isso é! Sério candidato a um dos discos do ano! Recomendo vivamente! 95% http://www.asilaydying.com/ / www.myspace.com/asilaydying / http://www.metalblade.de/

Aeon – Rise To Dominate (2007): São Suecos e este é o seu segundo disco, primeiro para a Metal Blade. Death Metal rápido, brutal, técnico, com algum groove à mistura e uma certa melodia. Os 12 temas disponíveis em “Rise To Dominate” são de uma qualidade elevada mas os Aeon a mim parecem-me iguais a tantas outras bandas de Death técnico. Além disso, 45 minutos é muito tempo para um álbum destes. Acaba por se tornar um pouco monótono após algumas faixas. De qualquer modo, não nego a qualidade da parte instrumental, é um disco acima da média (o que hoje em dia já é dizer muito) e os fãs do estilo devem experimentar. 70% http://www.aeon666.com/ / http://www.myspace.com/aeon666 / http://www.metalblade.de/

Desaster – 666 Satan’s Soldiers Syndicate (2007): Mais um trabalho para adicionar à extensa discografia destes Desaster, nas lides desde 1989. Entre lançamentos de diversos formatos e da responsabilidade de diversas editoras, eis que surge o sexto disco de originais. Eu apenas havia tomado contacto com a música da banda em 2005, aquando da edição de “Angelwhore”, primeiro através da Metal Blade. Na altura não me tinha chamado muito a atenção, era material muito apoiado no old-school, nas raízes do Metal e no Underground, o que me agradava particularmente, mas em termos musicais, soava-me algo “cliché” e “normal”. Mas este novo “Satan’s Soldiers Syndicate” já me está a agradar e muito! Black / Thrash old-school, rápido, crú, obscuro, inspirado por nomes como Venom, Hellhammer e Destruction. De salientar participações especiais de Proscriptor (Absu), A.A. Nemtheanga (Primordial) e Ashmedi (Melechesh). Para os puritanos do género, está é uma boa aposta! 80% http://www.total-desaster.de/ / www.myspace.com/desaster / http://www.metalblade.de/

Fleshcrawl – Structures Of Death (2007): Novo disco para os Suecos Fleshcrawl. Ao ver este CD no mais recente pacote promocional da Metal Blade fiquei logo com água na boca. Já tinha gostado muito do anterior “Made Of Flesh” de 2004, daí a expectativa em relação a este novo. E não fiquei desiludido! O estilo continua o mesmo, Death Metal técnico, ora rápido ora mais groovy, com muita melodia típica do Death Sueco. Inspirações de Hypocrisy, Edge Of Sanity, Entombed, Dismember entre outras bandas da cena Sueca da década de 90 são mais que notórias. Na edição limitada em digipack pode-se encontrar como bónus uma versão de “Rockin’ Is My Business” dos The Four Horsemen, tema que infelizmente não faz parte deste promocional que tenho em mãos. Bem, não se pode ter tudo! Já tenho o disco com o alinhamento principal e isso já é muito bom! 90% http://www.metalblade.de/

METAL BLADE RECORDS: http://www.metalblade.de/

War From A Harlots Mouth - Entrevista

War From A Harlots Mouth (meaning of the name, short bio, discography, highlights, …): We started War from a Harlots Mouth as a side-project just for the fun of it in late 2005. At this time we were a three-piece and looking for a second guitar player and a bass player. This wasn’t successful first, so we recorded the songs for our demo tape and the split with Molotov Solution still as a three-piece, but with a new drummer. After we finished the recording process, we found two dudes for the missing instruments and started preparing for the first shows.
Meanwhile 12 Gauge Records from California, USA offered us to release the recorded material and we agreed. We started playing more and more shows and soon got in touch with Lifeforce Records. Luckily they signed us and soon after that we finished writing the last tracks for our full length debut and recorded it.
A few more months later we played a European tour with Dying Fetus, Skinless and Cattle Decapitation and also a few shows with Ion Dissonance, Dead to Fall and Through the Eyes of the Dead. That was a real blast!
This is were we are now…waiting for the Album to be released in September and waiting for the next tour, that starts on august 6th.
The name “War from a Harlots Mouth” is dealing with a liar. It’s a complicated way to describe a lying person, but yeah…we like it complicated. ;)

“Transmetropolitan” (rehearsing / writing process, recording process, label, …): We started writing the first songs for “Transmetropolitan” just after the first studio session. With the addition of Filip and Daniel we were able to get deeper into the guitar work and work everything out with more details. We finally got a studio date for February 2007. At the end of 2006 our drummer unfortunately got a thrombosis in his arm, so we had to take a little time off. Finally we had to write the last few songs within two or three weeks. The recording process took 3 and a half week and went well.
With Lifeforce Records as our label we are really happy. We all grew up with their roster and they were our first choice, when we thought about looking for a label. Working together is a pleasure and it’s getting more and more exciting with a release date, coming closer and closer.

Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, …): The lyrics of “Transmetropolitan” deal with a lot of social relationships of all kind, connected to the social life in big cities and communities. They are mainly influenced by the experiences we made and our life within our social surrounding. Sometimes the lyrics are easy to understand, “Fighting Wars with Keyboards” for example deals with Internet- and Community-Heroes, fighting wars nobody needs. “Heeey…let’s start a Band” is dealing with trends and their blind followers. Other lyrics, sometimes, are a lotta more personal, but all in all it’s not too difficult to understand, what we want to say and the messages are clear.

Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …): Bastibasti is the name of the artist, who created it and the whole artwork is coming out awesome! We just told him the name of the record and that it should be connected to cities and city-life in a weird and gloomy way. The cover itself is a capital as we see it: Big, dirty and devouring.

Live tour to promote the new record: We’ll play a summer tour through the UK, Belgium and Germany in august to pre-promote the record. You can see us on some festivals, too…the Summer Breeze Open Air for example. Check our touring schedule on www.myspace.com/warfromaharlotsmouth, to be up to date! ;)

Musical (and other) influences: Well… we are influenced by a lot of artists and music generally. We love to listen to a lot of different genres: Hip Hop, Hardcore, Metal, Ambient, Jazz, Singer / Songwriter, Southern Rock and what not. Finally technical Metal, chaotic Hardcore and Jazz our main influences for this band.

Final Message: Thx a lot for the interview. Check out our MySpace for everything, you maybe need to know! We hope to see some of you on tour in the near future…say hello!

Entrevistador: RDS
Entrevistado: Simon - Guitars

Machinemadegod - Entrevista

Machinemadegod: Machinemade God has a lot of different meanings, for example:
People worship things and media more than their gods, morals and their own lifes.
They depend on things like Television, Internet and other not important things.

Machinemade God was found in 2003, from the beginning on we took the band serious and we wanted to be more than a fun project, so we pushed the band as far as possible.
In 2004, after several successful shows, we recorded a selfproduced, four-track demo cd, to sell at shows. In 2005 we recorded our debut full-length “The Infinity Complex” which was released by Metal Blade Records, where we signed in 2005. We did some tours, i.e. a full European tour with Evergreen Terrace and played some shows and festivals. When things went more professional we had to replace our guitar-player due to personal reasons. We also were in the writing process for our second full-length “Masked”, which will be released via Metal Blade Records on the 24th of August.

Writing process: When we went to the studio the first time, we actually just recorded our songs.
This time, with “Masked” we really produced an album for the first time. We really thought about how the new songs and the record should sound like. We did a pre-production to make sure the ideas and the songs really work out.
We spent a lot more time while recording our album, to make sure everything turns out exactly the way we want it to. We didn´t want to just bring out an follow-up record which is basically the same record with another title, like some other bands do. We wanted to prove that we are able to write a really good record, that stands out and is totally different to the debut without losing our sound. We think that “Masked” is a 100% progress for Machinemade God. Technically on a higher level, mature songwriting and really diverse record.
We rehearse about two times a week and sometimes more before shows.
Metal Blade is treating us really good and I guess there´s nothing to complain from our side. They work really good and very hard for all their bands, and as far as I know there´s no band on the roster that is unsatisfied with Metal Blade.

Lyrics: A lot of the lyrics I write are personal related, cause that´s the easiest for me to write about me and my feelings and/or experiences I made in my life. I wanted to go further this time and write the lyrics more diverse.
Nemesis for example is about mankind exploiting the earth, polluting nature and about the loss of morals and wrong politics.
Voices is a song about never giving in, even though everything around you seems to break. For Those Who Care is one of my favourites. Cause of the band I didn´t really had the time to be there for my friends as much as I wanted to. Still there were certain people who always stuck with me and cared about me and about what I am doing, over years without complaining about me not being there for me. This was a way for me to give them something back, a small “thank you”, to show them that I don´t take everything for granted.

Album Cover: The Artwork was done my Magdalena Nowak from hellucinations.de . It actually shows a Mask, which represents the Album Title pretty well. It s all in Black and red/brownish colours. We wanted something that looks mystic, dark but not really evil. I think she did an awesome job with that one.

Live tour to promote the new record: We def. wanna tour as much as possible, not just to promote the new album, also because playing shows is what we really wanna do. There´s s something in the works, but nothing really confirmed yet, so I guess I leave it that way.
But mentionable is this years Summer-Breeze-Festival, where we appear.
All other dates will be posted on our website, Metal Blade´s website and on our MySpace page. So check back to these sites every now and then.

Musical (and other) influences: There´s no special band that influences our sound or the lyrics. I guess the main influence is life and the current moods of us while writing music and lyrics.
All of us have a real diverse taste in music.

Metalcore. Your opinion: Is a blurry, worn-out term without a real definition.

Final Message: Thanks for reading and remember to support your local scene!


Entrevistador: RDS
Entrevistado: Flo Velten – Vocals

Saturday

Malefice – Entities (2007) – Anticulture Records

Thrash / Death / Core do mais brutal é o que estes Britânicos Malefice nos apresentam na sua estreia “Entities” através da Anticulture. Ok, isto já é o habitual, a nova tendência, o lado mais brutal do Thrash / Death em fusão com o Hardcore mais duro. Metalcore, um termo que já está a cair em desuso, se quiserem. Mas estes Malefice até o fazem bem, e muito melhor que a maioria dos seus pares Norteamericanos. No comunicado de imprensa pode ler-se: “had they grown up in Shitbucket, Idaho; they’de be on Headbanger’s Ball already”. Concordo plenamente. É o tipo de sonoridade que iria chamar a atenção aos “nativos” dos USA. Mas como a banda é Britânica… Quanto à música em si, não é bem o meu estilo, mas está bem feito e tem bastante potência, embora a banda ainda precise de encontrar uma certa identidade. Não basta só ter um som potente e tocar minimamente bem, tem que haver aquele “quê” que distinga este dos outros (inúmeros) projectos da mesma área. Fusão de elementos “roubados” a nomes como Chimaira, Sepultura, Slayer, The Haunted, Slipknot, etc a música dos Malefice vai agradar aos ouvintes do género mas daqui a um par de anos o álbum já está esquecido nas prateleiras lá de casa! Para já, é gastar o CD a ouvir e fazer headbanging lá por casa. RDS
75%
Anticulture Records: www.anticulture.co.uk
Malefice: www.malefice.co.uk / www.myspace.com/malefice

Friday

METAL BLADE RECORDS - Julho / Agosto 2007

The Red Chord - Prey For Eyes (2007): Segundo disco para estes Norteamericanos. Grind / Hardcore / Noisecore e alguns apontamentos Thrash / Death, muito técnico, mudanças bruscas, ritmos esquizofrénicos, riffs inventivos, ora rápido ora lento, letras perfeitamente insanas sobre os mais variados temas, misto de inteligência e humor sarcástico. Participações especiais de Nate Newton (Converge), John Davy (Job For A Cowboy) e Mirai Kawashima (Sigh). Gostei muito mais deste do que do primeiro lançamento, o qual não me tinha chamado muito a atenção. 90% www.theredchord.com / www.myspace.com/theredchord

Evergreen Terrace - Wolfbiker (2007): Mais uma Norteamericana. Novo trabalho, o primeiro para a Metal Blade. Para quem não conhece a banda, estes praticam um Hardcore de influências Punk Rock, Screamo e Metal. Já tinha ouvido outros trabalhos da banda antes e a base era mais Punk Rock, tingido por outros estilos, aqui a base é mais Hardcore e o resto dos estilos servem para "colorir" o resultado final. Está mais pesado, mais brutal, mais Hardcore, mais Metal, mas mantém a faceta mais melódica do Punk Rock. Está mais interessante do que o que eu já tinha ouvido. Apesar de não ser o meu estilo do dia-a-dia, gosto de algumas ideias contidas nesta rodela. Um interessante cocktail molotov de puro Crossover. 80% www.evergreenterracehxc.com / www.myspace.com/evergreenterrace

The Absence - Riders Of The Plague (2007): Outra vinda dos USA, mas esta com sonoridades mais Europeias. Este é o segundo trabalho para os The Absence. Death / Thrash melódico inspirado na cena Sueca com alguns toques de Thrash da Bay Area a complementar. Som poderoso, rápido, brutal, mas com muita melodia. Muitos pontos acima do seu antecessor, este novo registo está muito mais Thrashado, mais técnico e mais apelativo. Fusão perfeita entre o old-school e o new-school. Produzido por Jonas Kellgren (Scar Symmetry) nos Mana Studios de Erik Rutan (Hate Eternal). Além de uma versão de "Into The Pit" dos Testament, temos participações especiais dos guitarristas James Murphy (Death, Testament), Jonas Kjellgren e Per Nilsson (Scar Symmetry), Santiago Dobles (Aghora) assim como da voz de Jonas Granvik (Without Grief, Edge Of Sanity). Recomendado! 90% www.myspace.com/theabsence

Fueled By Fire - Spread The Fire (2007): Mais uma banda dos USA, mas estes pela fotografia, deduz-se serem de origem hispânica. Este disco havia sido lançado previamente com edição de autor mas vê agora edição mundial via Metal Blade, após contacto pelo próprio Brian Slagel à banda. Thrash Metal da velha escola com toques Crossover de inícios da década de 90, influência directa de Exodus, Nuclear Assault, DRI, Metallica (fase Kill ‘Em All), Flotsam & Jetsam, Whiplash, Agent Steel, etc. Som limpo o suficiente mas com aquele toque retro da década de 80 / inícios de 90. Até a capa é velha escola! Para guardar na prateleira junto aos recentes discos revivalistas de Municipal Waste, Rumpelstiltskin Grinder ou Dekapitator. Gostei muito disto. Long live Thrash Metal! 80% www.myspace.com/fueledbyfire

Machinemadegod - Masked (2007): Alemanha. Segundo disco. Continuam com o Metalcore do primeiro disco, o estilo está a morrer, há que progredir, de qualquer modo tentam abraçar outras influências e ideias tentando assim, obter uma sonoridade mais própria que os distinga do próximo. Não o conseguem. Nem a produção de Jakob Bredahl dos Hatesphere (os discos começam a sair das suas mãos todos "iguais") safa o disco. Está ainda "mais do mesmo" que o anterior disco,s e é que me faço entender. Eles tentam, mas não conseguem. Próximo! 60% www.machinemadegod.com

Neaera - Armamentarium (2007): Outra Germânica. Terceiro disco. Mais Metalcore, este mais orientado para o lado Deathcore / Grind da coisa. É bem mais brutal que Machinemadegod mas também não convence. Muito lugar-comum, muito linear, nada de novo ou original. Ao terceiro tema já farta. Leva mais uns pontinhos que a banda anterior por ter um som mais consistente e ter uma produção mais cuidada. Mesmo assim, daqueles álbuns que eu nunca vou ouvir completo, de uma ponta à outra. Segue já para a caixinha dos promos. 65% www.neaera.com

Metal Blade: www.metalblade.de

Críticas por RDS

Wednesday

Beyond The Sixth Seal – The Resurrection Of Everything Tough (2007) – Metal Blade Records

A sonoridade destes Beyond The Sixth Seal é uma amálgama de sons de diversas proveniências, mas sem soar heterogéneo, muito pelo contrário, há até uma certa homogeneidade em todo o álbum. Encontra-se aqui um pouco de tudo, passando por Death Metal, Thrash, Doom, Hardcore, Stoner, e inclusive algum psicadelismo dos 70s e toadas mais Funky, tudo sempre com muito groove, peso e alguma melodia. Apesar do grande sentimento de diversão e atitude descomprometida que o álbum transparece, nota-se que houve um grande cuidado na composição, nos riffs, nas melodias, nos ritmos. É notório o gosto e cuidado com que foi feito este disco mas mantendo sempre um pouco de naturalidade e descontracção. Até mesmo as letras são direccionadas para a curtição e para alguns temas típicos do Heavy Metal (mas numa vertente mais solta e menos séria), abordando temas como o “headbanging”, cerveja, lobisomens, dinosauros, coisas a explodir, coisas a levarem pontapés, ursos a comer pessoas, feiticeiros, vulcões, gigantes, Vikings, etc. A acompanhar a rodela cinzenta e como meio de apresentação imediata temos ainda uma capa fantástica! Falta ainda referir que este é o segundo álbum e que a banda inclui na sua formação dois membros de The Red Chord. Não é o disco que vai salvar o Metal, mas que dá um gozo enorme a ouvir, lá isso é verdade! RDS
80%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Beyond The Sixth Seal: www.beyondthesixthseal.net

Tuesday

BlackSunrise – Engulf The World In Frozen Frames (2007) – Raging Planet Records

Segundo disco para os Portugueses BlackSunrise. A sonoridade do primeiro disco mantém-se, fusão de Death (vertente nova escola Sueca), Thrash (um pouco de old-school e um pouco da nova vaga), Hardcore e breves passagens pelo Emocore (“In The Land Of The Blind”) e até Doom (“A Lifetime Of Winter” e “Reborn”). São no total 10 temas mais introdução e dois interlúdios acústicos, tudo numa contagem de tempo que se acerca dos 43 minutos. Como disse anteriormente, a sonoridade da banda mantém-se a mesma da estreia “The Azrael”, embora aqui esteja mais refinada, os temas estão mais pesados mas simultaneamente mais melódicos. Secção rítmica poderosa, alguns riffs e solos de guitarra bem sacados com contraste velha escola / nova escola, boas melodias a contrastar com o poder e brutalidade. Fecha-se o disco em toada instrumental Doom / Ambiental. Mais um capítulo do livro BlackSunrise em particular e do Metal nacional em geral a ter em atenção. RDS
85%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
BlackSunrise: www.myspace.com/blacksunrise

Friday

Twentyinchburial – Radiovenom (2006) – Raging Planet Records

Os Twentyinchburial fazem uma pequena adaptação da sua sonoridade neste novo “Radiovenom”. Ao anterior estilo Screamo / Hardcore passam a introduzir alguns riffs mais Thrash e umas aproximações ao Metalcore, hoje tão em voga. É certo, a mudança de sonoridade não foi assim tão radical, apenas fizeram uns ajustes para ficar mais “actual”, mas mesmo assim fica a sensação de que estão a tentar apanhar o comboio. Também tenho que ser sincero, este tipo de vocalizações Screamo nunca me agradaram, prefiro as vocalizações de Hardcore mais old-school. A este tipo de vocalizações ainda adicionam uns toques mais Emo. Alguns riffs bem sacados às 6 cordas, algumas ideias giras, mas não passa disso. As letras essas, são do mais simples e banal (a letra de “Amo-te” é simplesmente… falta-me o termo). Com tantas gravações e concertos às costas, numa tão curta carreira, deviam saber fazer melhor. A meio do disco já estava farto, sinceramente. A produção, essa está imaculada! Cortesia do senhor Tue Madsen (que também contribui com guitarras e teclados), o nome obrigatório hoje em dia neste tipo de sonoridades. Além disso há aqui colaborações de Jacob Bredahl (Hatesphere) e Sofie Christensen. Mas nem isso safa o disco. Para quem gosta da onda, isto deve ser um petisco, para mim, não! O que é, é bem feito, mas não é nada de soberbo e está longe de ser uma obra-prima da música. O EP de estreia “The Sand Crystal”, isso sim, estava potente e brutal! Mas já lá vai esse tempo. RDS
65%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
20IB: www.twentyinchburial.com