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Saturday

Sophicide (Adam Laszlo) - Interview

        By personal experience, when it comes to one-man bands I’m really put off because most of it is just crap (95% being trve necro black metal recorded in the guys basement). However, Sophicide is a completely different matter. First of all, congratulations for such an astonishing album. Tell us a little bit about the whole process (composing, recording, production). Did you play all the instruments in “Perdition Of The Sublime” or did you have some help?

Thank you, I'm glad you enjoyed it! On this album I did everything on my own, the drums are only sampled though. The songs emerged over a period of about 3 years, ever since I released the "The Art Of Atrocity" EP in 2009, which I produced on my own as well. Things went down very well before, so I decided to take the production in my own hands again. So noone helped me throughout the production really, I basically learned all those things through tutorials and just trying around a lot over the years that I've been doing this.
        As far as I know, because I don’t have access to the lyrics, “Perdition Of The Sublime” deals with an interesting theme. Can you lead us into the lyrical concept of the record, including the name of the project Sophicide?

The main topic of POTS is the intellectual decay of society. A big part of this is religion in my opinion and more generally speaking every institution that tries to impose a certain belief system on others claiming it to be the only true one. People seem to have a propensity for not thinking for themselves and letting others decide. Obviously other people exploit this characteristic and I think especially in our times it's more important than ever to be sceptical and question everything.
The name "Sophicide" can be translated to something like "murder of wisdom", which pretty much coincides with the meaning of the album title.
        Although this is, basically, a Technical Death Metal record, there are lots of other influences, ranging from Neoclassical Metal to, lets’ say, score soundtracks. Which bands do you listen to that actually influenced your work in Sophicide?

I listen to a lot of bands and actually I believe that all of them somehow influence my songwriting in general, even if only subconsciously. But to name a few big influences, I love Opeth, The Faceless, Necrophagist, Periphery, but also John Williams for instance, who is a genius obviously.

        How did you come in touch with Willowtip / Hammerheart?

After I released the first Sophicide EP it got about to some degree through some underground metal blogs, stuff like that. Some weeks after that, Willowtip contacted me and offered me a deal, and I signed it. I was pretty stoked about the whole thing, I didn't really expect anything like this to happen.
        Is this a studio only project or are you planning on recruiting some musicians and play some live shows?

I'm actually looking for musicians right now. My friend Sebastian Bracht already joined me on guitar and backing vocals, I will be playing guitar, as well as the main vocals. So we're still in search for a drummer and a bassist, but we already have some candidates.
        What are your plans for the nearest future? A new Sophicide record or a different project?

The next big goal is definitely to complete our lineup and play live as soon as possible. We're really anxious to hit the stages!
        That’s all for now and, again, congratulations for such an astonishing record. Do you want to leave a final message to the Portuguese metalheads?

Thank you! I usually take these opportunities to cite the great Charles Chaplin: "Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men’s happiness!"

Hammerheart Records / Willowtip / Sophicide (Myspace) / Sophicide (Facebook)

Tuesday

The Few Against Many – SOT (2009) – Pulverised Records

The Few Against Many é um novo projecto Sueco fundado pelo vocalista Christian Älvestam (ex-Scar Symmetry, Unmoored, Torchbearer). E se a menção a Christian não basta para vos chamar a atenção, aqui ficam os restantes nomes que fazem o line-up: Pär Johansson (Satariel, Demiurg), Patrik Gardberg (Torchbearer), Jani Stefanovic (Miseration, Solution .45) e Anders Edlund (Incapacity, Angel Blake). Além disso temos direito a letras pelas penas de Mikael Stanne (Dark Tranquililty) e Jonas Renkse (Katatonia, Bloodbath). “SOT” reúne 8 temas em 36 minutos de um Death Metal bem brutal e intenso, mas melódico e técnico quanto baste. Uma forte componente sinfónica bem encaixada e toques progressivos / técnicos apimentam a coisa. E falando no conteúdo lírico, este é quase na sua totalidade escrito na língua materna dos músicos, o Sueco, o que dá um tom mais exótico à música de “SOT”. Resta ainda referir que a capa foi desenhada por Dan Seagrave, responsável por capas de discos de Morbid Angel, Emtombed, Dismember ou Suffocation. Gostei muito do que ouvi e recomendo vivamente a fãs de nomes como Scar Symmetry, Torchbearer, Soilwork, Dimmu Borgir, Mnemic, Raunchy, Strapping Young Lad, entre outros. 90% www.myspace.com/thefewagainstmany / www.pulverised.net
RDS

Monday

Anomally – Once In Hell… (2008) – Edição de Autor

“Once In Hell…” é o disco de estreia com edição de autor dos Açorianos Anomally. São 8 temas em pouco mais de 33 minutos e meio que fazem a fusão de Death Metal melódico com ambientes góticos. Reminiscências do Gothic / Death Europeu de meados da década de 90 e nomes como Crematory, Dark Tranquility (antigo), Atrocity ou Paradise Lost (antigo) fazem o som dos Anomally. Algumas influências pouco notórias mas enumeradas pela banda são In Flames, Lamb Of God, As I Lay Dying, Dream Theater ou Metallica, por exemplo. O som está potente mas nítido o suficiente para se ouvir tudo o que se está a passar em termos instrumentais. A típica dualidade voz gutural e limpa está presente, as guitarras alternam entre os riffs mais agressivos e as linhas melódicas, a secção rítmica é forte e coesa, as teclas estão bem encaixadas e não exageram. Gostei também da apresentação geral do CD e, em especial, do toque extra com a etiqueta de morgue. Longe de ser um disco essencial, é um bom disco que faz lembrar a já referida cena Death / Goth de meados dos 90s, mas sem soar datado, como acontece com algumas bandas que seguem esta linha. Vale a pena a audição para quem gosta do género. 70% http://www.anomally.com/ / www.myspace.com/theanomally / Metalicídio (Venda Online do CD)
RDS
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Anomally - No Words From The Dead

Heavenwood - Entrevista

1 – Desde o último álbum “Swallow” (datado de 1998) até este novo trabalho houve um interregno enorme que passou por problemas com a anterior a editora (a Germânica Massacre), mudanças de formação, etc. Pelo meio houve tempo para um promo-CD em 2007 e alguns concertos esporádicos (que muita gente pensava serem de reunião, mas a banda nunca acabou propriamente, não é assim?). O que é se tem passado comos Heavenwood neste últimos 10 anos?
Estes anos de “silêncio” serviram de meditação musical por assim dizer no seio dos HEAVENWOOD enquanto alguns membros da banda trilharam caminhos alternativos em termos musicais, serviu também para o grupo analisar determinados assuntos fulcrais correspondentes á carreira da própria banda. Penso que toda a gente inserida neste meio musical tem a noção que as labels são um terreno pantanoso quando previamente não são efectuados acordos de comum interesse mas uma vez que acredito no lema " o que não nos mata torna-nos mais fortes " isso sim é que interessa no final de contas.
10 anos serviram no final de contas para idealizar, estruturar, compor, produzir e gravar este nosso terceiro álbum “Redemption”.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Redemption”.
O novo álbum dos HEAVENWOOD teve uma pré-produção massiva, intensiva em termos de composição e estruturação dos riffs e melodias características da banda com as letras, linhas vocais de forma a soar no final a “cara com coroa”.
A banda teve vários meses a pre-produzir vários temas antes de entrar no ULTRASOUND Studios com o Daniel Cardoso, trabalho esse desempenhado apenas entre os 3 elementos que são o núcleo forte dos HEAVENWOOD em 2008. Quanto entramos no ULTRASOUND studios tínhamos um esboço bem delineado do que queríamos em relação á sonoridade do novo álbum dos HEAVENWOOD, sabíamos que com a colaboração do Daniel Cardoso na Bateria todos os temas iriam ganhar uma maior dimensão em termos musicais e sonoros. Em termos vocais o album está apetrechado de pormenores o que por si só deu muito trabalho a toda a equipa envolvida. Partimos então para os FASCINATION STREET STUDIOS na SUÉCIA e com o JENS BOGREN misturamos e masterizamos um tema por dia de forma meticulosa. Muita mais gente esteve envolvida neste processo para o novo álbum dos Heavenwood desde o apoio da nossa Editora actual (Recital Records), todo o esforço e empenho da Avantegarde Management, Rita Carmo com uma sessão de fotografias desta fantástica fotógrafa nacional até ao designer JMELLO do Brasil.
Curioso o facto de várias nacionalidade estarem envolvidas nesta arte que fazemos!

3 – O disco foi produzido, misturado e masterizado por Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia. Porque optaram por estes estúdios e este produtor?
Porque nos identificamos com o seu " quadro musical ", procuramos muito sinceramente evitar os clichés sonoros actuais que passam por álbuns demasiadamente comprimidos em termos sonoros. Os HEAVENWOOD com “Redemption” pretendem soar a analógico, dinâmico, a banda… uma sonoridade aberta… metaforicamente falando… de braços abertos… espaço… ar… e de facto o JENS BOGREN é na actualidade o melhor produtor europeu neste tipo de sonoridade!

4 – O Daniel Carvalho (Head Control System, ex-Sirius), além de gravar a bateria no disco, teve também um papel activo na produção. Como é que surgiu a sua colaboração com os Heavenwood?
Uma vez que pretendíamos e acreditávamos que em Portugal conseguiríamos captar, gravar e produzir o álbum em condições ao ouvir alguns trabalhos do Daniel juntamos o útil ao agradável. Foram quase dois meses de trabalho intenso de toda a gente envolvida onde a equipa ULTRASOUND se dedicou de alma e coração ao novo álbum dos HEAVENWOOD. Muito trabalho caros amigos. Muito trabalho mesmo!

5 – O disco tem diversas colaborações especiais: Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Como surgiram estas colaborações? Que extra adicionaram estes músicos à faixa em questão?
As colaborações aparecem mais uma vez de forma metafórica uma vez que os temas estão identificados com os músicos convidados em termos musicais ou líricos (contextos). No caso do JEFF WATERS tivemos a intenção de compor um tema mais pesado que o usual dos HEAVENWOOD (espreitar um pouco das nossas raízes DISGORGED). Enviamos a pré-produção e conceito lírico do tema ao Jeff sendo prontamente aceite a sua participação ao identificar-se muito com a qualidade musical da banda. No caso do GUS G pretendíamos compor um tema dedicado ás grandes culturas na Historia da Humanidade e em “One Step to Devotion” ela é dedicada à Grécia… o GUS G dos FIREWIND era uma opção lógica e acertada. Uma vez que ele conhecia bastante bem os HEAVENWOOD pelo sucesso do “DIVA” e “SWALLOW” na sua terra natal houve de imediato uma forte empatia neste desafio. Quanto ao Belga TIJS VANNESTE dos OCEANS of SADNESS no tema “Obsolete”, fomos contactados pelo Tijs a agradecer o facto de saber que os HEAVENWOOD estavam a preparar um novo álbum, com fã de longa data da banda. Conversa puxa conversa propus o desafio de me ajudar a terminar o tema “Obsolete” imediatamente aceite por ele ao partilharmos gostos e culturas musicais foi de facto fácil transmitir para a fita esta nossa empatia.

6 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Amor… amor nas suas mais variadas formas de expressão, a dualidade que muitos seres humanos ainda não descobriram neles próprios, um caminho e um ciclo. Acredito que quem compreender o pouco desta frase, muito assim lhe dirá…

7 – A capa do disco (tanto a da primeira edição como a da segunda) segue o estilo dos álbuns anteriores. Quem foi o responsável? Estão satisfeitos com a apresentação geral do álbum?
O design do novo álbum dos HEAVENWOOD foi desenvolvido pelo JMELLO Design do Brasil, sim estamos satisfeitos.

8 – A vossa sonoridade tem passado por mutações sucessivas desde os tempos dos Disgorged até hoje. Actualmente, quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música (literatura, cinema, arte, sociedade, etc)?
No que respeita a mutações musicais, bom… ainda bem que sim… sinal de evolução a todos os niveis. Em termos de influências musicais sou pouco ou nada estereotipado por isso estabeleço um limite muito simples em termos de gostos musicais: há boa música e há música má.
Aprecio imenso Ridley Scott, David Lynch, Stanley Kubrick porque vêem e sentem para além do horizonte!
No que respeita á literatura sou um leitor muito espiritual e todos os caminhos devem ser percorridos ou pelo menos experimentados desde a Filosofia á Teosofia entre outras correntes. Aleister Crowley e Fernando Pessoa são muito fortes por motivos não tão óbvios para quem os lê...existe algo mais para além do óbvio!
Aprecio muito ouvir Michael Tsarion e sua visão sobre a Humanidade, Osho, entre outros… a sabedoria não ocupa lugar!

9 – O disco foi lançado pela Recital. Como é que surgiu esta colaboração? Porque é que a banda optou por esta editora emparticular? E fora de Portugal, qual é a situação em relação à edição de “Redemption”?
A RECITAL records ofereceu todas as condições exigidas pelos HEAVENWOOD perante este novo álbum contra as condições que nos foram ofertadas por editoras fora de Portugal. A RECITAL aceitou este desafio assim como nós ao estarmos a exportar em grande escala um grupo e uma editora nacional. Tudo é possível com trabalho logicamente!
Em termos internacionais temos a sólida FOCUSION Promotions da Alemanha para trabalhar além fronteiras este novo álbum dos HEAVENWOOD. “Redemption” tem lançamento internacional a 17 de Outubro e no que respeita a Portugal a 1ª edição limitada com oferta de bilhete para os concertos oficiais de apresentação na CASA DA MÚSICA ou CINE TEATRO DE CORROIOS esgotou em pouco tempo!

10 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, e outras?
Os HEAVENWOOD irão apresentar o novo álbum “Redemption” oficialmente em Portugal dia 22 de Novembro na CASA DA MÚSICA (Porto) e dia 29 de Novembro no CINE TEATRO DE CORROIOS (Lisboa). Estão a surgir datas em Portugal, Espanha e Roménia para além de novas datas a serem confirmadas de forma a promovermos e retomarmos a inúmeros locais / clubes europeus por onde HEAVENWOOD deixou a sua marca.
Em termos de entrevistas nacionais e internacionais teremos o nível de promoção e exposição que o grupo abraçou desde o “Diva” e “Swallow”.

11 – Tendo já alguns anos nisto do Underground Português e do cenário Europeu do Metal, como vês a cena Underground nacional hoje em dia? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar? E a nível Europeu e mundial?
Muita parra pouca uva… Falta calma e objectividade a muita gente quando os horizontes pretendidos são altos.
A nível Europeu ou Mundial existe um mecanismo automatizado que permite gravar, lançar e promover álbuns ou bandas em “tempos-record” e que infelizmente até ao momento Portugal não se preparou para tal, é uma pena.... agora questiono eu: foram os HEAVENWOOD que estiveram parados 10 anos?!

12 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Um forte abraço musical em nome de toda a banda, boas viagens e “quadros musicais” ao som de “Redemption” e não deixem de visitar o nosso Myspace oficial em www.myspace.com/heavenwood

Perguntas: RDS
Respostas: Ricardo Dias (Voz / Guitarra Solo)

www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte

Tuesday

In Ria Rocks! – Quinta do Ega, Vagos – 13 de Setembro de 2008

A terceira edição do In Ria Rocks! teve lugar na Quinta do Ega, Vagos, no passado Sábado dia 13 de Setembro. As bandas que fizeram o cartaz foram The Godiva, Echidna, Gwydion, Oblique Rain e Hyubris. Em curtas linhas passo a fazer a descrição do mesmo. http://www.rockinria.net/

The Godiva: Death melódico de meados dos 90s, linha Crematory, Cemetary, Dark Tranquility e Nightfall. O som é algo datado mas nota-se que a banda gosta do que faz, e até o faz bem. Mas no palco são muito parados. Falta alguma rodagem ao vivo. O som, esse estava péssimo, mas isso foi problema que persistiu durante todo o festival. Assim é difícil ter uma ideia mais elaborada do trabalho da banda, tanto em termos de composição como de “performance” ao vivo. De qualquer modo, bom “aquecimento” para o resto festival. www.myspace.com/thegodiva

Echidna: Thrash / Death linha Sueca. Poderoso. Enérgico. Muita garra e atitude. Gostei. É pena mais uma vez o som estar nojento. A banda parecia estar a partir tudo lá em cima do palco mas, nós cá em baixo não conseguíamos captar nem metade dessa energia. O que poderia ter sido uma actuação devastadora, foi seriamente prejudicada pelo som. Mas gostei e espero vê-los novamente em palco em melhores condições. www.myspace.com/echidna

Gwydion: Outra actuação que poderia ter sido fabulosa mas que sofreu por causa de, adivinhem, o som terrível. Mesmo assim a banda deu o tudo por tudo. Gostei muito. O som Pagan / Folk / Viking dos Gwydion é festivo, movimentado, apelativo. Influências directas da cena Sueca: Finntrolll, Moonsorrow e até Norther. Cerveja na mão, punho no ar. Muita atitude, garra e diversão a rodos. Foi a primeira e única banda a usar a, algo pindérica (tipo grupo de baile), plataforma em frente ao palco. Mas fizeram-no com estilo! Espero vê-los ao vivo noutras condições. www.myspace.com/gwydionmetal

Oblique Rain: Ehem… tenho que repetir? Pois é. O som de orientação Progressiva com toques semi-góticos dos Oblique Rain tem de ser ouvido em óptimas condições para poder ser apreciado na sua plenitude. Algo parados em palco, isso é verdade. A voz também me pareceu algo monótona e linear. No disco não me soava assim. Para quem não conhece, Porcupine Tree, Opeth (faceta mais calma), Anathema (som actual) e Katatonia (som actual) são nomes a apontar. Poderia ter sido mais interessante mas, mesmo assim, agradável. www.myspace.com/obliquerain

Hyubris: Muito bom. O som ligeiro, melancólico e de orientação Folk / Gótica não se imaginaria, à partida, motivo para festa. Pois eu estava bem enganado, a banda conseguiu animar bastante as reduzidas hostes que fizeram da Quinta do Ega a sua noite de Sábado (devia haver muito “metaleiro” nas discotecas!). O ponto alto da noite. Gostei da presença em palco, da atitude e do tom alegre e festivo com que encararam a sua actuação. O péssimo som e a fraca afluência de público poderiam ter retirado algum ânimo aos músicos, mas isso não aconteceu. Aliás, todas as bandas se comportaram como se de uma ocasião única se tratasse este In Ria Rocks! Assim vale a pena sair de casa e ir apoiar a cena! www.myspace.com/hyubrismusic

Pontos Negativos: O péssimo som (por favor, para a próxima contratem alguém que saiba o que está a fazer) que não beneficiou nem bandas nem público. O início tardio (habitual nos concertos em Portugal) que levou a que a festa acabasse mais tarde que o esperado. A fraca afluência de público (se não há, queixam-se; se há, não aparecem).

Pontos Positivos:
A atitude positiva das bandas, (escasso) público e organização. Isto sim parecia um festival Underground em toda a sua plenitude. Mais um festival de Metal a ser feito em Portugal (continuem, eu estarei lá para o ano!). A organização parecia estar bem oleada e as coisas não falharam muito. Para o ano há mais e melhor.

RDS

Echidna – Insidious Awakening (2008) – Rastilho

Com tantas bandas a surgir todos os dias, actualmente é difícil acompanhar o Underground nacional. O nome Echidna não me era estranho mas, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir a sua música. E de repente surge o disco de estreia! Já? Perguntei eu. Hoje em dia é muito mais fácil para as bandas editar um disco, enquanto que há uns anos atrás estas tinham de batalhar, ensaiar, compor, gravar maquetes e tocar ao vivo (muito!) antes da estreia em longa duração. Depois, lá poderia surgir o disco para as melhores. Hoje as coisas estão mais facilitadas. Isso pode ser bom ou pode ser mau pois, como sabem, muitas bandas ainda verdes gravam discos que são autênticos desastres. Cada vez que ouço um disco desses e me lembro das fantásticas bandas que não passaram da maquete… Enfim, melancolias à parte, falemos dos Echidna. O que falei há pouco aplica-se neste caso? Não. A banda pode ser jovem mas já tem um som coeso, forte e seguro. As influências são mais que óbvias mas, para um primeiro disco, podemos dizer que isso é quase obrigatório. Esperemos que no segundo os Echidna consigam alcançar um som mais próprio e deixem de ser uma promessa para se tornar numa confirmação. Pela amostra contida em “Insidious Awakening”, isso é uma forte possibilidade. O Thrash / Death da banda de V.N. Gaia deve muito a nomes da cena Sueca como (ahem!) At The Gates, The Haunted, The Crown, Darkane, Soilwork (antigo), Edge Of Sanity, ou outros como Lamb Of God e Cataract. Têm boas ideias que conseguem concretizar na perfeição, fantásticos riffs e solos de guitarra (um dos pontos fortes), secção rítmica segura e demolidora, e uma voz crua e áspera que faz lembrar Tomas Lindberg. Gravado na Fábrica do Som por Daniel Carvalho, masterizado por Daniel Cardoso nos Ultra Sound Studios e produzido por ambos e a própria banda, o disco tem um som perceptível e potente mas com aquela crueza necessária ao género. Gostei muito do que ouvi e aguardo ansiosamente o tal novo trabalho de confirmação. Para já, recomendo. 80% http://www.echidnaband.com/ / www.myspace.com/echidna / http://www.rastilho.com/ / http://www.rastilhorecords.com/ / www.myspace.com/rastilho
RDS

Friday

Destinity – The Inside (2008) – Lifeforce Records

Os Franceses Destinity têm em “The Inside” o seu quinto disco. É isso mesmo, o quinto. Por alguma razão ficaram na sombra das bandas conterrâneas. Pode ser que esta recente ligação à Lifeforce Records lhes traga alguma exposição mais alargada. São 10 temas, em pouco mais de 47 minutos, de Thrash / Death técnico com toques orquestrais e muita melodia. O som é pesado quanto baste mas tem muita melodia. Tem a brutalidade do Death Metal e a crueza do Thrash mas tem uma vertente técnica bem patente, já habitual aliás nas bandas Francesas. As partes orquestrais bem épicas adicionam ainda outra dimensão à música dos Destinity. A gravação, mistura e masterização foi feita por Jacob Hansen na Dinamarca, por isso, já sabem o que esperar. Embora o som tenha ficado algo derivativo do estilo, hoje em voga diga-se de passagem, o trabalho de Hensen é sempre exemplar. Gostei muito do material aqui contido. Fãs de nomes tais como Hypocrisy, Soilwork, Strapping Young Lad, Mnemic, The Arcane Order ou Gojira irão encontrar aqui pontos de interesse. 85% http://www.destinity.net/ / www.myspace.com/destinity / http://www.lifeforcerecords.com/ / www.myspace.com/lifeforcerecords
RDS

Wednesday

METAL BLADE RECORDS

The Black Dahlia Murder – Nocturnal (2007) – Metal Blade Records
Mais um disco de estúdio para os prolíficos The Black Dahlia Murder. Há que aproveitar enquanto está dar! Neste novo “Nocturnal” a banda deixa para trás alguns dos seus trejeitos Metalcore para abraçar uma sonoridade vincadamente Death / Black. É o que está a acontecer com a maioria das bandas do famigerado género, deixam para trás a fusão Metal / Hardcore, a qual já está a morrer em termos de popularidade, para redireccionarem a banda para outros campos mais específicos (Hardcore mais puro, Thrash, Death Metal mais brutal ou Death melódico linha escandinava, etc). O resultado final não é lá muito satisfatório, oferecendo-nos os TBDM 10 novos temas em cerca de 35 minutos do mais básico Death Metal com trejeitos Black e ainda alguns apontamentos mais melódicos e uns toques de Hardcore. Sabem tocar? Sim, sem dúvida. E o álbum está com um som fantástico. Mas e a originalidade? Ou, pelo menos, algo com mais substância. Lá nos USA pode até ser um “must” para os putos mas aqui na Europa, a cosia não pega. Não é que seja mau de todo mas, tendo em conta o seu trajecto, discos anteriores, enquadramento na dita cena já moribunda em particular e no cenário pesado em geral… deixa muito a desejar! E se tivermos ainda em conta o sucesso que a banda está a ter e a forma como a Metal Blade os está a tentar vender… Como se costuma dizer, estão-nos “vender gato por lebre”. Não que eu goste também muito de lebre mas sempre é melhor que o desgraçado do felino que foi atropelado nas traseiras do restaurante! 50% http://www.metalblade.de/ / http://www.myspace.com/blackdahliamurder

Demiricous – Two (Poverty) (2007) – Metal Blade Records
Mais uma banda vinda dos USA, mas esta com uma orientação mais old-school para a sua música. Este é já o segundo disco, depois de “One (Hellbound)”. A estreia era boa sim, mas nada de mais, apenas uma cena retro destinada a agradar os fãs da velha escola, eu incluído. Mas este novo trabalho está soberbo, muito melhor que o anterior. Ao todo são 12 novos temas debitados em 40 minutos (a típica duração dos álbuns de antanho, a capacidade de um vinil). Thrash Metal da velha escola dos 80s com toques de crossover e Death Metal da Florida de inícios da década de 90 e alguma atitude e crueza sonora do punk / core / crust da mesma altura. Riffs, melodias, solos, secção rítmica, voz, está tudo soberbo. Juntem no mesmo saco Slayer, Sepultura, Kreator, Nuclear Assault, DRI, Ratos De Porão, Napalm Death, Malevolent Creation, Demolition Hammer, Entombed, Amebix, Discharge, etc, e têm uma ideia deste 2º capítulo dos Demiricous. A isso aliem a produção exemplar do produtor Erik Rutan (Cannibal Corpse, Through The Eyes Of The Dead, Nile, Cellador) e têm uma bomba de “Street Metal” (como a banda denomina a sua sonoridade). 95% http://www.metalblade.de/ / http://www.demiricous.com/ / www.myspace.com/demiricous

Paths Of Possession – The End Of The Hour (2007) – Metal Blade Records
O anterior disco dos Paths Of Possession, “Promises In Blood”, havia-me agradado imenso. Death Metal melódico com influências da cena Sueca e algum Heavy Metal mais tradicional. A linha continua a mesma neste “The End Of The Hour” mas o resultado final não é tão satisfatório como na proposta anterior. Mas não deixa de ser um óptimo disco de Heavy / Death melódico! No que diz respeito à parte lírica, este é um disco conceptual sobre os horrores surreais que um homem experimenta na guerra, na morte e no além e que o inserem numa espécie de estado de semi-Deus que pode ter a capacidade de consumir a vida tal como a conhecemos. Mais uma vez a banda trabalhou com Erik Rutan (Hate Eternal, Cannibal Corpse, Goatwhore, Nile, Through The Eyes Of The Dead) e a materização ficou a cargo de Alan Douches (Nile, Sepultura, Mastodon). Para quem já conhece, é mais do mesmo, para quem não conhece ainda, é uma boa forma de verificar a sonoridade da banda e outra vertente de George “Corpsegrinder” Fisher dos Cannibal Corpse (também vocalista deste Paths Of Possession). A 11º faixa não está listada no disco e parece-me ser uma cover, alguém consegue descortinar alguma informação acerca disto? 70% http://www.metalblade.de/ / http://www.pathsofpossession.com/ / www.myspace.com/pathsofpossession


RDS

Tuesday

BlackSunrise – Engulf The World In Frozen Frames (2007) – Raging Planet Records

Segundo disco para os Portugueses BlackSunrise. A sonoridade do primeiro disco mantém-se, fusão de Death (vertente nova escola Sueca), Thrash (um pouco de old-school e um pouco da nova vaga), Hardcore e breves passagens pelo Emocore (“In The Land Of The Blind”) e até Doom (“A Lifetime Of Winter” e “Reborn”). São no total 10 temas mais introdução e dois interlúdios acústicos, tudo numa contagem de tempo que se acerca dos 43 minutos. Como disse anteriormente, a sonoridade da banda mantém-se a mesma da estreia “The Azrael”, embora aqui esteja mais refinada, os temas estão mais pesados mas simultaneamente mais melódicos. Secção rítmica poderosa, alguns riffs e solos de guitarra bem sacados com contraste velha escola / nova escola, boas melodias a contrastar com o poder e brutalidade. Fecha-se o disco em toada instrumental Doom / Ambiental. Mais um capítulo do livro BlackSunrise em particular e do Metal nacional em geral a ter em atenção. RDS
85%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
BlackSunrise: www.myspace.com/blacksunrise

Wednesday

Raintime – Flies & Lies (2007) – Lifeforce Records

Os Raintime são Italianos e “Flies & Lies” é o seu segundo disco e o primeiro para a Lifeforce Records. Depois de terem passado por uma fase inicial de Metal Progressivo com fortes influências de Dream Theater, estes Italianos sofreram uma mudança de sonoridade e hoje em dia enveredam por um estilo mais agressivo com orientações para a nova cena do Metal e a sua fusão de Thrash, Death melódico, algum Hardcore / Metalcore, alguns riffs mais melódicos e apoiados no Heavy Metal mais tradicional e apontamentos electrónicos / samplers. Mas não esqueceram de todo os seus primórdios porque os refrões fazem lembrar imenso a banda atrás mencionada. O som dos Raintime é pesado quanto baste mas sempre com muita melodia e os samplers electrónicos estão bem encaixados e dão outra cor a “Flies & Lies”. A complementar os 10 temas originais temos também um versão bem peculiar de "Beat It" (1982) de Michael Jackson, muito bem conseguida, e participações especiais de Jacob Bredahl (Hatepshere) e Lars F. Larsen (Manticora). Pensei que iria ouvir mais um daqueles discos da nova cena de Metal contemporâneo, e os Raintime até se podem encaixar nessa cena, mas vão muito além e apresentam as coisas de uma outra roupagem e com um cunho pessoal acentuado. Aguarda-se o terceiro trabalho que os irá confirmar como uma certeza na cena do Metal moderno ou os irá deixar ficar para trás junto com tantos outros. Para já, estão a marcar pontos! Para fãs de Dream Theater, Soilwork, In Flames, Children Of Bodom, entre outros. RDS
85%
Lifeforce Records: www.lifeforcerecords.com
Raintime: www.raintime.com