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Saturday

Sophicide (Adam Laszlo) - Interview

        By personal experience, when it comes to one-man bands I’m really put off because most of it is just crap (95% being trve necro black metal recorded in the guys basement). However, Sophicide is a completely different matter. First of all, congratulations for such an astonishing album. Tell us a little bit about the whole process (composing, recording, production). Did you play all the instruments in “Perdition Of The Sublime” or did you have some help?

Thank you, I'm glad you enjoyed it! On this album I did everything on my own, the drums are only sampled though. The songs emerged over a period of about 3 years, ever since I released the "The Art Of Atrocity" EP in 2009, which I produced on my own as well. Things went down very well before, so I decided to take the production in my own hands again. So noone helped me throughout the production really, I basically learned all those things through tutorials and just trying around a lot over the years that I've been doing this.
        As far as I know, because I don’t have access to the lyrics, “Perdition Of The Sublime” deals with an interesting theme. Can you lead us into the lyrical concept of the record, including the name of the project Sophicide?

The main topic of POTS is the intellectual decay of society. A big part of this is religion in my opinion and more generally speaking every institution that tries to impose a certain belief system on others claiming it to be the only true one. People seem to have a propensity for not thinking for themselves and letting others decide. Obviously other people exploit this characteristic and I think especially in our times it's more important than ever to be sceptical and question everything.
The name "Sophicide" can be translated to something like "murder of wisdom", which pretty much coincides with the meaning of the album title.
        Although this is, basically, a Technical Death Metal record, there are lots of other influences, ranging from Neoclassical Metal to, lets’ say, score soundtracks. Which bands do you listen to that actually influenced your work in Sophicide?

I listen to a lot of bands and actually I believe that all of them somehow influence my songwriting in general, even if only subconsciously. But to name a few big influences, I love Opeth, The Faceless, Necrophagist, Periphery, but also John Williams for instance, who is a genius obviously.

        How did you come in touch with Willowtip / Hammerheart?

After I released the first Sophicide EP it got about to some degree through some underground metal blogs, stuff like that. Some weeks after that, Willowtip contacted me and offered me a deal, and I signed it. I was pretty stoked about the whole thing, I didn't really expect anything like this to happen.
        Is this a studio only project or are you planning on recruiting some musicians and play some live shows?

I'm actually looking for musicians right now. My friend Sebastian Bracht already joined me on guitar and backing vocals, I will be playing guitar, as well as the main vocals. So we're still in search for a drummer and a bassist, but we already have some candidates.
        What are your plans for the nearest future? A new Sophicide record or a different project?

The next big goal is definitely to complete our lineup and play live as soon as possible. We're really anxious to hit the stages!
        That’s all for now and, again, congratulations for such an astonishing record. Do you want to leave a final message to the Portuguese metalheads?

Thank you! I usually take these opportunities to cite the great Charles Chaplin: "Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men’s happiness!"

Hammerheart Records / Willowtip / Sophicide (Myspace) / Sophicide (Facebook)

Wednesday

Forgotten Suns – Innergy (2009) – Progrock Records

Regresso dos Portugueses Forgotten Suns com novo disco, nova formação e nova editora, a Norte-Americana Progrock Records. São 8 novos temas que ultrapassam a marca da hora de duração. Progressive Metal é a orientação de “Innergy”, um disco muito mais pesado que os anteriores, mais coeso, mais maduro, com uma produção mais cuidada e um som final mais cheio e potente. Muita melodia alia-se aos contornos progressivos e puxa-se mais pela vertente Hard Rock / Heavy Metal em detrimento da sonoridade sinfónica antes praticada. A banda tem o seu estilo e sonoridade mas, mesmo assim, podem-se descortinar algumas (novas) influências de Fates Warning, Savatage, Evergrey, Dream Theater ou Pain Of Salvation. Não será uma obra-prima mas, diria eu com toda a certeza, o futuro do Metal Progressivo luso passa por aqui. 85% http://www.forgotten-suns.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Monday

Transcending Bizarre? – The Serpent’s Manifolds (2008) – DissonArt Productions

Segundo longa-duração para os Gregos Transcending Bizarre?. 10 temas em cerca de 47 minutos fazem a fusão de um Black Metal orquestral com ideias vanguardistas e ambientes cinematográficos da área do terror e fantasia. As influências provêm de quadrantes tão distintos como Dimmu Borgir, Danny Elfman, Nightwish, Solefald, Arcturus, Laibach ou Amorphis. Pesado e brutal quanto baste mas com muita melodia; ideias interessantes bem executadas que mantêm o ouvinte atento; e os bem encaixados ambientes épicos e sinistros que dão outra dimensão ao som Transcending Bizarre. Não é uma obra-prima mas está bem perto disso. A banda apresenta muitas potencialidades e o próximo álbum pode mesmo vir a ser algo genial. É esperar para ver. Para já, este “The Serpent’s Manifolds” irá manter-vos bem ocupados. Aconselho vivamente! 90% http://www.transcendingbizarre.com/ / www.mysace.com/transcendingbizarre / www.myspace.com/dissonartproductions
RDS

Transcending Bizarre? - Cell (Live)

Thursday

Area51 – Ankh (2005, Black-listed) & “Daemonicus” (2008, Aprights)

Os Area51 são uma banda de Neoclassical Metal do Japão com voz feminina. As influências variam entre nomes do Heavy tradicional (Rainbow, Impellitteri), Heavy Neoclássico (Yngwie Malmsteen, Royal Hunt, Stratovarius), nomes mais recentes do Symphonic Metal de vocalização feminina (Epica, After Forever) e compositores clássicos (Chopin, Paganini).

O guitarrista Yoichiro Ishino formou a banda em 2003 e em 2005 já lançaram a estreia em longa-duração “Ankh” (Black-listed Records). Nove malhas compõem este disco que foi considerado, pela mítica revista Japonesa Burrn!, um dos 6 melhores álbuns de Neoclassical Metal daquele país. As influências são mais que óbvias mas há aqui boas ideias, bons riffs e melodias de guitarra, uma secção rítmica competente sem chegar a ser muito técnica, uma componente sinfónica bem encaixada, letras em Japonês (é sempre aplaudido quando uma banda canta na sua língua materna) e, finalmente, a fantástica voz de Kate. Não é nada de transcendental mas gostei do que ouvi. 75%

Em 2008 é editado o segundo de originais, “Daemonicus” (Aprights). São mais 10 faixas na mesma linha musical mas com uma notória evolução, tanto na composição como na execução. Conseguem balançar bem a sua música alternando entre o material mais rápido e o “midtempo”, entre momentos mais agressivos e os mais melódicos e sinfónicos, entre ideias mais simples e outras mais elaboradas. O único problema é a produção. É a típica produção Japonesa que deixa os instrumentos com um som algo frio e mecânico. Mas, salvo raras excepções, este tipo de som final também se pode ouvir nos seus parceiros Europeus. Continuam a não ser uma mais valia para o cenário Heavy Metal internacional, mas são uma boa escolha para quem gosta do género. O tema que de destaque, e que encerra o álbum, é com certeza “Lord Knows” o qual tem uma duração de 16m39s e tem a colaboração vocal de Rob Rock dos Impellitteri. Heavy / Power / Prog / Symphonic no seu melhor. 80%

Outras edições da banda: “Area51” (Demo 2003), Extended Wings / Sky Above Clouds (Single 2004), “Close To… You And Me” (Single 2007) e “Area51 SMD” (EP 2008, este é uma edição especial para o Brasil com 5 temas do disco de estreia).

Area51: http://www.area51-web.com/

RDS

Sunday

ReinXeed – The Light (2008) – CM Sweden / Rivel Records

Disco de estreia para este projecto do Sueco Tommy Johansson. Mais uma banda de Power Metal criada por um mestre da guitarra que toca desde os 9 anos de idade. Quando leio este tipo de coisas nas notas de imprensa fico logo de pé atrás. Quase nunca resultam estes projectos. Os tipos tocam muito bem e tal mas, a alma na música que criam é quase inexistente. É tudo muito mecânico. E depois são todos multi-instrumentistas e gravam quase todos os instrumentos, cantam e produzem o disco. É este o caso? Sim. Todo o discurso anterior se aplica. Power Metal ultra-melódico, ultra-rápido, com toques sinfónicos, muito bem tocado, com muitos pormenores e intrincadas composições, mas com pouco sumo, é isto o que ReinXeed apresenta em “The Light”. E para saturara ainda mais, um teor lírico conceptual, de teor cristão, sobre o mal e o bem. Não é que isto seja mau de todo (a voz é sofrível, isso sim) mas, com tantas propostas semelhantes bem melhores, para que mais uma de baixo nível (não em termos instrumentais, já o referi, mas a nível de “alma” e/ou originalidade)? 50% http://www.reinxeed.tk/ / www.myspace.com/reinxeednorth / http://www.cmsweden.com/ / http://www.rivelrecords.com/ / http://www.germusica.com/
RDS

Divinefire – Farewell (2008) – CM Sweden / Rivel Records

Este é já o 4º trabalho dos Suecos Divinefire. Infelizmente, e como o título do álbum indica, este é o último disco da banda. Como se costuma dizer, quando um cisne está a morrer, o seu último canto é o mais belo. Pois, este é o “canto do cisne” dos Divinefire. O mais épico, o mais sinfónico, o mais pesado, o mais rápido, o mais groovy, o mais melódico, o aprimorar da fórmula e, portanto, o melhor dos 4 discos. O único senão, pelo menos para mim, é a constante e abusiva vertente cristã no conteúdo lírico. Mas se alguém tem problemas com isso, apenas lhe posso recomendar o seguinte (que foi o que eu fiz): concentrem-se apenas na parte instrumental e já têm material mais que satisfatório para vos ocupar os sentidos. Para quem não conhece ainda (“shame on you”) os Divinefire tocam um Metal sinfónico bem épico, algures entre o Power Metal mais melódico e o Metal mais extremo. Recomendo a fãs de Therion, Symphony X, Narnia, Yngwie Malmsteen, Haggard, Nightwish, At Vance, e outros que tais. 85% http://www.divinefire.net/ / http://www.cmsweden.com/ / http://www.rivelrecords.com/ / http://www.germusica.com/
RDS

Saturday

Gloria Morti – Eryx (2008) – Cyclone Empire

Depois da estreia em 2004 com “Lifestream Corrosion”, através da Japonesa World Chaos Productions, os Finlandeses Gloria Morti mudam-se para a Cyclone Empire e lançam o novo trabalho intitulado “Eryx”. “Eryx” é composto por 9 temas de base e 2 bónus em pouco mais de 40 minutos e meio de música verdadeiramente extrema. Black / Death com toques sinfónicos, bem brutal, técnico e épico é o que os Gloria Morti nos oferecem nesta proposta. O som é cristalino mas cheio e bem poderoso, cortesia da produção e gravação do guitarrista Juho Räihä no seu próprio estúdio. Quanto à masterização, esta ficou a cargo de Mika Jussila nos seus Finnvox. Há já algum tempo que não ouvia um disco tão extremo que me chamasse a atenção desta maneira. Em dois dias já o ouvi 3 vezes na sua totalidade. Aconselho vivamente. A salientar ainda a participação especial de Destructhor dos Zyklon com um solo no tema “Sands Of Hinnom”. Para fãs de bandas como Zyklon, Emperor, Red Harvest, Naglfar, Dimmu Borgir, Behemoth, Vader ou Cannibal Corpse. 90% http://www.gloriamorti.com/ / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire
RDS

Wednesday

Soul Secret – Flowing Portraits (2008) – Progrock

Os Soul Secret são Italianos e têm em “Flowing Tears” a sua estreia em disco. Mais uma banda de Metal Progressivo. Isso é bom? Ou mau? Depende. Os Soul Secret estão na corda bamba. O que fazem é demasiado cliché para o seu próprio bem. Isto já foi feito inúmeras vezes, e de melhor forma, por bandas como Dream Theater, Threshold, Evergrey, Queensryche, Fates Warning ou Symphony X. Mas também não o fazem assim tão mal, muito pelo contrário. Têm técnica, têm algumas ideias, têm espírito. E isso já é muito bom hoje em dia. Falta é alguma originalidade. Os 6 temas que compõem os 52 minutos de música vão desde o Heavy sinfónico ao Prog-Metal, passando por algum Hard Rock e Power Metal. Gostei particularmente do épico “Tears Of Kalliroe”, tema que encerra o disco e que perfaz cerca de 17 minutos de duração. Prog-Metal sinfónico no seu melhor. Só este tema já vale o disco quase todo. Para uma estreia já é muito bom. Aguardemos por um segundo disco com alguma identidade que os possa destacar dos inúmeros nomes do género. Potencialidades estão mais que demonstradas nesta estreia. Para já, dêem uma escutadela, pois pode ser que vos agrade. Vou arriscar e dar-lhes uma pontuação alta. Vamos ver o que o futuro nos/lhes reserva. 85% www.myspace.com/soulsecretband / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Simon Says – Tardigrade (2008) – Progrock

Estocolmo. Década de 90. Formam-se os Egg. Após algumas diferenças musicais e problemas pessoais, Stefan Renström deixa a banda, assim como a cidade de Estocolmo, e forma os Simon Says. A cena progressiva Sueca tem dado excelentes frutos desde a década de 70 (década do género por excelência) até aos nossos dias. Os Simon Says são outro dos nomes mais recentes que tem dado cartas no género. “Tardigrade” é o novo trabalho de estúdio. O estilo é tipicamente Sueco mas tem certas nuances do NeoProg da década de 90 e algum espírito experimental descendente de King Crimson ou Van der Graaf Generator. Boas ideias (muitas), peso (algum), melodia (muita), técnica (muita), experimentação (q.b.), há um pouco de tudo para agradar aos apreciadores de Progressivo Sueco. Recomendo vivamente. Para fãs de King Crimson, VdGG, Kaipa, Anekdoten, Pain Of Salvation, entre outros. 85% www.gepr.net/simon.html / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Invisigoth – Narcotica (2008) – Progrock

Nova aventura deste duo constituído por Cage e Viggo Domino. O disco anterior, “Alcoholocaust” de 2007, já me havia chamado a atenção. Este novo está na mesma linha, mas já não me parece tão bom como o anterior. Talvez seja uma pequena questão de fases minha em termos de gostos. O ambiente de duo / projecto de estúdio é bem evidente. O som é demasiado mecânico e frio para o seu próprio bem. A fusão de Progressive Rock, Metal, Symphonic, Classical, Ambient, Pop e Rock clássico, funciona por vezes, mas noutras cai redondamente. Uma certa monotonia instala-se ao fim de alguns temas. Nem mesmo a exagerada heterogenia do projecto os safa. Muito pelo contrário, funciona como ponto negativo. Apenas para fãs do género e completistas. 65% www.myspace.com/invisigothmusic / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Monday

Sideblast – Flight Of A Moth (2008) – Cyclone Empire / Sure Shot Worx

Fiquei assombrado, quando li na nota de imprensa, que esta banda existe apenas desde 2004 e já tem este nível de qualidade, em termos de composição e técnica musical. Estes novatos Franceses apresentam na sua estreia “Flight Of A Moth” uma fabulosa fusão de Thrash, Death, Grind, Black e Industrial / Symphonic Metal. Dez temas (e um bónus, uma versão de “Arise” dos Sepultura) perfazem pouco mais de 43 minutos de violência sonora. Mais extremo que isto é muito difícil! Secção rítmica devastadora, ultra-técnica, brutal; riffs de guitarra agressivos e incisivos; voz ora gutural ora mais gritada mas sempre no extremo; e teclas / samplers épicos, sinfónicos, intensos, quasi-cinematográficos a encimar todo este caos. Numa linha similar, podemos destacar o que os Biomechanical tentaram fazer, mas sem um resultado positivo. Até mesmo a singular versão de “Arise”, a fechar o disco, está soberba, tendo conseguido a banda transpor o tema na perfeição para o seu universo. Para fãs de Strapping Young Lad, Fear Factory, Emperor, Behemoth, Morbid Angel, Gojira, Biomechanical, Nasum e Slipknot. 95% www.myspace.com/sideblast / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Tuesday

Nightwish – Dark Passion Play (2007) – Nuclear Blast

Está finalmente disponível o novo trabalho de estúdio dos Finlandeses Nightwish. “Dark Passion Play” inicia uma nova fase na carreira daquela que é uma das mais bem sucedidas bandas de Metal sinfónico com voz feminina. Depois da demissão, em 2005, da anterior vocalista Tarja Turunen, facto que fez correr tanta tinta na imprensa mundial e que gerou uma diversidade de opiniões por parte dos fãs, a banda foi invadida por demos de vocalistas de todos os cantos do mundo. Após uma exaustiva audição a escolha recaiu sobre a Sueca Anette Olzon (ex-Alyson Avenue). A voz de Anette é diferente da de Tarja o que, na minha modesta opinião, foi a melhor escolha a fazer por parte da banda. Escolher uma “copycat” de Tarja seria um enorme erro e ainda daria mais motivo de conversa aos detractores da banda.
Quanto ao novo trabalho em si, este inicia de uma forma inesperada com um tema de cerca de 14 minutos, “The Poet And The Pendulum”, no qual a banda consegue inserir quase todas as suas facetas. A partir daí ouvimos mais 12 temas que passam por todas as facetas da banda, desde a balada com voz angelical (“Eva”, “For The Heart I Once Had”, “Meadows Of Heaven”), passando pelo tema tipicamente Heavy / Power com as vocalizações de Marco Hietala a predominarem (“Master Passion Greed”), o tema de inspiração celta (“The Islander”, “Last Of The Wilds”) e até mesmo os samplers electrónicos à semelhança de “I Wish I Had An Angel” (“Bye Bye Beautiful”) ou o tema épico / orquestral (“Amaranth”, “7 Days To The Wolves”). Há um pouco de tudo para agradar a gregos e troianos, sem ser um álbum heterogéneo tipo manta de retalhos.
A voz de Anette consegue ser angelical ou agressiva, melódica ou mais áspera e roqueira, negra e intensa ou doce e ligeira, conforme a faixas ou partes das mesmas assim o exigem. Além disso tem uma capacidade de alcance fantástica, atingindo notas que seriam difíceis de atingir por outras vocalistas. Na maior parte das vezes faz lembrar vocalistas da década de 80 como Kate Bush, Kim Wilde, Bonnie Tyler, Laura Branigan, Ankie Bagger ou até mesmo as duas vocalistas dos Suecos Abba (Annete fez parte de uma banda de versões dos mesmos). Está aprovada! Agora quero ver a banda ao vivo para poder ouvir como soam os temas antigos na sua voz.
Sendo eu fã da banda desde “Wishmaster”, confesso, já estava a ficar um pouco saturado das vocalizações eruditas de Tarja. Esta nova voz traz uma outra dimensão à música da banda e um novo sopro de vida.
Em termos instrumentais a banda poderia facilmente cair na asneira de criar temas mais comerciais e conseguir o sucesso de uma banda como Evanescence, a qual não tem metade da qualidade musical ou lírica de Nightwish (ou Within Temptation até), e tudo apenas baseado nas polémicas criadas em torno da banda. Não foi o que aconteceu aqui, estando Tuomas Holopainen de parabéns pela sua capacidade de composição (já demonstrada nos álbuns anteriores, aliás), criando temas bem metaleiros / roqueiros mas com identidade e refrões e melodias memoráveis. A orientação geral do disco é bem mais roqueira que a dos anteriores, o que é até uma mais valia para os Nightwish.
Em jeito de finalização, os Nightwish conseguem em “Dark Passion Play”, sem dúvida, um dos seus melhores discos de sempre! São 75 minutos e 45 segundos que não têm um único segundo monótono e, apesar de ser um disco longo, ouve-se muito bem de início ao fim.
Não posso deixar de referir, extra crítica ao disco, que estar a ouvir um tipo a dizer “este é o novo álbum… blah… blah… e este tema intitula-se…” seis ou sete vezes num tema não facilita nada a tarefa do crítico. Assim que possível, vou comprar o meu exemplar original!
95%
http://www.nightwish.com/ / http://www.nuclearblast.de/

Distribuído em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Friday

SoulTakers - Entrevista

- Soul Takers (meaning of the name, short bio, discography, highlights, …):
Jari: The name of the band was chosen – as a joke - quoting an old b-series horror movie. We still like the idea of capturing someone’s soul, though. Not many of them, maybe, but every soul that recognizies something deep and involving – and not only interesting or ‘fun’ - in our music, is a personal success for us.
Soul Takers were founded in 1998 by Francesca and Federica, shortly followed by the singer Dino and the drummer Mauro. The core of the band began to create its particular style, with a prominent piano sound and genuine classical influences. Bass player Andrea was the next to join in and in 2002 Soul Takers recorded their first promo-cd, “Through the silence of words”, with another singer, while Dino dedicated to opera studies. Violinist Jari Pilati joined the band and and after Dino’s return, the band signed with Northwind records and recorded its first full-length, “Tides”, published in the first months of 2005. Now we’re out again with “Flies in a jar”, after signing with Dragonheart records.
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“Flies In A Jar” (rehearsing / writing process, recording process, label, …):
Jari:
Writing songs for us is a process of ‘making’. One of us generally proposes a melhody and the whole band ‘builds’ a song around it. The result is often significantly different form what the first proposal indicated, with scorn of the proposer ;). It took us about one and a half years to get over this mountain. That is...to hunt these flies and force them into the jar. It has been such a hard work one could not imagine. In terms of time, energies, obstacles...if there is something we feel free to say we deserve, is respect for our work. We may not have talent (anyone can judge on that) but we really gave it all for this cd!
As regards recording “Flies in a Jar”, it was an exhausting as well as satisfieng experience that lasted a whole month at Luigi Stefanini’s New Sin Studios. The label supported us on all sides but left us completely free to refine our cd as we hoped, with no ‘market-compromises’, showing confidence in what we were doing and freedom of views. Luigi helped us find the best musical solutions to carve the sound we were looking for and producing a clean, effective musical impact on us, before than on the other listeners.
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- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
Jari:
The idea represents a human version of a fly in a jar. We didn’t waant to be ‘didascalic’ and, some way, this in angel is far sexier than a mosquito, you’ll agree on that! Flies are simple being. The are annoying, they don’t think, they buzz...This is an angel in captivity! The artwork was crafted by Felipe Machado, a Colombian guy who simply picked up the idea of what we wanted and realized it in a way we would have never succeeded in doing it...
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- Live tour to promote the new record:
Jari:
We’re going to play live on the 29 th of July in Milan, in an acoustic version. It is a dimension that enhances our musical qualities, even if it sounds ‘weird’ to listen to a metal band playing with classical instruments. We’ll try not to lose our ‘metalness’, though! We’re also planning a real series of dates in Automn around Italy and hopefully, as soon as we can, abroad. Not a proper tour outside Italy, but we’d like to widen our possibilities and ‘take’ more and more souls.
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-Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, …):
Mauro:
All lyrics written for this album turn around the main idea express in its name: we are all flies trapped in a jar. We tried to express this feeling through different approaches such as: the spiritualistic-religious in “Heaven’s Pillars”, the intimist one in “Belied”, the political one in “The Silent Empire” and so on. Anyway every lyric is linked in different ways to the general topic that gives the name to our album.
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- Live tour to promote the new record:
Andrea:
We have planned an acoustic gig on the 29th of July in Milan at spazio Oberdan. we are now trying to plan new gigs after the summer to promote "Flies in a Jar" but we haven't planned a tour so far. On Spetember we’ll have a clearer idea about “Flies in a Jar” general sale rates so that we can plan some more gigs.
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- Musical (and other) influences:
Dino:
We have all different influences inside the band. First of all it’s impossible not to notice the huge influence classical music has on our music both on the harmonic point of view and because we use piano on every song. Then we have to add all our metal influences to this main influence and every one of us has its own favourite bands and style that we try to melt in our sound. So, generally speaking, I think we can show gothic, prog, heavy, and classical music influences in our songs.
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- Final Message:
Federica:
Thank you for this interview, I invite all the readers to visit our website and download some mp3s form there so that they can listen to our music.
Hope to see you on tour.
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SoulTakers: www.soultakers.net / www.myspace.com/soultakersmetal
Dragonheart Records: www.dragonheart-records.com / www.truemetal.org/dragonheart-records

Thursday

Wuthering Heights – The Shadow Cabinet (2007) – Locomotive Records

Desenganem-se os que, pelo rótulo musical mencionado, já estão a pensar coisas do género “ok, mais uma banda mediana a aproveitar-se do actual sucesso do Metal mais sinfónico”. Estes Wuthering Heights vão muito além, incorporando na sua música desde o Heavy mais tradicional, passando pelo Power Metal, Metal Progressivo e até algumas influências de música clássica e oriental. Temos velocidade quanto baste para quem, como eu, gosta do Heavy Metal mais rápido mas, também temos algumas partes mais “midtempo”. Temos muito peso aliado a uma constante melodia, toques Progressivos, Folk, medievais e uma tonalidade muito épica. A voz não é a típica voz ultra melódica do Power, sendo mais grave que o habitual, o que fica bem no estilo da banda, acentuando até o carácter épico da música. As faixas têm muitas mudanças de ritmo, melodias e riffs, o que torna o álbum extremamente interessante e longe de ser aborrecido pois, está sempre a acontecer algo de novo que nos prende a atenção. A maior parte dos refrões são extremamente “catchy” e ficam no ouvido facilmente, daquele tipo de temas que têm identidade própria, tal como a abertura “Demon Desire”, “Beautifool” ou “I Shall Not Yield”. Há temas mais longos como “Faith – Apathy Divine Part I” que inicia com uma melodia Folk / Medieval e que continua numa toada épica / progressiva. Há ainda tempo para um tema mais calmo, “Sleep”, com a vertente épica / medieval a prevalecer. O alinhamento original do disco fecha com “Carpe Noctem – Seize The Night”, um tema com uma orientação mais Progressiva e uns toques de Folk lá pelo meio. O meu CD ainda tem a faixa bónus Europeia “Midnight Song”, uma balada engraçada mas “normal” e que cumpre a sua função, de ser uma faixa bónus. Eu gosto de todo o disco mas os meus temas favoritos são “Demon Desire”, “Faith – Apathy Divine Part I”, “I Shall Not Yield”. Resta ainda referir que o disco foi produzido por Tommy Hansen (Helloween, Pretty Maids, Victory, etc). Um dos melhores álbuns do género que ouvi nos últimos anos! RDS
95%
Locomotive Records: www.locomotiverecords.com
Wuthering Heights: www.wuthering-heights.dk