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Sunday

Seven Steps To The Green Door – Step In 2 My World (2008) – Progrock

Este septeto Alemão já conseguiu algum reconhecimento aquando da edição da estreia “The Puzzle” em 2006, tendo vencido nas categorias de Progressivo e Experimental nos German Rock and Pop Awards. Não conhecia o seu trabalho antes de me ter chegado este disco às mãos mas, pelo que ouço aqui, o referido prémio faz algum sentido. A fusão de progressivo, sinfónico, Pop, Jazz, Hip Hop e Rock é condimentada pela harmonia de 3 vocalistas distintos, músicos competentes, boas ideias, poder de composição e um sentido de canção Rock que faz falta a muitas destas bandas. O único senão é a longa duração do disco e ao fim de algumas músicas parece que está fechado num “loop” a reciclar as mesmas ideias. Fora isso, um disco fantástico. Para fãs de nomes como Genesis, Marillion, Pain Of Salvation, Porcupine Tree, Evergrey ou Ayreon. 85% www.sevenstepstothegreendoor.de / www.progrockrecords.com
RDS

Rewiring Genesis – A Tribute To The Lamb Lies Down On Broadway (2008) – Progrock

O produtor / engenheiro de som Mark Hornsby e Nick D’Virgilio (voz / bateria; Spock’s Beard) juntaram esforços para reproduzir, na totalidade, o mítico álbum dos Genesis. Juntam-se a Nick D’Virgilio os seguintes músicos: Dave Martin (baixo), Jeff Taylor (teclas) e Don Carr (guitarras). Além da clássica formação voz/guitarra/baixo/bateria, o disco conta com arranjos orquestrais e outros pormenores interessantes proporcionados por violino, trombone, saxofone, piano, flauta, violoncelo, etc. Não suplantando, como é evidente, o clássico disco conceptual, este tributo consegue levar a música dos Genesis a outro nível, dando-lhe uma roupagem nova e trazendo uma obra-prima musical com 30 anos para o século XXI. Serão até capazes de conseguir “converter” mais algumas pessoas e leva-los a procurar o original. Eu gostei do que ouvi e recomendo-o a todos os fãs do original e meros curiosos. 85% http://www.ndvmusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Jack Foster III – Jazzraptor’s Secret (2008) – Progrock

O músico Norte-Americano Jack Foster III (voz / guitarra; Mojophonic, Full House) regressa com o 4º disco de originais, “Jazzraptor’s Secret”. Neste faz-se acompanhar por Trent Gardner (teclas; Magellan) e Robert Berry (bateria, baixo). São 10 temas de Symphonic Rock o que nos apresentam estes 3 músicos. Composições geniais, fantásticos riffs e solos de guitarra, uma secção rítmica segura e competente, teclados ambientais bem encaixados, tudo encimado pela fabulosa voz de Foster. Ora mais roqueiros, ora mais introspectivos, mas sempre com muita melodia (tanto a nível instrumental como vocal). Gostei muito. Irá com certeza agradar a fãs de nomes como Genesis, Yes, Asia, Pendragon, Kansas ou Magnum. 85% http://www.jazzraptor.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Factory Of Dreams – Poles (2008) – Progrock

Factory Of Dreams é o novo projecto de Hugo Flores, guitarrista de Project Creation. Em 11 temas faz-se a fusão de sonoridades Progressive / Symphonic Rock, electrónica (vertentes trip-rock e ambiental) e elementos do universo Gótico. Ao Hugo Flores juntam-se a vocalista Sueca Jessica Letho e o baixista Chris Brown (com uma breve participação). Tenho sentimentos contraditórios em relação a este projecto / disco. A música de F.O.D. não anda muito longe daquilo que fazem certos nomes da cena Symphonic / Gothic Metal com voz feminina como The Gathering, Leaves Eyes, Sirenia, Theatre Of Tragedy ou Within Temptation, embora com uma aproximação mais “calma” e ambiental ao género (o nome do projecto pode dar algumas pistas). Está bem feito, contém boas ideias, a voz é fantástica mas… há aquela constante sensação de “déjà-vu”. E no entanto não consigo deixar de ouvir. Basta estar no estado de espírito certo e “Poles” pode ser uma agradável companhia. Está, no entanto, longe de ser uma peça indispensável. 70% http://www.sonicpulsar.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS
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Poles - Exclusive Album Preview

Monday

The Gourishankar – Close Grip (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia de 2003 dos Russos Gourishankar. Depois do bem sucedido “2nd Hands”, em 2007, a Unicorn avança com e reedição a estreia auto-financiada que se encontra indisponível actualmente. Aos 7 temas originais adiciona-se um tema extra. A música dos Gourishankar é amplamente influenciada pelo Progressive / Symphonic Rock dos 70s mas incorpora outras ideias que podem ir da electrónica à Pop. Há aqui boas ideias bem encaixadas; as performances dos músicos são irrepreensíveis; e a banda consegue balançar bem todas as vertentes da sua música, não sendo demasiado calma e ambiental que desagrade aos fãs de Rock, nem demasiado “pesada” que afaste os fãs do Progressivo tradicional (até podia ter guitarras mais fortes, isso sim). Não temos nada de fenomenal em “Close Grip” mas é agradável de se ouvir. 70% http://www.gourishankar.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Gourishankar - Endless Drama ("2nd Hand", 2007) - Fanvideo

Wednesday

Soul Secret – Flowing Portraits (2008) – Progrock

Os Soul Secret são Italianos e têm em “Flowing Tears” a sua estreia em disco. Mais uma banda de Metal Progressivo. Isso é bom? Ou mau? Depende. Os Soul Secret estão na corda bamba. O que fazem é demasiado cliché para o seu próprio bem. Isto já foi feito inúmeras vezes, e de melhor forma, por bandas como Dream Theater, Threshold, Evergrey, Queensryche, Fates Warning ou Symphony X. Mas também não o fazem assim tão mal, muito pelo contrário. Têm técnica, têm algumas ideias, têm espírito. E isso já é muito bom hoje em dia. Falta é alguma originalidade. Os 6 temas que compõem os 52 minutos de música vão desde o Heavy sinfónico ao Prog-Metal, passando por algum Hard Rock e Power Metal. Gostei particularmente do épico “Tears Of Kalliroe”, tema que encerra o disco e que perfaz cerca de 17 minutos de duração. Prog-Metal sinfónico no seu melhor. Só este tema já vale o disco quase todo. Para uma estreia já é muito bom. Aguardemos por um segundo disco com alguma identidade que os possa destacar dos inúmeros nomes do género. Potencialidades estão mais que demonstradas nesta estreia. Para já, dêem uma escutadela, pois pode ser que vos agrade. Vou arriscar e dar-lhes uma pontuação alta. Vamos ver o que o futuro nos/lhes reserva. 85% www.myspace.com/soulsecretband / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Simon Says – Tardigrade (2008) – Progrock

Estocolmo. Década de 90. Formam-se os Egg. Após algumas diferenças musicais e problemas pessoais, Stefan Renström deixa a banda, assim como a cidade de Estocolmo, e forma os Simon Says. A cena progressiva Sueca tem dado excelentes frutos desde a década de 70 (década do género por excelência) até aos nossos dias. Os Simon Says são outro dos nomes mais recentes que tem dado cartas no género. “Tardigrade” é o novo trabalho de estúdio. O estilo é tipicamente Sueco mas tem certas nuances do NeoProg da década de 90 e algum espírito experimental descendente de King Crimson ou Van der Graaf Generator. Boas ideias (muitas), peso (algum), melodia (muita), técnica (muita), experimentação (q.b.), há um pouco de tudo para agradar aos apreciadores de Progressivo Sueco. Recomendo vivamente. Para fãs de King Crimson, VdGG, Kaipa, Anekdoten, Pain Of Salvation, entre outros. 85% www.gepr.net/simon.html / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Moongarden – Songs From The Lighthouse (2008) – Progrock

Este é já o 5º trabalho para os Italianos Moongarden, no activo desde os inícios da década de 90. Aqui sim, já estamos a falar de uma banda e não de um projecto que brota da(s) mente(s) de uma ou duas pessoas. Este disco marca o regresso de Simone Baldini Tosi, vocalista original que gravou o 1º disco. O que se pode esperar de uma banda de Progressive Rock Italiana? Bom material, isso é certo. Os Moongarden vão buscar as suas influências directamente aos conterrâneos que marcaram a década de 70, mas dão à sua música uma roupagem mais directa, formato de canção, num modelo quase Pop, pode-se dizer. Mas mantêm aquele ambiente da velha escola. O contador marca uns belos e certos 1:11:11 divididos por 10 temas que variam entre os 2:49 e os 13:00. Gostei muito e recomendo. 80% www.myspace.com/moongardenband / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Invisigoth – Narcotica (2008) – Progrock

Nova aventura deste duo constituído por Cage e Viggo Domino. O disco anterior, “Alcoholocaust” de 2007, já me havia chamado a atenção. Este novo está na mesma linha, mas já não me parece tão bom como o anterior. Talvez seja uma pequena questão de fases minha em termos de gostos. O ambiente de duo / projecto de estúdio é bem evidente. O som é demasiado mecânico e frio para o seu próprio bem. A fusão de Progressive Rock, Metal, Symphonic, Classical, Ambient, Pop e Rock clássico, funciona por vezes, mas noutras cai redondamente. Uma certa monotonia instala-se ao fim de alguns temas. Nem mesmo a exagerada heterogenia do projecto os safa. Muito pelo contrário, funciona como ponto negativo. Apenas para fãs do género e completistas. 65% www.myspace.com/invisigothmusic / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Expedition Delta – Expedition Delta (2008) – Progrock

Projecto de Srdjan Brankovic dos Serbios Alogia. Além dos músicos Serbios que acompanham Srdjan e que servem de base a este projecto, temos diversos convidados de peso como são: Gary Wehrkmap (Shadow Gallery), Andrea De Paoli (Labyrinth), Richard Andersson (Time Requiem), Erik Norlander, Joost van den Broek (After Forever), Sabine Edelsbacher (Edenbridge), Torsten Roehre (Silent Force), Santiago Dobles (Aghora), ou outros. Progressive Rock / Metal de ambiências sinfónicas e toques AOR é o que Expedition Delta nos apresenta nestes 11 temas executados em pouco mais de 51 minutos. Tem os seus pontos altos (bons riffs, melodias, ritmos, boas ideias bem concretizadas, convidados especiais, alguma heterogenia…), tem os seus pontos baixos (diversos clichés, alguma monotonia ao fim de um bocado, alguma heterogenia que pode ser boa ou má, …). Mesmo assim, muito acima da média do que se vai fazendo no género hoje em dia. Fãs de Yes, Marillion, Asia, Richard Wakeman, Joe Satriani, Ayreon, Threshold, Symphony X, Shadow Gallery, Aghora, e outros que tais, vão gostar por certo. 80% www.myspace.com/expeditiondelta / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Friday

Signs Of One – Innerlands (2008) – Unicorn Records

“Innerlands” é o segundo disco, primeiro através da Unicorn, dos Canadianos Signs Of One. Este é um disco conceptual dividido em 14 faixas, todas interligadas, que ultrapassam os 70 minutos de música e que assentam num Rock Progressivo com toques sinfónicos. O habitual nestes projectos é possuir excelentes músicos, saídos de conservatórios e escolas de música conceituadas, talvez com prémios já atribuídos, daquele tipo de pessoa que nunca larga o seu instrumento e está sempre a tocar e a ensaiar. Juntam-se todos e o que vão tocar? Rock Progressivo, pois claro! “Vamos lá mostrar que tocamos todos pá caraças”. E depois os discos são meros exercícios masturbatórios sem qualquer tipo de alma ou mais valia para o género em particular e a música em geral. É um pouco o que acontece aqui. Algumas boas ideias, muita técnica e destreza musical, a voz muito certinha e típica do género e, mais uma vez, a produção limpinha, fria, mecânica, com as arestas todas bem limadas. Resultado final: mais de uma hora de aborrecimento. Não me interpretem mal, isto até está bem feito, mas é muito lugar-comum. Já se fez, já se viu, já era. No fim não nos lembramos de um refrão, de uma melodia, de uma passagem que seja. Para ouvir este tipo de trabalhos, prefiro ir buscar os clássicos dos Rush, Yes, Marillion, Genesis, Jethro Tull, Pink Floyd, e outros que tais. Nesse caso sei que estou a ouvir pioneiros e mestres na sua arte. Mais um para os completistas do ProgRock. Apenas para os fãs acérrimos do género. 65% http://www.signsofone.com/ / www.myspace.com/signsofone / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Thursday

Soniq Theater - Interview + Review

1 – Can you resume the history of Soniq Theater in a few words?
After my demise from my previous band Rachel’s Birthday in 1997 I decided to continue making music on my own. So far I released 8 albums in 8 years, from 2000 to 2008, and as I do it all alone the music is never played live but through the years reviewed in numerous magazines and played in about 80 radios.

2 – Are you satisfied with this new album “Life Seeker”, the songs, the recording process, production, final product?
As on every Soniq Theater album, the songs are written in different years, the oldest is from 1989 and the newest from 2008. The most of the old songs are produced in the recent time, but there are also some original recordings from 1998. The recording process and the production is like on the previous albums as I didn’t change my system. More to that topic see below at the 4th question. I think it’s once again a good blend of songs, and may the listeners decide if this one is a strong or a weaker Soniq Theater album.

3 – Your music is a blend of several styles, from Progressive to Symphonic, from Electronic to Classical, and even some Hard Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soniq Theater? And books? And movies?
Far too many bands and artists to mention them all here, but the most known and important: Kansas, Yes, Genesis, ELP, Dream Theater, Rick Wakeman, Tangerine Dream, Vangelis, classical music of Bach, Händel, Mozart, Mendelssohn and Bruckner. I’m open-minded to other music genres, like fusion, world music, folk, film-music, soundscape music…Books: of course the Lord of the Rings and other fantasy stories…science fictions, esoteric and spiritual books (not very known). I like documentary films of all regions of the earth (and universe), you may have noticed that I have also cosmic and geographical themes in my songs.

4 – All the music released so far under the moniker Soniq Theater was composed, performed, produced, mixed, mastered and self-released by yourself. Can you explain this one-man-band and do-it-yourself process?
First of all, the music is not programmed on computer but really played on the keys and then edited. I have a MIDI-setup of a masterkeyboard, including a sequencer, and some keyboards and soundmodules connected via MIDI. If I have finished a song, I store it on discette and record it on DAT-tapes. And from that DAT-tapes, I record the songs for an album on a master-CD-R, and from that CD-R I burn all the copies.

5 – Can you explain some of the subjects explored in the lyrics in “Life Seeker”?
There are only three songs with a few lyrics, the title track “Life Seeker” is about a man who survived a bad illness, and is looking for new experiences, the second one “Hot House” is a tribute to the beauties of the man-magazine Penthouse, the third “Odd times and strange days”, if I wrote this, I really was in a strange mood, and I thought that this one is gonna be really very progressive.

6 – The cover artworks in your CDs are always very simple and the CDs are released in CD-R format. Are you trying to keep it as simple as possible without spending too much money and avoid working with a label?
Well, I have my experiences with labels, not the best ones I admit. Apparently, no label that I contacted was willing to release the Soniq Theater music, I understand their reasons, one-man band, too artificial sound, no natural instruments, too diverse styles of music, and so on…
So I decided to do it all alone. I admit, that I’m no designer and the artwork is really simple, but through the years I found out, that most people simply want to hear music, and don’t care too much about the artwork.
And yes, the releases are only on CD-R, because in the opposite of the labels, who want to sell a perfect product, my intention is, to spread my music as far as possible, and the best way is through radios. So reality proved, that it was good enough to be played on about 80 radios. All radio-DJs that I send my music accept the CD-R format and play the music. So what…

7 – How do you see the Progressive and Symphonic Rock scenes nowadays? Which bands, labels, festivals, magazines do you look up to and recommend?
Well, I’m only connected to the scene by the web. I don’t go to festivals or watch bands live. In the web there are really some great websites and webzines for progressive rock (of course yours)
I watch and listen sometimes webradios playing prog all day, for example Delicious Agony and Aural Moon. So I get a good impression about what’s going on in the scene. And I can say much is going on through the web, my whole Soniq Theater project would have been lost without the internet.

8 – You can leave now a final message or say something important we forgot.
Music was my first love and it will be my last,
the music of the future, the music of the past
(John Miles)

Questions: RDS
Answers: Alfred Mueller

Soniq Theater: www.soniqtheater.de

Soniq Theater – Life Seeker (CD-R 2008) – Self Released
Novo trabalho a solo do Alemão Alfred Mueller. São 10 novos temas, em cerca de 50 minutos e meio, de fusão Progressivo, Sinfónico e Electrónico com alguns toques clássicos, world music e Rock. Nomes a apontar como influências poderão ser Vangelis, John Carpenter, Tangerine Dream, King Crimson, Yes, Kraftwerk, Rick Wakeman, Mike Oldfield, Mark Snow e bandas sonoras de sintetizador dos 80s (lembram-se daqueles filmes de terror e sci-fi dos 80s?). A primeira parte do disco é muito boa, mas depois a meio começa a perder alguma qualidade, passando a soar a banda sonora de sintetizador do mais kitsch possível. Estão aqui alguns dos melhores temas alguma vez gravados por este músico Alemão, mas também estão aqui alguns dos piores! Tirando alguns sons mais kitsch que lhe dão um ar mais “pindérico”, a maioria deste material é de alta qualidade. Se não vos incomodar a vertente electrónica do Progressivo, ou até, se for mesmo essa a vossa predilecção, então esta é uma excelente aposta. 70% http://www.soniqtheater.de/
RDS

Tuesday

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada, maioritariamente, para re-redições de clássicos Australianos da década de 70 / inícios dos 80s, nas linhas do Hard, Heavy, Progressive e Classic Rock. Tenho em mãos 9 dessas re-edições, as quais passo a apresentar.

Buffalo – Volcanic Rock (1973, Re-release 2005) – Aztec Music
Uma das maiores bandas da cena Heavy Rock dos 70s na Austrália. Este é o segundo disco e, na minha modesta opinião, a obra-prima destes “aussies”. O disco foi devidamente remasterizado a partir dos masters originais e inclui um livrete de 24 páginas repleto de material interessante. Além dos temas da versão original, incluem-se aqui 2 bónus, uma versão single de “Sunrise (Come My Way)” em mono, e uma versão ao vivo de 73 de “Shylock” de 1973. Heavy Psych Rock com muito groove, uma toada doomy em certos momentos e riffs geniais. Todos os temas são fantásticos mas os meus favoritos são o tema de abertura “Sunrise” e o explosivo “Shylock”. 90%

Buffalo – Mother’s Choice (1976, Re-release 2006) – Aztec Music
Quarto disco para os Buffalo. À semelhança do anterior, este disco também foi remasterizado e inclui um livrete de 20 páginas com muita informação, fotografias, entrevistas, etc. Neste álbum mudam um pouco o seu estilo, deixando para trás algum do Hard Rock setentista que os caracterizava e abrangendo um som mais Southern Rock, com alguns toques de Rock ‘N’ Roll dos 60s. Não é sonoridade que me agrade muito mas há aqui alguns bons temas como “Long Time Gone”, “Honey Babe”, “Lucky” ou a versão de “Sweet Little Sixteen” do mestre do Rock ‘N’ Roll Chuck Berry (há ainda outra versão deste senhor no disco, “Little Queenie”). Uma nova fase dos Buffalo, apenas para os apreciadores do género ou fãs die-hard dos Buffalo. Os temas bónus são “The Girl Can’t Help It” (B-Side de “Little Queenie”) e “On My Way” (B-Side de “Lucky”). 70%

Buffalo – Average Rock ‘N’ Roller (1977, Re-release 2006 – Aztec Music
Quinto e último trabalho antes da dissolução da banda. Este já não conta com a participação do baixista Pete Wells, o qual, insatisfeito com a direcção musical, saiu para formar os míticos Rose Tattoo, trocando as 4 pelas 6 cordas. A reedição segue os mesmos padrões das anteriores com os temas remasterizados, bónus e livrete com 20 páginas repletas de informação e fotografias. O som deste último capítulo na discografia dos Buffalo é muito mais orientado para o Rock ‘N’ Roll dos 60s mencionado atrás. Houve uma tentativa conscienciosa de fazer um disco mais comercial. Mais uma vez, não é o tipo de música a que os fãs de Buffalo estavam habituados, daí os dois últimos discos não serem, mesmo hoje em dia, tão aclamados como os 3 primeiros. De qualquer modo, temas como “You Say”, “Average Rock ‘N’ Roller” ou “Bad News” são boas faixas de Rock clássico. O fantástico semi-épico “Heroe Suite” encerra o disco, e até metaforicamente a carreira dos Buffalo, em grande. Como bónus temos dois temas pertencentes a um single a solo do vocalista David Tice, datado de 1976. São duas versões, “I Don’t Want To Spoil The Party” dos Beatles e “Sweet Little Rock ‘N’ Roller” de Chuck Berry. Apenas para fãs dab nada e completistas. 70%

Rainbow Theatre – The Armada (1975, Re-release 2006) – Aztec Music
Reedição do fantástico disco de estreia dos Rainbow Theatre, devidamente remasterizado, com livrete de 20 páginas plenas de informação e fotografias, além de um tema extra. Ao todo são 5 temas (mais o bónus faz 6) em que se faz uma fusão de Rock Progressivo com Jazz Rock e música clássica, sempre com uma toada teatral e de ópera rock. As influências passam por nomes tão diversos como Stravinsky, Wagner, King Crimson, Mahavishnu Orchestra, entre outros. Épicos temas que rondam os 14 e 15 minutos de duração alternam como interlúdios de minuto e meio naquela que é uma obra-prima da cena progressiva, de Austrália em particular e dos 70s em geral. A fechar este CD temos o épico “Icarus (From Symphony No.8)”, composto por Julian Browning, guitarrista da banda, e gravado em 1996, não pela banda, mas pela Melbourne Grammar Symphony Orchestra, conduzida por Martin Rutherford. Recomendo vivamente! 100%

Kahvas Jute – Wide Open (1971, Re-release 2006) – Aztec Music
Mais uma reedição que segue os parâmetros habituais da Aztec Music, ou seja, tudo muito bem feito, remasterizado, livrete completo, bónus. Os Kahvas Jute têm em “Wide Open” um colosso de proporções épicas de Psychedelic Hard Rock mas, como o título do álbum indica, livre de incluir outros géneros como Progressive, Blues, Jazz e Acid Folk. São 9 temas do registo original e 5 bónus ao vivo (entre estes uma versão de “Politician” dos Cream), os quais foram gravados numa reunião de 2005 (futuramente disponível em DVD). Até hoje um dos álbuns mais procurados da cena progressiva Australiana, vê finalmente uma edição digna. Recomendo vivamente aos fãs de Progressive / Psychedelic / Jazz Rock. Para quem não sabe, desta mesma banda saiu o senhor Bob Daisley, o qual tocou o baixo para nomes como Rainbow, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Gary Moore, Uriah Heep, etc. 95%

Cybotron – Implosion (1980, Re-release 2006) – Aztec Music
Terceiro disco, e último, para os Australianos Cybotron, datado de 1980. São 6 fantásticos temas de fusão Prog e Krautrock aqui devidamente remasterizados, com 20 páginas repletas de informação, entrevistas, fotografias, acompanhados de 6 temas extra, cindo deles do incompleto e nunca editado álbum de 1981, “Abbey Moor”, e o outro uma curiosa versão de “Peter Gunn Theme“ de Henry Mancini. Estes temas do álbum não editado foram deliberadamente compostos com base numa aproximação mais comercial da música dos Cybotron. Não me agrada tanto o resultado final como o do disco principal, mas é interessante a versão de guitarra de “Eureka”. “Implosion”, esse sim, é um disco fabuloso que eu recomendo a todos os apreciadores de nomes como Pink Floyd, Tangerine Dream, Can, Neu, Faust, Kraftwerk, Amon Düül II, Goblin e Zombi. 95%

Coloured Balls – Ball Power (1973, Re-release 2006) – Aztec Music
Colored Balls – Heavy Metal Kid (1974, Re-release 2006) – Aztec Music
Lobby Loyde – Obsecration (1976, Re-release 2006) – Aztec Music
Banda Australiana de Hard Rock / Rock ‘N’ Roll / Proto-Punk que lançou estes dois discos e uma série de singles. A denominação da banda era, originalmente, Coloured Balls, mas na altura do segundo álbum deixaram cair o “U”, devido a um erro por parte do desenhador da capa. Entre os dois discos temos toda a discografia da banda, desde 1972 a 1975, os dois álbuns, os singles, um single nunca antes editado e ainda um tema ao vivo. 38 temas ao todo. A juntar à música, o habitual livrete completíssimo, em ambos discos. Uma banda incompreendida no seu tempo, diversas pressões que a levaram a acabar, tornou-se um marco na história do Rock Australiano.
Além da reedição de todo o material dos Coloured Balls, a Aztec Music também reeditou o disco a solo de Lobby Loyde (vocalista / guitarrista), “Obsecration” (segundo parece, apenas gravaram em noites de lua cheia, ao longo de 3 meses). Além do álbum inclui-se como bónus um single a solo de 1975, assim como o EP nunca antes editado “Too Poor To Die”, sob a designação Lobby Loyde & Southern Electric. No álbum principal a sonoridade é mais experimental, psicadélica e dark, enquanto que no single é mais 60s Rock e no EP é mais Hard / Psych Rock dos 70s.
Indispensável para coleccionadores. 80%
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