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Friday

The Monsters "The Jungle Noise Recordings 1994/95" (Voodoo Rhythm, 2016)

The Monsters "The Jungle Noise Recordings 1994/95" (Voodoo Rhythm, 2016)

A celebrar 30 anos de carreira os Suiços The Monsters reeditam "Jungle Noise", originalmente editado em 1994 através da Alemã Jungle Noise em vinyl 10" e, até hoje, apenas disponível nesse formato. A banda achou que os exemplares do disco estavam a atingir preços abusivos no mercado de 2ª mão e decidiram reeditar a gravação, adicionando vários temas bónus da época, disponíveis em 7"s através de outras editoras. Gravado no local de ensaio apenas em 2 dias num AKAI-1214 o som não podia ser mais crú, lo-fi e primitivo. E é assim que se quer o Trash 'N' Roll dos Monsters. Não puxes pela carteira para comprar o original a preços proibitivos (a não ser que tenhas a nota e sejas coleccionador inveterado), pois agora podes adquirir a "Jungle Noise" no teu formato de eleição (12"+CD ou apenas CD) a um preço normal. RDS

http://www.voodoorhythm.com
https://www.facebook.com/pages/Voodoo-Rhythm-Records-official/165004123554664

Saturday

King Bird “Sunshine” (Metal Soldiers, 2010)

Os Brasileiros King Bird tocam um Hard Rock com claras influências setentistas e Bluesy. Este CD reúne o álbum de 2008 “Sunshine” e as 4 faixas do single de 2005 “The God’s Train”. Não faz muito o meu género mas não nego a qualidade do trabalho aqui apresentado. Os músicos são mais que competentes, e o vocalista é perfeito. Vários convidados fazem a sua contribuição, mas talvez o mais conhecido da população geral seja Andreas Kisser (Sepultura) que faz o solo de guitarra em “I’ve Been Looking”. Silvio Golfetti e Heros Trench dos Korzus também fazem a sua aparição com solos em “Whazzup Jack?”. Temas maioritariamente a meio tempo, alguns mais lentos e Bluesy, e letras em inglês. As faixas mais roqueiras são agradáveis de ouvir, mas no final não fica nenhuma malha no ouvido. É esse o maior problema dos King Bird. A falta de canções, no verdadeiro sentido da palavra. Entradas, riffs, melodias, refrões que fiquem na cabeça ao acabar o CD. Não há, infelizmente. Para fãs de bandas tão díspares como Deep Purple, Cheap Trick, Aerosmith, Uriah Heep, Soundgarden, Mr Big, Extreme ou Pearl Jam, por exemplo. RDS 70%
www.kingbird.com.br
www.myspace.com/kingbird
Metal Soldiers Records (Portugal)
http://metalsoldiersrecords.webs.com
http://www.myspace.com/metalsoldiersrecords
metal.soldiers.2008@mail.com

Salário Mínimo “Simplesmente Rock + Beijo Fatal” (Metal Soldiers, 2011)

Novo álbum de 2009 para os Salário Mínimo e como bónus o LP de 1987 “Beijo Fatal”. O novo trabalho é Hard Rock melódico e radio friendly. Não é nada acima da média mas, para quem gosta de coisas mais melódicas mas roqueiras, ouve-se bem. Já o disco de 1987 é puro Heavy Metal oitentista. Solos, ritmos, voz, produção, tudo remete para a aproximação tradicional ao género. Em ambos as vocalizações são em português. Já devem ter percebido que a minha orientação vai para o material mais antigo, mas o disco de 2009 também tem os seus pontos de interesse. Parecem duas bandas distintas, mas isso já vai do gosto pessoal. Mais uma recuperação digna de registo, através da Metal Soldiers, para uma banda Brasileira. 75% RDS
www.bandasalariominimo.com.br
Metal Soldiers Records (Portugal)
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metal.soldiers.2008@mail.com

Metal Pesado “Metal Pesado” (Metal Soldiers, 2011)

Outra banda de Metal oitentista já extinta, oriunda do Brasil. Os temas são antigos, e variam de 80 a 84, mas o que encontramos aqui são regravações feitas pelos antigos membros da banda. Não se trata de uma reunião, mas apenas uma ideia que surgiu pelo ainda gozo enorme que estes músicos têm pelo Heavy Metal. O som parece saído da década de 80 e este disco poderia passar despercebido como sendo gravações originais. As vocalizações são em Português e as letras são as típicas do NWOBHM sobre Heavy Metal, o sobrenatural, misticismo, idade média, etc. Poderia dizer que preferia as gravações originais, mas estas também estão muito boas. O espírito está lá intacto. Aliás, como bónus temos direito a 5 faixas da altura (um promo de rádio 83 + 2 live 83/84 + 2 demos 83), por isso não nos podemos queixar. Muito bom. RDS 90%
www.metalpesado1.com.br
www.myspace.com/metalpesadomusic
Metal Soldiers Records (Portugal)
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http://www.myspace.com/metalsoldiersrecords
metal.soldiers.2008@mail.com

Zarpa “Luchadores de La Paz” (Metal Soldiers, 2011)

Banda Espanhola no activo desde finais de 1977. Este disco data de 2001 e é editado 10 anos depois pela Metal Soldiers, devidamente remasterizado e com 6 temas inéditos como bónus. As vocalizações são em espanhol, tal como habitual nas bandas do país vizinho. A produção é a típica espanhola para o Hard ‘N’ Heavy e, sinceramente, nunca me cativou muito. A sonoridade da banda varia entre um Hard Rock e um Heavy Metal mais tradicional. O disco ouve-se bem e é curtido, mas o som é muito genérico e não traz nada de atractivo que faça sobressair os Zarpa do resto da manada. Ainda tentam incluir aqui e ali ideias diferentes, tal como música Celta ou Neoclássico, mas com resultados que não ultrapassa a média. Para fãs de nomes como Saxon, Deep Purple, Obus, Baron Rojo ou até Medina Azahara. 65% RDS
www.zarparock.com
Metal Soldiers Records (Portugal)
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Metalmorphose “Nossa Droga É O Heavy Metal” (Metal Soldiers, 2010)

Mais uma banda Brasileira já extinta e que a Metal Soldiers reedita. Catorze são os temas reunidos neste CD, e vão desde 1984 a 1988, entre demos e lives. Além disso temos direito a um bónus gravado já em 2008, “Sadie” uma versão dos Beatles, que foi registada de propósito para um tributo Brasileiro à referida banda britânica. 80s Heavy Metal com fortes influências NWOBHM é o que temos. Típica produção oitentista, crua, potente, mas perfeita para o estilo. O som varia de faixa para faixa, mas isso é perfeitamente normal numa compilação do género, e apenas as duas faixas ao vivo têm um som mais sofrível, mas mesmo assim audível. Muito bom todo o disco. A versão de 2008 de Beatles “Sadie” é que destoa um pouco junto dos outros temas, mas serve o seu propósito. Mais uma pérola para os amantes do Metal tradicional. RDS 85%
Metal Soldiers Records (Portugal)
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metal.soldiers.2008@mail.com

Alta Tensão “Metalmorfose + Nigeria” (Metal Soldiers, 2011)

Este compacto reúne dois álbuns, devidamente remasterizados, da já extinta banda Brasileira Alta Tensão. O “Metalmorfose” de 1985 é mais 80s Heavy Metal, tem melhor som de produção (típica sonoridade crua do Metal oitentista) e vocalizações em português com as habituais letras do género. É mais a meu gosto, vou ser sincero. Já o segundo disco aqui incluído, “Nigéria” de 1990, assenta num Heavy com toques Thrash; o som de produção já não é tão bom, está algo abafado e retira-lhe poder; e em termos de composição não está tão bem conseguido. Aqui as vocalizações já são em inglês, o que lhe retira algum do encanto, a meu ver. A normal tentativa de internacionalização de qualquer banda, percebe-se. Há ainda tempo para uma cover de “Fireball” dos Deep Purple. O CD vale pelas 7 faixas de “Metalmorfose”. RDS. 80%
Metal Soldiers Records (Portugal)
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Friday

ATTRITION - Remasters 2009

Novas reedições (e um título novo contendo material antigo) do catálogo dos Attrition me chegaram às mãos hoje. Por ordem alfabética dos títulos, aqui seguem as apreciações gerais.

Attrition “A Tricky Business” (1991 / 2009) – Two Gods
Originalmente editado em 1991, este é talvez um dos albums mais populares dos Britânicos Attrition. Em 9 temas faz-se a fusão de gótico, electro-industrial, darkwave, neoclassical e ethereal. O ambiente cinematográfico, negro e denso, mas ao mesmo tempo melódico, sinfónico e dançável, faz o som de “A Tricky Business”. Além dos 9 temas originais (entre os quais o clássico “A Girl Called Harmony”) devidamente remisturados pelo próprio Martin Bowes, adicionam-se os 3 temas extra da edição CD e a remistura 12” de “Something In My Eye” de 1992. O melhor álbum dos Attrition? É sem dúvida o meu preferido. 95%

Attrition “Across The Divide – Live In Holland, 1984” (2009) – Two Gods
Edição nova, mas com gravações antigas. Passo a explicar. Este disco contém temas gravados ao vivo na digressão de 1984 ao lado dos Legendary Pink Dots. Os temas foram gravados directamente na mesa de mistura e foram originalmente editados como uma das metades do álbum-cassete “Terminal Kaleidoscope” de 1985. A estes temas já indisponíveis comercialmente, juntam-se duas faixas inéditas gravadas na rádio Holandesa VPRO, no mesmo ano. Remasterizados e novamente disponíveis, estes 40 minutos remontam aos primórdios dos Attrition e ao seu line-up clássico de Martin Bowes, Júlia Walker e Ashley Niblock. No tema de encerramento “Surge And Run” têm ainda a participação do percussionista dos Dots, Pat Paganini. Embora musicalmente seja algo primitivo e simples, representa sem dúvida uma parte importante da história destes Britânicos. 80%

Attrition “Heretic Angels – Live In The USA, 1999” (1999 / 2009) – Two Gods
São 11 temas gravados ao vivo na digressão de 1999 pelos USA. Este conjunto de temas foi editado em 1999 numa edição limitada de 666 exemplares. Voltam agora a ver a luz do dia com remasterização e novo artwork por parte de Bowes. Só é pena não conter temas extra. Os temas surgem aqui numa versão mais crua e, ao mesmo tempo, dançável. Prefiro a vertente mais épica / neoclássica da banda, mas este conjunto de faixas agrada. Não será peça indispensável na vossa discografia, a não ser que sejam fãs acérrimos da banda. 65%

Attrition “The Hand That Feeds – The Remixes” (2000 / 2009) – Two Gods
Em 71 minutos ouvimos 14 temas (entre os quais um bónus para esta reedição) sofrerem uma transformação electrónica por parte de nomes como Dance Or Die, In The Nursery, Stromkern, Flip Shriner, entre outros. “The Hand That Feeds – The Remixes” (edição original de 2000) foi compilado ao longo de 3 anos e editado de um alinhamento que poderia preencher dois discos. Este é daqueles discos que pode funcionar bem ou mal. Eu diria que fica a meio caminho. Algumas remisturas trazem apontamentos interessantes ao tema original e dão-lhe outra roupagem, enquanto que outras retiram o ambiente próprio dos Attrition. É esquisito ouvir um tema de Attrition em ritmo drum ‘n’ bass ou quasi-techno. Fica demasiado alegre. Mas tirando 3 ou 4 temas que apontam para essas áreas, o resto é interessante e vai desde o avantgarde ao experimental, do industrial ao ethereal. 80%

RDS


Some more Atrition here.

Wednesday

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada para as reedições de clássicos oriundos das terras de “down under”, nas linhas do 70s Hard Rock, Classic Rock e seus derivados. Depois de uma primeira remessa de discos que me chegaram às mãos por parte da mesma, eis que apresento a segunda leva com mais seis títulos. Por ordem alfabética, seguem as apreciações de alguns discos perdidos no tempo, recuperados pela Aztec.

Buffalo “Dead Forever” (1972)
Falar em 70s Hard Rock Australiano e não falar nos Buffalo é quase sacrilégio. A estreia “Dead Forever” foi originalmente editada em 1972 e continha 8 temas. Esta reedição inclui 5 faixas bónus, entre as quais os dois temas de “Hobo”, single de 71 dos Head (banda pre-Buffalo de Tice e Wells), e três B-sides de 72, além de um livrete pleno de informação e imagens. Heavy Rock com toques Blues, Psychedelic e Doom. Influências notórias de Sabbath, Uriah Heep, Free e Zeppelin fazem o resto. Pelo meio versões de Free, Blues Image e Chuck Berry. Não é meu disco favorito dos Buffalo (deixo isso para o “Volcanic Rock”), mas está bem posicionado na lista de escolhas. 85%

Buffalo “Only Want You For Your Body” (1974)
O Doom da estreia ficou um pouco para trás e a banda começou a puxar mais pela costela Hard Rock de descendências Deep Purple. São 7 temas originalmente lançados em 1974, aqui adicionados de 2 bónus (e o habitual livrete completíssimo, apanágio destas reedições Aztec). Longe de ser um disco perfeito, mesmo assim está uns furos acima de “Average Rock ‘N’ Roller” e “Mother’s Choice” (o mais fraquito de todos). Na minha lista ficaria talvez em 2º lugar ex-aequo com “Dead Forever” (é difícil compara porque são dois álbuns distintos). 85%

Buster Brown “Something To Say” (1974)
Estando esgotado há mais de 30 anos, esta é a oportunidade de adquirir o único disco dos Buster Brown, banda com ligações (leia-se músicos) a outros nomes Australianos como AC/DC, Rose Tatto, Coloured Balls, etc. Além dos 7 temas originais, 6 bónus foram adicionados, entre os quais o single “Release Legalise”, uma raridade de 80 dos Rose Tattoo, e a versão de Chuck Berry. Hard Rock pouco pesado de onda Blues Rock, dançável, quase Funky. Demasiado “alegre” e “limpo” para me agradar, mas com alguns pontos de interesse. 70%

Lobby Loyde with Sudden Electric “Live With Dubs” (1980)
Pelo menos o título não induz em erro os fãs. Isto são gravações ao vivo que tiveram posteriores dubs em estúdio, visto um dos micros ter tido algumas falhas em concerto. Lobby Loyde (The Aztecs, Coloured Balls) assina as 6 composições incluídas no disco original, originalmente escritas para os Southern Electric. Como bónus há 4 temas de Lobby Loyde & Ball Power gravados em 2000 (“live without dubs”, dizem eles), entre os quais 2 temas de Coloured Balls e uma versão de “Heartbreak Hotel” de Presley. Algures entre o Hard Rock de finais dos 70s e o Punk ‘N’ Roll, esta rodela transpira espírito Rock por todos os poros. Som pesado, cru, intenso, roqueiro quanto baste. Gostei. Para completistas e curiosos. 75%

Madder Lake “Still Point” (1973)
Blues Rock de contornos psicadélicos e progressivos. Era esta a proposta dos Madder Lake em 1973. Aos 7 temas originais adicionam-se ainda outros 7 como bónus (entre B-sides e faixas ao vivo). Não é tipo de sonoridade que a mim me agrade pois assenta muito numa vertente limpa e algo comercial (para a altura, entenda-se). Falta-lhe algum peso ou, em contrapartida, uma orientação mais progressiva e experimental. Nem a etiqueta Psychedelic que lhe atribuem tem muito significado. Fica a meio caminho sem cair para alguma das vertentes. Para completistas apenas. 60%

Madder Lake “Butterfly Farm” (1974)
O trabalho que sucede a “Still Point” não muda muito a sonoridade da banda. E também não muda a minha opinião acerca da mesma. Soa-me um pouco melhor que o anterior, mas não vai muito além da mera curiosidade. Aos 8 temas originais junta-lhe outros quatro esta reedição da Aztec. Gosto da capa, no entanto. Um dos músicos fez ainda parte dos mais célebres Skyhooks. Mais uma vez, recomendado a fãs do género ou coleccionadores. 60%

Tamam Shud “Goolutionites And The Real Thing” (1970)
Os 9 temas da edição original datam de 1970. A estes adicionam-se outros 9 (!). Sim, é isso mesmo, há muito material para explorar nesta reedição. Acid Rock de finais dos 60s é a orientação dos Tamam Shud (nome retirado do livro Persa do século XI “The Rubáiyát” de Omar Khayvam). Grateful Dead, Cream, Doors, Jefferson Airplane, Focus, Jimi Hendrix e outros que tais são influências notórias. Gostei do que ouvi, embora neste tipo de sonoridades prefira as coisas mais cruas e garage do que o som mais “comercial” destes Tamam Shud. Desta banda saíram depois alguns músicos para integrar os, bem mais interessantes, Kahvas Jute. Há momentos interessantes e o CD vale por isso, pelo bónus e pelo valor histórico. 75%

Lamplight “A Sun That Will Not Rise” (Promo-Single, 2009) (Vitamin Records)
Pelas mãos do Lou Risdale da Aztec recebi ainda um single de uma nova banda Australiana chamada Lamplight. Apenas um tema na sua versão “rádio edit”. O álbum de estreia homónimo será editado em Junho. Por esta amostra, a coisa promete. Som Folk Rock “baladesco”, ambientes épico-sinfónicos, de contornos modernos. É aguardar pelo álbum. 75%

RDS

Some more Aztec Music here

Sunday

Con-Dom – The Eight Pillar – A Confession Of Faith (2008) – Functional / Tesco

“The Eight Pillar” foi a estreia em disco dos Britânicos Con-Dom (abreviatura para Control Domination), a qual teve edição em vinil, em1991, através da Tesco. Esta foi a segunda edição da mítica editora Germânica e teve uma tiragem de apenas 300 exemplares. Aqui estão disponíveis pela primeira vez em CD os 5 temas (41m30s), acompanhados por uma reprodução do livrete original (que tinha de ser encomendado em separado) e embalados em formato digipack. O livrete inclui as letras, que foram baseadas na vida e obra do Britânico Thomas Edward Lawrence (o título do disco é derivado da sua obra “The Seven Pillars Of Wisdom”), imagens e um pequeno texto introdutório a Lawrence e a temática geral do disco. O tipo de sonoridade apresentada em “The Eight Pillar” é já comum hoje em dia, mas nos idos de 1991, nos inícios da cena Power Electronics, isto era algo de inovador. A audição deste disco não é nada fácil, isso é certo e, no final da audição ficamos algo confusos e nem sabemos bem onde estamos, de tão extrema que foi a experiência. Apenas para fãs “diehard” de Power Electronics e Industrial. 85% http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS

Wednesday

Attrition - Smiling, At The Hypogonder Club & The Jeopardy Maze (Re-releases 2008) - Two Gods

Attrition – Smiling, At The Hypogonder Club (1985 / Re-release 2008) – Two Gods
Esta e uma reedição do segundo álbum dos Britânicos Attrition, originalmente lançado em 1985 pela mítica Third Mind Records (na altura casa de nomes como Front Line Assembly, In The Nursery ou Nurse With Wounds). Aos 11 temas originais adicionam-se “Shrinkwrap” (single 12”, originalmente gravado para uma cassete compilação da revista Britânica Electronic Soundmaker) e “Fusillade (III)” (originalmente incluída na compilação “For Your Ears Only” de 1986). Todos os temas foram devidamente remasterizados e o artwork foi redesenhado pelo próprio Martin Bowes. A edição é da responsabilidade da editora da banda, a Two Gods Recording. Fusão de Darkwave, ritmos e sons industriais, ambientes góticos e algum Dark Ambient, “Smiling, At The Hypogonder Club” é um disco obrigatório na discografia de todos os amantes da Darkwave. Se ainda não o têm, esta é uma boa oportunidade de o adquirir. Além do disco original com um som melhorado, têm ainda direito aos já referidos bónus. Essencial. 90% http://www.attrition.co.uk/ / www.myspace.com/danteskitchen
RDS

Attrition – The Jeopardy Maze (1999 / Re-release 2008) – Two Gods
Mais uma reedição por parte da Two Gods, editora criada pelos próprios Attrition. “The Jeopardy Maze” foi editado originalmente em 1999 na editora darkwave/ambient /ethereal Projekt. Uma obscura e sinistra fusão de Darkwave, Gótico, Industrial e uma forte componente sinfónica, “The Jeopardy Maze” é um ecléctico disco que irá agradar a fãs das várias vertentes enunciadas. Além da obrigatória remasterização do disco, temos como bónus um tema nunca antes editado, também de 1999, “Infant Joy”, baseado num poema de William Blake. Diferente do anterior disco aqui apresentado, que soava tipicamente 80s, este tem uma vertente mais moderna, com uma faceta electrónica mais acentuada que poderá trazer novos fãs à banda, mas que não irá desapontar os da velha escola. Recomendo. 85% http://www.attrition.co.uk/ / www.myspace.com/danteskitchen
RDS
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Attrition - A Girl Called Harmony (Tricky Business, 1991 / Promovideo 2006)

Friday

Grady – Y.U. So Shady? (2008) – Alternative Tentacles

Esta é a reedição por parte da Alternative Tentacles da demo-CD de 2004 do “power” trio Texano Grady. Os 11 temas originais foram remisturados por Gordie (vocalista / guitarrista, ex-Big Sugar, Canadá), re-sequenciados por Jello Biafra e complementados por 2 temas ao vivo não presentes na edição original. Blues / Southern / Punk ‘N’ Roll bem sujo, puro, cheio de espírito é o que nos apresentam nestes 56 minutos. Há já muito tempo que não ouvia algo do género tão pesado, cru e intenso. Imaginem uma fusão entre nomes tão díspares como Queens Of The Stone Age, Dead Kennedys, John Lee Hooker, Motörhead, AC/DC, D.O.A., Fu Manchu, Nashville Pussy ou ZZ Top e têm uma ideia da sonoridade Grady. Gostei muito e recomendo a fãs dos nomes acima citados. 85% http://www.shadygrady.net/ / www.myspace.com/gradyaustin / http://www.alternativetentacles.com/
RDS
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Live @ Red Dog Bar, Ontario, Canada, March 7 2008

Monday

The Gourishankar – Close Grip (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia de 2003 dos Russos Gourishankar. Depois do bem sucedido “2nd Hands”, em 2007, a Unicorn avança com e reedição a estreia auto-financiada que se encontra indisponível actualmente. Aos 7 temas originais adiciona-se um tema extra. A música dos Gourishankar é amplamente influenciada pelo Progressive / Symphonic Rock dos 70s mas incorpora outras ideias que podem ir da electrónica à Pop. Há aqui boas ideias bem encaixadas; as performances dos músicos são irrepreensíveis; e a banda consegue balançar bem todas as vertentes da sua música, não sendo demasiado calma e ambiental que desagrade aos fãs de Rock, nem demasiado “pesada” que afaste os fãs do Progressivo tradicional (até podia ter guitarras mais fortes, isso sim). Não temos nada de fenomenal em “Close Grip” mas é agradável de se ouvir. 70% http://www.gourishankar.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Gourishankar - Endless Drama ("2nd Hand", 2007) - Fanvideo

Thursday

Kush – Nah, Tellus Wh’t Kush Means Yer Great Sausage (1975 / 2008) – Aztec Music

Esta é a reedição do 2º disco dos Australianos Kush, “Nah, Tellus Wh’t Kush Means Yer Great Sausage”, datado de 1975. Depois de ter reeditado a estreia “Presents Snow White… And The Eight Straights”, a Aztec Music completa a coisa com esta sequela. Como sempre, estas reedições da Aztec são de luxo, com livrete completo (capas originais, fotos, biografia/histórias várias, letras, etc) e temas extra. Neste disco temos, além dos 6 temas originais, mais 11 bónus a saber: um single de 1975 de Geoff Duff & Kush, o single a solo de 1977 de Geoff Duff, o edit do single “I’m Your Football”, um tema nunca antes editado intitulado “Hey Sam” e 5 temas ao vivo em 1977.
Sinceramente, isto é demasiado Funky para o meu gosto. Se ainda tivesse uma forte componente Psych / Folk / Prog, a coisa seria mais agradável. Ou então se a orientação Funk fosse mais linha banda sonora de filme Blaxploitation, mas não, é do mais vulgar e piroso. Ainda por cima está repleto de um humor meio piroso e saloio. O som dos Kush, pelo menos neste 2º disco, já que não conheço o anterior, situa-se algures entre os Earth, Wind & Fire, o R’N’B / Soul / Funk da Motown, Frank Sinatra, James Brown e algum Folk-Prog (pouco). Começa muito Funky com “Come Down” e “I’m Your Football”. Só ao 3º tema, “Out Of My Tree”, é que temos algum vislumbre de Rock. No 4º tema, “What Do Mountains Say”, voltamos ao Funk mas já com alguma componente Prog-Rock. O prato forte do disco é o semi-épico “Dream On (Parts I, II and III)” com os seus 11 minutos de Prog / Folk / Soul. Gostei. Segue-se “Mr. Plod” a fechar o alinhamento original com um Prog / Funk / Swing jeitoso. A par do anterior, as duas melhores malhas do álbum. Pelo que li em diversas fontes, a estreia atrás mencionada é muito superior. Pois, infelizmente, esta proposta não me abriu o apetite para ir verificar a anterior. Quanto aos extras, seguem a linha Funk / Soul / Jazz e servem apenas para complementar a reedição. Nada de extraordinário. Para fãs e completistas apenas. 60% http://www.aztecmusic.com/
RDS

Friday

The Adicts – Songs Of Praise (25th Anniversary) (2008) – People Like You

Começaram em 1975 como Afterbirth & The Pinz mas pouco tempo depois mudaram o nome para The Adicts. É a única banda Punk, ainda no activo, que se conseguiu manter sempre com a formação original. Em 2008, além da reedição da clássica estreia “Songs Of Praise” na sua forma original, estes ainda foram para estúdio regravar todos os temas do mesmo. Há 3 edições portanto: gravação original de 1981, regravação de 2008 e edição especial tripla com as duas gravações e um DVD bónus. O que dizer de um clássico como é “Songs Of Praise”? É sempre difícil falar de um disco destes e da sua relevância na época da edição, assim como actualmente. Quem conhece, já sabe, palavras para quê? Quem não conhece, bem, “shame on you”! Já é altura. Há uma pequena discrepância entre o subtítulo e o ano de edição pois 1981 + 25 = 2006, e isto tem lançamento em 2008. Atrasos na edição do mesmo? Talvez. Seja como for, não interessa, já está na rua e devemos estar gratos por isso! O promocional que tenho em mãos contém a regravação. Não muda muito ao que já se conhece, sendo apenas uma revisão com mais mestria instrumental (muitos anos de experiência em cima) realizada com novas tecnologias digitais (em contraste com a analógica de antanho). Mas a original é sempre a original, nenhuma versão actual a pode suplantar, dizem vocês. O espírito muda muito? Pergunto eu. Nada! Parece o mesmo disco! Após estes anos todos a garra, vontade, adrenalina e força ainda estão lá. Soa fresco, novo, válido. Recomenda-se, tanto na forma original como a regravação. E se puderem agarrar a edição especial, não percam a oportunidade! 90% http://www.adicts.us/ / www.myspace.com/adicts / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Tuesday

Contrastate – A Live Coal Under The Ashes (1992 / 2008) – Tesco Organization

Os Contrastarte formaram-se em 1987 e separaram-se em 2000. Este é um dos seus discos mais aclamados, “A Live Coal Under The Ashes”. Foi originalmente editado em 1992 através da Tesco, e, por se encontrar indisponível há alguns anos, a editora disponibiliza novamente esta pérola do Dark Ambient / Ritual com os temas devidamente remasterizados e uma faixa bónus (gravada também em 1992 mas nunca antes editada). O disco foi inspirado pelos eventos que deram lugar às mudanças na Europa Central e do Leste em 1989. A partir deste disco, a banda passou a focar a sua atenção em assuntos políticos contemporâneos. Drones, percussões, ambientes negros e místicos, narrações ritualistas, tudo isto faz parte do universo Contrastarte. Para fãs de Industrial, Ritual e Drone. 75% http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany / http://radiantslab.com/Contrastate / www.myspace.com/srmeixner
RDS

Der Blutharsch – When All Else Fails! (2001 / 2008) – WKN / Tesco

“When All Else Fails!”, o disco de estúdio de 2001 dos Der Blutharsch, volta a estar disponível numa reedição em formato digipack. 13 temas do habitual Neo-Folk / Martial compõem esta rodela cinzenta. Como habitual também nos Der Blutharsch, os temas não têm título. Participações de Geoffroy D. (Derniere Volonte), Jürgen Weber (Novy Svet), Lina Baby Doll (Deutsch Nepal / Janitor), Martynna e Maya C-Mc-C dão outro colorido à música da banda Austríaca. Apesar do digipack estar fabuloso em termos estéticos, com direito a logótipo em relevo, é pena não termos direito a mais material como textos, fotografias e outras informações. Outro ponto que poderia aumentar o interesse nesta edição seria a adição de temas extra, o que não acontece. De qualquer modo, para quem não tem ainda este disco, uma boa oportunidade de o adquirir. 80% http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS

6Comm & Freya Aswynn – The Fruits Of Yggdrasil (1987 / 2008) – HauRuck / Tesco

Este disco foi originalmente editado em 1987 e, após 21 anos, tem direito a reedição de luxo em CD. No belíssimo digipack encontramos o artwork original, assim como textos, fotografias e letras de todas as faixas. “The Fruits Of Yggdrasil” foi uma colaboração entre 6comm e a auto-proclamada ocultista Nórdica, Freya Aswynn. Musicalmente, 6comm trabalha nos terrenos do Industrial, experimental e electrónica. Quanto a Freya Aswynn, o seu passado musical inclui participações com os Current 93. Neste disco encontramos 9 faixas obscuras e depressivas de Ritual / Neo-Folk / Industrial, cortesia de 6comm, acompanhadas por “spoken words” de Aswynn com temáticas apoiadas na mitologia Nórdica. Não me agradou particularmente mas, mesmo assim, tem alguns pontos de interesse e poderá ser uma boa aposta para quem gosta de sonoridades industriais / ritual e temáticas rituais e pagãs. 70% http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany / www.hagshadow.net/6comm / www.myspace.com/6comm66 / http://www.runemaker.com/ / http://www.aswynn.co.uk/
RDS