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Saturday

Easyway “Laudamus Vita” (Raging Planet, 2010)

Este é já o terceiro álbum dos Easyway e, desta feita, apresentam-nos um conceito diferente. A acompanhar o CD áudio vem um DVD que inclui uma longa metragem, making of e videoclip do tema “The Viewer” (com a participação vocal de Sarah Bettens dos K’s Choice). Nunca fui grande fã dos Easyway mas, ao ler a nota de imprensa, mesmo antes de ouvir o disco e ver o filme, pensei que algo mudaria na minha opinião. Mas infelizmente isso não aconteceu. Não sou grande fã deste tipo de sonoridade Emo/Pop/Rock, e para que algo me chame a atenção, tem de ter qualquer coisa mais que os clichés do género. À primeira vista, gostei do conceito. Mas ao ouvir o disco, fiquei com uma sensação de déja vu que se instalou no início e não saiu até ao final. Há temas mais calmos semi-sinfónicos que funcionam mais ou menos (“The Viewer II” por exemplo), temas mais “post-qualquer-coisa” e um pouco mais pesados (“Setentia” ficou-me no ouvido), temas mais enérgicos e até com alguns toques progressivos (“Luxuria”), ficando-se a maior parte pelo estilo típico dos Easyway (“Aurora” tem uma toada sinfónica que me agradou), mas isso não chega para safar os mais de 46 minutos que acabam, mesmo assim, por se tornar maçadores para quem não gosta do estilo. A voz sempre no mesmo registo Emo torna-se irritante ao fim de alguns temas. Falta-lhes mais dinâmica, diversidade, e até alguma velocidade e peso (não estou propriamente a falar de Metal, mas algo mais puxado dava outro ambiente Rock mais apetecível). Como já referi, serve para fãs do estilo. Os outros, não irão encontrar muito que lhes chame a atenção. De qualquer modo, palmas pela vontade de inovar e dar mais qualquer coisa ao ouvinte (e neste caso, espectador também). www.easywayrock.com / www.myspace.com/easyway / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.ragingplanet.pt
65%
RDS

Tuesday

Pansy Division – That’s So Gay (2009) – Alternative Tentacles

Os Queer Punks de San Francisco, Pansy Division, estão de regresso com novo de estúdio intitulado “That’s So Gay”. São 14 novos temas que fazem a habitual fusão de Punk Rock melódico / Pop Punk, Garage e Power Pop. “Average Man” inclui dueto com Jello Biafra e “Some Of My Best Friends” é assinado por Joel Reader (ex-baixista dos Mr. T Experience). As letras seguem a mesma linha de sempre, com a habitual dose de humor e referências à homossexualidade. Ouve-se bem mas alguns temas são demasiado Pop para o meu gosto. O melhor tema é mesmo o já mencionado com a participação de Biafra. De resto, não me chamou muito a atenção. Abaixo da média. 40% www.www.alternativetentacles.com / www.pansydivision.com / www.youtube.com/user/PansyDivisionvideo
RDS

Thursday

Against Me! – The Original Cowboy (2009) – Fat Wreck Chords

Em 2003 foi lançado o disco “As The Eternal Cowboy”, o qual catapultou os Against Me! para a linha das frente do Punk Rock melódico e, posteriormente, lhes possibilitou assinar com uma multinacional e editar “New Wave”. Ora, como o título poderá indicar, estas são gravações “demo” desse mesmo álbum de 2003. Gravado e misturado num par de horas, “The Original Cowboy” pretendia ser apenas uma maquete de pré-produção. O próprio vocalista / guitarrista Tom Gabel diz que, ao ouvir de novo esta gravação, parte dele se arrepende de ter gravado os temas uma segunda vez. Pouco mais de 22 minutos mostram outra roupagem destes 8 temas. Mais cru, directo, agreste, puro. Mais Punk. Eu gostei e recomendo. 85% www.againstme.net / www.fatwreck.com
RDS

Wednesday

The Loved Ones – Distractions EP (2009) – Fat Wreck Chords

Após regressar de uma digressão de suporte à anterior proposta, “Build And Burn”, os Loved Ones voltam a estúdio para registar mais um punhado de temas. O resultado final é este EP “Distractions” que inclui cerca de 16 minutos de música, divididos em 6 temas, entre os quais versões de Bruce Springsteen, Billy Bragg e Joe Strummer. O estilo continua o mesmo de sempre, fusão de Punk Rock melódico com Rock de orientação Americana e melodias quasi-Pop simples mas extremamente eficazes. Não é o meu estilo predilecto mas estes tipos fazem-nos bem e, desde o 1º disco que me atraíram para o seu mundo. A edição é feita em CD, vinil de 12” e “download” digital. 80% http://www.fatwreck.com/
RDS

Star Fucking Hipsters – Until We’re Dead (2008) – Fat Wreck Chords

Este é um super projecto de Nova Iorque que envolve membros de Leftover Crack, The Slackers, Choking Victim, The Degenerics ou World Inferno Friendship Society. Três homens e duas mulheres fazem parte da banda (gosto sempre de enfatizar o envolvimento de mulheres em bandas alternativas). Muito à semelhança dos Leftover Crack, estes Star Fucking Hipsters fazem uma fusão de estilos, com as letras sociopolíticas de Sturgeon (vocalista dos L.C.) a marcar presença. Um álbum heterogéneo que vai do Streetpunk ao Ska, passando pelo Hardcore e até algum Crust. Entre temas mais rápidos, mais calmos, mais melódicos, mais sujos, mais dançáveis, há um pouco de tudo em “Until We’re Dead”. Além da fusão de géneros, a dualidade voz masculina / feminina é outro dos factores de heterogeneidade do projecto. Não sou grande adepto deste tipo de misturas mas os SFH fazem-no bem e o disco soa coeso. Soa puro, directo, sincero. Não sendo nada de transcendental, o disco ouve-se bem de início ao fim. Direccionado para os fãs de Leftover Crack, Citizen Fish, NOFX, The Slackers, Conflict, Subhumans, etc. 70% www.myspace.com/starfuckinghipsters / http://www.fatwreck.com/
RDS
-
SFH - Immigrants And Hypocrites (Live @ 20th anniversary of the 1988 Tompkins Square Riots at TSP on August 3rd, 2008)

Friday

The Adicts – Songs Of Praise (25th Anniversary) (2008) – People Like You

Começaram em 1975 como Afterbirth & The Pinz mas pouco tempo depois mudaram o nome para The Adicts. É a única banda Punk, ainda no activo, que se conseguiu manter sempre com a formação original. Em 2008, além da reedição da clássica estreia “Songs Of Praise” na sua forma original, estes ainda foram para estúdio regravar todos os temas do mesmo. Há 3 edições portanto: gravação original de 1981, regravação de 2008 e edição especial tripla com as duas gravações e um DVD bónus. O que dizer de um clássico como é “Songs Of Praise”? É sempre difícil falar de um disco destes e da sua relevância na época da edição, assim como actualmente. Quem conhece, já sabe, palavras para quê? Quem não conhece, bem, “shame on you”! Já é altura. Há uma pequena discrepância entre o subtítulo e o ano de edição pois 1981 + 25 = 2006, e isto tem lançamento em 2008. Atrasos na edição do mesmo? Talvez. Seja como for, não interessa, já está na rua e devemos estar gratos por isso! O promocional que tenho em mãos contém a regravação. Não muda muito ao que já se conhece, sendo apenas uma revisão com mais mestria instrumental (muitos anos de experiência em cima) realizada com novas tecnologias digitais (em contraste com a analógica de antanho). Mas a original é sempre a original, nenhuma versão actual a pode suplantar, dizem vocês. O espírito muda muito? Pergunto eu. Nada! Parece o mesmo disco! Após estes anos todos a garra, vontade, adrenalina e força ainda estão lá. Soa fresco, novo, válido. Recomenda-se, tanto na forma original como a regravação. E se puderem agarrar a edição especial, não percam a oportunidade! 90% http://www.adicts.us/ / www.myspace.com/adicts / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Wednesday

Deadly Sins – Selling Our Weaknesses (2008) – People Like You

Deadly Sins é mais uma banda saída da cena Punk Rock de Boston e inclui músicos que já fizeram parte, ou colaboraram, em bandas como Dropkick Murphys, Roger Miret & The Disasters, Crash And Burn ou Reach The Sky. O álbum de estreia através de PLY inclui 12 temas de Punk Rock com toques de Hardcore melódico e Streetpunk. A voz feminina não me agrada muito. Não me interpretem mal, pois não tenho nada contra raparigas a liderar bandas, muito pelo contrário mas, salvo raras excepções, não me agrada o tom de voz de uma mulher no Punk e/ou no Hardcore. Além disso, em termos musicais, os Deadly Sins enveredam por um estilo mais Pop-ish e meloso que não me agrada particularmente. Ainda lhe tentam dar um certo som cru, ríspido, de Punk de rua, mas não conseguem resultados positivos. Pode haver quem goste do estilo, com certeza, mas eu nem digo que sim, nem que não. É-me indiferente. Fica a pontuação pelo trabalho desenvolvido e pela vontade que demonstram. 65% http://www.deadlysinstheband.com/ / www.myspace.com/officialdeadlysins / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Lagwagon – I Think My Older Brother Used To Listen To Lagwagon EP (2008) – Fat Wreck Chords

Os Lagwagon foram a primeira banda a assinar pela Fat Wreck Chords, e por lá permaneceram desde esse dia. Neste ano de 2008 completam 20 anos de carreira. Sempre a mesma editora, a mesma atitude, o mesmo estilo musical, o mesmo tipo de letras. É isso mesmo que encontramos neste EP. É a mesma fórmula repetida à exaustão. Como habitual, os temas balançam entre os mais rápidos e os midtempo. Ao todo são 9 temas de estúdio, em cerca de 19 minutos, do mesmo Punk Rock melódico com toques de Pop e Hardcore a que a banda Norte-Americana já nos habituou. Nada de novo, nada de original, nada de refrescante. Isso pode ser bom, ou pode ser mau, depende do ponto de vista. Na minha modesta opinião, fica a meio caminho. Gostei do que ouvi mas, fica aquela sensação estranha de déjà-vu. 65% http://www.fatwreck.com/ / http://www.lagwagon.com/
RDS

Saturday

The Real McKenzies – Off The Leash (2008) – Fat Wreck Chords

Os Canadianos Real McKenzies voltam à carga com 13 novos temas de estúdio neste “Off The Leash”. O estilo é o mesmo de sempre, sem tirar nem pôr, mas isso não é necessariamente mau. A única diferença é que neste novo trabalho estão com um som mais “radio friendly” e com um som polido demais, mas não demasiado que vá assustar os fãs de longa data. A habitual fusão de Punk melódico e melodias Folk Escocesas dos últimos 14 anos continua a agradar. Guitarra fortes mas com muita melodia, secção rítmica segura, kilts, gaitas-de-foles, voz entre o arranhado e o melódico, uísque escocês e muita diversão, são estes os ingredientes para a festa. Este não é o meu disco favorito da banda mas ouve-se bem. Mais um para os fãs da banda e de nomes como Pogues, Dubliners, Flogging Molly, Green Day, Gogol Bordello ou Dropkick Murphys. 70% http://www.realmckenzies.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

Tuesday

No Use For A Name – The Feel Good Record Of The Year (2008) – Fat Wreck Chords

Depois da compilação “All The Best Songs”, editada no ano passado, os NUFAN estão de volta com mais um disco de originais. O anterior disco de estúdio, “Keep Them Confused” de 2005, tinha vincado uma faceta mais Pop da banda, o que havia desagradado alguns dos fãs. Este novo trabalho inclui temas mais rápidos mas sempre com muita melodia (“Biggest Lie”, “Under The Garden”, “The Feel Good Song Of The Year”, “Night Of The Living Living”, “Pacific Standard Time”, “Take It Home”), alguns a midtempo mas fortes o suficiente para “rockar” (“I Want To Be Wrong”, “Domino”, “The Trumpet Player”, “The Dregs Of Sobriety”) e, inevitavelmente, os temas mais Pop (“Yours To Destroy”, “Sleeping Between Trucks”, “Ontario”, “Kill The Rich”). No entanto, este novo trabalho está bem balançado. Todas as vertentes estão bem representadas e o próprio alinhamento do disco consegue fazer esse balanço na perfeição. Ao todo são 37.29 distribuídos ao longo de 14 temas. Os NUFAN já vão nos 21 anos de existência e ainda estão em grande forma. Se dúvidas persistem, “The Feel Good Record Of The Year” está aí para o comprovar. 80% http://www.nouse4aname.com/ / www.myspace.com/nouseforaname / http://www.fatwreck.com/
RDS

Friday

American Steel – Destroy Their Future (2007) – Fat Wreck Chords

Nunca tinha ouvido esta banda Norteamericana até agora, altura em que me chegou à caixa de correio este fabuloso “Destroy Their Future”. Trata-se do seu 4º trabalho, o primeiro através de Fat Wreck Chords. Após um hiato de 6 anos, a banda regressa com este novo trabalho, o qual é composto por 12 temas que rondam os 35 minutos. Nota-se que o trabalho de composição é cuidado e há aqui muito boas ideias, bem aproveitadas e executadas, cativantes, com refrões e melodias orelhudos. A banda vai buscar influência a bandas e estilos tão díspares como The Clash, Crass, The Pogues, Pop Punk, Hardcore, Irish Folk, Soul, ou até mesmo o som da mítica editora Motown, entre outros, e isso nota-se perfeitamente na sua música, conseguindo criar estes um som variado mas com um certo grau de homogeneidade, o som American Steel. Recomendo. 85% http://www.americansteel.org/ / http://www.fatwreck.com/ / http://www.fatwreck.de/

Thursday

Last Winter - Entrevista

- Last Winter (meaning of the name, short bio, discography, highlights, .):
We get that one a lot, which is weird because I read a lot of interviews and there are some bands out there with crazy names and they never get asked that. Well, we all grew up in Florida where it's 90+ degrees about 9-10 months out of the year. The only change in the weather is around Wintertime. It such a small time, but a special one. It just seemed like aperfect fit for what we were trying to do musically.
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- "Under The Silver Of Machines" (rehearsing / writing process, recordingprocess, label, .):
About half of the album is new material. Some of it was taken from a Japanese release through Fabtone records, but there are tracks that no one has ever heard. I'd say our newer tracks show a little more maturity than our past ones. We have developed a writing style that allows us to experiment, but still not stray too far from what we are trying to do. "Under the Silver of Machines" sounded like a great Sci-Fi movie. Haha. We just wanted a title to represent the wonder of space and with all the satellites and machines orbiting us all the time, it just fit. We actually ended up using samples of radio signals broadcasted in the 40's that have made their way back to our satellites. Very cool.

I definitly learned a lot recording the album. I experimented with some very unorthodox techniques, and tried alot of new things. I also had some help from James Wisner... I do a lot of tedious work for him in my spare time, and he was kind enough to let me bring some tracks over once in a while and utilize some of his most valued equipment. He also pointed me in the right direction everytime I lost my mind and my ear. It takes a rare individual to be a producer full time. A psycho you might even say! Love you James.

We are good friends with fellow label mates Hand to Hand. I believe they gave a cd to Lifeforce and we were contacted by them about a year or so ago. Lifeforce was looking to branch out into the "rock" genre and we were going to be their first band. After a couple of months of chatting, we realized this was a great opportunity for us. We knew we would stick out from the rest of the roster like a sore thumb, but it's just the kind of attention we were looking for.
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- Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, .):
We always like to write about things people can relate to. Everyday life. Every member of the band contributes to our lyrics. As a result of our sick obsession with space, lines like "M31 will guide me there" make it in to our songs occasionally. Look it up. We all learn something new everyday. The lyrics to "The Violent Things" we're influenced by negative some of the negative (yet necessary to learn from) experiences we've been through during our journey thus far in the music industry.
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- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, .):
We went for a darker, industrial feel with the artwork (courtesy JohnRadford) because we thought it went well with our album title. All the album art goes along with that same theme. Spacey/Industrial/Dark. We thought it was a nice balance paired up with the music.
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- Live tour to promote the new record:
We are doing two cd release shows in Orlando, Fl. One on the 24th at Virgin Mega Store and then another one a week later, which should kick-off our tour. We are finalizing the US tour as we speak. A European tour can be expected in the near future as well!
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- Musical (and other) influences:
Our musical influences truly span across the spectrum. All of us are huge fans of all the 80's bands. Of course, we went through the Grunge Era (which some of us still haven't let go.... Fro). I'd say the biggest influences, musically, would have to be Hum, Def Leppard, Smashing Pumpkins, Dredg, and The Used. As far as other influences, I'd say the biggest would have to be Space. Everyone in the band has a fascination with it and we use it as a constant theme in our lyrics. While most bands have arguments about which part goes where in a song, we have arguments as to which constellation we are looking at. Wow! We're really not that cool...
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- Final Message:
Whatever you do, do it twice!
Thanks Fenix!
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Cameron
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Monday

Last Winter – Under The Silver Of Machines (2007) – Lifeforce Records

Os Norteamericanos Last Winter são a tentativa da Lifeforce de tornar o seu catálogo mais ecléctico, introduzindo no mesmo sonoridades mais melódicas. Os Last Winter lançam então pela dita editora Alemã o seu segundo disco intitulado “Under The Silver Of Machines”. Doze temas fazem a ligação entre Emo, Rock alternativo e algum Punk Rock melódico, tudo sempre com uma orientação no sentido de canção Pop. Tenho de confessar que não sou grande fã deste tipo de sonoridades, mas aqui a música é até enérgica o suficiente para me agradar, tem boas melodias, e o espírito no geral não é assim tão depressivo como na maioria das bandas do género. Não é disco para eu ouvir todos os dias mas tenho de admitir que está bem feito. Está muito melhor que a maioria dos trabalhos do género que infestam o mercado discográfico hoje em dia. Um pouco mais de “peso” (leia-se Metal e/ou Hardcore) faria com que o meu interesse na banda aumentasse mas, esses são os meus gostos pessoais, e cada um tem os seus! Para fãs do género, uma boa aposta. Para quem não vai muito “à bola” com música de tendências Emo, afastem-se a todo gás! RDS
70%
Lifeforce Records: www.lifeforcerecords.com

Fonzie - Crashin' Down (Movieplay 2007)

Fonzie – Shout It Out (2007) – Movieplay

Ora, uma crítica aos Fonzie nesta webzine, esses vendidos, pensam vocês. E porquê não? Eu não sei bem o que pensar dos Fonzie. Vendidos? Hum… Isso tem sempre muito que se lhe diga. Nem sequer vou entrar por aí, senão transformava esta crítica numa crónica sobre o assunto. Por um lado gosto de algumas coisas que eles fazem, mas por outro, detesto algumas das coisas que eles fazem. Têm algumas ideias boas, outras são do mais puro lugar-comum do género. Desde o início que os Fonzie me deixam a pensar se são uma boa banda que toca este género de música porque gostam ou se o fazem porque vende. Tiveram sucesso porque lutaram para isso ou porque, mais uma vez, o género vende? Eu penso que é um pouco de ambos. Gostam daquilo que fazem e lutaram para conseguir o que conseguiram, mas por outro lado também esticam um bocado o factor sorte e oportunidade. E fazem bem. Que músico é que não quer viver da sua música? Poucos músicos conseguiram tornar-se grandes nomes, respeitados, com uma legião de fãs enorme, objecto de culto, sem fazer concessões. Pouquíssimos. Apenas alguns génios, pioneiros ou que venderam a alma ao diabo tal como o fizeram alguns músicos de Blues e Rock (mitos ou não, acreditando ou não, estes fazem parte da cultura musical moderna, e um bocado de misticismo e romantismo sempre dão outra dimensão à obra musical). Ora, este novo disco dos Fonzie é apresentado como o mais pesado da banda. Aqui o “pesado”… bom, não pensem já que estão a tocar Hardcore agora ou algo do género. Tem alguns riffs de guitarra mais puxados, alguns temas mais rápidos, algumas influências aqui e ali de Hard Rock (nos solos) e até algum Heavy Metal, mas apenas isso, alguns pózinhos. A verdade seja dita, eu também nunca fui muito fã deste estilo, preferindo o lado mais cru e pesado do Punk Rock melódico. De qualquer maneira, há aqui algumas coisas que me chamam a atenção e me prendem a atenção e me obrigam a continuar a ouvir, mas depois vêm outras coisas que me dão cabo dos nervos e quase que me levam a partir o leitor aos murros e pontapés. Hum... Depois desta dissertação e de ouvir o disco 3 vezes seguidas continuo sem saber o que pensar dos Fonzie. E este nome? Fonzie? Nem sei se é engraçado e original, ou se é meio aparvalhado e infantil. Ao vivo até gosto, é enérgico, potente, mais pesado, muita adrenalina. E vocês o que pensam? Já agora deixem os vossos comentários. RDS
75% ?! Hum… Ainda vou mudar de opinião!
Fonzie: www.fonzietime.com