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Tuesday

The Phantom Limbs – Accept The Juice / Whole Loto Love (2009) – Alternative Tentacles

Os já extintos The Phantom Limbs têm nova edição em seu nome. Trata-se de um duplo disco constituído por “Accept The Juice” e “Whole Loto Love”. O primeiro é um CD com 19 faixas que fazem resumo à sua curta e insana carreira (1999-2004). Temas de estúdio, remisturas, versões (Fleshies, Screamers, Sex Gang Children) e gravações ao vivo fazem os 62 minutos de pura insanidade Punk / Goth / New Wave daquela que é descrita por Jello Biafra como “a banda mais estranha que já vi”. O segundo disco é um DVD com cerca de 1 hora de material ao vivo e alguns extras. O vídeo é, como habitual neste tipo de bandas, de linha “bootleg” e com as habituais falhas de enquadramento, luz e som. Mesmo assim é possível ver os Phantom Limbs em acção e ter mais do que apenas a parte áudio desta edição.
Essencial na discografia de qualquer Punk ou Gótico com abertura “de-mente” suficiente para encarar algo tão peculiar como os Phantom Limbs. Para fãs das bandas já citadas ou outras como Sigue Sigue Sputnik ou Alien Sex Fiend. 90% www.ofthewandandthemoon.dk / www.alternativetentacles.com
RDS

Monday

Cheeno – The Next Step Will Be The Hardest (2008) – Prevision Music

Cheeno resulta da colaboração de alguns membros de Autumnblaze com a vocalista Jennie Kloos. Este é o primeiro disco de longa duração e inclui 17 temas em cerca de 71 minutos de duração. Rock alternativo com alguns toques de Metal e voz feminina é o que nos apresentam neste disco conceptual com história ficcional. Guano Apes, Die Happy, The Gathering, Autumn ou a extinta banda Portuguesa Carbon-H são alguns dos nomes que me vêm à cabeça. Há aqui algumas ideias boas que poderiam ter sido melhor exploradas, além disso, a repetição das mesmas é levada ao extremo e cansa; a voz também não tem versatilidade e torna-se monótona ao fim de alguns temas. Ao 5º ou 6º tema já estamos saturados. Fora do leitor, já! 20% http://www.cheeno.de/ / www.myspace.com/cheenorock / http://www.prevision-music.com/
RDS

Checksound #8 - Outubro 2008

O oitavo número da revista online "Checksound", respeitante ao mês de Outubro de 2008, já se encontra disponível para download. A revista é composta pelas habituais reportagens fotográficas, críticas a discos (algumas também parte integrante da Fénix Webzine) e outros items de interesse musical. A menina que faz capa (e reportagem fotográfica) é, desta feita, uma das Suicide Girls (não aconselhável a menores de 18 anos, portanto). O endereço é o mesmo de sempre: http://www.checksound.eu/

50 Frases Assacínicas

Assacínicos:
1 - Assacínicos: vivem numa cave e de vez em quando saem e regressam
2 - Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…: de não regressarmos um dia
3 - … Foi Tudo Por Tua Culpa: que te auto-editámos
4 - Música: a próxima que vamos construir, é sempre a melhor
5 - Letras: o martírio de, só por vezes, ter imaginação para tal
6 - Estúdio: um stress muito bom
7 - Ao vivo: fumo ou não fumo? Bebo ou não bebo?...
8 - Rastilho: se não arder a bomba não explode
9 - Edição de Autor: dá mais gozo

Universos Musicais:
10 - Punk: è pena existirem poucos
11 - Hardcore: poucas ou nenhumas bandas, quando as há verdadeiramente o movimento “hardcore” da moda critica-as
12 - Metal: faz mais barulho que a madeira
13 - Gótico: movimento fantasioso, bom para fugir à merda da realidade
14 - Industrial: metal sem distorção
15 - Underground: só existe dissociado do mainstream, portanto para aqueles que se convencem de alternativos, o underground é será sempre uma miragem.

Bandas / Artistas:
16 - Mão Morta: se cantassem em inglês não nos comparariam, banda portuguesa de maior qualidade na actualidade
17 - Zeca Afonso: bom cantor, ficava apenas mal de capa e batina
18 - Sérgio Godinho: grande poeta e um dos primeiros rappers portugueses
19 - Mata Ratos: não aprecio, mas admiro a persistência
20 - Censurados: conheço-os apenas de “vista”
21 - Peste & Sida: afinal, mesmo que preferíssemos ECU´S… tivemos que levar com os euros
22 - Mler Ife Dada: a melhor banda portuguesa de sempre
23 - É M’as Foice: foice e ainda bem que não voltou
24 - Bizarra Locomotiva: banda de culto - bom
25 - Nihil Aut Mors: saudades de movimentos do género
26 - Belle Chase Hotel: não tenho pachorra para eles
27 - Alien Squad: a referência da terra – malta humilde e generosa - candidatos a Velha Guarda
28 - The Birthday Party: Nick Teenager
29 - Nick Cave & The Bad Seeds: Nick Senhor
30 - Bauhaus: na escola um rufia deu-me um estalo por lhe dizer de um modo invejoso que os betinhos é que gostavam dessas bandas (aquelas t-shirt´s eram caras e as calças elásticas justas também), mais tarde ao conhecer Bauhaus vim a adorá-los
31 - Tom Waits: o gajo quando era miúdo já tinha aquela voz?!!...se tinha, cresceu na solidão…gosto muito.
32 - Diamada Galás: women power
33 - Lydia Lunch: fala bem e canta mal.
34 - Nina Hagen: bela mulher de tomates, descarada.
35 - Einsturzende Neubauten: inovadores

Literatura:
36 - Kafka: retratou ao máximo a insegurança e a descompensação psíquica que (ainda) somos levados a viver nos tempos que correm
37 - Fernando Pessoa: urbano-depressivo iluminado
38 - J.R.R. Tolkien: não me consigo concentrar na leitura das suas obras, não nutro qualquer interesse por fadas, gnomos, hobbits e todos essas criaturas imaginárias
39 - Jules Verne: conheço relativamente as suas boas obras, nunca me despertou muito interesse
40 - Henry Miller: um escritor sincero, aquilo que todos os outros gostariam de ser, falta-lhes a coragem

Cinema:
41 - David Lynch: ver um dos seus filmes é sempre um bom exercício ao raciocínio interpretativo
42 - David Cronenberg: em miúdo passei muitas noites sem dormir por causa de “A Mosca”
43 - Alfred Hitchcock: adoro!
44 - Tim Burton: estilo único que apesar de conhecer bem consegue sempre surpreender-me
45 - Emir Kusturika: o verdadeiro Underground
46 - Quentin Tarantino: grandes diálogos quotidianos filosóficos. Realizador assumidamente feminista. Adoro esse seu lado.
47 - Monty Python: na comédia quando não se produz mais cai-se na saturação e já não me riu quando os vejo.

Geral:
48 - Portugal: Portugal…do que é que estás à espera?!...País de saloios que não trocava por outro
49 - Política: os nossos patrões existem, mesmo para quem pensa que não os tem, é deprimente.
50 - Religião: aquilo de que o país menos precisa para sair da ignorância


Assacínicos: www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/

Saturday

Checksound #4 - Junho 08

Já se encontra disponível para download o número 4 da revista online Checksound. Como habitual, algumas das críticas deste Fénix encontram-se por lá. O link para download da revista em formato pdf é o mesmo de sempre:
http://www.checksound.eu/

Assacínicos – …Foi Tudo Por Tua Culpa (2008) – Edição de Autor / Clube Anos 70 À Tarde

Ahhh! Ainda me lembro do 1º disco destes alienados da realidade, “Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…” (Rastilho, 2004). “Oh! Ainda se faz deste tipo de material em Portugal? Fantástico!”. Assacínicos? O nome já prometia! A fusão de géneros, as letras, a vocalização, o cheiro de mofo a trazer à memória o Underground nacional dos 90s, estava tudo no ponto. Rock alternativo, Dark, Punk, Hardcore, Metal, uns toques de Rock Industrial e uma loucura fora do normal fazem o todo. Este novo “…Foi Tudo Por Tua Culpa” segue a mesma linha. Faz-me recuar no tempo, numa época em que o Underground nacional era ainda rico em propostas aliciantes. Juntem no mesmo caldeirão Mão Morta, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Mata Ratos, Censurados, Peste & Sida, Mler Ife Dada, É M’as Foice, Bizarra Locomotiva, Nihil Aut Mors, Culto Da Ira, Ocaso Épico, Belle Chase Hotel, Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre, Kradiolina Nicotine, Ecos da Cave, … ufa! E nomes fora do panorama nacional? The Birthday Party é certo; e já agora um pouco de Nick Cave e os seus Bad Seeds; Bauhaus, talvez; Tom Waits, pois claro; e adiciono ainda o trio maldito de “femmes fatales” formado por Diamada Galás, Lydia Lunch e Nina Hagen. Einsturzende Neubauten; não me perguntem porquê mas tinha de incluir este nome nesta crítica. Vá-se lá saber porquê! Uma viagem sem retorno é o que se promete na audição desta maldita rodela cinzenta. Nunca mais serão os mesmos. Isso é certo. Não são vocês que não o vão conseguir largar, é ele que não vos vai largar. Larga-me se faz favor! Mas será que eu quero mesmo? Ele passa-me por cima, cilindra-me, sem dó nem piedade, e no fim, com o ventre aberto, as vísceras espalhadas pelo chão, num estado catatónico, mesmo assim, o meu braço direito eleva-se, o dedo indicador a tentar chegar mais uma vez ao botão play. Aaarrgghh! 95% www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/
RDS

Transit - Bleed On Me (Karmakosmetix 2008)

Transit – Decent Man On A Desperate Moon (2008) – Karmakosmetix

Mais um projecto saído das cinzas dos In The Woods… Desta feita temos Jan Kenneth Transeth (In The Woods…, Naervaer, Stille Opprör, Green Carnation) e os seus Transit. Este trabalho de estreia de Transit, gravado entre 2004 e 2006 mas só agora editado, inclui 10 temas de Rock pintado de tons Americana, Country, Pop e 80s Gothic / Dark Rock. Ora mais roqueiro, ora mais experimental. Ora mais directo, ora mais introspectivo. Não sendo nada de transcendental, “Decent Man On A Desperate Moon” tem os seus momentos altos. E são muitos. Tem boas ideias, tem ambiente, tem garra, tem pujança. Usualmente, não vou muito nestas linhas songwriter / americana / rock experimental, mas estes 37m25s ouvem-se muito bem. Gostei muito do que ouvi, e cada vez gosto mais. Este é daqueles álbuns que cresce dentro de nós com sucessivas audições. Para fãs de Birthday Party, Nick Cave & The Bad Seeds, The Creatures, Johnny Thunders, Frank Zappa, Madrugada, Portishead, Green Carnation, etc. 85% www.myspace.com/jktransit / http://www.karmakosmetix.com/ / www.myspace.com/kkxrex
RDS

Stille Opprör – S.o2 (2008) – Karmakosmetix

Este é já o segundo disco para o projecto a solo do Norueguês Christer André Cederberg. Não tendo ficado 100% satisfeito com as suas deambulações Metal / Dark / Prog / Psych nos In The Woods…, o Metal de cariz Cyber / Progressivo dos Drawn ou ainda o Punk dos Animal Alpha, Cederberg cria ainda mais este projecto chamado Stille Opprör. Serve este o propósito de dar escape a mais algumas das suas inúmeras ideias resultado de um fluxo interminável de criatividade. O músico Norueguês entra aqui nos territórios do Rock mais experimental em fusão com algum Jazz, Progressivo, Pop e até Americana, polvilhado com alguns toques de ambiental e psicadelismo, sempre com um tom emotivo, introspectivo, intenso. Gostei muito do que ouvi e, não sendo, no entanto, um disco essencial nestas linhas, está muito bem feito, com alma, com sentimento, com intensidade, com um gosto puro pela música, coisas que faltam à música em geral hoje em dia e, por isso mesmo, recomendo vivamente. Ouvintes de nomes como Pink Floyd, Anathema (últimos trabalhos), Antimatter, Nick Cave & The Bad Seeds, Ulver, Porcupine Tree, Bjork, Radiohead ou até Opeth (faceta mais calma) irão encontrar motivos de interesse neste “S.o2”. 85% www.myspace.com/stilleopproer / http://www.karmakosmetix.com/ / www.myspace.com/kkxrex
RDS

Checksound #3 - Maio 2008

Já está disponível o #3 da Checksound, referente ao mês de Maio de 2008. Além das já habituais fotoreportagens, inclui também críticas aos novos trabalhos de: Riding Pânico, We Are The Damned, Ufomammut, Incrave, The Peacocks, Siena Root, Deadline, Thee Merry Widows, P.Paul Fenech, Phanatos, Dead To This World, Astrolites, The Buckshots, Nosey Joe & The Pool Kings, Destinity, Fires Of Babylon, Panchrysia, Mourning Beloveth, Soilent Green, Dornenreich, At The Soundawn, ... todos estes disponíveis anteriormente na Fénix, além de muitas outras de outros colaboradores.
O download é gratuito e pode ser feito em: http://www.checksound.eu/

Friday

At The Soundawn – Red Square: We Come In Waves (2008)

“Red Square: We Come In Waves” marca a estreia em longa duração dos Italianos At The Soundawn. O disco foi produzido por Riccardo Pasini, responsável por trabalhos de Ephel Duath, The Secret ou Slowmotion Apocalypse. Fusão de Hardcore e Emo, com alguns toques de Sludge, Post-Rock, algum Metal e até passagens ambientais e de Jazz, os 7 temas que o compõem marcam apenas 29 minutos no cronómetro. E não é necessário muito mais. A intensidade que marca este registo não seria fácil de digerir por um período de tempo mais prolongado. Pesado, intenso, denso, emotivo, negro. Estes são alguns dos adjectivos que podem descrever “Red Square”. Muito bom. As eclécticas influências vão desde Neurosis a Shai Hulud, passando por Isis ou até Radiohead. 70% http://www.atthesoundawn.com/ / www.myspace.com/atthesoundawn / http://www.lifeforcerecords.com/ / www.myspace.com/lifeforcerecords
RDS

Saturday

Riding Pânico – Lady Cobra (2008) – Raging Planet Records

Depois de um EP (um nome pomposo para uma demo dizem eles), surge o disco de estreia deste sexteto. O disco foi produzido pelo baixista da banda, Makoto Yagyu (também membro de If Lucy Fell), nos Black Sheep Studios em Mem Martins. A mistura por Chris Common (These Arms Are Snakes / Minus The Bear) e a masterização por Ed Brooks (Pearl Jam / REM / Mark Lanegan) foram feitas em Seattle. Como convidados especiais temos Eduardo Raon (harpa, Hypnotica) e Daniela Rodrigues (violoncelo). Três guitarras, baixo, bateria e teclados fazem estes 9 temas instrumentais de Rock. É apenas isso: Rock. Podem atribuir-lhe inúmeros prefixos ou sufixos: pós, ambiental, psicadélico, hipnótico, melódico, emocional, experimental, progressivo, instrumental, … É tudo isso. E muito mais. É o planeta Rock circundado por todos esses satélites naturais. Ocasionalmente passam perto alguns cometas e poeiras cósmicas. Isis, Godspeed You! Black Emperor, Ulver, Pelican, Mogwai, Sigur Rós, Tool, são alguns dos óbvios nomes de referência. Pode ser um disco difícil para quem não tem por eleição a música instrumental. Mas também pode ser um desafio. Com resultados finais gratificantes, acreditem. 85% www.myspace.com/ridingpanico / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Thursday

Jenx – Fuseless (2008) – Massacre Records / Sure Shot Worx

A França está a alcançar, cada vez mais, um lugar de destaque no Metal Europeu. Depois de inúmeras bandas Francesas terem conseguido o seu lugar ao sol, eis que surge mais uma a dar cartas. Os Jenx apresentam na sua estreia de longa duração, “Fuseless”, 11 temas (mais 2 bónus) plenos de poder, peso, groove e melodia. Fusão de Metal Industrial com Thrash Metal de tendências modernas estes 53 minutos denotam influências de nomes como Morgoth, Meshuggah, Fear Factory, Filter, Mnemic, Fudge Tunnel, Godflesh, Treponem Pal ou Transport League. Fazem-me lembrar os bons tempos do Metal de fusão e contornos industriais de meados da década de 90. Gostei muito. Um nome a ter em conta no panorama metaleiro Europeu. Aconselhável a fãs dos nomes acima citados. 80% http://www.jenxnoise.com/ / http://www.myspace.com/jenxnoise / http://www.massacre-records.com/ / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Monday

Kneeldown – Volcano (2008) – Edição de Autor

Kneeldown é um trio oriundo de Ponte de Sor. Este é o seu segundo EP, após “06:51 AM” de 2003. Ao todo são 30 minutos distribuídos por 5 temas. Fusão Thrash e Hardcore de influências tão diversas como Pantera, Meshuggah, 2 Ton Predator, Rage Against The Machine, Morgoth, Grip Inc., Metallica ou ainda de bandas Lusas como Ramp, Painstruck, Strain, Goblin, Anger, Squad, aliada a melodias e ambientes oriundos do Rock alternativo de nomes como Tool, Alice In Chains, Godsmack ou Muse.
Um trabalho elaborado de composição, ideias fantásticas bem encaixadas, riffs e melodias de guitarra fabulosos, secção rítmica forte e competente. O peso do Thrash intercala-se com secções mais ambientais, tudo condimentado com um forte groove de descendência Hardcore. A isto alia-se uma capa e apresentação geral fantásticas.
Quando li que este EP de apresentação tinha sido gravado no local de ensaio, pensei logo “ok, mais uma demo gravada directamente para um gravador caseiro, com uma porcaria de som”. Estava bem enganado. Já ouvi gravações profissionais com um som bem execrável. Esta gravação caseira, longe de ser perfeita, serve bem os seus propósitos promocionais. Tem um peso e crueza necessários ao estilo, mas mantendo um som bem nítido. A masterização ficou a cargo de Nexion K, (guitarrista de Reaktor).
Hoje em dia as bandas Lusas estão muito melhores do que há uns anos atrás e têm vindo a ser editados alguns registos dignos de realce. Este “Volcano” faz parte dessa lista de lançamentos. Onde é que param as editoras? À procura da next big thing? De música tipo pastilha elástica que cola e sabe bem, mas que passado pouco tempo perde o sabor e a elasticidade? Bah! DIY forever! Cabe a nós, público, apoiar este tipo de bandas como os Kneeldown. Aconselho vivamente este volcão pleno de poder! 80% http://www.kneeldown.net/ / http://shop.kneeldown.net/ / www.myspace.com/kneeldown
RDS

Senser – Live At The Underworld (DVD+CD 2006) – Ignite Music

Este é o primeiro DVD oficial dos Britânicos Senser. A edição data já de 2006 mas só agora me chega às mãos um exemplar para revisão. Trata-se da gravação de uma actuação no The Underworld, localizado em Camden, Inglaterra, a 6 de Outubro de 2005. Ao todo são 11 temas em pouco menos de 1 hora de duração, entre os quais “States Of Mind”, “Age Of Panic”, “Eject”, “Return To Zombie Island”, “Formula Milk”, “Resistance Now” ou o novo “End Of The World Show”. Uma edição do referido concerto, parece-me, pois há alguns cortes. A gravação é semi-profissional, com uma atitude independente DIY bem notória, mas com óptima imagem e som. A imagem tem aquele toque de bootleg mas com um nível de qualidade elevado. O som está potente e nítido mas mantém a crueza de uma actuação ao vivo. É pena ter sido gravado num local de pequenas dimensões e o pouco público não ajudar muito à festa. Cerca de 95% das gravações vídeo estão direccionadas para o palco, e as poucas que nos deixam ver o público, não demonstram muita emoção por parte do mesmo. Emoção é algo que não falta ao bem regressado Heitham Al Sayed que canta, curte e domina o (diminuto) palco. Quanto à outra voz da banda, Kerstin Haigh, está não parecia estar nos seus dias e pouco se mexia. Falta-lhe presença em palco, pelo menos nesta actuação em particular, pois eu já ví Senser ao vivo, aquando do segundo disco (apenas com Kerstin na voz) e a rapariga mexia-se bem. Bom, num palco diminuto como este também não podem operar milagres. Mas Heitham safa a situação muito bem.
É pena o DVD incluir apenas a actuação e não trazer alguns extras como vídeos promocionais ou entrevistas, ficaria mais completo. Mas claro, estamos a falar de uma edição independente, feita com um baixo orçamento. Não temos extras mas temos direito a um CD bónus com a versão áudio do DVD. De qualquer modo, um “must” para qualquer fã da banda. Mantenham-se atentos aos próximos passos da banda pois o novo trabalho já está quase pronto. Para já podem ouvir o single de avanço “End Of The World Show”, disponível para download gratuito no website da editora. 75% http://www.senser.co.uk/ / www.myspace.com/senserband / http://www.imprintmusic.co.uk/
RDS

Tuesday

Senser "End of the world show" - Free Online Single

Os Britânicos Senser encontram-se actualmente a trabalhar no novo álbum que irá ser editado em Maio ou Junho. Para já encontra-se disponível para download gratuito o single de avanço “End Of The World Show”. Podem baixar a faixa nesta ligação: http://www.imprintmusic.co.uk/artists/senser/downloads.html
Enquanto não é lançado o novo trabalho, ainda está disponível para venda o DVD / CD ao vivo “Live At The Underworld”. Mais informações nos websites oficiais: www.imprintmusic.co.uk / www.senser.co.uk / www.myspace.com/senserband

Thursday

Terry Bogus – Promo EP (2007) – Self released (English Translation)

Facts: Terry Bogus is from the Netherlands. Terry Bogus was born from the ashes of Fake No More, just like the mythogical Phoenix. Fake No More was a Faith No More tribute band. The FNM phantom is here to haunt them. This is their debut EP. The EP is available for free download in their official website.

I. Locked: Energic Rock. Reminiscent of the FNM’s King For A Day / Album Of The Year era. It doesn’t hits the 2 minutes long. Simple but effective. 85%
II. Candy Smile:
More melodic but with some experimental touches. Tomahawk comes to mind. Voice with megaphone. Great chorus. 80%
III. Sospecha De Tu Muerte:
Interlude. Sampled base. Spanish spoken-word. It is so kitsch that it may even work. 60%
IV. One Single Bite:
The Patton phantom. A fusion of Tomahawk from the self titled record and FNM era The Real Thing. Another great chorus. 85%
V. Quaere:
It begins with vinyl scratchings. Softer tune. Lead vocals kinda out of tune. Sci-fi and Hawaiian sounds. Once again, it sounds so kitsch that it functions well. 70%
VI. Running Home:
More experimental oriented tune. The FNM ghost haunting them once again. Reminiscent of their early Funk Rock. The final segment is awesome! Love the final result. 90%
VII. Today Is The Day:
Trip Hop oriented Pop / Rock song. Love the main idea but they didn’t managed to accomplish such a great tune. It lacks something. 65%
VIII. 54321:
The heaviest and most experimental tune in this EP. Epic and orchestral keyboards in the good old fashioned FNM style. I really loved this one. 90%

Final Percentage: 80%
Review: RDS
Connection in the web: www.terrybogus.com

Terry Bogus – Promo EP (2007) – Edição de Autor

Factos: Os Terry Bogus são Holandeses. Os Terry Bogus renasceram das cinzas dos Fake No More, tal como a mitológica Fénix. Os Fake No More eram uma banda de versões de Faith No More. O fantasma FNM está presente para os assombrar. Este é o EP de estreia. O EP está disponível para download gratuito no website oficial.

I. Locked: Rock enérgico. Reminiscente da fase King For A Day / Album Of The Year dos FNM. Não chega aos 2 minutos. Simples mas eficaz. 85%
II. Candy Smile: Mais melódica mas com toques experimentais. Tomahawk vem à cabeça. Voz com megafone. Grande refrão. 80%
III. Sospecha De Tu Muerte: Interlúdio. Base samplada. Spoken-word em espanhol. É tão kitsch que até é capaz de resultar. 60%
IV. One Single Bite:
O fantasma Patton. Fusão Tomahawk do 1º disco com FNM fase The Real Thing. Mais um grande refrão. 85%
V. Quaere:
Inicia com crispar de vinil. Malha mais ligeira. Vocalização meio fora de tom. Sons meio sci-fi meio hawaiano. Mais uma vez, é tão kitsch que até resulta. 70%
VI. Running Home:
Mais experimental. O fantasma FNM mais uma vez a aparecer. Reminiscências dos primórdios Funk Rock da extinta banda. A parte final é fantástica! Gostei do resultado final. 90%
VII. Today Is The Day:
Pop / Rock de contornos Trip Hop. Gostei da ideia mas não conseguiram um resultado satisfatório. Falta qualquer coisa. 65%
VIII. 54321:
A malha mais pesada e experimental do EP. Teclados orquestrais e épicos bem ao estilo de FNM de antanho. Gostei muito desta. 90%

Percentagem Final: 80%
Crítica: RDS

Ligação na rede: http://www.terrybogus.com/

Tuesday

Umeed - Entrevista

1 – Umeed (curta biografia, pontos altos, discografia, etc):
Os UMEED são uma banda que acredita e aposta no Rock, numa época em que cada vez mais esta sonoridade se afasta das rotas comerciais apoiadas pelos media. Nasceram em Fevereiro de 2001 e percorreram estes anos a afinar o seu estilo, de forma a obter um som melodioso e ritmado bem patente no seu actual trabalho. Como ponto alto, os elementos destacam unanimemente o concerto de apresentação do álbum Hustle and bustle, por ter sido o culminar de uma etapa importante de criação que marcou o lançamento oficial dos UMEED. A nível internacional, destacamos as presenças nas compilações DEAD FAMOUS Vol. 5 (Astral Records – Austrália), THE BIG INDIE COME BACK Vol.3 (MatchBox Recordings – UK), na sonorização do DVD do campeonato mundial de Trial de 2006 e como banda destacada pela revista americana Medium Point. Para Janeiro de 2008, temos já a confirmação que seremos banda destacada na revista de música Alternative Addiction, no Canadá.

2 – “Hustle and Bustle” (processos de composição e gravação):
Em 2003, os UMEED fizeram uma primeira experiência “caseira” de 12 músicas. Em finais de 2006, gravaram o álbum Hustle and bustle que seria o CD de apresentação da banda. Para nós, Hustle and bustle é muito mais do que uma compilação de 9 músicas. Hustle and bustle resulta da feliz união de músicos, letristas, amigos, fotógrafos, designers e um pintor (Neves Oliveira) que tornou físico todo este mundo de sons, como se pode observar no nosso website (http://www.umeed.net/) onde cada música aparece representada em tela.

3 – Letras (influências, temas, mensagens):
Todo o universo retratado nas letras, remete para uma vivência que oscila entre o desespero e a esperança de um mundo sem rumo tendo como princípio “lutar, sempre lutar” para afirmarmos a nossa existência. Como ouvintes, na fase da adolescência, ficámos cativados pelo mundo da música e de toda a cultura associada. A ideia de conseguir transmitir sentimentos e emoções através da conjugação de melodias e harmonias foi algo que desde o início nos fascinou e que nos motivou a perseguir o sonho de criar um projecto que pudesse chegar às pessoas e criar nelas essas sensações agradáveis que nós sentíamos quando ouvíamos os nossos ídolos.

4 – Capa do disco (quem, porquê, significado, …):
Os UMEED não são apenas as 4 pessoas que aparecem em palco. A capa do disco Hustle and bustle resultou de um longo processo de criação, levado a cabo pelo pintor Neves Oliveira que trabalha connosco. A nossa visão musical, as mensagens inscritas nas letras e a interpretação pessoal de Neves Oliveira deram origem ao tema principal da capa do CD. Com uma perspectiva de um ponto alto, pretendeu-se mostrar a confusão, a azáfama que existe dentro de cada um de nós.

5 – Influências musicais e outras:
Em termos musicais, as influências vão desde dEUS, Portishead, The Clash, Bill Evans, Radiohead, Placebo, Muso… Fora do universo musical, cada um dos elementos dos UMEED possui uma formação muito diferente o que acaba por ser decisivo na forma como compomos em grupo, reflectindo-se no resultado final do trabalho.

6 – Edição de autor do disco:
Actualmente, os UMEED têm um contrato de distribuição digital dos 9 temas que constituem o álbum Hustle and bustle com a LAD Publishing and Records. Não temos contrato de distribuição física dos CDs, vendemo-los nos concertos e a todos os fãs que nos contactam via email a partir do nosso website.

7 – Concertos de promoção ao disco:
Para 2008, já está a ser programada um tour nacional e um novo álbum com edição esperada no final do Verão.

8 – Mensagem final:
O espírito da banda é perseguir os sonhos incessantemente, sabendo que o percurso não será nada fácil.

http://www.umeed.net/ / www.myspace.com/umeedband

Friday

Umeed – Hustle And Bustle (2007) – Edição de Autor

Os Umeed são Portugueses e este é o seu trabalho de apresentação. São 9 temas de Rock musculado e melódico, por vezes a roçar o Emo, e com algumas reminiscências de Grunge. Gostei do que ouvi. Há aqui boas ideias, boas guitarradas, muita melodia e um certo feeling próprio de quem gosta do que está a fazer. Música feita com alma. Algo que faz falta a muitas das bandas, projectos e edições hoje em dia em Portugal. Com tanta música plástica a bombardear-nos todos os dias na TV e rádio, boys e girls bands saídas de programas de TV para adolescentes, bandas pré-fabricadas pelas editoras, etc, é sempre bom ouvir algo deste género. Material que irá agradar aos ouvintes de música mais alternativa mas que detém também um grande potencial comercial. Onde andam as editoras? Não é nada de novo, original ou transcendental, mas gostei do que ouvi e, com certeza, um segundo trabalho será muito melhor. Para já, este agrada. Influências e referências, se necessárias, podem ser Muse, Live, A Perfect Circle, Porcupine Tree, REM e Alice In Chains. 70% http://www.umeed.net/ / www.myspace.com/umeedband
RDS