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Tuesday

The Phantom Limbs – Accept The Juice / Whole Loto Love (2009) – Alternative Tentacles

Os já extintos The Phantom Limbs têm nova edição em seu nome. Trata-se de um duplo disco constituído por “Accept The Juice” e “Whole Loto Love”. O primeiro é um CD com 19 faixas que fazem resumo à sua curta e insana carreira (1999-2004). Temas de estúdio, remisturas, versões (Fleshies, Screamers, Sex Gang Children) e gravações ao vivo fazem os 62 minutos de pura insanidade Punk / Goth / New Wave daquela que é descrita por Jello Biafra como “a banda mais estranha que já vi”. O segundo disco é um DVD com cerca de 1 hora de material ao vivo e alguns extras. O vídeo é, como habitual neste tipo de bandas, de linha “bootleg” e com as habituais falhas de enquadramento, luz e som. Mesmo assim é possível ver os Phantom Limbs em acção e ter mais do que apenas a parte áudio desta edição.
Essencial na discografia de qualquer Punk ou Gótico com abertura “de-mente” suficiente para encarar algo tão peculiar como os Phantom Limbs. Para fãs das bandas já citadas ou outras como Sigue Sigue Sputnik ou Alien Sex Fiend. 90% www.ofthewandandthemoon.dk / www.alternativetentacles.com
RDS

Wednesday

The Deep Eynde – Blackout: The Dark Years (2008) – People Like You

Os Death-Rockers Californianos The Deep Eynde regressam às edições com uma retrospectiva que inclui um CD com 18 temas e um DVD com todos os promo-vídeos, entrevistas, material ao vivo, etc. Infelizmente não tenho acesso ao DVD, por isso vou apenas centrar-me no CD que tenho em mãos. Aproveitando bem a capacidade máxima do formato, a banda encerra 18 temas em cerca de 79 minutos de música. Fusão de Punk, Goth, New Wave e Psychobilly, a sua sonoridade pode denominar-se de Death Rock. Devendo mais ao cenário gótico do que ao Punk, os Deep Eynde vão também beber muito à cena alternativa dos 80s. “Blackout: The Dark years” é a celebração de 15 anos de escuridão, depressão, e angústia. Um tema novo, “My Darkest Hour” abre as hostilidades seguindo-se títulos como “Red Necklace”, “Voodoo Baby”, “Swingtime” ou “Road Rash”, entre outros. Para fãs de Misfits, The Mission, The Cure, Damned, Lords Of The New Church, Samhain, Siouxsie And The Banshees, Flesh For Lulu, AFI, Bauhaus ou Depeche Mode. 85% http://www.deepeynde.com/ / www.myspace.com/thedeepeynde / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS
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The Deep Eynde - She Likes Skulls
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The Deep Eynde - Space Invaders

Saturday

Mightiest – Bloodyssey 1994-2003 (2CD 2008) – Cyclone Empire

Os Mightiest são Alemães e têm orgulho em manter-se Underground desde os seus primórdios até à data. Este “Bloodyssey” contém, segundo a nota de imprensa, todos os temas gravados pela banda até hoje, todos eles devidamente remasterizados e alguns até remisturados. A discografia inclui ainda mais títulos do que estes embora, imagino eu, deverão conter os mesmos temas, mas provenientes de sessões de gravação distintas. O duplo CD é composto pela Demo “The recreation Of Shadowlands” de 1995 (a única gravação que deixa algo a desejar, não gostei), a Demo “Eden’s Fall” de 1999 (o som não é o melhor, mas contém algumas ideias boas) e o EP “Whatever Ground We May Roam” de 2003 (o melhor de todo o pacote). Ao todo são 19 temas (entre os quais uma versão de “Outbreak Of Evil” dos Sodom) em cerca de 100 minutos de Black Metal old school com alguns toques Thrash, Death e Viking. O livrete inclui um texto escrito por Jan Jaedike (Rock Hard), letras e alguma informação sobre os registos originais. A capa e layout são da responsabilidade do guitarrista / teclista Ral. O livrete e apresentação em geral poderiam estar melhor, mas também não desiludem. Não sou grande apreciador de Black Metal, como alguns de vós devem já saber, mas estes Mightiest têm atributos suficientes para me agradar (à excepção da demo de 1995. como já referi). Técnica musical, algumas ideias bem executadas, ambientes old school, bons temas, atitude, espírito. Não se trata de uma one-man-band de um tipo fechado no seu quarto, não são extremistas em ideologia, não se auto-proclamam “true”, não são seguidores de modas e, principalmente, não são NSBM. Heavy Metal do mais puro na sua essência mais negra, segundo nos diz Jaedike, e eu concordo. Por tudo isto e por muito mais, recomendo esta edição a aficionados e completistas do Underground e da música extrema. 70% http://www.mightiest.eu/ / www.myspace.com/mightiestmetal / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire
RDS

Sunday

No Use For A Name – All The Best Songs (2007) – Fat Wreck Chords

O título já diz tudo. Este disco serve de comemoração dos 20 anos de carreira dos Norteamericanos NUFAN e reúne 24 temas de todos os álbuns da banda, além de 2 temas nunca antes editados. Pioneiros neste tipo de sonoridade mais melódica do Punk Rock / Skate Punk, os NUFAN mantiveram-se sempre no activo e este lançamento é uma celebração dessa teimosia em tocar a música que gostam. Nunca fui grande fã deste tipo de sonoridades e há poucas bandas que me agradem neste espectro, a não ser nomes como Bad Religion, Pennywise, e poucos mais, mas nomes como NUFAN, Lagwagon, NOFX e outros numa linha mais melódica, ou “cheesy” como dizem os Norteamericanos, orientada para os adolescentes, nunca foram o meu forte. De qualquer modo, duas décadas não são coisa para brincar, e isso apenas abona a favor dos mesmos, indicando que estão a fazer isto por gosto, que altos e baixos não os assustam (e já passaram por muitos), desde que os deixem tocar Punk Rock melódico. E podemos entrar na discussão do “ isto não é Punk” / “isto é Punk” / ”True Punk Vs Punk-Pop”, mas acho que não vale a pena. A atitude está lá toda, e se isso não é Punk, o que será? Venham mais 10 anos (pelo menos)! Falta ainda referir que o disco vem acompanhado de um livrete recheado de fotografias de todas as épocas da banda, estórias de membros / ex-membros, etc. Infelizmente o meu promocional não tem nada disso! Um documento essencial para os fãs da banda e ouvintes de Punk Rock melódico em geral. RDS
85%
Fat Wreck Chords: www.fatwreck.de / www.fatwreck.com