Ides Of Gemini “Women” (Rise Above Records, 2017)
With the Dead “Love From With the Dead” (Rise Above Records, 2017)
A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada para as reedições de clássicos oriundos das terras de “down under”, nas linhas do 70s Hard Rock, Classic Rock e seus derivados. Depois de uma primeira remessa de discos que me chegaram às mãos por parte da mesma, eis que apresento a segunda leva com mais seis títulos. Por ordem alfabética, seguem as apreciações de alguns discos perdidos no tempo, recuperados pela Aztec.
Buffalo “Dead Forever” (1972)
Falar em 70s Hard Rock Australiano e não falar nos Buffalo é quase sacrilégio. A estreia “Dead Forever” foi originalmente editada em 1972 e continha 8 temas. Esta reedição inclui 5 faixas bónus, entre as quais os dois temas de “Hobo”, single de 71 dos Head (banda pre-Buffalo de Tice e Wells), e três B-sides de 72, além de um livrete pleno de informação e imagens. Heavy Rock com toques Blues, Psychedelic e Doom. Influências notórias de Sabbath, Uriah Heep, Free e Zeppelin fazem o resto. Pelo meio versões de Free, Blues Image e Chuck Berry. Não é meu disco favorito dos Buffalo (deixo isso para o “Volcanic Rock”), mas está bem posicionado na lista de escolhas. 85%
Buffalo “Only Want You For Your Body” (1974)
O Doom da estreia ficou um pouco para trás e a banda começou a puxar mais pela costela Hard Rock de descendências Deep Purple. São 7 temas originalmente lançados em 1974, aqui adicionados de 2 bónus (e o habitual livrete completíssimo, apanágio destas reedições Aztec). Longe de ser um disco perfeito, mesmo assim está uns furos acima de “Average Rock ‘N’ Roller” e “Mother’s Choice” (o mais fraquito de todos). Na minha lista ficaria talvez em 2º lugar ex-aequo com “Dead Forever” (é difícil compara porque são dois álbuns distintos). 85%
Buster Brown “Something To Say” (1974)
Estando esgotado há mais de 30 anos, esta é a oportunidade de adquirir o único disco dos Buster Brown, banda com ligações (leia-se músicos) a outros nomes Australianos como AC/DC, Rose Tatto, Coloured Balls, etc. Além dos 7 temas originais, 6 bónus foram adicionados, entre os quais o single “Release Legalise”, uma raridade de 80 dos Rose Tattoo, e a versão de Chuck Berry. Hard Rock pouco pesado de onda Blues Rock, dançável, quase Funky. Demasiado “alegre” e “limpo” para me agradar, mas com alguns pontos de interesse. 70%
Lobby Loyde with Sudden Electric “Live With Dubs” (1980)
Pelo menos o título não induz em erro os fãs. Isto são gravações ao vivo que tiveram posteriores dubs em estúdio, visto um dos micros ter tido algumas falhas em concerto. Lobby Loyde (The Aztecs, Coloured Balls) assina as 6 composições incluídas no disco original, originalmente escritas para os Southern Electric. Como bónus há 4 temas de Lobby Loyde & Ball Power gravados em 2000 (“live without dubs”, dizem eles), entre os quais 2 temas de Coloured Balls e uma versão de “Heartbreak Hotel” de Presley. Algures entre o Hard Rock de finais dos 70s e o Punk ‘N’ Roll, esta rodela transpira espírito Rock por todos os poros. Som pesado, cru, intenso, roqueiro quanto baste. Gostei. Para completistas e curiosos. 75%
Madder Lake “Still Point” (1973)
Blues Rock de contornos psicadélicos e progressivos. Era esta a proposta dos Madder Lake em 1973. Aos 7 temas originais adicionam-se ainda outros 7 como bónus (entre B-sides e faixas ao vivo). Não é tipo de sonoridade que a mim me agrade pois assenta muito numa vertente limpa e algo comercial (para a altura, entenda-se). Falta-lhe algum peso ou, em contrapartida, uma orientação mais progressiva e experimental. Nem a etiqueta Psychedelic que lhe atribuem tem muito significado. Fica a meio caminho sem cair para alguma das vertentes. Para completistas apenas. 60%
Madder Lake “Butterfly Farm” (1974)
O trabalho que sucede a “Still Point” não muda muito a sonoridade da banda. E também não muda a minha opinião acerca da mesma. Soa-me um pouco melhor que o anterior, mas não vai muito além da mera curiosidade. Aos 8 temas originais junta-lhe outros quatro esta reedição da Aztec. Gosto da capa, no entanto. Um dos músicos fez ainda parte dos mais célebres Skyhooks. Mais uma vez, recomendado a fãs do género ou coleccionadores. 60%
Tamam Shud “Goolutionites And The Real Thing” (1970)
Os 9 temas da edição original datam de 1970. A estes adicionam-se outros 9 (!). Sim, é isso mesmo, há muito material para explorar nesta reedição. Acid Rock de finais dos 60s é a orientação dos Tamam Shud (nome retirado do livro Persa do século XI “The Rubáiyát” de Omar Khayvam). Grateful Dead, Cream, Doors, Jefferson Airplane, Focus, Jimi Hendrix e outros que tais são influências notórias. Gostei do que ouvi, embora neste tipo de sonoridades prefira as coisas mais cruas e garage do que o som mais “comercial” destes Tamam Shud. Desta banda saíram depois alguns músicos para integrar os, bem mais interessantes, Kahvas Jute. Há momentos interessantes e o CD vale por isso, pelo bónus e pelo valor histórico. 75%
Lamplight “A Sun That Will Not Rise” (Promo-Single, 2009) (Vitamin Records)
Pelas mãos do Lou Risdale da Aztec recebi ainda um single de uma nova banda Australiana chamada Lamplight. Apenas um tema na sua versão “rádio edit”. O álbum de estreia homónimo será editado em Junho. Por esta amostra, a coisa promete. Som Folk Rock “baladesco”, ambientes épico-sinfónicos, de contornos modernos. É aguardar pelo álbum. 75%
RDS
Some more Aztec Music here
3 – “In Luft Geritzt” is direct, pure, organic. How did you came up with kind of sound? Was it intentional or did it just came out like this?
5 – Will you play this songs live? Do you have a tour prepared to promote the record?
Farsot – IIII (2007): Ok, estou tramado! Mais Black Metal Nórdico. E este é mesmo do que eu não gosto! Rápido, com blastbeats a torto e a direito, frio, intenso, com certas passagens mais lentas e ambientais, voz típica, “melodias” de guitarra típicas. Muito lugar-comum para o seu próprio bem. Talvez os amantes do género encontrem aqui pontos de interesse mas eu fico de fora! Gostei apenas dos interlúdios industriais e da capacidade de experimentar um pouco no tema final “Thematik: Trauer” (pouco mais de 20 minutos de duração). É o álbum de estreia, pode ser que o próximo tenha mais identidade e inovação. 50% http://www.farsot.de/
Drautran – Throne Of The Depths (2007): Fecho esta sequência de críticas a discos da Lupus Lounge com Pagan Metal Germânico. Após 8 anos da edição da sua estreia auto-financiada “Unter dem Banner de Nordwinde” eis que surge o sucessor “Throne Of The Depths”. São 8 temas que não resultam tão bem quanto pode parecer à primeira. Não há propriamente uma fusão de estilos. Os temas iniciam e/ou fecham com passagens Folk / Pagan e o “grosso” da faixa é um Black Metal pouco inspirado, desinteressante e monótono. Ao fim de um par de faixas torna-se cansativo e até mesmo incomodativo. Volto a usar a frase que usei na crítica acima; talvez os amantes do género encontrem aqui pontos de interesse mas eu fico de fora! 40% http://www.drautran.com/
Dial – Synchronized (2007): O projecto Sueco / Holandês inclui no seu núcleo duro Kristoffer Gildenlöw (Pain Of Salvation, Lana Lane, Dark Suns), Liselotte “Lilo” Hegt e Rommert van der Meer (ambos de Cirrha Niva), além das participações de Devon Graves, Dirk Bruinenberg e Eugenia Lackey. “Synchronized” é o disco de estreia e inclui 11 temas de Rock Alternativo com toques Progressivos, Góticos, Industriais e New Wave. À primeira audição não me chamou muito a atenção mas, agora com uma audição mais cuidada para escrever esta crítica, começo a descobrir pormenores, sons, melodias e outros pontos de interesse na música dos Dial. Não é uma audição fácil, aviso desde já! Mas assim que se entra no espírito, o nosso trabalho e processo de compreensão torna-se recompensador. É caso para dizer “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Para fãs de bandas tão díspares como Pink Floyd, Björk, Pain Of Salvation, Cirrha Niva, The Gathering (fase mais recente), Paatos, Anathema (fase mais recente), Antimatter, etc. 85% www.myspace.com/thebanddial / http://www.progrockrecords.com/
Invisigoth – Alcoholocaust (2007): Disco de estreia para o duo Cage e Viggo Domino, o qual compôs, produziu, misturou e masterizou este “Alcoholocaust”. Apenas se inclui a percussão de gizzi em duas faixas. Fusão de Metal progressivo e Art Rock, muito experimental mas direccionado para a criação de ambientes e melodias, criando uma espécie de banda sonora épica. A sonoridade deste projecto Invisigoth é original e fresca mas, para vos dar uma linha de orientação, pode-se referir Pain Of Salvation, assim como o trabalho de músicos como Devin Townsend ou Henning Pauly (Chain, Frameshift). Recomendo a fãs de sonoridades mais épicas, seja ProgRock, Metal, Rock ou Score Soundtrack. Atenção à faixa final, uma peculiar versão de “No Quarter” dos Led Zeppelin. 90% www.myspace.com/invisigothmusic / http://www.progrockrecords.com/
Persephone’s Dream – Pyre Of Dreams (2007): Os Persephone’s Dream são Norteamericanos e praticam um Rock Progressivo com certos toques de Heavy Metal e Gótico. Já me tinham chamado a atenção com os discos anteriores “MoonSpell” (1999) e “Opposition” (2001) mas na altura achava que ainda faltava limar algumas arestas. Pois, parece que foi o que fizeram neste novo trabalho, representando este disco um passo em frente para a banda. O intervalo de 6 anos entre discos também deve ter ajudado a amadurecer estas composições. Outra diferença é que hoje em dia a banda não conta com uma vocalista feminina, mas duas! As letras são baseadas em fantasia, mitologia e ficção-científica, sendo um bom exemplo disso a letra de “Temple In Time”, uma faixa conceptual dividida em 5 partes e que se baseia na Ilha de Avalon e no Rei Artur. Além das duas vozes femininas temos ainda a oportunidade de ouvir a participação de DC Cooper em duas faixas (além de fazer coros noutros temas e co-produzir o disco com o guitarrista / teclista Rowen Poole). 80% http://www.persephonesdream.com/ / http://www.progrockrecords.com/
Puppet Show – The Tale Of Woe (2006): Após 9 anos da edição da sua estreia “Traumatized”, os Norteamericanos Puppet Show voltam à carga com o seu novo de originais “The Tale Of Woe”. O disco foi produzido pela própria banda, foi misturado por Terry brown (Rush, IQ, FM; Fates Warning) e foi masterizado por Peter J. Moore (Cowboy Junkies, Crash Test Dummies). O estilo da banda não foge muito daquilo que foi feito na década de 70 pelos nomes clássicos do género, Yes, Génesis, Van Der Graaf Generator, Rush, Emerson Lake & Palmer, etc, mas com uma aproximação ao Neo-Prog. Não haja dúvida de que são excelentes músicos mas, estes 6 temas aqui apresentados não fogem muito a aquilo que já se conhece do género. Não se aventuram muito, não experimentam coisas novas ou diferentes, não fazem fusões, é apenas mais do mesmo. Essa não é a ideologia inicial e básica do Progressivo. Prefiro então ouvir os clássicos. Mesmo assim, se gostam do vosso Progressivo old-school, sem muitas “invenções” ou fusões, este disco deve ser perfeito para vocês. 65% http://www.puppetshow.com/ / http://www.progrockrecords.com/
Shadow Circus – Welcome To The Freakroom (2007): Disco de estreia para os Norteamericanos Shadow Circus. Rock Progressivo teatral com influências dos Genesis dos inícios, com toques de Pop Britânica linha The Beatles. Há aqui e ali um certo gosto Country que a mim não me agrada nada. A voz então, soa a cantor Country meio desafinado. 6 temas em 45 minutos de duração. Não é nada de novo ou original, nada de surpreendente nem em termos de execução musical nem em termos de composição. Apenas para completistas que gostam de ter tudo o que é rotulado de Progressivo. Muito abaixo da média. Próximo! 40% http://www.shadowcircusmusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/
Starcastle – Song Of Times (2007): Mais uma banda com som da velha escola mas com uma diferença, estes são mesmo da velha escola! Para quem não sabe, os Starcastle editaram 4 discos entre 1976 e 1978, os quais venderam entre todos mais de 1 milhão de exemplares. Depois de muitos anos voltam a juntar-se e começam a compor novos temas. Em 2004 o baixista / teclista Gary Strater deixa o mundo dos vivos mas a banda continua a trabalhar nos temas e acaba a gravação deste disco “Song Of Times”. Rock Progressivo típico da década de 70 mas com um som mais moderno. Não é o melhor disco de Prog Rock de sempre, mas é um bom disco e tem o espírito da já referida década. Afinal de contas eles estiveram “lá” e fizeram parte de tudo! Para os fãs da velha escola e dos Starcastle. Nota de destaque para o tema “Master Machine”, grande malha de Rock Sinfónico. 75% http://www.starcastlemusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/
The Third Ending – The Third Ending (2007): Disco de estreia para esta banda da Tasmania. Influências assumidas de nomes como Porcupine Tree, Pink Floyd, Spock’s Beard e Dream Theater. Há aqui algumas boas ideias mas apenas isso não chega, ainda têm muito trabalho pela frente. Na globalidade o disco é desinteressante e monótono e o facto de ter uns longos 54 minutos de duração não ajuda nada. Uma autêntica perda de tempo! 35% http://www.thethirdending.com/ / http://www.progrockrecords.com/