Showing posts with label Dark Folk. Show all posts
Showing posts with label Dark Folk. Show all posts

Sunday

ENTREMURALHAS 2017 – FESTIVAL GÓTICO VIII EDIÇÃO – 24, 25, 26 AGOSTO CASTELO DE LEIRIA


ENTREMURALHAS 2017 – FESTIVAL GÓTICO
VIII EDIÇÃO – 24, 25, 26 AGOSTO
CASTELO DE LEIRIA


A 8ª edição do festival gótico Entremuralhas regressou novamente Castelo de Leiria nos passados dias 24, 25 e 26 de Agosto. Depois de três cancelamentos e da associação cultural Fade In ter visto à prova a sua resistência, o festival arrancou em força como previsto. De louvar a perseverança de Carlos Matos e da Fade In. São poucos os que hoje em dia o fazem por amor à causa.
Diariamente apenas é permitido um total de 737 pessoas no recinto. Esta é uma imposição que evita danos de maior no interior do Castelo de Leiria. Acaba por servir também como questão estética e confere um carácter mais intimista ao festival. O próprio ambiente em que se enquadra, o Castelo de Leiria, confere um ambiente único que não se encontra noutro festival.

No dia 24 as actuações decorreram apenas no palco corpo. O espanhol Ramos Dual iniciou a celebração pelas 21 horas. O baterista de projectos como Beggar’s House, La Inesperada Sol Dual e Malparaíso trouxe na bagagem a sua mais recente proposta "DrumSolo”, um álbum de Techno-Punk Lo- fi a solo e centrado na bateria. Ao vivo fez-se acompanhar pela sua Pupila e os visuais de Lämpara. O aquecimento para os 3 dias estava feito.

Cerca de 1 hora depois é a vez de subir ao palco Bestial Mouths. O quarteto oriundo dos EUA pratica uma fusão de electro-goth, industrial e post-punk com vocalizações reminiscentes de Diamanda Galás, Siouxsie Sioux ou Lydia Lunch. Tal como no anterior projecto, também aqui as projecções vídeo têm um papel preponderante. Uma actuação irrepreensível e que soube a pouco. Aguarda-se uma segunda vinda ao nosso país a nome próprio.

Passava pouco das 23 horas quando os franceses Position Parallèle subiram ao palco. O duo pratica um synthpop minimal de orientação 80s vocalizado na língua materna. Geoffroy Delacroix (dos Dernière Volonté) e o fotógrafo Andy Julia (Soror Dolorosa, Dernière Volonté) apresentaram assim o seu 3º e mais recente trabalho “En Garde À Vue”. A sonoridade dançável e melódica com refrões cativantes deixou o público do Entremuralhas a dançar. Uma prestação extremamente positiva que fez o projecto ganhar mais alguns fãs.

Por volta da meia-noite subiram ao palco os portugueses Pop Dell’Arte. Há já algum tempo afastados dos palcos e das edições (salvo um par de prestações ao vivo) a banda liderada por João Peste trouxe a Leiria um concerto antologia que percorreu as três décadas de existência. Houve tempo ainda para material novo a figurar no novo disco de estúdio que está a ser preparado. “Querelle”, “My Funny Ana Lane”, “La Nostra Feroce Volontà D'Amore”, “Sonhos Pop” ou “Rio Line” forma alguns dos temas que se fizeram ouvir. O ponto alto do primeiro dia do festival.

No dia 25 já tivemos direito a actuações nos três distintos palcos. Pelas 18 horas as festividades iniciaram no palco da Igreja da Pena. Simone Salvatori dos Spiritual Front apresentou-se a solo, mundo apenas da sua guitarra, e em formato acústico interpretou temas da sua banda de origem em toada Folk. Será difícil descrever a prestação do mesmo pois a limitação física da Igreja da Pena não permite um grande número de espectadores. Entre umas espreitadelas de lado e o som que se ouvia do lado de fora, conseguiu-se captar o tom intimista da prestação do músico Italiano.
Ao mesmo palco subiu o duo francês Dear Deer com o seu post-punk de contornos electrónicos e influência no-wave NY e industrial. Formados em 2015 traziam na bagagem o seu álbum de estreia ”Oh My…” e que serviu de mote para a sua prestação. Mais uma vez, e pelo motivo acima descrito, será difícil explanar o que são os Dear Deer em palco, mas o ambiente geral e recepção por parte do público foi positiva.

Da Igreja da Pena partimos para o palco secundário chamado de Palco Alma. Este foi um ano de estreias em Portugal, sendo também este o caso do trio francês Bärlin com a sua música negra e densa de forte componente jazzística e cabaret, inspirada em nomes como Tom Waits, Morphine, Nick Cave ou Tuxedomoon. A sua inclusão no cartaz do Entremuralhas poderá ser algo estranho mas, é mesmo desta diversidade de sonoridades que vive o festival.

Depois dos franceses foi a vez de um dos nomes mais fortes do cartaz, os veteranos In The Nursery, liderados pelos gémeos Humberstone. Desde 1981 a destilar música neoclássica / dark wave / martial de contornos cinemáticos. O que se poderá dizer de uma banda veterana em palco? Algumas perdem a vitalidade e a urgência. Não é o caso destes britânicos que ainda estão em boa forma e se recomendam vivamente. Outro dos pontos altos do festival.

Já no palco principal, denominado de Palco Corpo, os franceses Vox Low apresentaram a sua fusão de electrónica dançável, psicadelismo e krautrock dos 70s. Com influências tão diversas como Suicide, Bauhaus, Joy Division, The Cure, Can ou Neu é outra prova da diversidade saudável do festival, provando que gótico não é apenas um estilo definido de música, mas um estado de espírito. Não foi a minha prestação favorita, mas tem apontamentos interessantes e foram bem recebidos pelo público presente no castelo de Leiria.
A fechar o segundo dia o, também francês, James “Perturbator” Kent. Synthwave de inspirações 80s e cyberpunk com um forte estilo cinemático foi o que Perturbator nos apresentou. Em termos visuais não vejo muito interesse numa única pessoa em cima de um palco com o olhar constantemente nos sintetizadores. Torna-se algo impessoal e pouco apelativo ao sentido visual. No entanto, a música agrada, e foi isso que se fez sentir. Uma atmosfera de festa e dança.

O último dia de festival iniciou de novo na Igreja da pena com os espanhóis Àrnica. Folk Ibérico de contornos ritualistas e uma forte componente visual. Volto a remeter para o reduzido espaço disponível na Igreja que não permitiu assistir em pleno à actuação desta e da banda seguinte. Sendo o único projecto do género no cartaz serviu para “aliviar” da componente electrónica que premeia o festival.
Seguiram-se os Gregos Selofan. Duo composto por Dimitris Pavlidis e Joanna Badtrip, responsáveis pela editora Fabrika Records. Post-Punk / Darkwave gélida e minimalista foi o que nos apresentaram através dos temas dos seus três discos, sendo o mais recente “Cine Romance” deste ano de 2017. Não conhecia mas gostei da componente musical e, do pouco que consegui ver em palco, também me agradou a sua prestação. Aguardo com expectativa mais uma vinda dos Selofan a território nacional.

Este ano de 2017 está a marcar o regresso com força do fadista Paulo Bragança. Depois de na década de 90 ter editado quatro discos e, infelizmente como é habitual em Portugal, a sua forma arrojada e vanguardista de encarar e interpretar Fado não ter sido bem aceite pelo público, imprensa e pares da indústria, este fez um retiro de vários anos na Irlanda. A prestação no Palco Alma do Entremuralhas 2017 veio demonstrar que Paulo Bragança está de volta e com vontade de reclamar o seu lugar na música em Portugal. Além de temas dos discos anteriores, houve tempo para temas novos a incluir no próximo registo de originais, assim como a versão de “Soldado” dos Sitiados (dedicada à memória de João Aguardela), e o tema “A Névoa“ (colaboração com Carlos Maria Trindade para ”Onda Sonora: Red Hot + Lisbon” em 1998). Foi sem dúvida a minha prestação favorita de todo o festival. Como já li numa das notas de imprensa do festival, e concordo especialmente, se existe fado gótico, estamos perante o seu expoente máximo.

O último nome a pisar o Palco Alma veio da Suécia. Nicole Sabouné apresentou-se em formato de quinteto e apresentou temas dos seus dois discos de originais. Foi o único projecto deste ano com uma toada mais roqueira, o que me agradou imenso. Musicalmente encontram-se influências de nomes como Cocteau Twins, Dead Can Dance, Siouxise And The Banshees e até mesmo The Gathering na sua fase mais experimental. A nível vocal Nicole apresenta registos próximos de Siouxsie Sioux ou Lisa Gerrard. Outra das surpresas do festival e que espero voltar a ver ao vivo noutra ocasião.



Já no Palco Corpo e preparados, ou não, para a descarga que se seguiria. Os alemães Atari Teenage Riot foram uma das últimas aquisições para o cartaz do Entremuralhas. Poderia parecer um nome algo desenquadrado do carácter mais dark do festival mas, se dúvidas haviam, estas dissiparam-se durante a actuação dos mesmos. Pecou apenas pela curta duração e a falta de alguns temas emblemáticos como “Atari Teenage Riot”; “Too Dead For Me” ou “Revolution Action”. Focaram-se muito nos últimos trabalhos e material menos abrasivo. De qualquer modo, a força e irreverência esteve lá. Gostei imenso mas soube a pouco.

A fechar com chave de outro, os veteranos Front Line Assembly. A fazer a sua estreia em Portugal, o projecto Canadiano liderado por Bill Leeb (ex-Skinny Puppy) e Rhys Fulber, aliados a Michael Balch (FLA, Revolting Cocks, Ministry), trouxeram 30 anos de electro-industrial ao Castelo de Leiria, com um som pesado de vertente Rock mas dançável, e que pôs o público a mexer. Não poderia ter melhor cabeça de cartaz a encerrar a celebração de 3 dias.
Para o ano, sem dúvida, há mais. Entretanto vão ficando atentos às actividades da Fade In, que não se resumem ao Entremuralhas, mas a um sem fim de ideias interessantes que valem a pena seguir.

Texto: Ricardo dos Santos
Fotos: Carlos Palavra I CAPhoto Formação


Tuesday

Fénix #1050 - 05/07/2014 - Playlist




01 Android Lust - Stained (Video Edit) (Projekt The New Face Of Goth 2003) Projekt
02 And Then We Fall - Ancient Ruins (Soul Deserts 2014) ESW
03 Rainy Days Factory - All About Love (Oceans Of Tears 2013) ESW
04 The Melancholic Youth Of Jesus - Detroit (Gush 2013) ESW
05 Furyo - In The Arena (Furyo + Furioso 1984-2007) Anagram / Cherry Red
06 Inca Babies - Bug Jugular (Peel Session) (Plutonium 198787 2006) Anagram / Cherry Red
07 Glaxo Babies - This Is Your Life (Dreams Interrupted The Bewilderbeat Years 1978-1980, 2006) Anagram / Cherry Red
08 In Tempus - Memorial (Luna Sapiens 2006) Thisco
09 La Chanson Noire - Sedução Contemporânea (Musica Para Os Mortos 2010) Necrosymphonic / Raging Planet
10 Isiphilon - Reencarnation (Essence 1997) Symbiose
11 Attrition - Right Hand Man (A Tricky Business 1991-2009) Two Gods
12 Gitane Demone - I Only Have Eyes For You (1996) (Times 2008) Cult Epics
13 Empyrium - Where at Night the Wood Grouse Plays (Into the Pantheon (Live) 2013) Prophecy
14 Skeletal Family - The Night (Promised Land - The Best Of Skeletal Family 2001) Anagram / Cherry Red
15 Blood & Roses - Your Sin Is Your Salvation (Same As It Never Was The Collection 2007) Anagram / Cherry Red
16 Pink Turns Blue - Now's The Time (Phoenix 2005) Orden Prods
17 Avant-Garde - Epoque (Bipolar Sounds 2 2013) Manic Depression
18 NFD - Black Sun (Dead Pool Rising 2006) Jungle
19 The Last Dance - Wonderlust (Whispers In Rage 2003) Dancing Ferret
20 Naevus - Traffic Island (Relatively Close To The Sea 2008) Hau Ruck! / Tesco
21 Bain Wolfkind - The Crossroads (The Swamp Angel 2008) Hau Ruck! / Tesco
22 Sudden Infant - Girl (Wölfli's Nightmare, 2014) Voodoo Rhythm
23 The Cambodian Space Project - Chom 10 Kae Theav (Wait 10 Months More) (2011 A Space Odyssey 2011) Metal Postcard
24 Lvpercalia - Ouroboros (Florilegium 2004) Equilibrium
25 Vertigo Steps - The Porcupine Dilemma (Disappear Here In The Reel World  A Vs Coda 2014) ESW
26 Waste Disposal Machine - I Sing The Body Electric (Interference 2008) Thisco
27 {F.E.V.E.R.} - Clockwork (4st 2007) Raging Planet

Wednesday

Fénix #1042 – 10 / November / 2013 – Special Show Cold Spring Records


www.coldspring.co.uk

Werkraum - Wirrufendeine Wölfe (Unsere Feuer Brennen! 2004)
Barron Brady - Earthen Key (We Bring You A King With A Head Of Gold 2010)
H.E.R.R. - The Moon Devours The Sun (Xii Caesars 2009)
Von Thronstahl - Ein Tag Durch Den Tross (Cornet Fragment) (Conscriptum 2010)
Kreuzweg Ost - Fur Kaiser, Gott Und Vaterland (Edelrost 2006)
Ignis Fatuus - Beyond The Veil (The Futility Goddess 1998)
Troum - Wit Wists Fra-Qistjan (Syzygie 2013)
Turbund Sturmwerk - Styrmsal (Turbund Sturmwerk 1998)
Melek-Tha - De Magia Naturali Daemoniaca  (De Magia Naturali Daemoniaca 1999)
Scott Miller / Lee Camfield / Merzbow - I (No Closure 2013)
Goatvargr - A Black Drum Droning (Black Snow Epoch 2010)
Skullflower - Black Sunshine (Skullflower / Mastery Split 2013)
Wicked King Wicker - The Devil Must Learn The Limitations Of The Host (Evolving 2013)

Friday

Fénix #1031 – 05 / May / 2013 - Playlist

·         Cello - Portrait - A L'Ombre Du Temps (Symbiose, 1995)
·         Boris Ex Machina - À Beira de Água - Tango Infernal (Symbiose, 1996)
·         Silêncio Para 4 - Noite Ambos Sol – Numen (Symbiose, 1996)
·         Poetry Of Shadows - From Pray To Oblivion - Spheres Of Knowledge (Symbiose, 1996)
·         Isiphilon – Reencarnation - Essence (Symbiose, 1997)
·         Bain Wolfkind - Butcher's Daughter – Wasteland (Hau Ruck! / Tesco, 2007)
·         Antimatter – Conspire - Leaving Eden (Prophecy, 2007)
·         Gor – Haleluyah – Qumran (Prikosnovénie, 2003)
·         Ordo Rosarius Equilibrio - Can You Hear The Devils Laughing? (Or Is It Just Me) - Onani (Practice Makes Perfect) (Cold Meat, 2009)
·         Naevus - Castles In Spain - Silent Life (Hau Ruck! / Tesco, 2007)
·         Arcana - The Dreams Made Of Sand – Lizabeth (Cold Meat, 1997)
·         Ashram - I've Lost Myself - Fairy World, Vol. 1 comp (Prikosnovénie, 2003)
·         Daemonia Nymphe - Hypnosoneirathanatos - Fairy World, Vol. 1 comp (Prikosnovénie, 2003)
·         Der Blutharsch - 02 [Untitled] - Everything Is Alright! (WKN / Tesco, 2008)
·         Stormfagel - Anyam Edesanyam - Den Nalkande Stormen (Cold Meat, 2005)
·         Test Dept. - Spring into Action - Beating A Retreat (Some Bizarre, 1984)
·         Con-Dom - The Eighth Pillar - Eighth Pillar A Confession Of Faith (Functional / Tesco, 1991/2008)
·         Wertham - Born To Raise Hell - Memories From The Pigsty (Tesco, 2008)
·         In Slaughter Natives - Death, Just Only Death... - In Slaughter Natives (Cold Meat, 1989)
·         Folkstorm - Social Surgery - Victory Or Death (Cold Spring, 2000)
·         Einstürzende Neubauten - Negativ Nein - Kollaps (ZickZack, 1981)
·         SPK - Napalm (Terminal Patient) - Leichenschrei  (Thermidor, 1982)
·         Desiderii Marginis - Scintillate II - Songs over Ruins (Cold Meat, 1997)
·         Empyrium - The Franconian Woods in Winter's Silence - A Retrospective (Prophecy, 2006)
·         Merzbow - Untitled 01 - Graft 7’’ (Cold Spring, 2010)
·         NON – Abraxas - In the Shadow of the Sword (Mute, 1992)

Thursday

Sol Invictus “The Cruellest Month” (Auerbach / Prophecy, 2011)

Confesso que já andava extremamente desiludido com as cenas Dark Folk, Medieval e Industrial. Até mesmo as últimas edições da Cold Meat não traziam nada de especial. Exceptuando um punhado de nomes, os referidos cenários estavam, na minha modesta opinião, moribundos. “The Cruellest Month” é o disco que está a reavivar esse interesse e confiança já perdidos. Tony Wakeford volta após seis anos com um novo trabalho de estúdio, novos colegas de armas e nova editora. Treze novos temas do mais negro, depressivo e pessimista Dark Folk, com toques de Industrial e Medieval. As letras continuam frias, pessimistas e apocalípticas. Nas palavras de Wakeford: “é uma meditação no envelhecimento e declínio como indivíduos, impérios e estados. Lida com a questão da crueldade da vida ser apenas um reflexo da crueldade de deus, ou se somos simplesmente cruéis porque sim. É uma zona livre de utopias”. Entre temas originais e alguns tradicionais, devidamente transpostos ao universo Sol Invictus, são cerca de 57 minutos que me agradaram imenso. Bemvindo de volta Sr. Wakeford! www.prophecy.cd / www.myspace.com/solinvictushq
95%
RDS

Solanaceae – Solanaceae (2009) – Heidrunar Myrkrunar / Tesco

Kim Larsen dos :Of The Wand & The Moon: num projecto paralelo intitulado Solanaceae que assenta a sua sonoridade num Dark Folk / NeoFolk de contornos 60s/70 Psych-Folk e alguns toques de Medieval. As 13 composições, que perfazem cerca de 55 minutos, foram escritas na sua maioria por Larsen. Este faz-se acompanhar de diversos músicos da cena NeoFolk, entre os quais Chelsea Robb (Arrowwood), Pythagumus Marshall (Novemthree), Michael Laird (Unto Ashes), John van der Lieth (Sonne Hagal), Fenella Overgaard (:Of The Wand & The Moon:), Vincent Farrow (Solblot) e Anne Eltard (que também contribuiu no primeiro álbum de :Of The Wand & The Moon:). A música de Solanaceae é minimal, mas intensa, melódica, envolvente. As guitarras, violinos, violoncelos, flautas e acordeões não estão sobrecarregados e encontram-se em perfeito balanço, sempre com a guitarra e a voz de Larsen (ou dos convidados) em primeiro plano. As letras com temáticas de magia, florestas, fábulas, tradições e natureza assentam na perfeição no som do projecto. Gostei muito do que ouvi e recomendo este disco a amantes de Psych / Dark / Neo Folk. 90% http://www.ofthewandandthemoon.dk/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/solanaceaelodge / www.myspace.com/ofthewandandthemoon
RDS

Monday

Ordo Rosarius Equilibrio – O N A N I [Practice Makes Perfect] (2009) – Cold Meat Industry

Os Ordo Rosarius Equilibrio regressam com aquele que é já o seu 8º álbum. Em pouco mais de 48 minutos ouvimos 11 temas da já habitual sonoridade O.R.E. Desta feita os temas são apresentados numa orientação quasi-Pop, no sentido do formato de canção. Dark, ethereal, martial, folk e pop fundem-se com líricas de cariz sexual, sensual, erótico. Guitarras aliam-se a percussões primitivas, órgãos e pianos colaboram na perfeição com uma caixa de ritmos, coros de igreja harmonizam com gemidos e vocalizações femininas angelicais mas sedutoras. Tudo condimentado com um certo humor negro e uma sexualidade entre o espiritual e o carnal. Como se refere na nota de imprensa, não se chega a cair no erotismo barato, nem mesmo na pornografia descarada, podendo-se falar até numa banda sonora de contornos Dark para um filme de Tinto Brass. Não é o melhor trabalho dos O.R.E., mas os fãs do projecto já sabem o que esperar e não ficarão desiludidos. 80% http://www.coldmeat.se/ / www.ordo-rosarius-equilibrio.net/ / www.myspace.com/ordorosariusequilibrio
RDS

Sunday

Naevus – Relatively Close To The Sea (2008) – Hau Ruck / Tesco

O anterior disco da banda, “Silent Life” em 2007, já me havia chamado a atenção e, quando vi este CD no pacote que a Tesco me enviou fiquei logo impaciente para o colocar no leitor. Aos mentores do projecto Lloyd James (voz, guitarra acústica, teclas) e Joanne Owen (baixo, acordeão, teclas) junta-se o baterista habitual John Murphy (Knifeladder, Shining Vril). Como convidados especiais temos ainda Matt Howden (Sieben) no violino, Greg Ferrari (Womb) na guitarra eléctrica, Joanna Quail (SonVer) no violoncelo e Arthur Shaw (Cutty Sark) nas teclas. O ex-companheiro de armas Dominic O’Connor também está presente em espírito pois uma das suas composições, “The Troubadour”, nunca antes editada em qualquer forma, foi gravada para este disco. A sonoridade é a típical dos Naevus, um Dark Folk mais “colorido” que o habitual no género, com um sentido de canção Pop e com algumas influências Rock, mas sempre com uma orientação negra e depressiva demarcada. Os 6 primeiros temas seguem esta linha, mas depois somos confrontados com um épico tema de 17m40s intitulado “Go Grow”. Neste, a sonoridade Naevus é acrescida de toques progressivos e psicadélicos de descendência Pink Floyd ou Hawkwind. Fecha-se com um curto tema Folk de 43s. A apresentação geral, como é regra no género, é extremamente cuidada, sendo-nos servido o disco num belo digipack, acompanhado de livrete com 12 páginas com as letras. 90% www.myspace.com/naevus / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS

Bain Wolfkind – The Swamp Angel (2008) – Hau Ruck / Tesco

O músico Australiano, também membro dos Der Blutarsch, regressa com um novo título, depois do fantástico aperitivo “Wasteland” em 2007. Desta feita é um longa-duração composto por 15 temas em cerca de 52 minutos. Entre a Folk de ambiências negras e sinistras, o Rock cru e sujo, a orientação psicadélica de alguns temas e as obrigatórias influências Dark Folk do seu projecto de origem, Bain Wolfkind oferece a sua visão obscura e depressiva do trabalho de “songwriters” como Johnny Cash, Johnny Thunders ou até Nick Cave. Um rol de convidados ajudam o músico a dar “vida” aos seus temas, através do uso de instrumentos como violino, piano, slide guitar, trompete, entre outros. O som lo-fi a dar a sensação de ter sido gravado num qualquer pub clandestino situado numa cave, decadente, cheio de fumo, whisky e vultos vestidos de negro ajuda ao clima geral de “The Swamp Angel”. Para fãs dos nomes já citados ou outros como Bauhaus, Death In June, Current 93 e In Gowan Ring. Não recomendado a pessoas com tendências suicidas devido ao carácter negro e depressivo do conteúdo musical. Ficam desde já avisados! 85% www.myspace.com/bainwolfkind / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS

Der Blutharsch – Everything Is Alright! (2008) – WKN / Tesco

Esta é uma antologia de raridades e remisturas gravadas entre 2002 e 2008. Temas de compilações, edições limitadas em vinil e outros similares compõem o alinhamento desta nova proposta dos Der Blutharsch. “Everything Is Alright!” abrange todas as facetas do grupo Austríaco, desde o Dark Folk ao Martial, passando pelo Gothic Rock ou Industrial, e até uns pós de Punk e Rock. Mas, mesmo tendo em conta essa heterogeneidade musical e o facto de as faixas pertencerem a variadas edições e períodos de tempo, não é por isso que o disco soa desconexo, muito pelo contrário, a identidade Der Blutharsch já está bem definida há muitos anos. As 17 faixas (cerca de 58 minutos) que compõem o disco podem agradar tanto aos fãs de longa data que pretendem completar a discografia como, ao contrário do que este tipo de edições pode sugerir, atrair novos fãs. Recomendo vivamente. 85% http://www.derblutharsch.com/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS