Sunday
ENTREMURALHAS 2017 – FESTIVAL GÓTICO VIII EDIÇÃO – 24, 25, 26 AGOSTO CASTELO DE LEIRIA
Tuesday
Fénix #1050 - 05/07/2014 - Playlist
RELAPSE RECORDS
Já estou a começar a ficar farto destes promocionais com os temas divididos em 99 faixas. Isso e as editoras que agora teimaram em fazer promopools online e querem que a imprensa faça o trabalho todo (fazer o download, escrever a crítica, entrevistas, enviar os links e/ou cópias de todo esse trabalho). Sinais dos tempos. Para os jornalistas que são pagos para fazer esse trabalho, óptimo. E as pessoas, como eu, que fazem tudo isto no seu tempo livre, à borla, apenas pelo gosto à música? Isto tudo para quê? Para dizer que tenho em mãos 5 CD-Rs (sim, nem são CDs originais) com as malditas 99 faixas. Adiante, aqui vão umas linhas rápidas sobre isto e sigo para outros. Sim, porque ainda há pessoal que envia “the real thing” e merece um “tempo de antena” mais prolongado.
Antigama “Warning” (2009): Brutal! Simplesmente brutal. Grindcore com apontamentos que vão desde o Death ao Crust, algum Industrial / Noise pelo meio, passando ainda por material mais avantgarde e técnico. Metam no mesmo caldeirão Nasum, Cephalic Carnage, Pig Destroyer, Messhugah, Voivod, Napalm Death e Disrupt. Rápido, pesado, técnico, intenso, sufocante. É assim o som Antigama. 90% http://www.antigama.net/ / www.myspace.com/antigama
Buried Inside “Spoils Of Nature” (2009): Já tinha gostado muito do anterior “Chronology”. Este segue uma linha similar, mas está mais cru, denso e pesado. Para quem ainda não conhece, os Buried Inside anda pelos territórios do Post-qualquer. São 8 temas que assimilam influências de nomes como Neurosis, Isis, Pelican, Cult Of Luna ou Mogwai. E passo ao seguinte porque estar a olhar para faixas de 7 segundos faz-me doer a cabeça. 75% http://www.buriedinside.com/ / www.myspace.com/buriedinside
Obscura “Cosmogenesis” (2009): Ex-membros de Pestilence e Necrophagist reunem-se para gravar 10 temas de Death Metal técnico com muitos toques progressivos e avantgarde. Muito peso, brutalidade, alguma melodia a acompanhar. Gostei do que ouvi. Para fãs de Cynic, Atheist, Pestilence, Watchtower, Death e Cannibal Corpse. 85% www.myspace.com/realmofobscura
Tombs “Winter Hours” (2009): Trio Norte-Americano. Em 10 temas faz-se a fusão Post com Punk com Noise com Stoner com Black. Pesado, intenso, denso, e muito assente nos ambientes claustrofóbicos. Para fãs Killing Joke, Godflesh, Black Flag, High On Fire, Deathspell Omega, Today Is The Day, Isis, Boris e outros que tais. 75% www.myspace.com/tombsbklyn
Zombi “Spirit Animal” (2009): Sendo eu fã de bandas sonoras, o anterior trabalho destes Zombi havia-me agradado imenso. Bom gosto, têm estes tipos, pensei eu ao descortinar algumas das suas influências. Novo trabalho, mesmo estilo, um passo em frente. Aqui adicionam-se ainda algumas guitarras para dar outra dimensão ao som Zombi. Cinematográfico, progressivo, ambiental, psicadélico, espacial. Ainda não conhecem? “Shame on you”! Se gostam de Goblin, Tangerine Dream, Trans Am, Tool ou as bandas sonoras kitsch dos 70s e 80s (leia-se John Carpenter, exploitation, giallo, 70s horror, sci-fi, 80s low budget action, etc), este á uma opção apelativa. 90% http://www.zombi.us/
RDS
Friday
Report Suspicious Activity – Destroy All Evidence (2008) – Alternative Tentacles
RDS
Saturday
Hell Demonio – Discography (2008) – Robotradio & Wallace

RDS
Wednesday
Furyo – Furyo (2007) – Anagram / Cherry Red
Esta é mais uma edição da Anagram e da sua colecção Goth Collectors Series. Aqui trata-se da recuperação de parte das gravações dos Furyo, uma banda renascida das cinzas dos Punks Britânicos UK Decay. O mini-LP de estreia homónimo e o EP que se seguiu, “Furioso”, ambos de 1984, compõem este CD. Infelizmente estas são as únicas gravações que os Furyo deixaram para a posteridade que são aqui recuperadas, e digo infelizmente porque isto é uma preciosidade do rock gótico / post-punk da primeira metade dos 80s. Existe ainda um álbum que nunca foi editado oficialmente (apesar de ter sido lançada uma edição em cassete grátis com a fanzine Grim Humour) que poderia ter sido aqui incluído e assim ficávamos com tudo. Se alguém tiver isso que avise! Os masters originais estão completamente deteriorados e por isso mesmo, as gravações foram masterizadas a partir do vinil. Este facto leva apenas a que ambiência das gravações seja intensificada e lhe dê aquele toque “vintage”, sujo, negro, áspero, próprio do vinil. Aliás, esses mesmos termos podem caracterizar a música da banda, fusão de rock gótico, post-punk, dark folk, folk rock, industrial e algum experimentalismo próprio da década de 80. Para fãs de Bauhaus, The Birthday Party, Dead Can Dance, Devo, Glaxo Babies, entre outros. Uma pérola do Goth Rock britânico! Essencial! RDS Saturday
Gl*xo Babies – Dreams Interrupted: The Bewilderbeat Years 1978-1980 (2006) – Cherry Red
Esta é mais uma daquelas bandas perdidas no tempo das quais eu nunca tinha ouvido falar. E ainda bem que temos a Cherry Red (aqui com um licenciamento da Heartbeat Records) a fazer estas re-edições e compilações de material antigo, senão muitas preciosidades ficariam irremediavelmente perdidas para sempre. Como é o caso destes Gl*xo Babies. Segundo o que estive a ler na press-release e o que estive a ouvir neste CD, esta é uma daquelas bandas que aparece, causa algum furor com a sua originalidade a vários níveis e, depois desaparece quase sem alguém dar conta, tornando-se assim objecto de culto. Os Gl*xo Babies criaram alguma polémica devido ao seu nome, pois se removerem o asterisco e o substituírem por um “a”, têm o nome de uma multinacional de produtos farmacêuticos. Na altura a referida companhia proibiu a banda de usar o nome. A sua primeira “Peel session” é relembrada pelo aviso que antecedeu o programa: “Glaxo Chemicals would like it to be known that…”. A companhia pôs um detective privado no caso, mas acabou por não dar em nada. Alguns tempos depois da banda se separar o detective volta a aparecer em casa do guitarrista. Surge então mais um aviso, desta vez: “The various ex-members of the band would like it to be known that they have nothing to do with any multi-national pharmaceutical corporation bearing the name…”. Além desta houve muitas mais situações que ficaram para a história, tal como o tema “Christine Keeler” ter sido banido pela Radio One por ser “sensitivo politicamente”, as suas selvagens actuações em que se tocava guitarra com um vibrador ou o vocalista se cortava com vidro, mas não me vou alargar muito mais, podem pesquisar na Internet e vão encontrar muito material, verdadeiro e falso.A banda não durou muito tempo, cerca de 3 anos, mas foram relativamente produtivos em termos de gravações, mas poucas foram as vezes que tocaram fora de Bristol e, depois de se separarem, os membros seguiram tocando em nomes como The Pop Group, The Transmitters, Maximum Joy, Smith & Mighty e Tricky, entre outros.Quanto à música propriamente dita, o trabalho dos Gl*xo Babies divide-se em duas fases distintas: uma desde finais de 1977 até o verão de 1979, em que lançaram um 12”, um 7”, um tema numa compilação (a título póstumo) e uma Peel session; a outra desde aí até o verão de 1980, em que gravaram um single, um EP, um LP e outra Peel session. Na primeira fase temos o Avant-Punk ou Post-Punk como lhe queiram chamar, enquanto que na segunda enveredaram por uma vertente mais Funky e Jazzística muito experimental. O incrível é que em ambas as fases fizeram material de relevo, não podendo aqui destacar nenhuma das duas, mas sim o todo. Encontra-se aqui grande parte do material gravado da banda, em cerca de 75 minutos de música, e pela primeira vez em CD. O livrete está muito bem feito, com muitas fotografias da altura, assim como um extenso e interessantíssimo texto escrito pelo próprio Rob Chapman, vocalista da banda.Resumindo numa palavra: Indispensável! RDS


