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Saturday

Fénix #1029 – 31 / March / 2013 – 100% Lusitano - Playlist

·         Capitão Fantasma - Doce Morte - Viva Cadaver (Raging Planet, 2007)
·         Gazua - Piratas - Música Pirata (Gazua / Raging Planet, 2009)
·         K2O3 - Volta Para Trás - Grita! (Contra Regra, 1999)
·         Les Baton Rouge - Somersault - My Body The Pistol (Elevator, 2003)
·         The Parkinsons - A Night On The Council - Down With The Old World (Rastilho, 2005)
·         We Were Wolves - We Were Wolves - Night Riding Anthems (Sleazy, 2003)
·         Crise Total - Assassinos No Poder - Ao Vivo No Rock Rendez Vous 1984 LP
·         Inkisição - Porcos Fascistas - Split Cd (Slime, 1993)
·         X-Acto - Tourada E Tortura - Split Cd (Slime, 1993)
·         Trinta E Um - Bomba Relógio - Terceiro Assalto (Crossover, 2004)
·         Cinemuerte - Air - Aurora Core (Raging Planet, 2008)
·          [F.E.V.E.R.] - Twilight Roadkill - 4st (Fever - Raging Planet, 2007)
·         Phantom Vision - Strange Attraction - Calling The Fiends (Cop Int, 2004)
·         Culto Da Ira - Testamento - Ao Vivo No Rock Rendez Vous 1984 LP
·         Capela Das Almas - Culto Da Virgem - Estranhos São Os Designios De Deus (Demo-Tape, 1994)
·         Sci-Fi Industries - Rehability (Ah-Cama Sotz Remix) - Drafts And Crafts (Thisco, 2007)
·         Waste Disposal Machine - All The Good Ones Die Young - Interference (Thisco, 2008)
·         The Ultimate Architects - Bófia - E Se Depois... Tributo A Mão Morta (Raging Planet, 2007)
·         Mão Morta - Vertigem - Nus (Cobra, 2004)
·         The Temple - Shoot Me - The Angel, The Demon & The Machine (Skyfall, 1997)
·         Incognita - Life's A Bitch - Life's A Bitch (Demo 1994)
·         V12 - Sinais Dos Tempos - V12 (LP 1990)
·         Casablanca - Listen To A Friend - Once Upon A Wasted Time (Edição De Autor, 2002)
·         Vertigo Steps - Schadenfreude - Surface Light (Esw, 2012)
·         Project Creation - Sons Of The Stars - Dawn On Pyther (Progrock, 2007)
·         Divine Lust - Veil Of Golden Leaves - The Bitterest Flavours (Deadsun, 2008)
·         A Dream Of Poe - If Only Tonight We Could Sleep - Lady Of Shalott (Edição de Autor, 2010)
·         Decayed - Moon Of A Wolferian Shadow - In Lustful Mayhem (Skyfall, 1995)
·         Thormenthor - Pulverising - Mortuary Split Cd (Skeleton, 1993)
·         Filii Nigrantium Infernalium - Calypso - Felatrix Discordia Pantokrator (Procon Media, 2005)
·         Thee Orakle - Rescue Of Mind - Smooth Comforts False (Esw, 2012)
·         Erros Alternados - ... - Corpus Delicti Comp. Tape (Anti-Demos-Cracia, 1992)

Friday

ATTRITION - Remasters 2009

Novas reedições (e um título novo contendo material antigo) do catálogo dos Attrition me chegaram às mãos hoje. Por ordem alfabética dos títulos, aqui seguem as apreciações gerais.

Attrition “A Tricky Business” (1991 / 2009) – Two Gods
Originalmente editado em 1991, este é talvez um dos albums mais populares dos Britânicos Attrition. Em 9 temas faz-se a fusão de gótico, electro-industrial, darkwave, neoclassical e ethereal. O ambiente cinematográfico, negro e denso, mas ao mesmo tempo melódico, sinfónico e dançável, faz o som de “A Tricky Business”. Além dos 9 temas originais (entre os quais o clássico “A Girl Called Harmony”) devidamente remisturados pelo próprio Martin Bowes, adicionam-se os 3 temas extra da edição CD e a remistura 12” de “Something In My Eye” de 1992. O melhor álbum dos Attrition? É sem dúvida o meu preferido. 95%

Attrition “Across The Divide – Live In Holland, 1984” (2009) – Two Gods
Edição nova, mas com gravações antigas. Passo a explicar. Este disco contém temas gravados ao vivo na digressão de 1984 ao lado dos Legendary Pink Dots. Os temas foram gravados directamente na mesa de mistura e foram originalmente editados como uma das metades do álbum-cassete “Terminal Kaleidoscope” de 1985. A estes temas já indisponíveis comercialmente, juntam-se duas faixas inéditas gravadas na rádio Holandesa VPRO, no mesmo ano. Remasterizados e novamente disponíveis, estes 40 minutos remontam aos primórdios dos Attrition e ao seu line-up clássico de Martin Bowes, Júlia Walker e Ashley Niblock. No tema de encerramento “Surge And Run” têm ainda a participação do percussionista dos Dots, Pat Paganini. Embora musicalmente seja algo primitivo e simples, representa sem dúvida uma parte importante da história destes Britânicos. 80%

Attrition “Heretic Angels – Live In The USA, 1999” (1999 / 2009) – Two Gods
São 11 temas gravados ao vivo na digressão de 1999 pelos USA. Este conjunto de temas foi editado em 1999 numa edição limitada de 666 exemplares. Voltam agora a ver a luz do dia com remasterização e novo artwork por parte de Bowes. Só é pena não conter temas extra. Os temas surgem aqui numa versão mais crua e, ao mesmo tempo, dançável. Prefiro a vertente mais épica / neoclássica da banda, mas este conjunto de faixas agrada. Não será peça indispensável na vossa discografia, a não ser que sejam fãs acérrimos da banda. 65%

Attrition “The Hand That Feeds – The Remixes” (2000 / 2009) – Two Gods
Em 71 minutos ouvimos 14 temas (entre os quais um bónus para esta reedição) sofrerem uma transformação electrónica por parte de nomes como Dance Or Die, In The Nursery, Stromkern, Flip Shriner, entre outros. “The Hand That Feeds – The Remixes” (edição original de 2000) foi compilado ao longo de 3 anos e editado de um alinhamento que poderia preencher dois discos. Este é daqueles discos que pode funcionar bem ou mal. Eu diria que fica a meio caminho. Algumas remisturas trazem apontamentos interessantes ao tema original e dão-lhe outra roupagem, enquanto que outras retiram o ambiente próprio dos Attrition. É esquisito ouvir um tema de Attrition em ritmo drum ‘n’ bass ou quasi-techno. Fica demasiado alegre. Mas tirando 3 ou 4 temas que apontam para essas áreas, o resto é interessante e vai desde o avantgarde ao experimental, do industrial ao ethereal. 80%

RDS


Some more Atrition here.

Tuesday

RELAPSE RECORDS

Já estou a começar a ficar farto destes promocionais com os temas divididos em 99 faixas. Isso e as editoras que agora teimaram em fazer promopools online e querem que a imprensa faça o trabalho todo (fazer o download, escrever a crítica, entrevistas, enviar os links e/ou cópias de todo esse trabalho). Sinais dos tempos. Para os jornalistas que são pagos para fazer esse trabalho, óptimo. E as pessoas, como eu, que fazem tudo isto no seu tempo livre, à borla, apenas pelo gosto à música? Isto tudo para quê? Para dizer que tenho em mãos 5 CD-Rs (sim, nem são CDs originais) com as malditas 99 faixas. Adiante, aqui vão umas linhas rápidas sobre isto e sigo para outros. Sim, porque ainda há pessoal que envia “the real thing” e merece um “tempo de antena” mais prolongado.

Antigama “Warning” (2009): Brutal! Simplesmente brutal. Grindcore com apontamentos que vão desde o Death ao Crust, algum Industrial / Noise pelo meio, passando ainda por material mais avantgarde e técnico. Metam no mesmo caldeirão Nasum, Cephalic Carnage, Pig Destroyer, Messhugah, Voivod, Napalm Death e Disrupt. Rápido, pesado, técnico, intenso, sufocante. É assim o som Antigama. 90% http://www.antigama.net/ / www.myspace.com/antigama

Buried Inside “Spoils Of Nature” (2009): Já tinha gostado muito do anterior “Chronology”. Este segue uma linha similar, mas está mais cru, denso e pesado. Para quem ainda não conhece, os Buried Inside anda pelos territórios do Post-qualquer. São 8 temas que assimilam influências de nomes como Neurosis, Isis, Pelican, Cult Of Luna ou Mogwai. E passo ao seguinte porque estar a olhar para faixas de 7 segundos faz-me doer a cabeça. 75% http://www.buriedinside.com/ / www.myspace.com/buriedinside

Obscura “Cosmogenesis” (2009): Ex-membros de Pestilence e Necrophagist reunem-se para gravar 10 temas de Death Metal técnico com muitos toques progressivos e avantgarde. Muito peso, brutalidade, alguma melodia a acompanhar. Gostei do que ouvi. Para fãs de Cynic, Atheist, Pestilence, Watchtower, Death e Cannibal Corpse. 85% www.myspace.com/realmofobscura

Tombs “Winter Hours” (2009): Trio Norte-Americano. Em 10 temas faz-se a fusão Post com Punk com Noise com Stoner com Black. Pesado, intenso, denso, e muito assente nos ambientes claustrofóbicos. Para fãs Killing Joke, Godflesh, Black Flag, High On Fire, Deathspell Omega, Today Is The Day, Isis, Boris e outros que tais. 75% www.myspace.com/tombsbklyn

Zombi “Spirit Animal” (2009): Sendo eu fã de bandas sonoras, o anterior trabalho destes Zombi havia-me agradado imenso. Bom gosto, têm estes tipos, pensei eu ao descortinar algumas das suas influências. Novo trabalho, mesmo estilo, um passo em frente. Aqui adicionam-se ainda algumas guitarras para dar outra dimensão ao som Zombi. Cinematográfico, progressivo, ambiental, psicadélico, espacial. Ainda não conhecem? “Shame on you”! Se gostam de Goblin, Tangerine Dream, Trans Am, Tool ou as bandas sonoras kitsch dos 70s e 80s (leia-se John Carpenter, exploitation, giallo, 70s horror, sci-fi, 80s low budget action, etc), este á uma opção apelativa. 90% http://www.zombi.us/

RDS

Thursday

Waste Disposal Machine – Interference (2008) – Thisco

Já se encontra disponível o álbum de estreia dos Waste Disposal Machine, “Interference”. Este é composto por 13 faixas (uma introdução, 8 temas originais e 4 remisturas) e perfaz os 54m20s de duração. Depois de vários lançamentos em formato demo e participações esporádicas em compilações, os WDM assinam pela Thisco para a edição do primeiro longa duração. A fusão de Rock Industrial, Electro, Gótico, Metal e EBM faz a sonoridade WDM. As influências (ou aproximações ao universo de) são tão díspares como Nine Inch Nails, Front 242, Front Line Assembly, Das Ich, Young Gods, Skinny Puppy, Assemblage 23, Die Krupps, Ministry, Rammstein ou Deathstars. Os temas são tão diferentes entre si que o disco poderia resultar numa amálgama de sonoridades tão heterogéneas que comprometeriam o todo. Felizmente, não é isso que acontece, todas as ideias e influências foram tão bem digeridas e “Interference” soa coeso, forte, maduro, mantendo o ouvinte atento e interessado do início ao fim. Mais uma prova de que em Portugal também se fazem coisas interessantes e de alta qualidade, fazendo frente, e até suplantando, o lixo que vem lá de fora e que pulula nos tops nacionais. Agora, só falta mesmo o apoio por parte do público, porque a banda já fez a sua parte. Comprem o disco e vão aos concertos, apoiem os WDM para que não lhes aconteça o mesmo que muitas outras bandas Portuguesas exemplares que caíram no esquecimento e, eventualmente, desapareceram. Para colocar na prateleira dos discos nacionais ao lado de [F.ev.e.r.], Bizarra Locomotiva, Haus En Factor ou Sci-Fi Industries. 95% http://www.wdm-web.com/ / http://wastedisposalmachine.blogspot.com/ / www.myspace.com/wastedisposalmachine / http://www.thisco.net/
RDS
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Waste Disposal Machine - I Sing The Body Electric (Excerto do Live VJing)

Monday

The Gourishankar – Close Grip (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia de 2003 dos Russos Gourishankar. Depois do bem sucedido “2nd Hands”, em 2007, a Unicorn avança com e reedição a estreia auto-financiada que se encontra indisponível actualmente. Aos 7 temas originais adiciona-se um tema extra. A música dos Gourishankar é amplamente influenciada pelo Progressive / Symphonic Rock dos 70s mas incorpora outras ideias que podem ir da electrónica à Pop. Há aqui boas ideias bem encaixadas; as performances dos músicos são irrepreensíveis; e a banda consegue balançar bem todas as vertentes da sua música, não sendo demasiado calma e ambiental que desagrade aos fãs de Rock, nem demasiado “pesada” que afaste os fãs do Progressivo tradicional (até podia ter guitarras mais fortes, isso sim). Não temos nada de fenomenal em “Close Grip” mas é agradável de se ouvir. 70% http://www.gourishankar.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Gourishankar - Endless Drama ("2nd Hand", 2007) - Fanvideo

Saturday

Robin Taylor – Isle Of Black (2008) – Transubstans Records

Nunca tinha ouvido falar deste senhor mas, pelo que parece, este é já o seu 11º disco a solo. Além de discos a nome próprio, este é também responsável pelos projectos Taylor’s Universe e Taylor’s Free Universe. Pouco mais de 42 minutos distribuídos por 6 faixas instrumentais é o que nos apresenta em “Isle Of Black”. Sinceramente, não encontrei motivo algum de interesse neste disco. Fusão de Krautrock, electrónica, Jazz e Progressivo, o material aqui contido além de ser muito simples é extremamente derivativo e lugar-comum, resultando apenas em desinteressantes deambulações e experiências sonoras por parte de Robin Taylor. É daquele tipo de trabalhos experimentais que dá gozo a um músico e o ajudam a evoluir como tal, mas que para o público em geral tem valor (quase) nulo. Os apreciadores do género poderão vir a encontrar algo de fabuloso que me tenha escapado mas, para já, isto não me diz nada. 35% www.progressor.net/robin-taylor / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Monday

M-PeX – Phado (2007) – Thisco / Fonoteca Municipal

M-PeX é Marco Miranda. Marco Miranda é M-PeX. “Phado” é a sua estreia de longa duração. Nove temas preenchem esta rodela cinzenta. Mas apenas cinzento é o suporte físico pois o conteúdo é colorido. Ou talvez nem tanto. Reencarna-se em “Phado” uma alma Lusa negra, depressiva, sonhadora, outonal, ora quente ora fria, plena de Saudade. “Phado” faz uma fusão do tradicional, do Fado, do som característico da guitarra Portuguesa e das tradições Lusas com o moderno, urbano, frio, distante, através da electrónica, seja ela de carácter ambiental, experimental ou ainda dos domínios do drum’n’bass. Alguns temas, como “The Cloud’s Whispering Song” ou “Phadistikal” soam muito Pop, algo brejeiros até, mas temas como “Phado Menor”, “Hydheia”, “Melodias De Saudade” ou “Balada Do Tejo” valem a pena a viagem a que Marco nos convida neste “Phado” que é bem seu, mas que tem muito do nosso (e dele). Para colocar ao lado de discos de Dwelling, In Tempus, Gnomon, Mandrágora ou Samuel Jerónimo. Altamente recomendável. 90% www.myspace.com/mpex / http://www.thisco.net/ / http://fonoteca.cm-lisboa.pt/
RDS

Thursday

Soniq Theater - Interview + Review

1 – Can you resume the history of Soniq Theater in a few words?
After my demise from my previous band Rachel’s Birthday in 1997 I decided to continue making music on my own. So far I released 8 albums in 8 years, from 2000 to 2008, and as I do it all alone the music is never played live but through the years reviewed in numerous magazines and played in about 80 radios.

2 – Are you satisfied with this new album “Life Seeker”, the songs, the recording process, production, final product?
As on every Soniq Theater album, the songs are written in different years, the oldest is from 1989 and the newest from 2008. The most of the old songs are produced in the recent time, but there are also some original recordings from 1998. The recording process and the production is like on the previous albums as I didn’t change my system. More to that topic see below at the 4th question. I think it’s once again a good blend of songs, and may the listeners decide if this one is a strong or a weaker Soniq Theater album.

3 – Your music is a blend of several styles, from Progressive to Symphonic, from Electronic to Classical, and even some Hard Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soniq Theater? And books? And movies?
Far too many bands and artists to mention them all here, but the most known and important: Kansas, Yes, Genesis, ELP, Dream Theater, Rick Wakeman, Tangerine Dream, Vangelis, classical music of Bach, Händel, Mozart, Mendelssohn and Bruckner. I’m open-minded to other music genres, like fusion, world music, folk, film-music, soundscape music…Books: of course the Lord of the Rings and other fantasy stories…science fictions, esoteric and spiritual books (not very known). I like documentary films of all regions of the earth (and universe), you may have noticed that I have also cosmic and geographical themes in my songs.

4 – All the music released so far under the moniker Soniq Theater was composed, performed, produced, mixed, mastered and self-released by yourself. Can you explain this one-man-band and do-it-yourself process?
First of all, the music is not programmed on computer but really played on the keys and then edited. I have a MIDI-setup of a masterkeyboard, including a sequencer, and some keyboards and soundmodules connected via MIDI. If I have finished a song, I store it on discette and record it on DAT-tapes. And from that DAT-tapes, I record the songs for an album on a master-CD-R, and from that CD-R I burn all the copies.

5 – Can you explain some of the subjects explored in the lyrics in “Life Seeker”?
There are only three songs with a few lyrics, the title track “Life Seeker” is about a man who survived a bad illness, and is looking for new experiences, the second one “Hot House” is a tribute to the beauties of the man-magazine Penthouse, the third “Odd times and strange days”, if I wrote this, I really was in a strange mood, and I thought that this one is gonna be really very progressive.

6 – The cover artworks in your CDs are always very simple and the CDs are released in CD-R format. Are you trying to keep it as simple as possible without spending too much money and avoid working with a label?
Well, I have my experiences with labels, not the best ones I admit. Apparently, no label that I contacted was willing to release the Soniq Theater music, I understand their reasons, one-man band, too artificial sound, no natural instruments, too diverse styles of music, and so on…
So I decided to do it all alone. I admit, that I’m no designer and the artwork is really simple, but through the years I found out, that most people simply want to hear music, and don’t care too much about the artwork.
And yes, the releases are only on CD-R, because in the opposite of the labels, who want to sell a perfect product, my intention is, to spread my music as far as possible, and the best way is through radios. So reality proved, that it was good enough to be played on about 80 radios. All radio-DJs that I send my music accept the CD-R format and play the music. So what…

7 – How do you see the Progressive and Symphonic Rock scenes nowadays? Which bands, labels, festivals, magazines do you look up to and recommend?
Well, I’m only connected to the scene by the web. I don’t go to festivals or watch bands live. In the web there are really some great websites and webzines for progressive rock (of course yours)
I watch and listen sometimes webradios playing prog all day, for example Delicious Agony and Aural Moon. So I get a good impression about what’s going on in the scene. And I can say much is going on through the web, my whole Soniq Theater project would have been lost without the internet.

8 – You can leave now a final message or say something important we forgot.
Music was my first love and it will be my last,
the music of the future, the music of the past
(John Miles)

Questions: RDS
Answers: Alfred Mueller

Soniq Theater: www.soniqtheater.de

Soniq Theater – Life Seeker (CD-R 2008) – Self Released
Novo trabalho a solo do Alemão Alfred Mueller. São 10 novos temas, em cerca de 50 minutos e meio, de fusão Progressivo, Sinfónico e Electrónico com alguns toques clássicos, world music e Rock. Nomes a apontar como influências poderão ser Vangelis, John Carpenter, Tangerine Dream, King Crimson, Yes, Kraftwerk, Rick Wakeman, Mike Oldfield, Mark Snow e bandas sonoras de sintetizador dos 80s (lembram-se daqueles filmes de terror e sci-fi dos 80s?). A primeira parte do disco é muito boa, mas depois a meio começa a perder alguma qualidade, passando a soar a banda sonora de sintetizador do mais kitsch possível. Estão aqui alguns dos melhores temas alguma vez gravados por este músico Alemão, mas também estão aqui alguns dos piores! Tirando alguns sons mais kitsch que lhe dão um ar mais “pindérico”, a maioria deste material é de alta qualidade. Se não vos incomodar a vertente electrónica do Progressivo, ou até, se for mesmo essa a vossa predilecção, então esta é uma excelente aposta. 70% http://www.soniqtheater.de/
RDS

Tuesday

Ascension Of The Watchers - Interview + Live 06

Ascension Of The Watchers – Numinosum (2008) – 13th Planet Records

Por esta altura, já todos devem saber que este é o projecto de Burton C. Bell dos Fear Factory, projecto esse que vai sendo trabalhado desde há 5 anos até à data. Além do referido músico, o projecto envolve também John Bechdel (Ministry, Fear Factory, Prong, Killing Joke) e Edu Mussi (Echoes And Shadows). Contam-se também participações de Al Jourgensen (Ministry, Revolting Cocks), o falecido Paul Raven (Ministry, Prong, Killing Joke) e Ben Bell. “Numinosum” é o disco de estreia, depois de um EP disponível apenas via online, e foi produzido pela banda em conjunto com Al Jourgensen. Ao longo dos 11 temas que compõem este disco, Burton C. Bell explora uma sonoridade que vai desde o Ambient ao Dark Folk, passando pela electrónica inspirada nos 80s e inclusive algumas passagens mais Goth / Dark. Alguns temas são mais inspirados que outros mas, mesmo não sendo uma obra-prima, não é um disco assim tão mau quanto isso. Para apreciar algum do material aqui contido (e repito, apenas algum!) basta ter uma mente aberta e não pensar muito no passado musical deste senhor.
Inicia bem com “Ascendant” num registo Dark / Industrial. “Evading” e “Residual Presence” continuam bem, com tendências 80s Dark / Gothic Rock e a característica voz de Bell. “Canon For My Beloved” inicia com o crispar de um vinil, gostei, mas depois segue uma orientação que não me agrada muito, fusão de canção linha songwriter / ambiental. O final já é mais intenso e agrada-me um pouco. “Moonshine” tem uma certa influência Folk / Pop. Não é mau, mas também não convence. “Mars Becoming” é um dos melhores temas, a par dos dois primeiros, e tem uma orientação muito Dark Folk / Industrial / 80s Dark Goth. Gostei muito. “On The River” é muito Pop. Não gostei do resultado final. “Violet Morning” é o pior tema deste trabalho. Um tema acústico, linha songwriter, muito “Popzito”, desenxabido, muito lindinho, “kitsch” ou, em português correcto, foleiro e azeiteiro ao máximo. “Like Falling Snow” puxa para o lado electro do trabalho. Linha trip hop mas com batidas mais fortes. Não gostei do resultado final. “Sounds Of Silence” é uma versão do original de Simon & Garfunkel. A escolha do tema já não é a mais certa. A orientação Ambient da versão também não ajuda muito. Fecha-se com “Quintessence”, um tema experimental / ambiental que ultrapassa os 9 minutos de duração e que se prolonga quase até aos 16 minutos com som de crispar de vinil para, finalmente, acabar com um refrão Gospel. Algo inútil e não tão bem conseguido este tema final.
Um disco mais heterogéneo do que poderia parecer à primeira. Essa é uma característica que poderia ser uma mais valia para este tipo de sonoridades mais “calmas” mas que, aqui, apenas serve para descer mais uns pontos pela falta de qualidade de alguns temas. Além disso, a excessiva duração do disco ainda lhe retira mais uns pontos.
Se estavam à espera de algo mais “pesado”, desenganem-se, esta é a outra faceta do conhecido músico. Ou alias, talvez a sua verdadeira identidade. Aliás, ele sempre afirmou que não é um “metalhead” de raiz. A audição do trabalho e consequente satisfação (ou falta dela), fica à vossa inteira responsabilidade. 60% http://www.thewatchers.org/ / http://www.myspace.com/aotw / http://www.thirteenthplanet.com/

RDS

Distribuido em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Friday

COP International: Dawn Of Ashes / Destroid / Heimataerde / Reaper

Dawn Of Ashes – The Crypt Injection (2007) – Cop Int.
Segundo disco de originais destes Norteamericanos. 11 novos temas e 3 remisturas (Grendel, Aesthetic Perfection, Nurzery Rhymes) de EBM / Horror-Electro. Ritmos fortes, agressivos, voz ríspida e distorcida, samples também eles agressivos. Algo lugar comum mas cativante na mesma. Não fazem nada de novo ou original mas fazem-no bem. 70% http://www.dawnofashes.com/ / http://www.myspace.com/dawnofashes

Destroid – Loudspeaker (2007) – Cop Int.

Segundo disco deste projecto de Daniel Myer (Haujobb, Architect). EBM mais dançável e easy listening que o anterior disco em revisão. Tem alguns toques electrogoth e 80s electropop que lhe dão uma roupagem mais acessível. Por vezes torna-se acessível demais para o seu próprio bem. Há aqui algumas coisas interessantes, mas há outras (muitas) que servem apenas para “encher” o disco. Algo repetitivo também. Para saudosos dos 80s. 65% http://www.destroid.de/ / http://www.myspace.com/destroidmusic

Heimataerde – Leben Geben Leben Nehmen (2007) – Cop Int.
Novo trabalho para estes Germânicos Heimataerde. Fusão Dark Electro com ritmos EBM fortes mas dançáveis e sonoridades medievais. “Leben Geben Leben Nehmen” (“Live Give Live Take”) inclui 12 temas mais acessíveis que os apresentados em lançamentos anteriores, mas nem por isso deixam de ser interessantes. Inclui participações de Solitary Experiments e Henrik Iversen (ex-NamNamBulu). 75% http://www.heimataerde.de/ / http://www.myspace.com/heimataerde

Reaper – The Devil Is Female (2007) – Cop Int.
Vassi Vallis (NamNamBulu, Frozen Plasma, Combichrist) regressa com o seu projecto Reaper. São 11 faixas a distribuir entre material novo, um tema ao vivo e remisturas (Grendel, Shnarph!, Revolution By Night e outros). Electro / EBM forte e dançável. Gosto do material aqui incluído, no entanto, enerva-me um bocado ouvir o mesmo tema muitas vezes seguidas, apesar de serem remisturas. Vale pelo material novo aqui apresentado. 70% http://www.reaper-music.de/ / http://www.myspace.com/reapermusic

Cop International:
www.copint.com / www.myspace.com/copint

RDS

Wednesday

Anti-Demos-Cracia - 18 anos depois!

18 anos depois, a Anti-Demos-Cracia (1990-1994) está de volta às edições.

Fevereiro (já disponível): Título Póstumo ao vivo no Porto em 1988.
Março: dois concertos dos Título Póstumo em Coimbra, registados também no ano de 1988.
Abril: está agendada uma compilação com projectos Portugueses.

E mais há-de vir...

Informações e downloads gratuitos de novidades e material raro: http://antidemoscracia.blogspot.com/ http://www.myspace.com/antidemoscracia

Tuesday

DANCING FERRET DISCS

Information Society – Synthesizer (2007) – Hakatak / Dancing Ferret Discs
Information Society é um proejcto Norteamericano que se move nas linhas do Electropop dos 80s com toques de EBM e Electrogoth. Este trabalho reúne 13 temas na linha já referida e as influências variam desde o Electropop de Depeche Mode ou De/Vision, passando pela vertente dançante de Assemblage 23, Apoptygma Berzerk, VNV Nation, Covenant, Icon Of Coil ou NamNamBulu. Não é mau de todo mas soa muito lugar comum e até algo kitsch (leia-se: electrónica dos 80s já fora de moda). Mas isso até lhe dá um certo ar de graça. De qualquer modo, fãs dos nomes já referidos podem encontrar pontos de interesse neste “sintetizador” encontrado algures no sótão lá de casa, já cheio de aranhas e com um forte cheiro a mofo. Falta ainda referir que este é um licenciamento da Hakatak International à Dancing Ferret Discs para o mercado Norteamericano e Europeu. 70% http://www.hakatak.com/ / http://www.informationsociety.us/ / www.myspace.com/informationsociety / http://www.dancing-ferret.com/

Carfax Abbey – It Screams Disease (2007) – Dancing Ferret Discs
Mais um projecto Norteamericano. A capa é logo a primeira cosia que chama a atenção. OK, o que é que vai sair daqui? Pensei logo eu. Pensei logo em aproximações ao Metal Gótico, mas não, estava enganado, ou pelo menos em parte. Os Carfax Abbey (belo nome!) tocam uma fusão de Rock Industrial com Gótico e algum Metal (pelo menos em algum do peso que marca a sonoridade banda). Uma toada roqueira marca todo o disco que, além da toada Electro / Industrial, tem um ambiente marcadamente negro e denso. Quase todas as bandas que tentam fazer este tipo de sonoridade, e que eu tenho ouvido nos últimos tempos, falham redondamente nos seus intentos. Não é este o caso, conseguindo os Carfax Abbey criar um disco forte, coeso, negro e agressivo. Não é uma obra-prima do estilo, é até bem cliché, mas safa-se muito, muito bem. Ao todo são 13 temas em cerca de 55 minutos que irão agradar a fãs de nomes como Ministry, Nine Inch Nails (antigo), Front Line Assembly, Killing Joke, Revolting Cocks, KMFDM, Marilyn Manson (antigo), Die Krupps ou Das Ich. 75% http://www.carfaxabbey.com/ / www.myspace.com/carfaxabbey / http://www.dancing-ferret.com/

Irfan – Seraphim (2007) – Prikosnovénie / Noir / Dancing Ferret Discs
Irfan é um projecto da Bulgaria que assenta a sua sonoridade numa fusão de Ethereal e música étnica e ancestral. A música dos Irfan é carregada de emoção, intensa, bela e com muita alma. Aos diversos instrumentos tradicionais alia-se uma voz angelical que nos transporta para outros tempos e locais exóticos. Um disco que me agradou imenso e que eu recomendo vivamente a amantes deste tipo de sonoridades e não só. A edição original é da Prikosnovénie, tendo eu em mãos um licenciamento para o território Norteamericano da responsabilidade da Noir Records, uma subsidiária da Dancing Ferret Discs. Para fãs de Loreena McKennitt, Dead Can Dance, Louisa John-Krol, The 3rd And The Mortal, Ataraxia, In The Nursery, Black Tape For A Blue Girl, Gor ou Dwelling, entre outros. 90% http://www.irfanmusic.com/ / www.myspace.com/irfantheband / http://www.prikosnovenie.com/ / http://www.noir-records.com/ / http://www.dancing-ferret.com/

Sunshine Blind – Rewind 2CD (2007) – Dancing Ferret Discs
Sunshine Blind foi uma banda de Rock Gótico dos USA que existiu entre 1991 e 1997, fazendo ainda algumas digressões com diferentes membros entre 97 e 98, gravando um terceiro disco em 2003, acabando a sua carreira definitivamente em 2004. Ora, este “Rewind” não é mais do que a recuperação dos dois primeiros discos, “Love The Sky To Death” de 1995 e “Liquid” de 1997. Além dos álbuns originais incluem-se aqui algumas faixas bónus tais como sobras de estúdio, temas ao vivo e temas de compilações, assim como um vídeo. O belíssimo livrete contém uma extensa biografia da banda e fotografias, mas peca pela falta de informação sobre as faixas extra. Quem já leu algumas das minhas críticas sabe que eu tenho alguma apetência para este tipo de reedições e recuperações de material esgotado e raridades. É este o caso, não só pelo carácter histórico da edição mas também pela música em si, 90s Gothic Rock da mais alta qualidade.
Já agora pode-se referir que esta foi mais uma das inúmeras bandas que foi “vítima” das já conhecidas manias de Andrew Eldritch dos Sisters Of Mercy, algo que porventura, iria ditar o fim precoce do projecto.
São 30 faixas em 2 horas e 20 minutos de pura negridão, saudade e melancolia que eu recomendo a góticos e coleccionadores em geral. 95% http://www.sunshineblind.com/ / http://www.dancing-ferret.com/

Críticas por RDS

V/A – Tributo A Mão Morta – E Se Depois… (2007) – Raging Planet Records

1 – Dead Combo – Aum: Versão instrumental. Um tema sinistro como é “Aum” transformado numa fusão canção de embalar / Easy-Listening / Fado. Boa abertura de disco.
2 – WrayGunn – E Se Depois: Esquisito ouvir este tema Rock numa versão Electro Tango / Blues Rock. A visão dos WrayGunn deste tema. No mínimo interessante. Voz feminina.
3 – CineMuerte – Chabala: Versão Electropop / Gótico / Rock pelas mãos deste duo. Uma transformação do original ao Universo bem característico de CineMuerte. A voz feminina adiciona uma outra dimensão ao refrão. Gostei muito.
4 – Dr. Frankenstein – Anjos Marotos / Marraquexe (Pç. Das Moscas Mortas): Mais uma versão particular. Fusão de dois temas. Surf Rock instrumental com passagens spoken-word em tom lo-fi. Gostei. Simples mas funcional.
5 – The Temple: Budapeste (Sempre A Rock & Rollar): Uma das melhores versões. Este clássico, um dos mais conhecidos pelo público em geral, é aqui transformado num típico tema The Temple. Se não conhecesse o original diria que é mesmo um tema dos Temple. Fantástico!
6 – Bunnyranch – As Tetas Da Alienação: Blues Rock / Retro Rock. Os BunnyRanch apoderam-se do tema dos Mão Morta e fazem-no seu. Gostei.
7 – Balla – Oub’Lá: Um tema Rock tão forte como este, com uma letra agressiva, soa esquisito numa versão Electropop / Easy-Listening / Cabaret. A letra já não soa tão agressiva, anárquica, politicamente incorrecta mas sim… sarcástica, dissimulada, perigosa. Gostei da dicotomia letra / (novo) instrumental.
8 – Volstad – É Um Jogo: Outra das minhas versões favoritas. Versão Gótica / Dark Rock. A letra soa mais negra, intensa e depressiva. Muito bom!
9 – Houdini Blues – Charles Manson: Já conhecia esta. Por mais que ouça esta versão, soa-me sempre extremamente esquisita. Os Mão Morta numa linha Funk Rock / Disco-Sound / Electropop. O refrão está fantástico, o resto da letra é que soa desenquadrada e perde algum do seu sentido. Outra visão particular.
10 – [F.e.v.e.r.] – Vamos Fugir: Uma das melhores versões! Fantástico! Industrial Rock / Electro Metal / Gótico. Mais uma transformação do original ao universo característico da banda.
11 – D’Evil Leech Project – Cão Da Morte: Eu não consigo pensar noutro tema que se enquadrasse melhor naquilo que os D’Evil Leech fazem. Parece que este tema foi composto de propósito, tanto a nível instrumental como lírico, para o Electro / Industrial / Death Metal destes senhores. Gostei.
12 – The Ultimate Architects – Bófia: Versão Electro / Experimental / Industrial / Dark para “Bófia”. Gostei do resultado final. Letra muito bem enquadrada no instrumental de cariz electrónico. Uma outra maneira de ouvir os Mão Morta.
13 – Acromaníacos – Reví A Malvada Prima: Hardcore. Não sou grande fã do humor brejeiro dos Acromaníacos (o meu é mais linha Britânica, sarcástico, menos directo) mas esta versão está muito boa. Com o avançar do disco ouvem-se 1001 maneiras de refazer o universo Mão Morta, já por si bem ecléctico.
14 – Demon Dagger – Anarquista Duval: Thrash Metal. Outra que já conhecia. Já tinha ouvido ao vivo. Na altura soou apenas um pouco mais pesada que o original, nada mais. Esta versão de estúdio já me soa muito melhor. Gosto muito.
15 – Mécanosphère – Istambul (Um Grito): Adolfo (metade integrante deste projecto) a participar no tributo à sua própria banda. Uma oportunidade para ele de dar outra roupagem a este particular tema de “Mutantes S.21”. Ficou ainda mais esquisito. Parece Einstürzende Neubauten dos primórdios! Uma fabulosa versão esta.
16 – TwentyInchBurial – Em Directo (Para A Teelvisão): Versão Hardcore / Metalcore para um tema de tendência Pop. Mais uma das 1001 maneiras atrás referidas. Há outras mais interessantes, mas esta também está boa.

Desabafos Pessoais: Então ninguém se lembrou de fazer versões de “Lisboa”, “Barcelona”, “Quero Morder-Te As Mãos” ou “Maria Oh Maria”? É certamente difícil escolher entre toda a discografia dos Bracarenses! Os Moonspell não estavam para integrar este tributo? Seria interessante. Um calendário preenchido, com certeza. Este é um tributo a uma banda alternativa pelos instrumentos e vozes de bandas alternativas, mas seria interessante ouvir uma versão de Mão Morta pelos Xutos & Pontapés. Talvez num outro tributo mais “mainstream” que nunca se virá a concretizar (suspiro). Tantas bandas ficaram de fora que poderiam fazer versões interessantíssimas. Questões de logística, temos de compreender. Talvez um segundo volume num futuro próximo.

Considerações Finais: É interessante verificar que nenhuma das versões é igual ao original. Todas elas são introduções dos temas originais aos universos das bandas. A sensação geral é de que se está a ouvir uma compilação normal, com temas originais, e não um tributo. É assim que se presta tributo, pela assimilação de influências, ideias e consequente reinterpretação, não pela cópia descarada. Ponto positivo para todas as bandas por esta abordagem.
Além dos 16 temas áudio, inclui-se aqui uma faixa multimédia com dois vídeos para temas deste tributo, The Temple e Houdini Blues.
Falta ainda referir que as ilustrações foram cedidas pela artista plástica Ana Lima-Netto. Não tenho o livrete completo, mas a capa adequa-se na perfeição ao universo Mão Morta.

Balanço Final: Positivo.
Percentagem: 90%

Crítica por RDS

Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

Thursday

[F.E.V.E.R.] - 4st (2007) - Raging Planet Records + Discografia

Finalmente temos direito ao disco de longa duração dos [F.e.v.e.r.], depois de dois EPs, um single, um disco de remisturas, várias participações em colectâneas / tributos e dois anos de trabalho árduo de composição, ensaio, experimentação e gravação. A banda sofreu diversas mutações ao longo da sua curta vida, não tendo medo algum de mudar e experimentar coisas novas, recusando terminantemente a reger-se pelas regras da indústria, fazendo tudo à sua maneira, à sua própria velocidade, e este novo trabalho é a prova disso mesmo. Fusão de elementos de Rock, Metal, gótico, Pop e electrónica, a música da banda Portuguesa não fica nada a dever ao que se faz lá fora, muito pelo contrário, é de uma qualidade superior ao que ouvimos (ou não) diariamente na rádio como sendo o novo “big hit”. A música deste quinteto tem tudo para agradar ao pessoal do Metal, do Rock e até do Pop, sempre com uma tendência moderna, vanguardista, contemporânea. Para não variar, foi tudo feito pela própria banda nos Urban Insect Studios (dos próprios), tendo ficado a produção e gravação a cargo de Fernando Matias (voz) e João Queirós (sintetizadores e guitarras), a produção executiva a cargo de Luís Lamelas (guitarra) e toda a arte gráfica (como nos registos anteriores) responsabilidade de Filipe von Geier (baixista). Fale-se em atitude DIY! A banda completa-se ainda com Pedro Cardoso na bateria. A única tarefa que foi atribuída a alguém de fora da banda foi a masterização que ficou a cargo de Tom Baker (Nine Inch Nails, Ministry, Rob Zombie, Marilyn Manson, etc). Podem-se descortinar alguns nomes que influenciaram a banda nesta sua actual vertente musical mas, a banda consegue absorver essas mesmas influências e dar-lhe a sua visão bem pessoal, conseguindo assim um som que, pode não ter muito de original, mas que tem muita personalidade e atitude. Um dos melhores álbuns a nível nacional dos últimos anos. RDS
95%

DISCOGRAFIA:

“…Of Human Bondage” EP (2001) - Raging Planet: O primeiro lançamento. Um EP. Intro, Interlude, Outro e 4 temas. Rock / Metal com toques industriais (faceta rock da coisa, claro), samplers electrónicos e tonalidades góticas. Já indicava grandes potencialidades, incluía grandes temas, faltava apenas o aperfeiçoamento da música em si e do conceito geral do projecto. Foi reeditado um par de anos depois com dois vídeos (já a introduzir o aproveitamento de potencialidades do CD) e duas versões, “London Dungeon” (Misfits) e “Hellraiser” (Motörhead / Ozzy Osbourne). 70%

“Iconflict” EP (2003) - Raging Planet: Mais um EP. Mais uma vez, Intro, Interlude, Outro e 4 temas. A mesma faceta musical do registo anterior mas aperfeiçoada e com um pouco mais de experimentalismo. Mudança de vocalista. Adição de baterista. O aspecto gráfico foi substancialmente melhorado. Mais uma vez, as tarefas ficam quase todas nas mãos da banda. Faixa multimédia com videoclip. 80%
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“Electronics” Remix CD (2005) - Thisco: Única edição fora da Raging Planet. Disco de remisturas. Os temas dos EPs com novas roupagens. A demonstrar a mentalidade aberta dos membros da banda. Nomes envolvidos no projecto (apenas nacionais!): Bizarra Locomotiva, Shhh..., The Ultimate Architects, Moonspell, Mofo, Sci-Fi Industries, Aenima, Mécanosphère. Apesar de não ser um novo trabalho de estúdio de [F.e.v.e.r.], contém ideias novas que adicionam outra dimensão ao material da banda. Ecléctico como se espera de uma edição do género. Passa-se da electrónica ao experimental, seguindo pelo Rock e Metal. 80%

“Bipolar [-]” Single (2006) - Raging Planet: Tema de avanço para o novo trabalho. A versão aqui incluída não inclui bateria (daí ser baptizada de [-] ). Versão em trio de cordas do tema-título por Corvos. Remisturas por Martin Rev (Suicide) e pelos próprios [F.e.v.e.r.] (com a participação dos Corvos), uma versão midi e uma faixa com samples para que possamos fazer a nossa própria remistura em casa. Faixa multimédia com vídeo. Mais uma vez, a banda a apresentar o seu trabalho de uma maneira diferente, com a vontade de inovar sendo bem notória. 75%

Colectâneas / Tributos (não tenho, nem conheço, tudo o que a banda editou extra discos a nome próprio, mas aqui fica o que possuo e conheço):
- “20 Anos De Tarantula - Tributo” 2CD (2001) - Recital Records: Apenas uma pequena introdução de 1.18 sob a designação The Fever Experience. Simples. Nada de mais. 60%
- “Our Voices - A Tribute To The Cure” 2CD (200?) - Équinoxe Records: Versão Electro / Goth / Rock do tema “Disintegration”. A melodia do original está lá mas o ambiente geral está mais roqueiro. Gostei. 75%
- “Portuguese Nightmare - A Tribute To The Misfits” (2005) - Raging Planet: A versão de “London Dungeon” que já estava na reedição do EP de estreia. Gosto da versão, mas ainda faz parte da fase mais “primária” da banda, o som ainda precisava de um pouco mais de trabalho. 65%
- “E Se Depois - Tributo A Mão Morta” (2007) - Raging Planet: Ainda não ouvi, mas estou curioso! Como fã de Mão Morta, aguardo com expectativa este tributo. Mais um tempito e já lêem aqui uma crítica ao mesmo!

RDS

Raging Planet: www.ragingplanet.web.pt / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

V/A - Falésia (2007)

A netlabel Portuguesa Enough, em associação com a revista Elegy Ibérica apresentam "Falésia", uma compilação tripla de dark ambient inteiramente constituida por contribuições de projectos musicais de origem Portuguesa. Serve esta compilação, disponivel para download gratuito no site da Enough, como demonstração da diversidade, quantidade e qualidade do dark ambient e géneros circundantes que se produzem e ouvem em Portugal do ano 2007.
O link da Enough, onde podem baixar muito mais música electrónica, completamente gratuita: http://enoughrecords.scene.org/

Samuel Jerónimo – Rima (2006) – Thisco

Já li várias críticas a este disco (e ao anterior de Samuel Jerónimo) e todas elas são verdadeiros ensaios filosóficos. Os críticos de música dão o gosto ao dedo e escrevem e descrevem o que o comum dos mortais não quer, nem consegue perceber. A sensação que dá ao ler esse tipo de críticas é que, a música em revisão, não está ao alcance de qualquer um. Como se os discos e a música neles contidos fossem representados por essas mesmas palavras. A música (como outro tipo de arte) é uma linguagem universal e não é necessário nenhum tipo de explicação racional e/ou filosófica para a entender e sentir. Todas as pessoas têm a sua reacção única à arte, seja ela música, pintura, escultura, literatura, etc. Posto isto, passo a fazer a minha crítica, simples e directa, apenas para dar a conhecer ao leitor o que é que está contido em “Rima”, em termos musicais e de temática geral. Assim, o leitor fica logo a saber se está no seu território no que diz respeito aos gostos musicais, ou não! E se não é seu género musical, pode ser que fique curioso com o conceito inerente à obra.“Rima” é a segunda parte de uma trilogia (Trilogia da Mudança) iniciada em “Redra Ända Endre De Fase” (Thisco 2004) e que terá fecho com o próximo “Ronda” (título provisório). Em “Rima” temos 4 faixas, todas intituladas “Verso” (e numeradas de 1 a 4), em cerca de 44 minutos de duração. As faixas ímpares são exercícios de minimalismo electro-acústico / ambiental / industrial que contrastam com as faixas pares, as quais são peças clássicas executadas ao órgão. Existe portanto, em primeira análise, uma rima alternada, isto pensando no sentido de um poema escrito, no qual os versos ímpares fazem uma rima, assim como os versos pares também o fazem entre si. Numa segunda análise existe uma certa dicotomia entre o passado, a herança cultural / musical, as tradições (representadas pelas faixas pares) e o progresso, a sociedade moderna, a evolução (representadas pelas faixas ímpares). No livrete que acompanha o CD, Samuel Jerónimo explica o sentido desta dicotomia musical e “temporal”, a qual, se adquirirem o CD, poderão ler. Depois de lida a explicação do Samuel, ouvido o disco, e tirado as minhas conclusões, a minha simplista análise e resumo da ideologia de “Rima” pode resumir-se do seguinte modo: a interligação do passado com o presente, e do presente com o futuro (e este por sua vez ao passado), sem apagar o que se fez no passado com a criação da nova arte, incorporando-a isso sim, e acumulando numa mesma obra várias estéticas distanciadas entre si pelo tempo (e pelas próprias diferenças inatas). Isto daria muito mais “pano para mangas” mas, como já referi, leiam a explicação incluída no livrete do CD, depois ouçam o disco e tirem as vossas próprias conclusões. Gostei muito mais da música e conceito deste disco do que do anterior (também com os seus pontos de interesse), o qual é, a par com a faixa “Fuga Transfigurada”, o meu trabalho de eleição de Samuel Jerónimo. Uma obra avantgarde / modernista / pós-modernista, criada por um jovem músico Português que já deu provas da sua genialidade musical, e que recomendo vivamente a mentes abertas. RDS
90%
Thisco: www.thisco.net
Samuel Jerónimo: http://jeronimosamuel.no.sapo.pt

Sci-Fi Industries – Drafts And Crafts (2007) – Thisco

Para quem ainda não conhece o projecto, ou não está ao corrente das novas sonoridades electrónicas que se vão fazendo em Portugal, este é o projecto individual de Luis van Seixas, membro fundador da Thisco. “Drafts And Crafts” é, e não é, o 4º álbum de Sci-Fi Industries. Passo a explicar. Esta rodela prateada feita de acrílico, alumínio e policarbonato inclui temas novos e remisturas de temas de discos anteriores e serve o lançamento para comemorar 10 anos de Sci-Fi Industries. Além dos temas novos / originais, temos aqui as colaborações / remisturas de Xotox, Shhh…, [F.e.v.e.r.], Ah-Cama Sotz, Mimetic, Mikroben Krieg, Flint Class e Structura. Lida-se aqui com electrónica de cariz “artesanal” ou “old-school” em termos de composição e gravação (nada de PC ou Mac) mas contemporânea, moderna, actual, urbana, em termos de ambiência, expressão e resultado final. Ao longo das 16 faixas e dos 77 minutos de duração passa-se pelas várias vertentes da música electrónica, desde Ambiental, Minimal, passando por Power, Noise, algum Electro-Industrial e até mesmo algum Electro-Rock. As influências passam tanto pela electrónica mais primordial, experimental e pioneira de nomes como Iannis Xenakis (p.ex.), a década de 80 e nomes tão díspares como Gary Numan ou Throbbing Gristle, e as tendências mais modernas da década de 90 e século XXI. Tudo isto se deve ao facto das remisturas terem sido feitas por músicos e projectos das mais distintas proveniências geográficas e musicais, com diversas influências e aproximações nos seus trabalhos. O próprio Luís van Seixas deve ter diversas influências de várias décadas e géneros / sub-géneros da música electrónica, o que se reflecte na sua música. Gostei muito desta heterogeneidade que não deixa o disco cair na monotonia habitual neste tipo de registos. Há um pouco de tudo para os apreciadores de boa música de base e/ou inspiração electrónica. Gostei também muito da apresentação, a caixa, a capa, diferente da habitual caixa de CD e livrete interno. Porque não inovar também neste sentido? Não é obrigatório que os CDs venham nas mesmas caixas de sempre! Um registo interessantíssimo e que deve fazer parte da discografia de todo apreciador de música electrónica / avantgarde. RDS
90%
Thisco: http://www.thisco.net/
Sci-Fi Industries: www.myspace.com/scifiindustries

P.S. Também na comemoração dos 10 anos de Sci-Fi Industries, foi lançada uma compilação de 12 temas nunca antes editados chamada "Laocoonte", através da netlabel Enough, a qual podem baixar gratuitamente: ftp://ftp.scene.org/pub/music/groups/enough_records/enrmp115_sci_fi_industries_-_laocoonte.zip
Enough Records: http://enoughrecords.scene.org/

Saturday

Thisco - Entrevista

1 – Em primeiro lugar apresenta-te a refere as tuas funções na Thisco.
Luís van Seixas e desempenho as funções de A&R dos artistas nacionais, trato da logística dos eventos da Thisco e masterizo grande parte das edições.
Fernando Cerqueira e sou basicamente o promotor nacional / internacional e trato dos assuntos com os artistas estrangeiros.

2 – Podes fazer um pequeno resumo da história da Thisco, como, quando e porquê surgiu, quem é que está envolvido, o que é que já editaram, actividades paralelas.
LvS: A Thisco comemora presentemente os cinco anos de existência, tem o envolvimento de todos os músicos nacionais até agora editados, uma vez que colaboram financeiramente com as edições, e paralelamente desenvolve eventos com outras editoras / associações / projectos / DJs / VJs / etc. designados por Samizdataclub.

3 – Qual é o objectivo principal da Thisco?
LvS: Fazer chegar e um número maior de pessoas a música e as ideias de artistas nacionais, fundamentalmente lá para fora.

4 – A Thisco não é uma editora propriamente dita mas sim uma associação cultural. Como é que se transformou a Thisco numa associação cultural?
LvS: Penso que é um passo natural. A estrutura da Thisco promovia sem lucros o seu catálogo, a Thisco Associação Cultural consegue pequenos apoios para edições, promove ainda mais artistas, e chega um pouco mais longe na divulgação e promoção.

5 – Como é que surgiu a colaboração com a Fonoteca Municipal? Com essa ligação as vossas edições tornam-se mais baratas para vocês e, por conseguinte, para as pessoas que as compram. Como é que funciona essa colaboração?
LvS: Há cerca de sete anos conheci a Fonoteca Municipal de Lisboa e o Paulo Brás. Falei do meu desejo de editar, mesmo que por conta própria os Sci Fi Industries. Ele disse-me que a Gráfica da C.M.Lisboa poderia disponibilizar-se para fazer as capas. Assim começou o apoio que tem sido fundamental para a continuidade das edições.
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6 – As pessoas têm a hipótese de se inscreverem como sócios e têm direito a todas as edições desse ano da Thisco, assim como a outros bónus. Podes esclarecer as pessoas como é que isso funciona?
LvS: Pelos 30 euros de quotização anual o associado recebe as edições desse ano (nunca menos de 8, e já chegaram a ser 12...), a t´shirt oficial do ano correspondente, e restante material promocional (pins, crachás, cartazes, flyers, catálogos...). As inscrições são feitas, regra geral por mail, os pagamentos por NIB e o associado recebe em casa as edições à medida em que vão saindo.

7 – Esse método não é prejudicial financeiramente para a Thisco?
LvS: Prejudicial seria ficarmos em casa a ver televisão, ou a fazer música que nunca ninguém ouviria! Actualmente a auto edição de 1000, 500 ou 200 CDs é acessível à bolsa de quase todos os projectos e bandas nacionais. Pela Thisco tem-se a mais valia de estarem criados canais de divulgação internacional. Podemos dizer, em jeito de confissão, que a expedição de material / CDs promocionais para o estrangeiro é o gasto mais relevante nas finanças da Thisco!

8 – A Thisco é relativamente recente mas já tem no seu catálogo nomes como Merzbow, KK Null ou Von Magnet. Como é que surgiram estas colaborações?
Fernando: Por estranho que pareça dou-me mais facilmente com artistas estrangeiros do que com os portugueses que muitas vezes colocam obstáculos a colaborações e com os estrangeiros, aqueles que mencionas chegam ao ponto de incentivar as edições, as edições foram sugeridas por eles e alguns deles conheço-os de outras andanças.

9 – O aspecto gráfico das vossas edições é muito cuidado, a apresentação dos discos é excelente. Quem é que se trata desta parte das edições, que é responsável pelas capas e livretes?
LvS: Temos tido vários colaboradores: Carlos Proença e Carlos Galvão (autores das primeiras edições), João Diogo e Paulo Brás (os mais solicitados e atentos colaboradores) e recentemente Mig "Flat Opak" que como ilustrador que é, tem feito um trabalho gráfico muito interessante (Shock of This Light, Sloppy Seconds). Alguns músicos apresentam já a parte gráfica como foi o caso do Merzbow, (F.E.V.E.R.), Ghoak, Ryiaz Master,...

10 – Além das vossas edições em CD, também têm algum merchandising e também distribuem material de outras editoras. Que editoras é que têm e que tipo de merchandising?
Fernando: Não propriamente, de outras editoras o que fazemos é a promoção de editoras estrangeiras em Portugal e em casos especiais fazemos alguma distribuição, mas de somente das suas produções discográficas.

11 – Quais são as próximas edições e actividades da Thisco para a segunda metade de 2006 / início de 2007?
LvS: Prestes a sair estão In Tempus "Luna Sapiens" um projecto muito sério de David Reis (ex-Phantom Vision, ex-Trauma); a compilação "Ryiaz Master" com grandes nomes da electrónica mundial às voltas com uma caixa de ritmos de tablas, o split cd "Seek an Thistroy!" que junta o veterano TatsuMaki (dos VortexSoundTech de Braga) com os estreantes Devhour (Santo Tirso) e City of Industry (Barreiro), que como o título indica aponta para uma atitude mais combativa e agressiva, musicalmente falando. O Slow Soldier (Coimbra) irá sair também em breve, bem como a banda sonora do espectáculo "Deadline Now" por Phil Von (dos franceses Von Magnet). Está prevista uma compilação com artistas da região de Tomar que confirmará os talentos emergentes – Beeper, Urb, U-Clix, Katsumoto, Waste Disposal Machine,...

12 – Como é que vês o estado actual da cena da música electrónica, em Portugal e no geral?
LvS: Muita gente a fazer, menos gente a ouvir, a vertente dançavel é a mais notabilizada e a vertente experimental eclético-fashionista detêm notoriedade efémera. Lá fora existe uma perspectiva mais abrangente da música electrónica e estamos trabalhar para que a electrónica Portuguesa ganhe o seu espaço por mérito próprio.

13 – O que é que tens ouvido ultimamente e que recomendas ao leitores da webzine?
LvS: Os dinamarqueses Spleen United, os velhinhos belgas Klinik, Lightning Bolt, Foetus, Boy Kill Boy, o último maxi dos (F.E.V.E.R.), e muitas demos e edições de autor que chegam à Thisco....

14 – Queres deixar uma última mensagem aos leitores da webzine?
LvS: Não neguem à partida uma Sciencia que desconhecem....

Entrevistador: RDS
Entrevistados: Luis van Seixas / Fernando Cerqueira

Thisco: www.thisco.net