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Tuesday

Subhumans – Death Was Too Kind (2009) – Alternative Tentacles

Não se trata do novo álbum de estúdio dos Subhumans (os Canadianos, não os Britânicos) mas sim de uma compilação de material dos primórdios da banda. Em pouco mais de 24 minutos reúnem-se “Death To The Sickoids” (o primeiríssimo single, apenas 500 exemplares foram editados), o single “Firing Squad” e o single homónimo produzido por Bob Rock (sim, esse mesmo, o produtor dos Metallica), assim como dois temas raros. Todo o material foi especialmente remasterizado para esta edição Alternative Tentacles. Quando vejo este tipo de edições fico logo em pulgas para lhe deitar as mãos em cima. Vejo-as como peças de colecção para aqueles que, como eu, gostam de explorar o Underground e ouvir de novo, ou ficar a conhecer, clássicos como os que se incluem neste “Death Was Too Kind”. Isto, claro está, sem ter que comprar as edições originais (se ainda existirem!) a preços exorbitantes. Isso fica para os coleccionistas que podem despender essas quantias. Para os outros, ainda bem que se fazem este tipo de colectâneas. Recomendo vivamente. 100% http://subhumans.ca / www.alternativetentacles.com
RDS

Friday

ATTRITION - Remasters 2009

Novas reedições (e um título novo contendo material antigo) do catálogo dos Attrition me chegaram às mãos hoje. Por ordem alfabética dos títulos, aqui seguem as apreciações gerais.

Attrition “A Tricky Business” (1991 / 2009) – Two Gods
Originalmente editado em 1991, este é talvez um dos albums mais populares dos Britânicos Attrition. Em 9 temas faz-se a fusão de gótico, electro-industrial, darkwave, neoclassical e ethereal. O ambiente cinematográfico, negro e denso, mas ao mesmo tempo melódico, sinfónico e dançável, faz o som de “A Tricky Business”. Além dos 9 temas originais (entre os quais o clássico “A Girl Called Harmony”) devidamente remisturados pelo próprio Martin Bowes, adicionam-se os 3 temas extra da edição CD e a remistura 12” de “Something In My Eye” de 1992. O melhor álbum dos Attrition? É sem dúvida o meu preferido. 95%

Attrition “Across The Divide – Live In Holland, 1984” (2009) – Two Gods
Edição nova, mas com gravações antigas. Passo a explicar. Este disco contém temas gravados ao vivo na digressão de 1984 ao lado dos Legendary Pink Dots. Os temas foram gravados directamente na mesa de mistura e foram originalmente editados como uma das metades do álbum-cassete “Terminal Kaleidoscope” de 1985. A estes temas já indisponíveis comercialmente, juntam-se duas faixas inéditas gravadas na rádio Holandesa VPRO, no mesmo ano. Remasterizados e novamente disponíveis, estes 40 minutos remontam aos primórdios dos Attrition e ao seu line-up clássico de Martin Bowes, Júlia Walker e Ashley Niblock. No tema de encerramento “Surge And Run” têm ainda a participação do percussionista dos Dots, Pat Paganini. Embora musicalmente seja algo primitivo e simples, representa sem dúvida uma parte importante da história destes Britânicos. 80%

Attrition “Heretic Angels – Live In The USA, 1999” (1999 / 2009) – Two Gods
São 11 temas gravados ao vivo na digressão de 1999 pelos USA. Este conjunto de temas foi editado em 1999 numa edição limitada de 666 exemplares. Voltam agora a ver a luz do dia com remasterização e novo artwork por parte de Bowes. Só é pena não conter temas extra. Os temas surgem aqui numa versão mais crua e, ao mesmo tempo, dançável. Prefiro a vertente mais épica / neoclássica da banda, mas este conjunto de faixas agrada. Não será peça indispensável na vossa discografia, a não ser que sejam fãs acérrimos da banda. 65%

Attrition “The Hand That Feeds – The Remixes” (2000 / 2009) – Two Gods
Em 71 minutos ouvimos 14 temas (entre os quais um bónus para esta reedição) sofrerem uma transformação electrónica por parte de nomes como Dance Or Die, In The Nursery, Stromkern, Flip Shriner, entre outros. “The Hand That Feeds – The Remixes” (edição original de 2000) foi compilado ao longo de 3 anos e editado de um alinhamento que poderia preencher dois discos. Este é daqueles discos que pode funcionar bem ou mal. Eu diria que fica a meio caminho. Algumas remisturas trazem apontamentos interessantes ao tema original e dão-lhe outra roupagem, enquanto que outras retiram o ambiente próprio dos Attrition. É esquisito ouvir um tema de Attrition em ritmo drum ‘n’ bass ou quasi-techno. Fica demasiado alegre. Mas tirando 3 ou 4 temas que apontam para essas áreas, o resto é interessante e vai desde o avantgarde ao experimental, do industrial ao ethereal. 80%

RDS


Some more Atrition here.

Wednesday

Thunder – The EP Sessions 2007-2008 (2009) – Metal Heaven

O conjunto de temas aqui incluído foi originalmente lançado em 3 EPs, de 6 temas cada, para satisfazer os fãs, e manter as actuações ao vivo válidas de certa forma, enquanto não era gravado um novo álbum de estúdio. Daí o título deste disco, “The EP Sessions 2007-2008”. Estes EPs continham temas novos, regravações de clássicos, e versões ao vivo. Mas essa nova aventura de estúdio não chegou a ser concretizada pois a banda deu por encerradas as suas actividades nos inícios de 2009. Esta é então a despedida oficial dos Thunder. São 16 temas (apenas ficaram de fora 2) de Hard Rock Norte-Americano de contornos Bluesy. Não é o meu estilo de eleição, preferindo coisas mais roqueiras que com este “feeling” Blues / Southern, além de que a voz não me agrada mesmo nada, mas não posso negar que os Thunder eram uma boa banda de Rock ‘N’ Roll. Uma excelente maneira de dizer “adeus”, com esta colecção de temas dedicada aos fãs. 70% http://www.thunderonline.com/ / http://www.metalheaven.net/
RDS

Strung Out – Prototypes And Painkillers (2009) – Fat Wreck Chords

Não, não é o novo álbum de originais dos Strung Out. Esta é uma colectânea de raridades. Depois de 6 discos de estúdio, 2 EPs, um disco ao vivo e várias participações em compilações, a banda decidiu que era hora de recolher as raridades num só CD. São 25 temas, entre os quais 7 nunca antes editados, 11 já indisponíveis ao público, duas “covers” (Descendents e Ozzy Osbourne), versões alternativas de temas já conhecidos, e outros. Como habitual neste tipo de edições, os temas variam imenso entre si (som, estilo, experiência da banda, etc), mas quem vai adquirir algo como “Prototypes And Painkillers” já sabe o que esperar e será, com certeza, um fã da banda que quer ter tudo. Dito isto, recomendo estes 67 minutos apenas a fãs da banda. Se quiserem um primeiro contacto com a música dos Strung Out, optem por um dos discos de estúdio. Para os já convertidos, como eu, esta colecção é um “must”. 80% http://www.strungout.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

V/A – Raridades Vol.1 (7”) (2008)

Edição conjunta das independentes Infected, Zerowork, Can I Say e Your Poison. Em formato de vinil de 7” são apresentados 4 temas raros e/ou inéditos de Crise Total (ao vivo no RRV em 84, tema de uma compilação 7” de 89), Peste & Sida (ao vivo em 88), Censurados (ao vivo no RRV em 89) e Vómito (tema de uma maquete de 89), tudo dos finais dos 80s. Ao disco adiciona-se uma banda desenhada de Marcos Farrajota e Afonso C.P., bem “old school”, feita à mão e fotocopiada. Além disso, esta edição DIY é limitada a 500 cópias, numeradas à mão. O preço é de 7 euros (uma verdadeira pechincha) + portes. Por breves momentos voltei atrás no tempo ao escutar estas pérolas. Uma verdadeira preciosidade que se vai tornar em objecto de colecção para, não só os Punks lusos, mas todos os aficionados da MMP. O título refere que este é o volume 1. Haverá mais? Espero que sim, e o meu apoio vai todo para estas editoras. Força nisso!
Encomendas através do myspace www.myspace.com/infectedrecordsdiy ou pelo e-mail: infected_records@yahoo.com
A minha classificação só pode ser mesmo 100%. É pena saber a pouco.
RDS
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Censurados - Coxa

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Peste & Sida - Vamos Ao Tabalho

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Crise Total - Assassinos No Poder

Sunday

Der Blutharsch – Everything Is Alright! (2008) – WKN / Tesco

Esta é uma antologia de raridades e remisturas gravadas entre 2002 e 2008. Temas de compilações, edições limitadas em vinil e outros similares compõem o alinhamento desta nova proposta dos Der Blutharsch. “Everything Is Alright!” abrange todas as facetas do grupo Austríaco, desde o Dark Folk ao Martial, passando pelo Gothic Rock ou Industrial, e até uns pós de Punk e Rock. Mas, mesmo tendo em conta essa heterogeneidade musical e o facto de as faixas pertencerem a variadas edições e períodos de tempo, não é por isso que o disco soa desconexo, muito pelo contrário, a identidade Der Blutharsch já está bem definida há muitos anos. As 17 faixas (cerca de 58 minutos) que compõem o disco podem agradar tanto aos fãs de longa data que pretendem completar a discografia como, ao contrário do que este tipo de edições pode sugerir, atrair novos fãs. Recomendo vivamente. 85% http://www.derblutharsch.com/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS