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Tuesday

Voices Of Rock MMIX – High & Mighty (2009) – Metal Heaven

Este é o segundo volume de Voices Of Rock. A ideia é juntar alguns dos melhores vocalistas da cena Hard Rock e fazer um disco. Cada vocalista tem direito a um tema. Este tipo de ideias é apelativo à primeira, mas será que o resultado final é satisfatório? A maioria das vezes não é, infelizmente. Mas aqui até funciona. O primeiro volume (Voices Of Rock MMVII) já me havia chamado a atenção mas, como era uma daqueles malditos promos com temas cortados, acabou por ficar de lado. Mas desta vez tive direito ao CD completo (apenas não inclui a faixa bónus do digipack, “Maniac” cantada por Michael Voss). De “midtempos” melódicos da escola 80s, passando por “uptempos” Hard Rock, até baladas, há um pouco de tudo em “High & Mighty”. O disco é heterogéneo o suficiente para agradar a gregos e troianos, além de não deixar o disco cair na monotonia. Gostei do que ouvi e fez-me ir buscar o anterior volume ao armário cheio de teias de aranha. Para vos aguçar o apetite, aqui ficam os nomes envolvidos neste disco composto e produzido por Chris Lausmann (Bonfire, Jaded Heart) e Michael Voss (MSG, Mad Max): Tony Martin (ex-Black Sabbath, Empire), Bert Heerink (ex-Vandenberg), Joe Lynn Turner (ex-Deep Purple, ex-Rainbow), Paul Shortino (ex-Quiet Riot, ex-Rough Cutt), Rob Rock (Driver, ARP, Impellitteri), Mitch Malloy, Tony Mills (TNT, Shy), David Reece (ex-Accept, ex-Bangalore Choir), Paul Sabu (Only Child) e Torben Schmidt (ex-Shagarack). Recomendo vivamente a fãs de Hard Rock melódico com um pezinho nos 80s. 85% www.myspace.com/voicesofrock / http://www.metalheaven.net/
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Ronny Munroe – The Fire Within (2009) – Metal Heaven

Atravessando os Metal Church um hiato, o vocalista Ronny Munroe decidiu não ficar parado e este foi o resultado, “The Fire Within”. Sinceramente, não percebo como é que estando os Metal Church parados, 3 dos seus músicos acabem por estar envolvidos neste disco (o álbum é, obviamente, do vocalista Ronny Munroe; o guitarrista Rick Van Zant contribuiu com a sua guitarra; e Kurt Vanderhoof foi o produtor lado a lado com Munroe). Mais valia trabalhar no novo dos Metal Church! Mas passando ao disco propriamente dito, este não foge muito daquilo que a banda de origem nos oferece. Heavy Metal descomprometido, forte, rápido, com muita melodia, com aquele travo “old school” bem apetecível. Mas, no final, não sobra muito. Onde estão os temas memoráveis? Onde estão os refrões ou melodias que nos ficam na cabeça durante o dia todo? È pena pois “The Fire Within” até tem potencial. Mas fica a meio caminho. É bom enquanto dura, mas assim que acaba a última faixa, varre-se da memória. Realço os temas “Far”, “Sea Of Sorrows” e “Desperate Man”. Resta ainda referir a participação especial de Michael Wilton (Queensryche) em “Sea of Sorrows” e “What You Choose to Call Hell (I Call Home)” e dos THC (Texas Hippie Coalition) em “Ride Me”. Como bónus há ainda uma (mediana) versão de “Man On The Silver Mountain” dos míticos Rainbow a fechar o disco. Apenas para completistas da igreja do Metal. 65% www.ronnymunroe.com / www.myspace.com/ronnymunroe / www.metalheaven.net
RDS

Bone Gnawer – Feast Of Flesh (2009) – Pulverised Records

Projecto com um pé nos USA e outro na Suécia, Bone Gnawer inclui no seu line-up Kam Lee (Massacre, ex-Mantas/Death), Rogga Johansson (Paganizer, Demiurg, Ribspreader), Morgan Lie (Naglfar) e Ronnie Bjornstrom (Ribspreader, Hate Amno). Além destes temos ainda direito a guturais contribuições de Killjoy (Necrophagia) e Dopi (Machetazo). Musicalmente, os Bone Gnawer tocam um Gore / Horror Death Metal com inspirações do Death Floridiano e Death Sueco dos 90s, além de uns toques 80s Deathrash. Em termos líricos e estéticos a banda apoia-se na antropofagia, canibalismo, “serial killers” e filmes com as mesmas temáticas. Pesado, rápido, sujo, agreste e bem “old school”. Soa honesto, verdadeiro, com espírito, descomprometido. É assim que eu gosto de tipo de material. Recomendo a fãs de Necrophagia, Nihilist / Entombed (antigo), Dismember, Grave, Suffocation, Repulsion, Autopsy, Cannibal Corpse (antigo), Six Feet Under, Hypocrisy (antigo), Death (antigo), Macabre, etc. 90% www.pulverised.net
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Grand Design – Time Elevation (2009) – Metal Heaven

Grand Design é um novo projecto Sueco que inclui membros de Wolf, Steel Attack, Zeelion e Vanessa. O primeiro nome que vem à cabeça ao ouvir “Time Elevation” é mesmo Def Leppard. Embora isto seja muito melhor do que qualquer coisa pós 92 dos Leppard. Outros nomes que se podem aliar ao universo Grand Design podem ser Europe, Scorpions, Kiss, Alice Cooper, Dokken ou Ratt. Gostam de Hard Rock melódico dos 80s / inícios dos 90? Então isto é para vocês. Não é nada de transcendental, mas tem melodias, refrões e coros contagiantes. Ouve-se bem e não maça muito. Experimentem. 75% www.myspace.com/granddesign / www.metalheaven.net
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Grimmstine – Grimmstine (2009) – Metal Heaven

O lendário vocalista Steve Grimmet (Grim Reaper, Onslaught, Lionsheart) regressa com novo trabalho e novos companheiros de armas. Este novo projecto intitula-se Grimmstine (fusão dos nomes de Steve Grimmet e Steve Stine) e inclui, além do já citado vocalista, o guitarrista Steve Stine, e a secção rítmica dos Norte-Americanos Sons Of Poseidon, Hat (baixo) e Dave Johnson (bateria). O estilo não foge muito a aquilo que Grimmet nos tem apresentado em anteriores aventuras, fusão de Heavy Metal tradicional com Hard Rock melódico, sempre apoiado nos 80s. “Grimmstine” inicia com os 1.38 da acústica “Memory”, bem ao estilo das introduções dos álbuns dos 80s, antecedendo a metaleira “911”. “To Catch A Killer” é um dos temas fortes, rápido, bem Heavy, com um refrão memorável e os agudos melódicos de Grimmet a marcar presença. “You’ll Never Know” é uma balada que faz lembrar “Welcome To Dying” dos Onslaught. “It’s Over” tem uma fabulosa melodia de guitarra que, acompanhada pela voz, é bombástica. “Prisoner” é mais um daqueles temas com um refrão memorável. Faz até lembrar Whitesnake. Aliás, refrões fortes é que mais sobressai neste disco. A balada “You Give Me Love” é outro exemplo disso mesmo. “Straight As An Arrow” é outro dos temas fortes, e um dos meus favoritos lado a lado com “To Catch A Killer”. “’Til They Make My Wings” puxa muito para o lado do AOR, e tem um travo Bryan Adams. A faixa “Take This Air” tem um som nojento. Que se terá passado aqui? Soa a demo ou gravalção pirata ao vivo… No geral, gostei muito mais do anterior a nome próprio do vocalista Britânico, “Personal Crisis”, que é mais metaleiro, mas este não fica muito atrás. É mais Hard Rock que Metal, isso é verdade, mas tem grandes malhas e aguenta-se bem. Peca apenas por ser muito longo (72m56s). Para fãs de Whitesnake, Europe, Scorpions, Lionsheart, Van Halen, Def Leppard, FM, Ratt, etc. Disponível a partir de 29 de Outubro via Metal Heaven. 75% www.myspace.com/grimmstine / www.myspace.com/stevegrimmet / www.metalheaven.net
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Thursday

Solanaceae – Solanaceae (2009) – Heidrunar Myrkrunar / Tesco

Kim Larsen dos :Of The Wand & The Moon: num projecto paralelo intitulado Solanaceae que assenta a sua sonoridade num Dark Folk / NeoFolk de contornos 60s/70 Psych-Folk e alguns toques de Medieval. As 13 composições, que perfazem cerca de 55 minutos, foram escritas na sua maioria por Larsen. Este faz-se acompanhar de diversos músicos da cena NeoFolk, entre os quais Chelsea Robb (Arrowwood), Pythagumus Marshall (Novemthree), Michael Laird (Unto Ashes), John van der Lieth (Sonne Hagal), Fenella Overgaard (:Of The Wand & The Moon:), Vincent Farrow (Solblot) e Anne Eltard (que também contribuiu no primeiro álbum de :Of The Wand & The Moon:). A música de Solanaceae é minimal, mas intensa, melódica, envolvente. As guitarras, violinos, violoncelos, flautas e acordeões não estão sobrecarregados e encontram-se em perfeito balanço, sempre com a guitarra e a voz de Larsen (ou dos convidados) em primeiro plano. As letras com temáticas de magia, florestas, fábulas, tradições e natureza assentam na perfeição no som do projecto. Gostei muito do que ouvi e recomendo este disco a amantes de Psych / Dark / Neo Folk. 90% http://www.ofthewandandthemoon.dk/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/solanaceaelodge / www.myspace.com/ofthewandandthemoon
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Wednesday

Gitane Demone – Life After Death (2DVD+CD) (2008) – Cult Epics

“Life After Death” é um duplo DVD que reúne gravações vídeo de Gitane Demone, a loira de tipo “femme fatale” que foi em tempos vocalista de Christian Death. As gravações datam de 1989 a 1998 e incluem videoclips, entrevistas, actuações ao vivo, reportagens de TV, performances “fetish”, entre outros. Entre estas pérolas incluem-se gravações com o malogrado Rozz Williams, tanto em dueto com G.D. como uma actuação da já referida banda Death Rock / Post-Punk / Goth. As gravações não têm imagem ou som perfeitos, pertencendo todas elas à geração VHS e HI8, exibindo as reportagens de TV, inclusive, os logótipos das estações e até legendas embutidas. Mas isso não é o mais importante neste registo, servindo o seu propósito maior de antologia visual e sonora desta senhora ainda no activo. Aliás, esse aspecto visual, ao qual podemos chamar retro, atribui ao conteúdo de “Life After Death” um certo ar “old school” e “undeground” que me agrada particularmente. E se 210 minutos de vídeo não bastassem, a caixa limitada a 2500 exemplares inclui ainda um CD intitulado “Times” e um livrete de 12 páginas com memórias contadas na primeira pessoa. “Times” inclui 40 minutos de versões, na sua maioria de “standards” do Jazz, inéditas até à data, e que abraçam um período que vai desde 1989 até 1996. Um documento indispensável para os amantes da cena Death Rock, Goth, Dark e Avantgarde Jazz. 90% http://www.cultepics.com/ / http://www.gitanedemone.com/
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Rozz Williams & Gitane Demone - Sleepwalk

Thursday

Vertigo Steps – Vertigo Steps (2008) – Edição De Autor

Este é o disco de estreia homónimo dos Vertigo Steps, um projecto da responsabilidade de Bruno A. dos Arcane Wisdom. Bruno é aqui acompanhado pela bateria de Daniel Cardoso (Head Contol System, Sirius), o baixo fretless de Alexandre Ribeiro (Bleeding Display, Desire, Grog) e a voz do Finlandês Niko Mankinen (Misery Inc.). Como convidados especiais conta-se com Stein R. Sordal (Green Carnation, voz principal em um dos temas), Sophie (Understream), Rui Viegas e André Vasconcelos (ambos ex-vocalistas de Arcane Wisdom). Ao todo são 10 temas em cerca de 50 minutos de Dark Metal com passagens atmosféricas, progressivas, experimentais e certos toques de Post-Rock. “Vertigo Steps” pauta pelo ambiente intenso, carregado e melancólico das suas faixas. Peso, balanço e muita melodia marcam a música do projecto com aproximações ao universo de nomes como Green Carnation, Anathema, Arcturus, Winds, Opeth, Orphaned Land, Amorphis ou até Porcupine Tree. Mais um grande disco a surgir no panorama Underground nacional. Um nome a ter em conta no futuro. 85% http://www.vertigosteps.com/ / www.myspace.com/vertigosteps / http://cdbaby.com/cd/vertigosteps
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Vertigo Steps - Fire Eaters

Sunday

Wertham – Memories From The Pigsty (2008) – Tesco Organisation

Wertham é um projecto paralelo do Italiano Marco Deplano, líder dos Foresta Di Ferro. Após 10 anos de existência do projecto e alguns lançamentos menores, eis que surge o primeiro longa-duração sob o título “Memories From The Pigsty”. São 8 temas, em cerca de 41 minutos, de fusão Power Electronics e Industrial. Em termos sonoros, Deplano e companhia sabem o que estão a fazer, disso não haja dúvida. A maioria dos projectos do género que tenho ouvido parece ser resultado de frouxas experiências com a sonoridade industrial / power electronics levadas a cabo por pessoas inexperientes na manipulação da maquinaria. Mero ruído com som lo-fi para abafar a inexperiência e falta de ideias, é esse o resultado. Não é o que acontece em Wertham. Isto sim é o que se supõe ser Industrial. Som alto e distinto, frio, intenso, experimental, vocalizações agressivas. No campo lírico deparamo-nos com temas como a violência doméstica, mentalidade do chamado “lixo branco”, cultura do gueto e vida nas ruas em geral. As letras parecem-me algo simplistas e mais descargas puras de ódio que propriamente de intervenção ou cariz socio-político. Enquadram-se bem no estilo do projecto? Talvez. Mas não são o meu tipo de escolha (já o foram). Fora isso, Wertham é um projecto sólido e que eu recomendo a fãs do género. 75% www.myspace.com/xwerthamx / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS

Bain Wolfkind – The Swamp Angel (2008) – Hau Ruck / Tesco

O músico Australiano, também membro dos Der Blutarsch, regressa com um novo título, depois do fantástico aperitivo “Wasteland” em 2007. Desta feita é um longa-duração composto por 15 temas em cerca de 52 minutos. Entre a Folk de ambiências negras e sinistras, o Rock cru e sujo, a orientação psicadélica de alguns temas e as obrigatórias influências Dark Folk do seu projecto de origem, Bain Wolfkind oferece a sua visão obscura e depressiva do trabalho de “songwriters” como Johnny Cash, Johnny Thunders ou até Nick Cave. Um rol de convidados ajudam o músico a dar “vida” aos seus temas, através do uso de instrumentos como violino, piano, slide guitar, trompete, entre outros. O som lo-fi a dar a sensação de ter sido gravado num qualquer pub clandestino situado numa cave, decadente, cheio de fumo, whisky e vultos vestidos de negro ajuda ao clima geral de “The Swamp Angel”. Para fãs dos nomes já citados ou outros como Bauhaus, Death In June, Current 93 e In Gowan Ring. Não recomendado a pessoas com tendências suicidas devido ao carácter negro e depressivo do conteúdo musical. Ficam desde já avisados! 85% www.myspace.com/bainwolfkind / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
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Monday

Sam Alone – Dead Sailor (2008) – Raging Planet

Apolinário “Poli” Correia (Devil In Me, For The Glory) deixa de lado o Hardcore por momentos para se munir de uma guitarra acústica e uma harmónica, e assim enveredar pelos mesmos caminhos dos “songwriters” Norte-Americanos e a Country / Folk-Rock de nomes como Bod Dylan, Johnny Cash ou Bob Seger. A ideia chama a atenção e o primeiro tema, “Too Cold, Too Dark”, apesar de não ser nada de transcendental, agrada. Mas essa sensação de estar perante algo interessante desvanece-se rapidamente. A partir daqui, e até ao fim do disco, é um repetir de fórmulas, já por si, com pouca substância, tornando “Dead Sailor” monótono, insípido e perfeitamente dispensável. E, sinceramente, a voz de Poli começa a mexer com os nossos nervos passado um bom bocado. Além disso, a versão descaracterizada de “Instinct”, dos Strike Anywhere, deixa muito a desejar. Eu dispenso. 20% www.myspace.com/samalone / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Sunday

Rewiring Genesis – A Tribute To The Lamb Lies Down On Broadway (2008) – Progrock

O produtor / engenheiro de som Mark Hornsby e Nick D’Virgilio (voz / bateria; Spock’s Beard) juntaram esforços para reproduzir, na totalidade, o mítico álbum dos Genesis. Juntam-se a Nick D’Virgilio os seguintes músicos: Dave Martin (baixo), Jeff Taylor (teclas) e Don Carr (guitarras). Além da clássica formação voz/guitarra/baixo/bateria, o disco conta com arranjos orquestrais e outros pormenores interessantes proporcionados por violino, trombone, saxofone, piano, flauta, violoncelo, etc. Não suplantando, como é evidente, o clássico disco conceptual, este tributo consegue levar a música dos Genesis a outro nível, dando-lhe uma roupagem nova e trazendo uma obra-prima musical com 30 anos para o século XXI. Serão até capazes de conseguir “converter” mais algumas pessoas e leva-los a procurar o original. Eu gostei do que ouvi e recomendo-o a todos os fãs do original e meros curiosos. 85% http://www.ndvmusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/
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Presto Ballet – The Lost Art of Time Travel (2008) – Progrock

O projecto paralelo de Kurdt Vanderhoof (Metal Church) volta à carga com o 2º disco e 7 novos temas da linha Progressiva. As influências vão todas para a década de 70 e os nomes clássicos mas, em oposição aos seus pares, os Presto Ballet conseguem dar uma roupagem Hard Rock bem forte à sua música. Esqueçam a típica banda progressiva com material muito calmo, introspectivo, espiritual. Aqui o que podemos encontrar é o melhor dos dois mundos: o ambiente e características instrumentais do 70s Progressive Rock aliado ao peso a balanço do Hard Rock. Gostei muito e recomendo vivamente! Para fãs das bandas como Yes, Genesis, Kansas, Magnum, Deep Purple, Savatage ou Dream Theater. 90% http://www.prestoballet.com/ / http://www.progrockrecords.com/
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Wednesday

Star Fucking Hipsters – Until We’re Dead (2008) – Fat Wreck Chords

Este é um super projecto de Nova Iorque que envolve membros de Leftover Crack, The Slackers, Choking Victim, The Degenerics ou World Inferno Friendship Society. Três homens e duas mulheres fazem parte da banda (gosto sempre de enfatizar o envolvimento de mulheres em bandas alternativas). Muito à semelhança dos Leftover Crack, estes Star Fucking Hipsters fazem uma fusão de estilos, com as letras sociopolíticas de Sturgeon (vocalista dos L.C.) a marcar presença. Um álbum heterogéneo que vai do Streetpunk ao Ska, passando pelo Hardcore e até algum Crust. Entre temas mais rápidos, mais calmos, mais melódicos, mais sujos, mais dançáveis, há um pouco de tudo em “Until We’re Dead”. Além da fusão de géneros, a dualidade voz masculina / feminina é outro dos factores de heterogeneidade do projecto. Não sou grande adepto deste tipo de misturas mas os SFH fazem-no bem e o disco soa coeso. Soa puro, directo, sincero. Não sendo nada de transcendental, o disco ouve-se bem de início ao fim. Direccionado para os fãs de Leftover Crack, Citizen Fish, NOFX, The Slackers, Conflict, Subhumans, etc. 70% www.myspace.com/starfuckinghipsters / http://www.fatwreck.com/
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SFH - Immigrants And Hypocrites (Live @ 20th anniversary of the 1988 Tompkins Square Riots at TSP on August 3rd, 2008)

Saturday

Austrian Death Machine – Total Brutal (2008) – Metal Blade Records

Austrian Death Machine é um projecto solo de Tim Lambesis dos As I Lay Dying. O disco “Total Brutal” é exclusivamente “dedicado” a Arnold Schwarzenegger e aos seus filmes. Sempre com muito humor, por vezes até a rondar o ridículo (humor tipicamente Norte-Americano diria eu), ao longo de pouco mais de 38 minutos vão desfilando temas como “Get To The Choppa”, “I Am A Cybernetic Organism, Living Tissue Over (Metal) Endoskeleton” ou “Screw You (Benny)”. A interligar os temas temos várias passagens faladas pelo próprio Arnold (a voz é mesmo parecida!). Supostamente o vocalista da banda é o sr.universo/actor/governador. O som? Thrash Metal da velha escola com toques Crossover / Hardcore e algumas influências mais modernas. Tim Lambesis compôs, produziu e gravou quase tudo no disco, à excepção de alguns solos gravados por amigos. A música é brutalíssima, Thrash / Crossover do melhor, linha Exodus, Nuclear Assault, SOD, DRI e até nomes mais recentes como os próprios As I Lay Dying. A nível lírico, a coisa até tem graça por momentos, mas depois esgota-se e acaba por retirar algum valor à parte musical. A capa, desenhada por Ed Repka (Megadeth, Death, Nuclear Assault, Atheist, etc), reflecte bem essa componente velha guarda, típica dos discos do estilo nos 90s. Um disco deste levado mais a sério teria um lugar cimeiro no actual cenário metálico e, principalmente, neste presente reviver do Thrash old school. Uma mera curiosidade, talvez, mas que vale a pena experimentar. 70% http://www.metalblade.de/
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Me First And The Gimme Gimmes – Have Another Ball! The Unearthed A-Sides Album (2008) – Fat Wreck Chords

Este é já o 7º disco dos Gimme Gimmies, uma banda composta por elementos de NOFX, Lagwagon, Swingin’ Utters ou Foo Fighters e que se dedica a fazer versões de clássicos Pop numa linha Punk Rock melódico. Mas não estamos aqui a falar de uma nova gravação. O primeiro disco, “Have Another Ball” de 1997, era previsto ser duplo, o que não chegou a acontecer. Pois, estas gravações a que temos direito agora são as originais que viriam a fazer o 2º disco e que, devidamente remisturadas e remasterizadas, aqui estão finalmente disponíveis para os fãs do projecto. É mais do mesmo o que, para mim, já começa a cansar. Um disco ou dois é engraçado mas, mais do que isso, já é esticar a corda ao limite. Versões Punk de temas de Elton John, Neil Diamond, Jonh Denver, temas “kitsch” dos 70s ou, ainda pior, Country, não são assim tão engraçados como poderá parecer à primeira. E então se chegarmos ao exagero… Para ouvir uma vez e guardar no armário. Apenas para os completistas destas coisas do Punk Rock melódico. 40% http://www.gimmegimmes.com/ / http://www.fatwreck.com/
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Hail Of Bullets – …Of Frost And War (2008) – Metal Blade Records

Hail Of Bullets é uma superbanda composta por Martin van Drunen (voz, Pestilence, Asphyx, Bolt Thrower), Theo van Eekelen (baixo, Houwitzer), Ed Warby (bateria, Gorefest), Paul Baayens e Stephan Gebédi (guitarras, Thanatos). A estreia em longa-duração “…Of Frost And War” é um disco conceptual sobre a frente do Leste durante a 1ª guerra mundial. Ao todo são 11 faixas de Death Metal bem old-school, cru, sujo, agressivo, poderoso, ora mais rápido, ora mais balançado. Fãs de lendas como Autopsy, Bolt Thrower, Gorefest, Dismember, Pestilence, Asphyx, Thanatos, Death ou Celtic Frost têm aqui cerca de 53 minutos bem (des)agradáveis. A mistura e masterização de Dan Swanö nos seus Unisound Studios conferem à gravação uma aura old-school que lhe assenta que nem uma luva. Mas não pensem que isto soa datado ou nostálgico, muito pelo contrário, soa bem fresco (ou podre, como preferirem) e actual. A adicionar a isto tudo ainda temos a fantástica capa cortesia de Evil Mickey (Gorerotted, The Monolith Deathcult, etc) que se coaduna na perfeição com o conteúdo lírico. Um “must” para fãs do estilo. Recomendo vivamente! 90% http://www.hailofbullets.com/ / www.myspace.com/hailoffuckenbullets / http://www.metalblade.de/
RDS