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Monday

Nocte Obducta – Sequenzen Einer Wanderung (2008) – Supreme Chaos Records

Dois temas apenas fazem este disco. “Teil 1” tem 23m06s e “Teil 2” tem 20m53s. Metal vanguardista é o que nos apresenta esta banda Germânica no activo desde 1995. Infelizmente, este é o “canto do cisne” pois a banda separou-se oficialmente durante o ano de 2008. Mas, antes de morrer, o cisne canta por uma última vez, e esse é o mais belo de todos os seus cantos. Nestes 44 minutos de arte no seu estado mais puro, os Nocte Obducta levam-nos numa viagem inesquecível. Atmosférica, psicadélica, hipnótica, melódica, depressiva, intensa, experimental. É assim a música do extinto sexteto teutónico. Uma verdadeira obra-prima! Para os amantes de cenas Avantgarde, Post-Rock e Progressivas. 95% http://www.nocte-obducta.de/ / www.myspace.com/nocteobducta / http://www.s-c-r.de/
RDS

Thursday

The Firstborn – The Noble Search (2008) – Major Label Industries

Chegou-me às mãos finalmente o novo disco dos The Firstborn que, confesso, estava ansioso por ouvir depois de tantas boas críticas que li. “Será que a expectativa é tão alta que vou ter uma desilusão?”, pensei eu. Felizmente não foi o que aconteceu pois “The Noble Search” está a um nível superior a “The Unclenching Of Fists”. O disco anterior estava muito bom mas tinha pormenores que a mim me faziam repelir o epíteto de disco do ano, como muita gente o vaticinou. Uma delas era a produção pois “The Unclenching Of Fists” tinha um som algo “apagado”, sem força e vitalidade. Outra era a saturação de sons externos à banda base, com muitos “samplers” e sons adicionais. Essas duas falhas (na minha modesta opinião) foram aqui colmatadas e o disco soa forte e poderoso, mas limpo e audível. A componente étnica (musicalmente falando) é real e não “samplada”, está melhor encaixada e soa mais orgânica. Orgânica; é a essa a melhor palavra para descrever a produção deste álbum. Quanto à componente lírica, continua na mesma linha do anterior, com o vocalista Bruno Fernandes a apoiar-se na sua recente paixão pela filosofia Budista. Os diversos convidados especiais também ajudam ao colorido de “The Noble Search”: Vorskaath (Zemial) na percussão, Luis Simões (Saturnia) na cítara, Hugo Santos (Process Of Guilt) e Proscriptor (Absu) nas vozes. O que os Firstborn haviam prometido na anterior proposta está aqui concretizado na sua plenitude. Fica ainda a informação de que por cada CD vendido, 50 cêntimos reverterão a favor da luta de libertação do Tibete. 95% http://www.thenoblesearch.com/ / www.myspace.com/unclenchedfists / http://www.majorlabelindustries.com/
RDS
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The Firstborn Live @ Caos Emergente 2008

Vertigo Steps – Vertigo Steps (2008) – Edição De Autor

Este é o disco de estreia homónimo dos Vertigo Steps, um projecto da responsabilidade de Bruno A. dos Arcane Wisdom. Bruno é aqui acompanhado pela bateria de Daniel Cardoso (Head Contol System, Sirius), o baixo fretless de Alexandre Ribeiro (Bleeding Display, Desire, Grog) e a voz do Finlandês Niko Mankinen (Misery Inc.). Como convidados especiais conta-se com Stein R. Sordal (Green Carnation, voz principal em um dos temas), Sophie (Understream), Rui Viegas e André Vasconcelos (ambos ex-vocalistas de Arcane Wisdom). Ao todo são 10 temas em cerca de 50 minutos de Dark Metal com passagens atmosféricas, progressivas, experimentais e certos toques de Post-Rock. “Vertigo Steps” pauta pelo ambiente intenso, carregado e melancólico das suas faixas. Peso, balanço e muita melodia marcam a música do projecto com aproximações ao universo de nomes como Green Carnation, Anathema, Arcturus, Winds, Opeth, Orphaned Land, Amorphis ou até Porcupine Tree. Mais um grande disco a surgir no panorama Underground nacional. Um nome a ter em conta no futuro. 85% http://www.vertigosteps.com/ / www.myspace.com/vertigosteps / http://cdbaby.com/cd/vertigosteps
RDS
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Vertigo Steps - Fire Eaters

Monday

Heavenwood - Entrevista

1 – Desde o último álbum “Swallow” (datado de 1998) até este novo trabalho houve um interregno enorme que passou por problemas com a anterior a editora (a Germânica Massacre), mudanças de formação, etc. Pelo meio houve tempo para um promo-CD em 2007 e alguns concertos esporádicos (que muita gente pensava serem de reunião, mas a banda nunca acabou propriamente, não é assim?). O que é se tem passado comos Heavenwood neste últimos 10 anos?
Estes anos de “silêncio” serviram de meditação musical por assim dizer no seio dos HEAVENWOOD enquanto alguns membros da banda trilharam caminhos alternativos em termos musicais, serviu também para o grupo analisar determinados assuntos fulcrais correspondentes á carreira da própria banda. Penso que toda a gente inserida neste meio musical tem a noção que as labels são um terreno pantanoso quando previamente não são efectuados acordos de comum interesse mas uma vez que acredito no lema " o que não nos mata torna-nos mais fortes " isso sim é que interessa no final de contas.
10 anos serviram no final de contas para idealizar, estruturar, compor, produzir e gravar este nosso terceiro álbum “Redemption”.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Redemption”.
O novo álbum dos HEAVENWOOD teve uma pré-produção massiva, intensiva em termos de composição e estruturação dos riffs e melodias características da banda com as letras, linhas vocais de forma a soar no final a “cara com coroa”.
A banda teve vários meses a pre-produzir vários temas antes de entrar no ULTRASOUND Studios com o Daniel Cardoso, trabalho esse desempenhado apenas entre os 3 elementos que são o núcleo forte dos HEAVENWOOD em 2008. Quanto entramos no ULTRASOUND studios tínhamos um esboço bem delineado do que queríamos em relação á sonoridade do novo álbum dos HEAVENWOOD, sabíamos que com a colaboração do Daniel Cardoso na Bateria todos os temas iriam ganhar uma maior dimensão em termos musicais e sonoros. Em termos vocais o album está apetrechado de pormenores o que por si só deu muito trabalho a toda a equipa envolvida. Partimos então para os FASCINATION STREET STUDIOS na SUÉCIA e com o JENS BOGREN misturamos e masterizamos um tema por dia de forma meticulosa. Muita mais gente esteve envolvida neste processo para o novo álbum dos Heavenwood desde o apoio da nossa Editora actual (Recital Records), todo o esforço e empenho da Avantegarde Management, Rita Carmo com uma sessão de fotografias desta fantástica fotógrafa nacional até ao designer JMELLO do Brasil.
Curioso o facto de várias nacionalidade estarem envolvidas nesta arte que fazemos!

3 – O disco foi produzido, misturado e masterizado por Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia. Porque optaram por estes estúdios e este produtor?
Porque nos identificamos com o seu " quadro musical ", procuramos muito sinceramente evitar os clichés sonoros actuais que passam por álbuns demasiadamente comprimidos em termos sonoros. Os HEAVENWOOD com “Redemption” pretendem soar a analógico, dinâmico, a banda… uma sonoridade aberta… metaforicamente falando… de braços abertos… espaço… ar… e de facto o JENS BOGREN é na actualidade o melhor produtor europeu neste tipo de sonoridade!

4 – O Daniel Carvalho (Head Control System, ex-Sirius), além de gravar a bateria no disco, teve também um papel activo na produção. Como é que surgiu a sua colaboração com os Heavenwood?
Uma vez que pretendíamos e acreditávamos que em Portugal conseguiríamos captar, gravar e produzir o álbum em condições ao ouvir alguns trabalhos do Daniel juntamos o útil ao agradável. Foram quase dois meses de trabalho intenso de toda a gente envolvida onde a equipa ULTRASOUND se dedicou de alma e coração ao novo álbum dos HEAVENWOOD. Muito trabalho caros amigos. Muito trabalho mesmo!

5 – O disco tem diversas colaborações especiais: Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Como surgiram estas colaborações? Que extra adicionaram estes músicos à faixa em questão?
As colaborações aparecem mais uma vez de forma metafórica uma vez que os temas estão identificados com os músicos convidados em termos musicais ou líricos (contextos). No caso do JEFF WATERS tivemos a intenção de compor um tema mais pesado que o usual dos HEAVENWOOD (espreitar um pouco das nossas raízes DISGORGED). Enviamos a pré-produção e conceito lírico do tema ao Jeff sendo prontamente aceite a sua participação ao identificar-se muito com a qualidade musical da banda. No caso do GUS G pretendíamos compor um tema dedicado ás grandes culturas na Historia da Humanidade e em “One Step to Devotion” ela é dedicada à Grécia… o GUS G dos FIREWIND era uma opção lógica e acertada. Uma vez que ele conhecia bastante bem os HEAVENWOOD pelo sucesso do “DIVA” e “SWALLOW” na sua terra natal houve de imediato uma forte empatia neste desafio. Quanto ao Belga TIJS VANNESTE dos OCEANS of SADNESS no tema “Obsolete”, fomos contactados pelo Tijs a agradecer o facto de saber que os HEAVENWOOD estavam a preparar um novo álbum, com fã de longa data da banda. Conversa puxa conversa propus o desafio de me ajudar a terminar o tema “Obsolete” imediatamente aceite por ele ao partilharmos gostos e culturas musicais foi de facto fácil transmitir para a fita esta nossa empatia.

6 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Amor… amor nas suas mais variadas formas de expressão, a dualidade que muitos seres humanos ainda não descobriram neles próprios, um caminho e um ciclo. Acredito que quem compreender o pouco desta frase, muito assim lhe dirá…

7 – A capa do disco (tanto a da primeira edição como a da segunda) segue o estilo dos álbuns anteriores. Quem foi o responsável? Estão satisfeitos com a apresentação geral do álbum?
O design do novo álbum dos HEAVENWOOD foi desenvolvido pelo JMELLO Design do Brasil, sim estamos satisfeitos.

8 – A vossa sonoridade tem passado por mutações sucessivas desde os tempos dos Disgorged até hoje. Actualmente, quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música (literatura, cinema, arte, sociedade, etc)?
No que respeita a mutações musicais, bom… ainda bem que sim… sinal de evolução a todos os niveis. Em termos de influências musicais sou pouco ou nada estereotipado por isso estabeleço um limite muito simples em termos de gostos musicais: há boa música e há música má.
Aprecio imenso Ridley Scott, David Lynch, Stanley Kubrick porque vêem e sentem para além do horizonte!
No que respeita á literatura sou um leitor muito espiritual e todos os caminhos devem ser percorridos ou pelo menos experimentados desde a Filosofia á Teosofia entre outras correntes. Aleister Crowley e Fernando Pessoa são muito fortes por motivos não tão óbvios para quem os lê...existe algo mais para além do óbvio!
Aprecio muito ouvir Michael Tsarion e sua visão sobre a Humanidade, Osho, entre outros… a sabedoria não ocupa lugar!

9 – O disco foi lançado pela Recital. Como é que surgiu esta colaboração? Porque é que a banda optou por esta editora emparticular? E fora de Portugal, qual é a situação em relação à edição de “Redemption”?
A RECITAL records ofereceu todas as condições exigidas pelos HEAVENWOOD perante este novo álbum contra as condições que nos foram ofertadas por editoras fora de Portugal. A RECITAL aceitou este desafio assim como nós ao estarmos a exportar em grande escala um grupo e uma editora nacional. Tudo é possível com trabalho logicamente!
Em termos internacionais temos a sólida FOCUSION Promotions da Alemanha para trabalhar além fronteiras este novo álbum dos HEAVENWOOD. “Redemption” tem lançamento internacional a 17 de Outubro e no que respeita a Portugal a 1ª edição limitada com oferta de bilhete para os concertos oficiais de apresentação na CASA DA MÚSICA ou CINE TEATRO DE CORROIOS esgotou em pouco tempo!

10 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, e outras?
Os HEAVENWOOD irão apresentar o novo álbum “Redemption” oficialmente em Portugal dia 22 de Novembro na CASA DA MÚSICA (Porto) e dia 29 de Novembro no CINE TEATRO DE CORROIOS (Lisboa). Estão a surgir datas em Portugal, Espanha e Roménia para além de novas datas a serem confirmadas de forma a promovermos e retomarmos a inúmeros locais / clubes europeus por onde HEAVENWOOD deixou a sua marca.
Em termos de entrevistas nacionais e internacionais teremos o nível de promoção e exposição que o grupo abraçou desde o “Diva” e “Swallow”.

11 – Tendo já alguns anos nisto do Underground Português e do cenário Europeu do Metal, como vês a cena Underground nacional hoje em dia? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar? E a nível Europeu e mundial?
Muita parra pouca uva… Falta calma e objectividade a muita gente quando os horizontes pretendidos são altos.
A nível Europeu ou Mundial existe um mecanismo automatizado que permite gravar, lançar e promover álbuns ou bandas em “tempos-record” e que infelizmente até ao momento Portugal não se preparou para tal, é uma pena.... agora questiono eu: foram os HEAVENWOOD que estiveram parados 10 anos?!

12 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Um forte abraço musical em nome de toda a banda, boas viagens e “quadros musicais” ao som de “Redemption” e não deixem de visitar o nosso Myspace oficial em www.myspace.com/heavenwood

Perguntas: RDS
Respostas: Ricardo Dias (Voz / Guitarra Solo)

www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte

Wednesday

Heavenwood – Redemption (2008) – Recital

Finalmente temos direito a um novo trabalho dos Heavenwood. Depois de uma promissora estreia com “Diva” em 1996 e a confirmação com o fabuloso “Swallow” em 1998, seguiu-se um interregno que durou quase 10 anos. No ano passado surgiu um novo trabalho promocional e alguns concertos esporádicos. Em Dezembro desse mesmo ano a banda assinou contrato com a Portuguesa Recital, nascendo agora em Setembro de 2008 o fruto dessa colaboração. Os Heavenwod estão de volta com toda a força e “Redemption” traz 10 novos temas de Dark Rock / Gothic Metal que em nada ficam a dever às anteriores propostas. Conseguem até fazer a ponte entre o registo Gothic / Doom / Death melódico de “Diva” e o registo mais limpo de Dark / Gothic Rock / Metal de “Swallow”, balançando na perfeição todas as vertentes e facetas da banda. À semelhança deste último, “Redemption” tem também participações especiais, neste caso de Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Com produção, mistura e masterização de Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia, assim como uma ajuda do baterista de sessão Daniel Cardoso (Head Control System, ex-Sirius), o disco tem um som forte, cheio e pesado, mas limpo o suficiente para se conseguir perceber todo o trabalho instrumental e de vozes. Excelentes riffs/solos/melodias de guitarra, secção rítmica forte e coesa, voz versátil, boas ideias bem executadas, ambientes ora negros ora melódicos, o disco tem um pouco de tudo para agradar os fãs do género. O estilo é o mesmo de sempre mas não soa datado, podendo ser considerado o sucessor natural de “Swallow” e, sem dúvida alguma, o passo em frente em relação a essa proposta. Gostei muito do disco e estou ansioso por os voltar a ver ao vivo, agora com este novo material. 90% www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte
RDS
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Heavenwood - Obsolete

Sunday

Mourning Beloveth – A Disease For The Ages (2008) – Grau

Os Irlandeses Mourning Beloveth estão de volta com o seu quarto trabalho. Este é composto por 5 temas que são executados ao longo de 56 minutos. Doom / Death arrastado, depressivo, pesado, intenso, com uma melodia cativante e um certo toque épico é o que nos apresentam. A dualidade voz gutural / limpa (num tom épico) é outro dos atractivos. Como a própria nota de imprensa refere, aqui não há vozes femininas ou teclados, apenas puro Doom da velha escola. Salvo raras excepções, ultimamente não tenho ouvido álbuns na linha Doom que me chamassem verdadeiramente a atenção. Este novo opus dos Mourning Beloveth é, na minha modesta opinião, uma obra-prima. Fãs dos inícios de bandas como Anathema, My Dying Bride e até Paradise Lost; bandas numa linha mais tradicional Heavy / Doom como Witchfinder General e Candlemass; ou ainda nomes mais recentes como Primordial ou os “nossos” Desire, vão apreciar esta negra obra de arte. Aconselho vivamente aos maníacos do género. 90% http://www.mourningbeloveth.com/ / www.myspace.com/mourningbeloveth / http://www.grau.cd/
RDS

Tuesday

Vulture Industries - Entrevista

1 – Vulture Industries (origin and meaning of the band’s name, short bio with highlights, discography, etc):
The origin of the name VI one of two alternatives we came up with before the fist concert with this lineup. There was really no other reason for picking up that name other than we considered it cool and fit our music.
VI emerged from the remains of the gothic metal band Dead Rose Garden, after changing close to all of the members VI first appeared March 2004 at Piggtrådfestivalen, The Barb Wire Festival, in Bergen. Since then the EPs “The Enemy Within” 2004 and “The Benevolent Pawn” 2005 were released before the recording of The Dystopia Journals started. By that time VI was independent, no signing had yet been done, so the whole recording process was run by our vocalist and programmer, Bjørnar E. Nilsen.

2 – “The Dystopia Journals” (writing & recording process):
Some of the songs on TDJ are from the EPs, so the material dates back at least 3 years, but the newest songs are written and arranged during the recording process. The writing process usually starts out as sketches on Bjørnar or Øyvind’s computers, these are handed round to the other members for fine tuning and testing out. The next phase is the rehearsals room, trying out the different parts, fitting new and removing parts that don’t fit. We normally use a lot of time on this, so when we came to recording the last 3 songs they were not finished yet. So we spent a lot of time in studio trying the new stuff out and adjusting the sounds to fit the other recordes songs. The fist songs were recorded 2 and 3, starting out early august 2006, finishing the last songs close to summer 2007.

3 – Lyrics (influences, themes, messages…):
The lyrics is Bjørnar’s work, he has a huge interest in classic poets, especially those with the darkest or perhaps clearest views upon life I think, not that he is a gloomy guy himself, he is like the rest of us happy campers. But he has a vivid imagination, and comes up with the strangest thoughts. His ideas for the lyrics for TDJ came up by chance he says, there was this “I” person that showed up, turning the process into a kind of a concept-album. But that was never intended when he started out. I think the lyrics speak for themselves, but themes are struggle with inner demons and wish for individuality, the themes are complex but the messages are not hidden. One might interpret them individually, Bjørnar always says that people should think for themselves, and that is perhaps part of the message?

4 – Helge Jordal and the album frontcover:
When we were discussing what the album cover should look like, a lot of ideas were tossed around in the band, many of the ones we didn’t use were really good too, maybe we can use them on the future albums. Anyway, Bjørnar and Maja (who designed the album cover and booklet) came up with the idea of picturing a man so full of inner struggle that he ends up strangling himself.
It was Bjørnar’s idea to contacting Helge Jordal, who is an acclaimed actor here in Norway. He had both the face and skills to show the contrasts between the furious and anxious sides of the same man. I think he did an excellent job, and he was a very cool guy as well. I guess the song “Path of infamy” is the inspiration behind this whole concept.

5 – Musical and other kind of influences:
We all have different musical influences in the band; I for one have taken the standard road of a norwegian metalhead: started listen to Metallica, Megadeth and Sepultura at the age of 13, then moved over to more extreme metal, Satyricon, Dissection etc., then maybe eased up a bit when I got a bit older, really listening to everything from Mötley Crüe to Shooter Jennings.
Øyvind and Bjørnar writes most of the music on the album; I tend to think that Øyvind is a bit more into the death and black metal-scene, while Bjørnar is a bit more into the industrial/ horror/ weirdo-scene.. hehe. They both are prog heads though.

Many have compared us to Arcturus, mainly because of Bjørnar’s vocals and the experimental nature of the music. While I can understand that someone can think so, and myself and other members of VI likes Arcturus, I can assure you that this is not intentional. I don’t think we sound very similar, and Bjørnar can’t really sing any other way, the poor bastard J

6 – Dark Essence Records:
Dark Essence resides in our hometown of Bergen, and we know the guys running it, so this makes it easier to have a good contact with the label. They have really done a good job for us so far. I know that Bjørnar also has started cooperation with them, so this is positive for VI as well.

7 – Tour to promote the record:
We have played a number of concerts here in Norway after the album hit the shops. Bergen, Haugesund, Tromsø and Sandnes. We are also going to Oslo early next year. As that is about all the cities we have in Norway (hehe), we are doing a tour around Europe in March.. a total of 17 gigs I think, from Italy to the UK. That will be a blast!

8 – Final Message:
Thanx for giving us this interview! Hope you guys reading will check out our music, buy our album and go apeshit with us in concert! Check out our website (www.vulture-industries.net) for info about future concerts! Cheers!


Entrevistador: RDS
Entrevistados: Kyrre Teigen (bass) q. 1-3, Tor Helge Gjengedal (drums) q. 4-8.

Wednesday

Von Branden - Entrevista

1 – [von Branden] (origin and meaning of the band’s name, short bio with highlights, discography, etc):
Herr von Branden: Well, [von Branden] was brought to life by Vestriz von Mesopotamien and myself, Solarian von Branden, in 2004. We created ourselves to not be part of humanity anymore, as we prefer to watch and help them destroy themselves from a distant point of view. In August 2005, we welcomed our third member Arminius von Theesfeld, who completed Dynasty [von Branden]. We are not a common band, as we do not exist in that common sense. All three members of [von Branden] are nothing but shadows of their once only human beings. We have no past to tell about and no future to poison, we only exist to take advantage of the linearity in this world. Our name refers to some former German aristocracy, along with the literally meaning of the words: [von Branden] stands for the fire we went through to leave behind the chains of continuity. Furthermore, I like the sound of the words. It has the same vowels as “cellar door”. We’re about to release our debut album “Scherben”, following two demos “Behind the Rain” and “Ignoranzkult”, which by the way were never released.
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2 – “Scherben” (writing & recording process):
Herr von Branden: The process of writing and recording our songs needed a long time. Originally, we wrote and recorded the songs only for ourselves, to get rid of all the things we couldn’t bear anymore in daily life. Then one of our guest vocalist showed our first demo to GreyFall, who then contacted us and asked for more songs to release an album. So after Arminius became member of the band, we started a second recording session, the result of which is our second demo “Ignoranzkult”. After signing to GreyFall, we rearranged, remixed and remastered the recordings and added another track to complete the album. So it was a slow process over three years I guess, from the idea of two entities to our debut album “Scherben”, although we spent very little time in studio. We had the help of some guest musicians during all recording sessions, therefore each song sounds unique and it is hard to label our music to one genre.

3 – Lyrics (influences, themes, messages):
Herr von Branden: We basically sing about concrete situations of our life, which is in my opinion unavoidable to create honest music. I admit, we concentrate on some really melancholic and sad moments, and in the end it’s all about women, relationships, hopes, disappointments and losses. I use to talk to some special persons in our songs, who were part of my life, to show them a different point of view. Maybe some listeners will find their own experiences reflected in our songs, at least I hope so. But primary, all music is written only for ourselves, to keep us a memory of few special moments. We try to focus all we felt into the words and music, to combine it and paint a drawing of our souls. The album is entitled “Scherben”, which means fragments or broken pieces. It stands for the way I look at people, who are made of “Scherben” deep inside. Everytime you are deeply disappointed, you break into pieces, are told to find strength and put the pieces (“Scherben”) back together. With time, you are nothing but a mask behind which you hide your ruined inner self. Nothing is more disgusting for me. We do not want to spread a message, we just want to make people feel what we felt.

4 – Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
Herr von Branden: The artwork was done by Lukasz Jaszak, and I’m very satisfied with his work. We had some intense conversations, as I wanted the artwork to be the visual part of our music. So we talked about very personal issues, and he always had great ideas how to interprete our wishes. I think he was the perfect man to complete our album visually, he can be really proud about his work, although it fitted perfectly for sad reasons. The whole album shows transitoriness of existence, of relationships, of everything that is important for a human soul. If you look at the front cover and then open the booklet, you will surely be shocked someway, as it definetely looks different than you would expect it to look. This was really important for us, to have some controverse and disturbing artwork that expresses what we feel and that completes our music. Beautiful in some melancholic way, but shocking honest and different.

5 – Tori Amos “Winter”. Why?:
Herr von Branden: Hehe, why not? I love the original version of Tori Amos, and again, I have very personal memories concerning that song. Some special person gave it to me years ago, but somewhen the feelings of the original version did no longer fit to my feelings listening to the song. So I asked Vestriz and Arminius to do a cover version and record it. I wanted the song to sound desolate and accusing, torn apart between sorrow and blind anger. It was an experiment in studio, like all of our songs. We tried to work with single clean vocals for the first time, and I admit we still have to learn controlling it. But we decided to put that song onto the album, and I do not regret it.

6 – Musical and other kind of influences:
Herr von Branden: We’re pretty open minded musically I think, but there is no special band or musician to mention. We just listen to a lot of different styles… As long as the music touches our heart, we do not care for any genres. We try to not copy any existing band or even copy ourselves, we always try to find new instruments to use and new ways to express our emotions. We simply want to create a drawing of a special moment, along with all the feelings and the atmosphere we remember about it. Not a simple photo, but captured thoughts and emotions, to keep these moments alive for us. We do not forget the suffering… Sometime I use to say that we are influenced only by rain; imagine the raindrops falling, the calm sound, the wet world around, the smell and taste… this is the atmosphere we want to create.

7 – GreyFall:
Herr von Branden: Well, we signed to GreyFal only few months ago, but we knew that they’re interested in releasing our material since about two years. I think they can support us very well, although we originally never intended to release anything. Our friends of Mandrake are on the same label, so we knew what we can await and I’m sure we made the right decision.

8 – Tour to promote the record:
Herr von Branden: We are not sure if we will play live. [von Branden] has been growing steady since the beginning, but we never thought about performing gigs in the beginning. We would somehow like to, but have to consider the problems on stage as we’d have to either play with our guest musicians or use some playback for some instruments. I’m not a friend of playback at all, but next point is that we do not know if we should present ourselves in flesh and blood, as the “real” bandmembers are nothing but shadows of their once human beings. Let’s first wait for the reactions to our debut album and then see if there are enough people who want to see us on stage, haha…
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9 – Final Message:
Herr von Branden: We thank you a lot for giving us the possibility to talk to you and your readers, we appreciate it a lot! I hope some of your readers will give our different style of music a chance. “Keep the pain alive inside!”
Yours,
Solarian von Branden

Friday

Von Branden – Scherben (2007) – GreyFall / Grau

Disco de estreia depois de 2 maquetes. Mais Gothic Metal vindo da Alemanha. Este é mais inclinado para a vertente Dark / Doom do Metal. Ao todo são 9 temas em cerca de 51 minutos. Além do habitual trio guitarra / baixo / bateria temos ainda a inclusão de acordeão, violoncelo, saxofone e piano, os quais dão um tom mais melancólico e até mesmo místico à música. Lento, depressivo, melancólico, carregado, nem belo nem feio, nem negro nem branco, apresentado sempre em tons de cinzento numa espécie de fusão entre a bela e o monstro. Pelo meio há tempo para algum experimentalismo, se bem que pouco, no instrumental “Bitte Lies In Pure Dismay”. Fecha-se o disco com uma versão de “Winter” de Tori Amos. Eu chamaria à música dos Von Branden: Vintage Melancholic Gothic Dark Doom. Confusos? Imaginem uma banda formada por membros de My Dying Bride, Lacrimosa e Winds em meados do século XIX. 80% http://www.grau.cd/

Saturday

The Vision Bleak – The Wolves Go Hunt Their Prey (2007) – Prophecy

Mais um trabalho, o terceiro, para os The Vision Bleak. Esta nova proposta está mais pesada e “metaleira” que as anteriores mas as orquestrações, guitarras acústicas, citaras e passagens mais atmosféricas ainda fazem parte da sonoridade da banda. Para quem não conhece este duo germânico, estes praticam uma espécie de banda sonora de bases Metal e góticas para uma novela de terror gótica de finais do século IXX. A voz algures entre Type O Negative, Sisters Of Mercy e Danzig, é monocórdica e torna-se algo monótona. Um pouco de variação na voz, assim como a adição de vozes femininas mais operáticas acrescentariam outras tonalidades à música, já por si sombria mas épica, dos The Vision Bleak. Tirando este pequeno senão o disco é fabuloso e aconselha-se vivamente a seres noctívagos! RDS
80%
Prophecy: www.prophecy.cd
The Vision Bleak: www.the-vision.bleak.de

Friday

Anthemon – Kadavreski (2006) – Manitou Music / Thundering Records

Há já imenso tempo que não ouvia algo tão excitante como este 3º álbum dos Finlandeses Anthemon. O álbum começa logo com um fabuloso opus de 23 minutos (o tema título), seguindo-se mais 3 temas, não menos geniais, que rondam os 9, 7 e 5 minutos e meio respectivamente. Nos pouco mais de 44 minutos de duração do álbum, podemos ouvir elementos de Dark Metal, Doom, progressivo dos 70s e algum gótico, tudo adornado com passagens ambientais, elementos electrónicos, vozes angelicais a secundar a principal masculina (limpa e gutural, mas mais da primeira), passagens clássicas e épicas, e até mesmo uns riffs de Heavy Metal mais tradicional, tudo muito bem encaixado no seu devido lugar e tempo. Apesar de os Anthemon terem o seu estilo próprio, por vezes vêm-me à cabeça nomes como Saviour Machine (mais pela voz), Memory Garden (nas toadas mais Heavy / Doom e por vezes nas vozes), Nightfall (em algumas passagens mais Dark), Misanthrope (pelo vanguardismo), Maudlin Of The Well (pela mistura de estilos e pelas passagens mais progressivas), Opeth (pela mistura de Dark com Progressivo), Disillusion, e algum do material Dark / Doom do Underground da década de 90.O conceito no tema título veio da ideia de criar um “cadavre exquis” musical. Trata-se de uma técnica criada pelos Surrealistas para explorar os acidentes e colagens na arte. A palavra “Kadavreski” é um neologismo criado pela banda, uma contracção das palavras francesas “cadavre” e “exquis”. A técnica, que começou como um jogo, envolve vários artistas no mesmo trabalho, cada um adicionando um novo elemento, por vezes sem saber o que é que a pessoa anterior fez. Esta maneira de criar já deu vários trabalhos de poesia e pintura bem interessantes, caracterizando o que já foi apelidado de “A inconsciente realidade da personalidade do grupo”. Neste trabalho em particular, tanto a música como as letras do tema “Kadavreski” foram criadas desta maneira. Cada elemento de Anthemon escreveu uns minutos de música, começando pelo último minuto feito pelo músico anterior e seguindo pelo caminho que quisesse. O resultado foi essa música de 23 minutos construída em 5 partes escritas e compostas sem saber como soaria a canção no final.Liricamente, o álbum também é muito interessante, lidando com assuntos de índole filosófica (“Print Of The Sands Glass”, “All Is Cyclical”) ou mitologia egípcia (“Weight Of The Feather”).Resta ainda salientar que o som é fabuloso, pesado quanto baste mas salientando muito bem as ambiências negras que predominam o álbum. O álbum foi gravado nos RootsKult Studios em Paris (França) e foi misturado e masterizado por Ahti Kortelainen nos famosos Tico-Tico Studios na Finlândia. RDS
100%
Thundering Records / Manitou Music: www.thundering-records.com
Anthemon: www.anthemon.com
Pervade Productions: www.pervade-prod.com

Monday

Empyrium – A Retrospective… (2006) – Prophecy

Após uma demo e 4 álbuns aí está a retrospectiva dos Empyrium ou, como queiram, do projecto a solo do Alemão Ulf Theodor Schwadorf. Será que apenas com 4 discos e 8 anos de história se pode falar numa retrospectiva deste género? No caso dos Empyrium pode e deve. Quando uma banda passa por mutações, como neste caso, uma das duas, ou anda ali perdida de álbum para álbum e não consegue chegar a atingir um público-alvo, ou então aquilo que faz é de tanta relevância que lhe permite atingir diversos tipos de público e até atingir um certo estatuto de culto. Esta última hipótese é mais ou menos o que aconteceu com os Empyrium. Isto apenas para justificar a edição de um disco deste género após tão curta carreira.Desde a estreia “A wintersunset…” (1996) ou o seguinte “Songs of moors & misty fields” (1997), ambos numa linha mais Dark Metal, passando pelos dois seguintes “Where at night the wood grouse plays” (1999) e “Weiland” (2002), mais Dark Folk, a música de Empyrium é cheia de emoções bem negras, frias, distantes e melancólicas, apoiadas por sonoridades tradicionais de orientação nórdica, passagens acústicas, algum Dark Metal (início de carreira) e Doom. Há aqui até algumas sonoridades que bem poderiam ser escritas por um Português, tal é a ligação que se pode fazer às típicas emoções melancólicas, de solidão e “saudade” do nosso país. Ao ouvir a música dos Empyrium parece-nos que estamos perdidos numa qualquer floresta de um país nórdico em comunhão com a Mãe Natureza num qualquer ritual pagão.Além de 10 temas dos 4 álbuns, devidamente remasterizados, também temos aqui dois temas novos (“Der Weiher”, “Am wolkenstieg”) e uma nova versão para “The franconian woods in winter’s silence” (o original é da estreia “A wintersunset…”). O disco vem num formato digibook a dourado com 60 páginas com a biografia completa.A par com esta colectânea vai também ser editada uma caixa especial com todos os discos (demo incluída) do projecto, e ainda re-edições de todos os álbuns em formato digibook limitadas a 500 cópias.Indispensável para os fãs de Empyrium, Dark Folk, música apoiada em ancestrais tradições europeias e qualquer apreciador de boa música que disso se preze. RDS
98%

Sunday

Aeternus – Hexaeon (2006) – Dark Essence / Karisma Records

No activo desde 1993, estes Noruegueses Aeternus já lançaram 4 álbuns através da Hammerheart Records e outro através da Nocturnal Art Productions. Este é o 6º trabalho e o primeiro através da Dark Essence Records. O som continua no mesmo estilo de sempre, mas com uma pequena diferença: muito melhor! Dark Metal bem intenso, pesado e com uma certa orientação épica. “Hexaeon” é o álbum mais variado de sempre da banda, com ritmos variando dos mais rápidos aos mais lentos, com passagens com mais groove e outras com certa inclinação Viking Metal, sempre com um peso indiscutível mas com algumas passagens mais ambientais e épicas para variar um pouco e não cansar muito o ouvinte de tanto peso. O que se ouve nestes 9 temas (em cerca de 34 minutos) não é nada de novo ou original, mas o que é que isso interessa quando um Dark Metal desta qualidade e intensidade nos agarra desde o início do álbum até ao fim? RDS
90%