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Wednesday

Paradise Lost - Interview with Greg Mackintosh

 
1. Although this new record seems to be a blend of everything you did in the past, it is certainly a companionship to records such as “Gothic”, “Icon” or “Draconian Times”. When it comes to writing new songs, do you deliberately take a turn towards the type of album you want, or does it just come naturally?

Generally when I come to write a new album, I look at it from the point of view that we are a brand new band,have no history or releases and what do we want to hear right now.
I find that is the only way to have any enthusiasm for what we write.
If we thought too much about our past releases it would hinder the writing process in my opinion.

2. This is the first album with Adrian Erlandsson as a drummer, although he’s been playing with you for quite some time. What kind of input did he have in the record?

Well it was nice to be able to send tracks to him as and when they were written for him to mess around with and get used to.
Like you say,he has been with the band a while and apart from feeling very comfortable as part of PL now,he really wanted to make an impression as it was his first PL album,and I think he did that.

3. “Tragic Idol” was produced by Jens Bogren. It is not the first Paradise Lost album he’s involved in so, he’s quite familiar with your sound. The record sounds pretty much… Paradise Lost. Do you think it is important having a producer that actually knows the band (and the musical style at some extent), instead of a big name that will just impose his/her style into the music and, ultimately, ruin the record?

I think it is important that the producer listens to and understands the band,and then takes their sound and enhance it.
Too many "big name" producers at the moment don't have any interest in the band they are producing and just give them the "signature" production,which is bullshit as well as lazy.

 
4. There’s a promo video for the song “Honesty In Death” which shows some artistic work and care, instead of a regular “band in playback” kind of video. Tell me something about the production and shooting of this video.

Well I had worked with the director before on my other project Vallenfyre. So we saw his skill and vision on that. With PL we also had a bigger budget so we knew he would be able to do something special.
None of us are very into the usual metal performance video as it's just boring and overdone.
We like miniature movies. Especially miserable ones.
There was quite a big crew on the shoot which happened over 2/3 days in and around the area where we were formed.
I think the cinematography is beautiful and the acting is great.
It is probably my favourite PL video and I would love to work with Matt Green again sometime in the future.

5. Having such a long career, you experienced a little bit of everything in the music industry. From the tape-trading era to this mp3 file-sharing; from the traditional labels to the digital labels; from good will people to the malicious bastards… How do you see the evolution of music industry and the future for it?

Personally I think it has deteriorated significantly over the last decade. People generally don't buy music,know the names of songs,care about artwork or packaging etc.
When we started out our scene felt like a family. Now it seems very splintered and everyone is just into self promotion instead of helping each other out.
I just sound like a dinosaur moaning about the good old days.

6. There is a tour already aligned to promote this record. How is it going so far?

Earlier this year we did the first leg of a European tour,which was very successful but we had to then concentrate on summer festivals for a while. At the moment we are touring the states and as soon as we return we continue on the 2nd leg of the European tour which strangely enough begins with 2 shows in Portugal.

7. What are your plans for the future?

I try not to think too far ahead. I find it fruitless and depressing.

8. Do you want to leave a final message to the Portuguese fans?

See you on tour soon. Keep it fucking grim!!
 
 
PARADISE LOST - HONESTY IN DEATH (OFFICIAL PROMOCLIP)

V/A – Echoes Of A Morbid Death – Tribute To Morbid Death (2008) – Bit9

Como o título indica, este é um disco de tributo aos Açorianos Morbid Death, uma das bandas da região com mais longevidade e actividade nos espectros do Metal e do Underground. 11 bandas Açorianas (Neurolag, Hatin’ Wheeler, Anjos Negros, In Peccatum, Duhkrista, Crossfaith, A Dream Of Poe, Zymosis, Spank Lord, Spinal Trip, Violent Vendetta) fazem a sua interpretação dos temas de Morbid Death. Aliás, é mesmo esse o ponto forte do CD pois, além de se falar de diversas vertentes estilísticas (Heavy, Thrash, Crossover, Death, Doom, Gótico, Black), as bandas conseguiram adaptar o original à sua própria sonoridade. Sendo assim, é difícil destacar nomes pois, de certa forma, todos cumpriram com a sua obrigação (mais do que uma obrigação, um prazer, com certeza). O livrete inclui informação sobre as bandas envolvidas e breves apontamentos de cada uma das mesmas acerca dos tributados. Longe de ser uma obra-prima é, acima de tudo, um honesto e merecido tributo por todos estes anos de perseverança. Recomenda-se a fãs “diehard” de Metal nacional. Download autorizado disponível neste link. 75%
RDS

Autumn – Altitude (2009) – Metal Blade Records

Os Holandeses Autumn regressam com um novo trabalho de estúdio intitulado “Altitude”. A estreia “My New Time” foi bem recebida pela imprensa e fãs e eu, particularmente, gostei muito da sonoridade da banda. Esta continua na mesma linha, fusão de Hard ‘N’ Heavy, Gothic Rock, algum Progressivo, samplers electrónicos bem encaixados e certa ideias do Pop / Rock mais tradicional, tudo encimado por uma voz feminina suave, melódica, mas segura. Não é das bandas mais originais ao cimo da Terra mas o que fazem, fazem-no bem. Alguns dos nomes que se podem referir, tal como no disco anterior, como linhas de orientação são The Gathering (segunda fase menos pesada), Paradise Lost (fase mais Rock), Tiamat, Porcupine Tree, Ayreon, After Forever ou até, porque não, ABBA. Recomendo. 80% http://www.metalblade.de/ / www.autumn-band.com / www.myspace.com/autumnband
RDS

Thursday

Divine Lust – The Bitterest Flavours (2008) – Deadsun Records

Lembro-me da estreia homónima em 2002 e desta me ter chamado a atenção para a fusão Doom e Gothic Metal de inspirações My Dying Bride, Anathema, Sentenced, Crematory e Sundown. Embora algo derivativa e lugar comum, tinha os seus pontos de interesse, assim como um certo cuidado na composição de temas com identidade (o tema de apresentação “Morrigan” vem à cabeça). Após 6 anos de espera (com um EP em 2004 do qual eu não tive conhecimento senão à minutos) surge o sucessor sob a forma desta colecção de 11 temas em 67 minutos. A sonoridade segue a mesma linha de sempre mas desta feita deram especial atenção aos pormenores, sons, ambientes e revelam um trabalho de composição elaborado. Nada foi deixado ao acaso e as ligações entre ideias, riffs, melodias, e mudanças de ritmos, está feita de um modo perfeito e com uma fluidez e à vontade que se espera de uma banda com 10 anos de existência. As colaborações especiais (violino, voz feminina, guitarra Portuguesa), assim como o uso inteligente dos teclados e algumas influências étnicas, ajudam bastante ao ambiente geral do disco. Pesado quanto baste mas com muita melodia; com a força e intensidade do Doom mas com a suavidade dos elementos góticos; sombrio e depressivo mas com o vislumbre da luz ao fundo do túnel. É assim este “The Bitterest Flavours”. Em 2008 os Divine Lust estão, além de mais maduros, bem mais interessantes. Para fãs das bandas acima citadas e outras como o Memory Garden, Candlemass, Lake Of Tears, Tiamat, Beseech, Saviour Machine, Lacrimosa, Depeche Mode (pareceu-me ouvir aqui umas ideias, em especial na voz) ou ainda os Portugueses Heavenwood, Secrecy e Desire. Se ainda havia dúvidas quanto às potencialidades do Divine Lust, estas estão dissipadas com o fabuloso “The Bitterest Flavours”. 95% http://www.divinelust.com/ / www.myspace.com/divinelustband / http://www.deadsunrecords.com/
RDS
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Divine Lust - Morrigan ("Divine Lust", 2002)

Monday

Anomally – Once In Hell… (2008) – Edição de Autor

“Once In Hell…” é o disco de estreia com edição de autor dos Açorianos Anomally. São 8 temas em pouco mais de 33 minutos e meio que fazem a fusão de Death Metal melódico com ambientes góticos. Reminiscências do Gothic / Death Europeu de meados da década de 90 e nomes como Crematory, Dark Tranquility (antigo), Atrocity ou Paradise Lost (antigo) fazem o som dos Anomally. Algumas influências pouco notórias mas enumeradas pela banda são In Flames, Lamb Of God, As I Lay Dying, Dream Theater ou Metallica, por exemplo. O som está potente mas nítido o suficiente para se ouvir tudo o que se está a passar em termos instrumentais. A típica dualidade voz gutural e limpa está presente, as guitarras alternam entre os riffs mais agressivos e as linhas melódicas, a secção rítmica é forte e coesa, as teclas estão bem encaixadas e não exageram. Gostei também da apresentação geral do CD e, em especial, do toque extra com a etiqueta de morgue. Longe de ser um disco essencial, é um bom disco que faz lembrar a já referida cena Death / Goth de meados dos 90s, mas sem soar datado, como acontece com algumas bandas que seguem esta linha. Vale a pena a audição para quem gosta do género. 70% http://www.anomally.com/ / www.myspace.com/theanomally / Metalicídio (Venda Online do CD)
RDS
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Anomally - No Words From The Dead

Saturday

Area51 - Interview

1 – Area51 is a young band and still unknown in the worldwide Metal scene. Can you describe the band’s path from its foundation to these days?
Okay! AREA51 started out when I started making demos with our former singer. That’s about 4-5 years ago. Everything but the vocals and guitars were programmed, the demos were put on the internet, and CD-Rs were given out to many people. Our former drummer and keyboard player were very interested in the demos, and we evolved into a real band.
After that, to further stretch our envelope, we decided to find a new singer. Following nearly a hundred auditions, we finally came across Kate, who joined the band. In 2005 we released our first album, which is the official start of our band’s history.
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2 – I noticed that you’re getting some exposure outside of Japan and you are even releasing a 5-track CD in Brazil. Apart from a few exceptions, Japan is known for “keeping” their music inside its boundaries. Your musical market is big enough for any band to achieve success. Do you intend to take the band outside of Japan or is your country enough for you?
Like you mentioned, the musical market in Japan is definitely big. However, it’s rather unlikely that our kind of music will gain mainstream recognition today. Many listeners are not in need of songs with very long technical guitar solos, or very complex passages.
However, when looking out to the rest of the world, there are tons of listeners who go wild, who are crazy about our kind of music! Our goal is to reach those people, who appreciate what we do and who we are. That’s why we released a CD in Brazil, and why we are available around the world through iTunes. Of course we’re also working on domestic support as well, but that’s not our limit.
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3 – I noticed that the majority of Japanese musicians tend to sing in Japanese, but in Area51 the lyrics were written in English. Do you think Heavy Metal must be sung in English or is it a way to allow your band to achieve some reception in Western countries? Why did you choose to sing in English rather than in Japanese?
There may be a misunderstanding here. Our song titles are in English, but our lyrics are in Japanese. It might be the way Kate sings, but people sometimes think she’s singing in English. I can’t tell you why that happens, but she certainly has a very unique and original way of singing Japanese lyrics.
I’m happy with the way our songs with Japanese lyrics are accepted. We might incorporate English lyrics in the future, but we also think our approach to the world in our own language, Japanese, is very important, too. So, the Japanese language factor is quite important.
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4 – Are you satisfied with this new album “Daemonicus”, the songs, the recording process, production, and final product?
Of course we’re satisfied! But, after some time, we really feel that the next album will be even better, that there is room for improvement. Especially regarding the production. We’ll see how the next album goes, but for now we are very satisfied with Daemonicus.
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5 – Heavy, Power and Neoclassical Metal are known for their fantasy inspired lyrics. What kind of subjects influenced you to write the lyrics for this record?
Daemonicus isn’t necessarily a concept album, but all songs are connected to complete a story. You can see representations of the story on the CD cover, booklet, and artwork inside the CD case. Individual songs do have themes inspired by love, relationships, warning the world about certain issues, and fantasy.
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6 – What bands do you listen to and influence you to write music for Area51? How about books and movies?
For songwriting and performance, Yngwie Malmsteen, Impellitteri, Stratovarius, Symphony X, Rhapsody, Kamelot, Vitalij Kuprij had great influences. Also, X Japan from Japan definitely had a strong influence.
In terms of movies, I would say the ambience and atmosphere of “Lord of the Rings”, “Harry Potter”, and “The Mummy” influenced our imagination quite a bit. The song “Lord Knows”, from our latest album, was actually inspired by the Walt Disney movie “Beauty and the Beast”.
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7 – Rob Rock from Impelliteri is a guest in the track “Lord Knows”. How did you manage to have this Hard ‘N’ Heavy legend in your new record?
This was such an exciting event for me! I’ve been an Impellitteri fan ever since I started playing the guitar. Especially albums like “Answer to the Master”, “Victim of the System”, “Screaming Symphony” are like text books to me.
Ever since I started thinking about a 16 minute long song, I always wanted to have a male guest singer. With no expectations of his agreeing, I approached Rob, who appreciated our music, and agreed to sing for us.
He was extremely professional, with tons of great ideas regarding the lyrics and melodies. He understood how to bring the overall song as close to perfection as possible, without us having to explain things in detail. We recorded Kate’s vocals afterwards, but since Rob’s recording perfectly captured our intentions, the rest of the recording went smoothly like magic. Among all the musicians who must want Rob to sing for them, I am so grateful and happy that we actually made it happen. I cannot thank him enough for what he’s done for us, and I am extremely proud of the outcome.
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8 – Do you have a tour prepared to promote the new record?
This related to a subsequent question, too, but honestly speaking, the music scene here in Japan is not set up for such promotional tours. We did have a few shows after the latest album was released, but that’s all we’ve done, no touring.
We’ve already started preparing for the next album. In parallel, we’re working on having our songs used as theme songs for television shows, or major radio shows. In Japan, it’s very important to have such tie-ups to make satisfactory touring happen.
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9 – I read in some article, on the internet, that you had some major exposure in Burrn magazine with your first record “Ankh”, back in 2005. It was highlighted as the 6th best Neoclassical Metal record ever released in Japan. Was that important for the band?
Hmm… I think this requires proper explanation. In fact, before “Ankh” was selected in their ranking, their first review of our album was extremely negative, not representative of what the album was at all. They seem to have such negative approaches from time to time. For example, Stratovarius’ “Vision”, Yngwie Malmsteen’s “Rising Force” both received very bad initial reviews. It goes without saying, that they were completely mistaken.
Many furious fans criticized their bad review of “Ankh”. They were the only ones with negative feedback, where many other bloggers and reviewers were offering positive comments.
Perhaps ten years ago “Ankh” would have just been criticized and forgotten, but with the internet today, I don’t feel it had a strong impact. People could listen to our music on our website, and make their own judgment. As a result, many listeners expressed their disagreement with Burrn!’s review. Then, after a few months, they suddenly chose the album as the 6th best Neoclassical Metal Album, as if nothing had happened beforehand.
I was honestly surprised, must more by their change in attitude, compared to the album ranking itself. In retrospect, I do appreciate the exposure, though (lol).
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10 – How’s the Japanese Heavy Metal scene nowadays (Bands, labels, magazines, venues, etc)? What about Punk, Gothic, and Alternative Rock scenes? Which bands would you highlight?
The Japanese metal scene is quite unique. I think it’s a great place for foreign metal bands. Good CD sales, tour after tour. However, for domestic metal bands, it’s very tough. Only a handful of famous bands with long careers, like Anthem and Loudness, are still successful today, but for the rest, it’s not easy. Bands like Onmyo-za and Galneryus are well known within the metal scene, but since the metal scene itself is so small, not everyone knows about them. There aren’t many metal listeners here who are interested in domestic metal bands.
On the other hand, punk-ish bands seem to be doing well on the charts. We heard lots of programmed or dance music a while ago on TV, but it seems “band sounds” are coming back, with increasing popularity. I hope this trend ends up helping the metal scene as well.
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11 – You have now some space for a final message.
Thanks so much for reading this to the end! I hope you enjoyed the interview. If you are interested in us at all, please check out the album! I really look forward to the day we can play in front of you! Until then, keep you ears wide open, and Stay Metal!
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Questions: RDS
Answers: Yoichiro Ishino (Guitars)
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Area51: http://www.area51-web.com/ / www.myspace.com/area51web
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Area51 - Close To... (You And Me) (Fanmade Video)

Monday

Heavenwood - Entrevista

1 – Desde o último álbum “Swallow” (datado de 1998) até este novo trabalho houve um interregno enorme que passou por problemas com a anterior a editora (a Germânica Massacre), mudanças de formação, etc. Pelo meio houve tempo para um promo-CD em 2007 e alguns concertos esporádicos (que muita gente pensava serem de reunião, mas a banda nunca acabou propriamente, não é assim?). O que é se tem passado comos Heavenwood neste últimos 10 anos?
Estes anos de “silêncio” serviram de meditação musical por assim dizer no seio dos HEAVENWOOD enquanto alguns membros da banda trilharam caminhos alternativos em termos musicais, serviu também para o grupo analisar determinados assuntos fulcrais correspondentes á carreira da própria banda. Penso que toda a gente inserida neste meio musical tem a noção que as labels são um terreno pantanoso quando previamente não são efectuados acordos de comum interesse mas uma vez que acredito no lema " o que não nos mata torna-nos mais fortes " isso sim é que interessa no final de contas.
10 anos serviram no final de contas para idealizar, estruturar, compor, produzir e gravar este nosso terceiro álbum “Redemption”.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Redemption”.
O novo álbum dos HEAVENWOOD teve uma pré-produção massiva, intensiva em termos de composição e estruturação dos riffs e melodias características da banda com as letras, linhas vocais de forma a soar no final a “cara com coroa”.
A banda teve vários meses a pre-produzir vários temas antes de entrar no ULTRASOUND Studios com o Daniel Cardoso, trabalho esse desempenhado apenas entre os 3 elementos que são o núcleo forte dos HEAVENWOOD em 2008. Quanto entramos no ULTRASOUND studios tínhamos um esboço bem delineado do que queríamos em relação á sonoridade do novo álbum dos HEAVENWOOD, sabíamos que com a colaboração do Daniel Cardoso na Bateria todos os temas iriam ganhar uma maior dimensão em termos musicais e sonoros. Em termos vocais o album está apetrechado de pormenores o que por si só deu muito trabalho a toda a equipa envolvida. Partimos então para os FASCINATION STREET STUDIOS na SUÉCIA e com o JENS BOGREN misturamos e masterizamos um tema por dia de forma meticulosa. Muita mais gente esteve envolvida neste processo para o novo álbum dos Heavenwood desde o apoio da nossa Editora actual (Recital Records), todo o esforço e empenho da Avantegarde Management, Rita Carmo com uma sessão de fotografias desta fantástica fotógrafa nacional até ao designer JMELLO do Brasil.
Curioso o facto de várias nacionalidade estarem envolvidas nesta arte que fazemos!

3 – O disco foi produzido, misturado e masterizado por Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia. Porque optaram por estes estúdios e este produtor?
Porque nos identificamos com o seu " quadro musical ", procuramos muito sinceramente evitar os clichés sonoros actuais que passam por álbuns demasiadamente comprimidos em termos sonoros. Os HEAVENWOOD com “Redemption” pretendem soar a analógico, dinâmico, a banda… uma sonoridade aberta… metaforicamente falando… de braços abertos… espaço… ar… e de facto o JENS BOGREN é na actualidade o melhor produtor europeu neste tipo de sonoridade!

4 – O Daniel Carvalho (Head Control System, ex-Sirius), além de gravar a bateria no disco, teve também um papel activo na produção. Como é que surgiu a sua colaboração com os Heavenwood?
Uma vez que pretendíamos e acreditávamos que em Portugal conseguiríamos captar, gravar e produzir o álbum em condições ao ouvir alguns trabalhos do Daniel juntamos o útil ao agradável. Foram quase dois meses de trabalho intenso de toda a gente envolvida onde a equipa ULTRASOUND se dedicou de alma e coração ao novo álbum dos HEAVENWOOD. Muito trabalho caros amigos. Muito trabalho mesmo!

5 – O disco tem diversas colaborações especiais: Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Como surgiram estas colaborações? Que extra adicionaram estes músicos à faixa em questão?
As colaborações aparecem mais uma vez de forma metafórica uma vez que os temas estão identificados com os músicos convidados em termos musicais ou líricos (contextos). No caso do JEFF WATERS tivemos a intenção de compor um tema mais pesado que o usual dos HEAVENWOOD (espreitar um pouco das nossas raízes DISGORGED). Enviamos a pré-produção e conceito lírico do tema ao Jeff sendo prontamente aceite a sua participação ao identificar-se muito com a qualidade musical da banda. No caso do GUS G pretendíamos compor um tema dedicado ás grandes culturas na Historia da Humanidade e em “One Step to Devotion” ela é dedicada à Grécia… o GUS G dos FIREWIND era uma opção lógica e acertada. Uma vez que ele conhecia bastante bem os HEAVENWOOD pelo sucesso do “DIVA” e “SWALLOW” na sua terra natal houve de imediato uma forte empatia neste desafio. Quanto ao Belga TIJS VANNESTE dos OCEANS of SADNESS no tema “Obsolete”, fomos contactados pelo Tijs a agradecer o facto de saber que os HEAVENWOOD estavam a preparar um novo álbum, com fã de longa data da banda. Conversa puxa conversa propus o desafio de me ajudar a terminar o tema “Obsolete” imediatamente aceite por ele ao partilharmos gostos e culturas musicais foi de facto fácil transmitir para a fita esta nossa empatia.

6 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Amor… amor nas suas mais variadas formas de expressão, a dualidade que muitos seres humanos ainda não descobriram neles próprios, um caminho e um ciclo. Acredito que quem compreender o pouco desta frase, muito assim lhe dirá…

7 – A capa do disco (tanto a da primeira edição como a da segunda) segue o estilo dos álbuns anteriores. Quem foi o responsável? Estão satisfeitos com a apresentação geral do álbum?
O design do novo álbum dos HEAVENWOOD foi desenvolvido pelo JMELLO Design do Brasil, sim estamos satisfeitos.

8 – A vossa sonoridade tem passado por mutações sucessivas desde os tempos dos Disgorged até hoje. Actualmente, quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música (literatura, cinema, arte, sociedade, etc)?
No que respeita a mutações musicais, bom… ainda bem que sim… sinal de evolução a todos os niveis. Em termos de influências musicais sou pouco ou nada estereotipado por isso estabeleço um limite muito simples em termos de gostos musicais: há boa música e há música má.
Aprecio imenso Ridley Scott, David Lynch, Stanley Kubrick porque vêem e sentem para além do horizonte!
No que respeita á literatura sou um leitor muito espiritual e todos os caminhos devem ser percorridos ou pelo menos experimentados desde a Filosofia á Teosofia entre outras correntes. Aleister Crowley e Fernando Pessoa são muito fortes por motivos não tão óbvios para quem os lê...existe algo mais para além do óbvio!
Aprecio muito ouvir Michael Tsarion e sua visão sobre a Humanidade, Osho, entre outros… a sabedoria não ocupa lugar!

9 – O disco foi lançado pela Recital. Como é que surgiu esta colaboração? Porque é que a banda optou por esta editora emparticular? E fora de Portugal, qual é a situação em relação à edição de “Redemption”?
A RECITAL records ofereceu todas as condições exigidas pelos HEAVENWOOD perante este novo álbum contra as condições que nos foram ofertadas por editoras fora de Portugal. A RECITAL aceitou este desafio assim como nós ao estarmos a exportar em grande escala um grupo e uma editora nacional. Tudo é possível com trabalho logicamente!
Em termos internacionais temos a sólida FOCUSION Promotions da Alemanha para trabalhar além fronteiras este novo álbum dos HEAVENWOOD. “Redemption” tem lançamento internacional a 17 de Outubro e no que respeita a Portugal a 1ª edição limitada com oferta de bilhete para os concertos oficiais de apresentação na CASA DA MÚSICA ou CINE TEATRO DE CORROIOS esgotou em pouco tempo!

10 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, e outras?
Os HEAVENWOOD irão apresentar o novo álbum “Redemption” oficialmente em Portugal dia 22 de Novembro na CASA DA MÚSICA (Porto) e dia 29 de Novembro no CINE TEATRO DE CORROIOS (Lisboa). Estão a surgir datas em Portugal, Espanha e Roménia para além de novas datas a serem confirmadas de forma a promovermos e retomarmos a inúmeros locais / clubes europeus por onde HEAVENWOOD deixou a sua marca.
Em termos de entrevistas nacionais e internacionais teremos o nível de promoção e exposição que o grupo abraçou desde o “Diva” e “Swallow”.

11 – Tendo já alguns anos nisto do Underground Português e do cenário Europeu do Metal, como vês a cena Underground nacional hoje em dia? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar? E a nível Europeu e mundial?
Muita parra pouca uva… Falta calma e objectividade a muita gente quando os horizontes pretendidos são altos.
A nível Europeu ou Mundial existe um mecanismo automatizado que permite gravar, lançar e promover álbuns ou bandas em “tempos-record” e que infelizmente até ao momento Portugal não se preparou para tal, é uma pena.... agora questiono eu: foram os HEAVENWOOD que estiveram parados 10 anos?!

12 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Um forte abraço musical em nome de toda a banda, boas viagens e “quadros musicais” ao som de “Redemption” e não deixem de visitar o nosso Myspace oficial em www.myspace.com/heavenwood

Perguntas: RDS
Respostas: Ricardo Dias (Voz / Guitarra Solo)

www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte

Wednesday

Heavenwood – Redemption (2008) – Recital

Finalmente temos direito a um novo trabalho dos Heavenwood. Depois de uma promissora estreia com “Diva” em 1996 e a confirmação com o fabuloso “Swallow” em 1998, seguiu-se um interregno que durou quase 10 anos. No ano passado surgiu um novo trabalho promocional e alguns concertos esporádicos. Em Dezembro desse mesmo ano a banda assinou contrato com a Portuguesa Recital, nascendo agora em Setembro de 2008 o fruto dessa colaboração. Os Heavenwod estão de volta com toda a força e “Redemption” traz 10 novos temas de Dark Rock / Gothic Metal que em nada ficam a dever às anteriores propostas. Conseguem até fazer a ponte entre o registo Gothic / Doom / Death melódico de “Diva” e o registo mais limpo de Dark / Gothic Rock / Metal de “Swallow”, balançando na perfeição todas as vertentes e facetas da banda. À semelhança deste último, “Redemption” tem também participações especiais, neste caso de Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Com produção, mistura e masterização de Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia, assim como uma ajuda do baterista de sessão Daniel Cardoso (Head Control System, ex-Sirius), o disco tem um som forte, cheio e pesado, mas limpo o suficiente para se conseguir perceber todo o trabalho instrumental e de vozes. Excelentes riffs/solos/melodias de guitarra, secção rítmica forte e coesa, voz versátil, boas ideias bem executadas, ambientes ora negros ora melódicos, o disco tem um pouco de tudo para agradar os fãs do género. O estilo é o mesmo de sempre mas não soa datado, podendo ser considerado o sucessor natural de “Swallow” e, sem dúvida alguma, o passo em frente em relação a essa proposta. Gostei muito do disco e estou ansioso por os voltar a ver ao vivo, agora com este novo material. 90% www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte
RDS
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Heavenwood - Obsolete

Tuesday

In Ria Rocks! – Quinta do Ega, Vagos – 13 de Setembro de 2008

A terceira edição do In Ria Rocks! teve lugar na Quinta do Ega, Vagos, no passado Sábado dia 13 de Setembro. As bandas que fizeram o cartaz foram The Godiva, Echidna, Gwydion, Oblique Rain e Hyubris. Em curtas linhas passo a fazer a descrição do mesmo. http://www.rockinria.net/

The Godiva: Death melódico de meados dos 90s, linha Crematory, Cemetary, Dark Tranquility e Nightfall. O som é algo datado mas nota-se que a banda gosta do que faz, e até o faz bem. Mas no palco são muito parados. Falta alguma rodagem ao vivo. O som, esse estava péssimo, mas isso foi problema que persistiu durante todo o festival. Assim é difícil ter uma ideia mais elaborada do trabalho da banda, tanto em termos de composição como de “performance” ao vivo. De qualquer modo, bom “aquecimento” para o resto festival. www.myspace.com/thegodiva

Echidna: Thrash / Death linha Sueca. Poderoso. Enérgico. Muita garra e atitude. Gostei. É pena mais uma vez o som estar nojento. A banda parecia estar a partir tudo lá em cima do palco mas, nós cá em baixo não conseguíamos captar nem metade dessa energia. O que poderia ter sido uma actuação devastadora, foi seriamente prejudicada pelo som. Mas gostei e espero vê-los novamente em palco em melhores condições. www.myspace.com/echidna

Gwydion: Outra actuação que poderia ter sido fabulosa mas que sofreu por causa de, adivinhem, o som terrível. Mesmo assim a banda deu o tudo por tudo. Gostei muito. O som Pagan / Folk / Viking dos Gwydion é festivo, movimentado, apelativo. Influências directas da cena Sueca: Finntrolll, Moonsorrow e até Norther. Cerveja na mão, punho no ar. Muita atitude, garra e diversão a rodos. Foi a primeira e única banda a usar a, algo pindérica (tipo grupo de baile), plataforma em frente ao palco. Mas fizeram-no com estilo! Espero vê-los ao vivo noutras condições. www.myspace.com/gwydionmetal

Oblique Rain: Ehem… tenho que repetir? Pois é. O som de orientação Progressiva com toques semi-góticos dos Oblique Rain tem de ser ouvido em óptimas condições para poder ser apreciado na sua plenitude. Algo parados em palco, isso é verdade. A voz também me pareceu algo monótona e linear. No disco não me soava assim. Para quem não conhece, Porcupine Tree, Opeth (faceta mais calma), Anathema (som actual) e Katatonia (som actual) são nomes a apontar. Poderia ter sido mais interessante mas, mesmo assim, agradável. www.myspace.com/obliquerain

Hyubris: Muito bom. O som ligeiro, melancólico e de orientação Folk / Gótica não se imaginaria, à partida, motivo para festa. Pois eu estava bem enganado, a banda conseguiu animar bastante as reduzidas hostes que fizeram da Quinta do Ega a sua noite de Sábado (devia haver muito “metaleiro” nas discotecas!). O ponto alto da noite. Gostei da presença em palco, da atitude e do tom alegre e festivo com que encararam a sua actuação. O péssimo som e a fraca afluência de público poderiam ter retirado algum ânimo aos músicos, mas isso não aconteceu. Aliás, todas as bandas se comportaram como se de uma ocasião única se tratasse este In Ria Rocks! Assim vale a pena sair de casa e ir apoiar a cena! www.myspace.com/hyubrismusic

Pontos Negativos: O péssimo som (por favor, para a próxima contratem alguém que saiba o que está a fazer) que não beneficiou nem bandas nem público. O início tardio (habitual nos concertos em Portugal) que levou a que a festa acabasse mais tarde que o esperado. A fraca afluência de público (se não há, queixam-se; se há, não aparecem).

Pontos Positivos:
A atitude positiva das bandas, (escasso) público e organização. Isto sim parecia um festival Underground em toda a sua plenitude. Mais um festival de Metal a ser feito em Portugal (continuem, eu estarei lá para o ano!). A organização parecia estar bem oleada e as coisas não falharam muito. Para o ano há mais e melhor.

RDS

Friday

Incrave – Dead End (2008) – Ulterium Records / Metal Heaven

No meu primeiro contacto com a banda, fui induzido em erro em relação à sua orientação musical. A estética e apresentação geral da banda podem confundir. Cabelo curto, camisa branca, fato e gravata. A primeira ideia que me veio à cabeça foi: Metalcore / Hardcore com orientações melódicas e/ou Emo. Depois é que peguei na nota de imprensa e descobri as andanças deste sexteto Sueco. Nomes como Morgana Lefay, Tad Morose, Nocturnal Rites ou Dream Evil são apresentados. Ainda fiquei mais confuso. Ok, agora tenho mesmo de ouvir isto. E não é que é os jovens sabem o que fazem?! A música enquadra-se perfeitamente nos territórios de acção das bandas atrás citadas. Heavy / Power da linha Europeia, de contornos melódicos, com ideias da velha escola, mas com uma orientação mais moderna. Algumas ideias de Hard Rock, AOR e até Metal Gótico, assim como alguns samplers electrónicos, dão o ar de sua graça ao todo. Não é nada de novo ou original, mas é bem tocado, contém boas ideias, riffs direccionados essencialmente para a melodia, secção rítmica competente e uma voz fenomenal. Gostei muito disto. Mais informações essenciais: este é o segundo disco, foi misturado e masterizado por Per Ryberg (Morgana Lefay, Tad Morose, Bloodbound) e a capa é da responsabilidade de Kristian Wahlin (At The Gates, Emperor, Therion). Recomendo aos amantes de um Heavy Metal mais melódico. 70% http://www.incrave.se/ / www.myspace.com/incrave / http://www.ulterium-records.com/ / http://www.metalheaven.net/ / http://www.germusica.com/
RDS

Thursday

Beyond The Void – Gloom Is A Trip For Two (2008) – Endzeit Elegies / Avasonic / Rough Trade

Este é já o terceiro trabalho deste banda Germânica de Dark Rock / Gothic Metal, mas é apenas o meu primiero contacto com eles. “Gloom Is A Trip For Two” contém 12 novos temas em cerca de 50 minutos. É mesmo esse o problema deste disco, a sua duração. Retirando 2 ou 3 temas que estão a “encher” um bocado, o resultado final seria muito mais satisfatório e não maçaria tanto. O que aqui está, está bem feito, embora um pouco cliché do género, mas bem conseguido. A banda consegue criar temas com refrões memoráveis e melodias cativantes, e isso distingue-os, de certa maneira, dos seus pares. As associações a nomes como The 69 Eyes, Charon, Lacrimas Profundere, Sisters Of Mercy, Type O Negative ou The Cult são mais que obrigatórias. Muito derivativo e cliché, mas não consigo deixar de ouvir. É viciante. Para quem não gosta do género, afaste-se o mais rapidamente possível. Para quem gosta, esta é uma boa proposta, enquanto aguardam pelo novo disco da vossa banda de eleição. 70% http://www.beyondthevoid.com/ / www.myspace.com/bevoid / http://www.endzeitelegies.com/ / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Monday

Crematory – Pray (2008) – Massacre Records

Novo trabalho para os mestres do Gothic Metal Alemão. Neste novo disco os Crematory voltam às vocalizações em Inglês, deixando o Alemão que predominava no anterior “Klagebilder” (2006). Mas não foi só esta a mudança. Depois de terem experimentado aproximações ao Gótico de cariz electrónico no anterior álbum, voltam a uma sonoridade mais tradicional, embora não se podendo falar propriamente de um retorno às raízes. Mais Metal, mais pesado, mas mantendo alguma experimentação com samplers e orquestrações. Sinistro e denso, mas com muita melodia. Além disso, a voz limpa do guitarrista Matthias é mais explorada nestes novos 10 temas, o que dá outra dimensão à música. Que se poderá dizer mais de esta influente banda no cenário do Gothic Metal, não só Europeu como também mundial, que não se tenha já dito? Continuam em boa forma e este novo “Pray” é uma prova disso mesmo. Para fãs tanto da fase inicial como da fase mais recente. 80% http://www.crematory.de/ / http://www.massacre-records.com/ / www.myspace.com/massacrerecordseurope / http://www.focusion.de/
RDS

Tuesday

Mandrake - Entrevista

1 – Mandrake (origin and meaning of the band’s name, short bio with highlights, discography, etc):
Lutz: Mandrake was brought to life by me in the wastelands of northern germany ("Ostfriesland") in the late 90`s. In 1998, the self-produced album "Forever" was recorded, presenting the band as a mixture of slow death-metal and elements of the gothic-scene. Female vocals were rare and sung by a guest-vocalist. 1999 Birgit Lau joined the band and her part became bigger and bigger. After several demos, in 2003, Mandrake signed a contract with the label Greyfall/Prophecy Productions. The label-debut "Calm the Seas" was released at the end of 2003. For the first time, this record presents the current line-up with Garvin Bösch on Bass-guitar and Jörg Uken on drums. Live-keyboarder Julius Martinek also became a full member, but soon prefered electric guitars. The music of Mandrake is voluptuous, sometimes epic, sometimes fragile, supported by "real" strings, low guitars and powered by pounding drums. Above all, the significant voice of Birgit. Lyrics and music often deal with the forces of nature, especially water, and the desire to reach distant shores and galaxies. On stage, the musicians of "Mandrake" represent themselves as a tight soundwall with heart and brains. The term mandrake (mandragora) is taken from a poisonous plant which is a symbol for spiritual and supernatural powers. The second album "The Balance of Blue" was be released on march, 14 th. 2005, along with contributions to samplers (Orkus, Legacy a. o.). The song "soaked through the skylight" was also featured on the DVD of the WGT in Leipzig 2004. At the end of 2007 we release our third album called “Mary Celeste”.

2 – “Mary Celeste” (writing & recording process):
Lutz: Yeah, we write the songs for “Mary Celeste” during January and March 2007. The pre-recordings started in April for only one week to produce some demos to find out, how the “Mary Celeste” may sound. In May and June we recorded the whole stuff at our Soundlodge Studio (www.soundlodge.de) of Drummer Jörg Uken and the mastering was done in july at the Klangschmiede Studio e by Markus Stock (The Vision Bleak).

3 – Lyrics (influences, themes, messages):
Lutz: We handled songwriting a little different this time. A close friend of ours, namely former Mephistopheles vocalist Eike, has written all lyrics on Mary Celeste. I do not exactly know where he gets his inspiration from, I think he reads a lot of old prose, like John Keats for example. The lyrics basically are about conflicts of life and death, imaginations beyond the mortal way of thinking, embedded in landscapes of our home, the North Sea and its shores. There is no real concept about the Mary Celeste over the whole album, it’s more a red line of mysteries, sorrow and ways to deal with it. The ghostship Mary Celeste, which gave our album its title, is a fascinating story. It perfectly sums up all lyrical themes without forgetting our roots.

4 – Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
Lutz: The frontcover and artwork was done by Lukasz Jaszak (http://www.jaszak.net/). Mandrake has maybe something like a tradition, that Birgit Lau is on the frontcover. So we always try to combine the Theme of the album with some photographs of Birgit. On the new album you can see Birgit in front of the ship “Mary Celeste”. The whole artwork has this old bookstyle. It shall look like an old Diarybook of the Captain of the ship.

5 – Musical and other kind of influences:

Lutz: Oh, there are so many influences. I mean, we are all addicted to different kinds of metal music. We all started playing in different metalbands. My roots go back to old stuff like first Kreator and Destruction releases. In the last years our favourite music styles became more open minded. Today we also listen to all kind of rock and pop music. So I like the Slayer stuff like “Hell awaits” and something like that, but at the same time I listen to Neil Young or music like Sigur Ros and Wovenhand. One of my faves are Katatonia, Deinonychus, Sceptikism, EA 80, Rotting Christ (old ones) and of course the great Bolt Thrower. I also like Alcest from Avignon. Yeah, and other kind of influences: it`s life with all his ups and downs.

6 – GreyFall:
Lutz: Greyfall, yeah maybe the best record-company in the world, ha ha. We are so happy to be in the Greyfall and Prophecy family and we never want to end up with them. I mean, they never told us how the music has to sound. So we really can do what we want because they believe in our music. That’s the goal for every musician I think.

7 – Tour to promote the record:
Lutz: I sadly have to say no. We all wish that we could go on tour with Mandrake to promote our new album. The main problem is, that we don’t have a booking agency. So we are on search for any help in this way. We are a live-band and we like it very much to play in front of crazy people. So: Please get in touch!!!

8 – Final Message:
Lutz: Thank you very much for this interview. We hope that your readers may have an impression of Mandrake and our new album “Mary Celeste”. So you may have a look at our page http://www.mandrake.de/ or our myspace site www.myspace.com/mandrakemetal and listen to some songs and watch our video of the wave gotik meeting in Leipzig/Germany.

GreyFall / Grau: www.grau.cd/label

Friday

Von Branden – Scherben (2007) – GreyFall / Grau

Disco de estreia depois de 2 maquetes. Mais Gothic Metal vindo da Alemanha. Este é mais inclinado para a vertente Dark / Doom do Metal. Ao todo são 9 temas em cerca de 51 minutos. Além do habitual trio guitarra / baixo / bateria temos ainda a inclusão de acordeão, violoncelo, saxofone e piano, os quais dão um tom mais melancólico e até mesmo místico à música. Lento, depressivo, melancólico, carregado, nem belo nem feio, nem negro nem branco, apresentado sempre em tons de cinzento numa espécie de fusão entre a bela e o monstro. Pelo meio há tempo para algum experimentalismo, se bem que pouco, no instrumental “Bitte Lies In Pure Dismay”. Fecha-se o disco com uma versão de “Winter” de Tori Amos. Eu chamaria à música dos Von Branden: Vintage Melancholic Gothic Dark Doom. Confusos? Imaginem uma banda formada por membros de My Dying Bride, Lacrimosa e Winds em meados do século XIX. 80% http://www.grau.cd/

Mandrake – Mary Celeste (2007) – GreyFall / Grau

Terceiro disco para os Alemães Mandrake. São 13 temas de Gothic Metal do mais lugar-comum possível. Riffs metaleiros mas com melodia de guitarra omnipresente, secção rítmica groovy, forte e pesada, voz feminina entre o roqueira e o angelical, teclas a dar o toque sinfónico. Sentimento constante de melodramatismo e teatralidade acentuados. É tudo do mais ordinário possível. Não há nada de novo ou original por aqui, mas está tudo bem feito. Será que apenas isso chega neste estilo já tão saturado? Talvez. Eu gosto disto, mas há tantas outras bandas iguais e que têm alguns elementos que as diferenciam do grupo. Mas, mesmo assim, e volto a repetir, isto está bem feito e tem algumas ideias boas que chamam a atenção. Gosto mesmo é da capa e da apresentação geral, em tons de sépia, a dar a todo o pacote um tom vintage bem vincado. Apenas para fanáticos do estilo, pois esses irão gostar com certeza. Os que procuram algo de diferente ou inovador, passem ao lado, senão ficam desiludidos. Apesar de tudo, uma opção muito melhor, mais verdadeira e com mais espírito do que os rockstars Evanescence e a sua vocalista pseudo-gótica tornada diva (bluargh!). 70% http://www.grau.cd/

Friday

The Chapter – Into The Abyss (EP, 2007)

Hoje em dia já ninguém chama “maquete” ou “demo” aos seus primeiros registos, mas sim EPs ou MCD’s. Sinais dos tempos. Bom, talvez seja eu que ainda tenho esperanças de que o Underground volte a ser como era antes. Deixemos as divagações e passemos ao que interessa. “Into The Abyss” é o registo de estreia para os Portugueses The Chapter. Nesta rodela prateada são apresentados 4 temas em cerca de 25 minutos. A orientação é Death / Doom com certos trejeitos góticos e até progressivos (poucos) e um pouco de Heavy / Thrash de cariz tradicional. É interessante eu ter referido o Underground de outras eras porque é o que estes 4 temas me fazem lembrar. Os riffs, as melodias, ritmos, voz, ambiências, tudo me faz lembrar as bandas Portuguesas de meados da década de 90. Posso referir nomes (apenas nacionais, como podem ver, e alguns já extintos até) como Moonspell, Desire, Morbid Death, Obscenus, Drawned In Tears, Paranormal Waltz ou Thragedium. Há aqui muitas ideias interessantes, algumas bem aproveitadas, outras assim-assim. Há algumas falhas a nível instrumental que tanto podem ser falta de mais tempo de ensaio e rodagem ao vivo como até alguma falta de experiência em estúdio. A produção também não é das melhores e não ajuda muito. É por isso mesmo que isto apresentado como um MCD perde um pouco, e se fosse apelidado de “demo” ser-lhe-ia dado o devido desconto em relação a estas “falhas”. De qualquer modo, gostei do que estão a tentar fazer e de me terem feito relembrar, ainda que por breves momentos, esses velhos tempos. Acredito que um segundo registo irá apresentar a devida evolução e será muito melhor. Aguardo ansiosamente por novos “capítulos”. Uma banda a ter debaixo de olho. 70% www.myspace.com/mtchapter

Wednesday

WinterMoon – Down Under (2007) – Edição de Autor

Disco de estreia em edição de autor para os lusitanos WinterMoon. “Down Under” encerra em cerca de 40 minutos, divididos em 9 temas, uma sonoridade que em nada fica a dever a nomes como Lacuna Coil e The Gathering, ou até mesmo Epica e After Forever. Heavy Metal de orientação gótica e melancólica com certos toques progressivos e voz feminina. A secção rítmica é forte e segura, a guitarra também tem os seus momentos bem conseguidos mas, a produção deixou-a muito atrás em comparação com os teclados, estes bem mais “chegados à frente”. A voz surpreendeu-me, um dos pontos fortes da banda, a meio caminho entre Anneke (ex-The Gathering) e Cristina Scabbia (Lacuna Coil) lhe retire alguma personalidade. E a parecença física com a vocalista Italiana ainda ajuda mais à colagem à dita banda de referência. A produção é mesmo o ponto negativo do disco, guitarras muito baixas, teclados muito altos, a bateria também não está toda ao mesmo nível e por vezes tem até um som muito mecânico. Falta de contacto habitual com este tipo de sonoridades e dificuldade em (ou falta de vontade de) saber como trabalhar cada parcela do todo? É o mais provável. Uma melhor escolha no estúdio e produtor talvez lhes traga alguns benefícios no segundo disco. Algum distanciamento das suas influências directas também será benéfico. Mesmo assim, um bom disco dentro do género. O potencial está lá todo, têm boas ideias, bons músicos, uma voz fantástica. Uma espécie de diamante por lapidar. Uma banda a ter em conta nos próximos tempos. Falta ainda referir que o disco foi gravado nos Tocá Rufar Estúdios pelas mãos de Nuno Rebocho e Carlos Cruz e foi misturado e masterizado por Miguel Fonseca (ex-Thormenthor, Bizarra Locomotiva). RDS
75%

Saturday

The Vision Bleak – The Wolves Go Hunt Their Prey (2007) – Prophecy

Mais um trabalho, o terceiro, para os The Vision Bleak. Esta nova proposta está mais pesada e “metaleira” que as anteriores mas as orquestrações, guitarras acústicas, citaras e passagens mais atmosféricas ainda fazem parte da sonoridade da banda. Para quem não conhece este duo germânico, estes praticam uma espécie de banda sonora de bases Metal e góticas para uma novela de terror gótica de finais do século IXX. A voz algures entre Type O Negative, Sisters Of Mercy e Danzig, é monocórdica e torna-se algo monótona. Um pouco de variação na voz, assim como a adição de vozes femininas mais operáticas acrescentariam outras tonalidades à música, já por si sombria mas épica, dos The Vision Bleak. Tirando este pequeno senão o disco é fabuloso e aconselha-se vivamente a seres noctívagos! RDS
80%
Prophecy: www.prophecy.cd
The Vision Bleak: www.the-vision.bleak.de