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Monday

Suidakra – Crógacht (2009) – Wacken Records

Depois de um “best of” em 2006, o trio teutónico Suidakra regressa no início de 2009 com um novo registo de originais intitulado “Crógacht”. Para manter o som fresco adicionam, ao já habitual Pagan / Folk Metal, novos elementos tais como instrumentos tradicionais, um coro de 16 pessoas e arranjos orquestrais. Confesso que não sou grande fã deste tipo de sonoridade e que me soa tudo igual, de banda para banda, de disco para disco, de tema para tema. Para uma banda ou disco me surpreender nesta linha musical é necessário ter aquele “je ne sais quoi”. E aqui não está presente, isso é certo, mas não me desagradou de todo. A abordagem que os Suidakra fazem ao género é própria e, mesmo não sendo nada de transcendental, agrada e satisfaz. E, para os fãs “diehard” de histórias, lendas e mitologia, posso ainda informar de que “Crógacht” é um disco conceptual baseado na dramática lenda Irlandesa do herói Cuchulainn e seu filho Conlaoch. Se tiverem que ouvir apenas um par de discos do género (recentes, isto é, não falemos em clássicos), este tem de estar entre as escolhas. 75% http://www.suidakra.com/ / www.myspace.com/suidakra / http://www.wackenrecords.com/
RDS

Thursday

The Firstborn – The Noble Search (2008) – Major Label Industries

Chegou-me às mãos finalmente o novo disco dos The Firstborn que, confesso, estava ansioso por ouvir depois de tantas boas críticas que li. “Será que a expectativa é tão alta que vou ter uma desilusão?”, pensei eu. Felizmente não foi o que aconteceu pois “The Noble Search” está a um nível superior a “The Unclenching Of Fists”. O disco anterior estava muito bom mas tinha pormenores que a mim me faziam repelir o epíteto de disco do ano, como muita gente o vaticinou. Uma delas era a produção pois “The Unclenching Of Fists” tinha um som algo “apagado”, sem força e vitalidade. Outra era a saturação de sons externos à banda base, com muitos “samplers” e sons adicionais. Essas duas falhas (na minha modesta opinião) foram aqui colmatadas e o disco soa forte e poderoso, mas limpo e audível. A componente étnica (musicalmente falando) é real e não “samplada”, está melhor encaixada e soa mais orgânica. Orgânica; é a essa a melhor palavra para descrever a produção deste álbum. Quanto à componente lírica, continua na mesma linha do anterior, com o vocalista Bruno Fernandes a apoiar-se na sua recente paixão pela filosofia Budista. Os diversos convidados especiais também ajudam ao colorido de “The Noble Search”: Vorskaath (Zemial) na percussão, Luis Simões (Saturnia) na cítara, Hugo Santos (Process Of Guilt) e Proscriptor (Absu) nas vozes. O que os Firstborn haviam prometido na anterior proposta está aqui concretizado na sua plenitude. Fica ainda a informação de que por cada CD vendido, 50 cêntimos reverterão a favor da luta de libertação do Tibete. 95% http://www.thenoblesearch.com/ / www.myspace.com/unclenchedfists / http://www.majorlabelindustries.com/
RDS
-
The Firstborn Live @ Caos Emergente 2008

Saturday

ATMF

Svarti Loghin – Empty World (2008) – A Sad Sadness Song / ATMF
“Empty World” é o disco de estreia deste trio Sueco e é também a primeira edição da recém fundada A Sad Sadness Song. São 5 (+ outro) faixas que perfazem cerca de 44 minutos de um Black Metal com contornos atmosféricos, depressivos, obscuros e frios. O disco ouve-se bem de início ao fim, até mesmo para quem, como eu, não é grande apreciador de Black Metal (pelo menos na sua vertente mais selvagem e extrema). Isto deve-se ao facto de os Svarti Loghin enveredarem por um estilo mais atmosférico, de ideais quase Doom, em detrimento do típico Black Metal nórdico mais cru e selvagem. Torna-se algo repetitivo a certa altura mas, dentro do estilo praticado, isso é algo quase inevitável e até obrigatório para poder criar um efeito hipnótico. Poderá agradar a fãs de Black, Doom, Post-qualquer coisa e até mesmo Dark Ambient. 70% www.myspace.com/svartiloghin / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Janvs – Vega (2008) – ATMF
Já por aqui falei nos Italianos Janvs, a propósito do seu anterior trabalho “Fvlgvres”. Sem perder muito tempo, a banda regressa às edições com este “Vega”. Sete novas faixas em pouco mais de 49 minutos percorrem a mesma linha do antecessor. Black Metal ora rápido ora a meio tempo, com alguma melodia, passagens acústicas e ambientais. Uma nova faceta progressiva, experimental, com extremo cuidado nas ambiências e melodias parece ser o factor de evolução na música dos Janvs. Melodias de proveniência oriental / étnica ajudam também a manter “Vega” interessante. Por vezes aproximam-se de uma versão Black melódico de Amorphis. Outros nomes como Arcturus, Solefald, Orphaned Land, Misanthrope ou Septic Flesh podem ser mencionados também. Estão no caminho certo, na minha modesta opinião. 85% www.myspace.com/janvsdotit / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Tronus Abyss – Vuoto Spazio Trionfo (2008) – ATMF
Novo álbum, já o quarto, para os Italianos Tronus Abyss. Treze temas, que ultrapassam a hora de duração, percorrem um Industrial Black Metal repetitivo, monótono, desinspirado e demasiado pretensioso para o seu próprio bem. Há algumas ideias interessantes mas estão diluídas no meio do “ruído” industrial que funciona como uma faca de dois gumes, acabando por disfarçar tanto as más como as boas ideias. É pena, porque no meio de toda a repetição de bases simplistas, repetitivas e ambientes industriais até há potenciais factores de interesse. As letras em Italiano ajudam a dar outra cor e atribuem um certo atractivo exótico. Prometem muito mas ficam a meio caminho. Mas, como sempre, uma crítica destas apenas reflecte a opinião pessoal de um indivíduo. Nada melhor do que ouvir e tirar as vossas próprias conclusões. 60% http://www.tronusabyss.net/ / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Lantlôs – Lantlôs (2008) – De Tenebrarum Principio / ATMF
Álbum de estreia para o duo Alemão Lantlôs. Black Metal vulgar, simples, cru e com ocasional melodia. Ocasionais toques de Pagan Metal e passagens ambientais e acústicas dão o ar de sua graça, mas só isso não chega para salvar o disco. Sinceramente não vejo nada de apelativo aqui. Muito Bathory dos inícios e muitas ideias da 1ª vaga da cena Black Metal Norueguesa. Derivativo, sem inspiração, monótono, mais um no meio de tantos. 25% http://www.lantlos.de/ / www.myspace.com/lantlos / http://www.detenebrarumprincipio.eu/ / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Tuesday

In Ria Rocks! – Quinta do Ega, Vagos – 13 de Setembro de 2008

A terceira edição do In Ria Rocks! teve lugar na Quinta do Ega, Vagos, no passado Sábado dia 13 de Setembro. As bandas que fizeram o cartaz foram The Godiva, Echidna, Gwydion, Oblique Rain e Hyubris. Em curtas linhas passo a fazer a descrição do mesmo. http://www.rockinria.net/

The Godiva: Death melódico de meados dos 90s, linha Crematory, Cemetary, Dark Tranquility e Nightfall. O som é algo datado mas nota-se que a banda gosta do que faz, e até o faz bem. Mas no palco são muito parados. Falta alguma rodagem ao vivo. O som, esse estava péssimo, mas isso foi problema que persistiu durante todo o festival. Assim é difícil ter uma ideia mais elaborada do trabalho da banda, tanto em termos de composição como de “performance” ao vivo. De qualquer modo, bom “aquecimento” para o resto festival. www.myspace.com/thegodiva

Echidna: Thrash / Death linha Sueca. Poderoso. Enérgico. Muita garra e atitude. Gostei. É pena mais uma vez o som estar nojento. A banda parecia estar a partir tudo lá em cima do palco mas, nós cá em baixo não conseguíamos captar nem metade dessa energia. O que poderia ter sido uma actuação devastadora, foi seriamente prejudicada pelo som. Mas gostei e espero vê-los novamente em palco em melhores condições. www.myspace.com/echidna

Gwydion: Outra actuação que poderia ter sido fabulosa mas que sofreu por causa de, adivinhem, o som terrível. Mesmo assim a banda deu o tudo por tudo. Gostei muito. O som Pagan / Folk / Viking dos Gwydion é festivo, movimentado, apelativo. Influências directas da cena Sueca: Finntrolll, Moonsorrow e até Norther. Cerveja na mão, punho no ar. Muita atitude, garra e diversão a rodos. Foi a primeira e única banda a usar a, algo pindérica (tipo grupo de baile), plataforma em frente ao palco. Mas fizeram-no com estilo! Espero vê-los ao vivo noutras condições. www.myspace.com/gwydionmetal

Oblique Rain: Ehem… tenho que repetir? Pois é. O som de orientação Progressiva com toques semi-góticos dos Oblique Rain tem de ser ouvido em óptimas condições para poder ser apreciado na sua plenitude. Algo parados em palco, isso é verdade. A voz também me pareceu algo monótona e linear. No disco não me soava assim. Para quem não conhece, Porcupine Tree, Opeth (faceta mais calma), Anathema (som actual) e Katatonia (som actual) são nomes a apontar. Poderia ter sido mais interessante mas, mesmo assim, agradável. www.myspace.com/obliquerain

Hyubris: Muito bom. O som ligeiro, melancólico e de orientação Folk / Gótica não se imaginaria, à partida, motivo para festa. Pois eu estava bem enganado, a banda conseguiu animar bastante as reduzidas hostes que fizeram da Quinta do Ega a sua noite de Sábado (devia haver muito “metaleiro” nas discotecas!). O ponto alto da noite. Gostei da presença em palco, da atitude e do tom alegre e festivo com que encararam a sua actuação. O péssimo som e a fraca afluência de público poderiam ter retirado algum ânimo aos músicos, mas isso não aconteceu. Aliás, todas as bandas se comportaram como se de uma ocasião única se tratasse este In Ria Rocks! Assim vale a pena sair de casa e ir apoiar a cena! www.myspace.com/hyubrismusic

Pontos Negativos: O péssimo som (por favor, para a próxima contratem alguém que saiba o que está a fazer) que não beneficiou nem bandas nem público. O início tardio (habitual nos concertos em Portugal) que levou a que a festa acabasse mais tarde que o esperado. A fraca afluência de público (se não há, queixam-se; se há, não aparecem).

Pontos Positivos:
A atitude positiva das bandas, (escasso) público e organização. Isto sim parecia um festival Underground em toda a sua plenitude. Mais um festival de Metal a ser feito em Portugal (continuem, eu estarei lá para o ano!). A organização parecia estar bem oleada e as coisas não falharam muito. Para o ano há mais e melhor.

RDS

Thursday

Zero Tolerance #22 – Mar/Apr. 2008

Já se encontra disponível o novo número da revista Britânica Zero Tolerance. Este número 22, respeitante aos meses de Março e Abril, faz capa com os Suecos Meshuggah. Além da banda Sueca, a ZT #22 inclui Death Angel, Cavalera Conspiracy, Children Of Bodom, Bauhaus, Diamanda Galas, CCCC, Porcupine Tree, Dismember, Jarboe & Justin Broadrick, entre muito outros. As habituais críticas a CDs, DVDs, livros, jogos e as secções técnicas, ajudam a preencher as 128 páginas. Desta feita não temos direito a 1 CD bónus, mas sim a 2! Ao todo são 33 bandas / temas que incluem, entre outros, Meshuggah, Cavalera Conspiracy, Septic Flesh, Corporation 187, Aghast, Warpath, Destructor 666, Isole, Averse Sefira ou Dismember. O preço é de £3.30 (preço original, não sei ao certo em Euros, é só fazer o câmbio).
http://www.ztmag.com/
RDS

Friday

Thrudvangar – Zwischen Asgard Und Midgard (2007) – Einheit Produktionen

Terceiro disco para os Teutónicos Thrudvangar. Pagan Metal de contornos Black é o que nos é apresentado nos 8 temas de “Zwischen Asgard Und Midgard”. Pessoalmente, gosto mais de um Pagan Metal mais limpo, melódico, com muita influência Folk e até Doom, não me inclinando muito para esta vertente mais “pesada”. No entanto, este disco tem os seus pontos de interesse. Há por aqui algumas boas ideias de guitarra, ambientes épicos bem conseguidos, melodias cativantes e trejeitos Folk a apimentar a coisa. Destaco os meus temas favoritos “Runenstein”, “Swei Raben” ou “Heimwärts”, que estão mais direccionados para as já referidas vertentes da minha preferência. Fãs “diehard” do género irão gostar com certeza. Os outros, esses poderão encontrar motivos de interesse nos Thrudvangar se apreciam o trabalho de nomes como Bathory, Nightfall, Rotting Christ, Misanthrope, Moonsorrow ou Primordial, p.ex. 75% http://www.thrudvangar.com/ / http://www.einheit-produktionen.de/ / http://www.archetype-promotion.de/
RDS

Tuesday

Primordial - To The Nameless Dead (Metal Blade 2007) + Entrevista

1 – “To The Nameless Dead” (writing & recording process):
I don’t like the computerised sound of most modern metal records, they don’t have and life or soul. The frequency range maxed out completely and no space between the instruments. Anyone who tells me the drum sound on the new Soilwork cd is better then Mob Rules or Killers is missing something. We aren’t looking for perfection, we are looking for something honest and real sounding and while everyone is trying to make something sounding more perfect then the next album they are missing one thing. Soul!… I’d rather listen to Venom or The Ramones then something that sounds like it’s been played by a computer! The differences this time round were that we recorded as much as we could live and went for less layers of guitar only heavier, very much like a traditional old Metal album, two rhythms panned left and right, we fired up some old compressors and went through a big old desk. Not a laptop. The way at least I think Metal should be…

2 – Lyrics (influences, themes, messages):
There are several different themes of course but one of the main currents running through them is that of nationhood. Why a certain people believe they have rights to a certain land. The movement of borders. The eclipsing of nations, what happens to their folklore, folk heroes, languages etc. the people upon whom empires are built. The nameless dead who gave their lives in wars, in the mud, shit, blood and filth remembered only as numbers. To people who gave their lives thinking they were making a better life for their people only to have it all taken from them. People the world over who in their own way fought for what they believed in… testament to the tenacity of the spirit in man to resist and rebel.

3 – Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
We wanted something that stood out from the usual photo shopped, fantasy, comic book hocus pocus. Something with more depth. I wanted something iconic and I think on both editions, the book and normal we have created this. Paul from Scald has done a wonderful job in interpreting the band and I think it really stands out in the modern metal scene. I was as with the last album inspired by the care and attention to aesthetic employed in the neo-folk/wave scene. For me at least the whole package is very important. The cover/lyrics/liner notes should go hand in hand with the music and thankfully now we have a label behind us that is committed to supporting our vision of the band.

4 – Musical and other kind of influences:
Musical influences more or less same as always. Black Sabbath, Maiden, Lizzy, Bathory, Frost, Venom, 70s, 80s stuff and early second wave of Black Metal. Some more modern stuff like Neurosis here and there. Other then musical? Living.

5 – Metal Blade Records:
Great so far. No complaints. Nice to be on a label doing their job properly I don’t have to worry about.

6 – Tour to promote the record:
Nothing confirmed so far only some festivals here and there. Should have an idea later in the year.

7 – Final Message:
No compromise. Not then. Not now. Not ever

Entrevistador: RDS
Entrevistado: Alan A. Nemtheanga (Vocals)
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Primordial – To The Nameless Dead (2007) – Metal Blade Records:
Novo trabalho para os Irlandeses Primordial. A linha musical deste sexto disco segue a mesma do anterior “The Gathering Wilderness”, embora aqui esteja mais refinada e aperfeiçoada, sendo o resultado final mais épico, mais folk e mais doomy. O som continua orgânico, cru e selvagem, como sempre, mas neste disco está mais cheio e denso. Utilizam-se mais vozes limpas alternadas com as habituais vocalizações rasgadas. Mesmo a nível instrumental há uma maior preocupação em manter as coisas interessantes, simples sim, mas com alguns pormenores aqui e ali que mantenham o ouvinte atento. Nunca fui grande fã da banda, e o anterior disco, que havia recebido muito boas críticas por parte da imprensa e tinha sido bem recebido pelos fãs, não me tinha chamado muito a atenção. Este já me está a agradar imenso pelo seu sentido épico, de grandiosidade e pelas suas ambiências fortes e intensas. Um dos grandes candidatos a disco do ano. 85% http://www.primordialweb.com/ / http://www.metalblade.de/

Friday

Trimonium – Son Of A Blizzard (2007) – Einheit Produktionen

Terceiro disco para estes Germânicos. O disco é composto por 8 temas e tem uma duração de 44 minutos e meio. Pagan Metal bem melódico e épico com toques de Heavy tradicional, Black Metal e algum Thrash. O som está poderoso e limpo o suficiente mas sem perder aquele toque áspero e crueza necessárias ao estilo. O único senão é mesmo o livrete, não se consegue ler nada! O fundo está a azul escuro e as letras estão todas a azul claro. Apenas a capa / contracapa e o pequeno catálogo da editora aqui incluídos se safam. Numa reedição esse pequeno problema poderia ser corrigido. Tirando esse senão, este é um excelente trabalho de Pagan Metal que recomendo a todos os amantes do género e não só. 80% http://www.trimonium.net/ / http://www.einheit-produktionen.de/ / http://www.archetype-promotion.de/

LUPUS LOUNGE

Helrunar – Baldr Ok Íss (2007): Eu talvez não seja a pessoa mais indicada para escrever umas linhas sobre discos de Black Metal. Não é o meu género de eleição e, tirando algumas bandas, não ouço muito material do género. No entanto, tenho aqui estes novos lançamentos da Lupus Lounge e tenho de dar um tempo a isto. Os Helrunar apresentam 10 temas de Black Metal Nórdico a meio-tempo com ambientes negros e frios numa tentativa, segundo o comunicado de imprensa, de estabelecer o contraste entre fogo e gelo. O disco foi gravado em apenas 5 dias e foram usados muitos “takes” directos para manter o espírito e a espontaneidade das gravações. Como disse, não é o meu estilo de eleição, mas este disco até me está a agradar. Não se trata do típico Black Metal Nórdico, incluindo certos trejeitos Folk e Pagan Metal que lhe dão outra cor. Nessa palete de cores incluo branco (gelo), vermelho (fogo), sépia (a toada Folk / Pagan / vintage) e, claro, cinzento e negro (próprios do Black Metal). Além da edição simples há a salientar a edição especial com DVD (agora deixaram-me curioso, o meu promocional não traz o DVD, arrrggghhh!). 80% http://www.helrunar.com/

Farsot – IIII (2007): Ok, estou tramado! Mais Black Metal Nórdico. E este é mesmo do que eu não gosto! Rápido, com blastbeats a torto e a direito, frio, intenso, com certas passagens mais lentas e ambientais, voz típica, “melodias” de guitarra típicas. Muito lugar-comum para o seu próprio bem. Talvez os amantes do género encontrem aqui pontos de interesse mas eu fico de fora! Gostei apenas dos interlúdios industriais e da capacidade de experimentar um pouco no tema final “Thematik: Trauer” (pouco mais de 20 minutos de duração). É o álbum de estreia, pode ser que o próximo tenha mais identidade e inovação. 50% http://www.farsot.de/

Drautran – Throne Of The Depths (2007):
Fecho esta sequência de críticas a discos da Lupus Lounge com Pagan Metal Germânico. Após 8 anos da edição da sua estreia auto-financiada “Unter dem Banner de Nordwinde” eis que surge o sucessor “Throne Of The Depths”. São 8 temas que não resultam tão bem quanto pode parecer à primeira. Não há propriamente uma fusão de estilos. Os temas iniciam e/ou fecham com passagens Folk / Pagan e o “grosso” da faixa é um Black Metal pouco inspirado, desinteressante e monótono. Ao fim de um par de faixas torna-se cansativo e até mesmo incomodativo. Volto a usar a frase que usei na crítica acima; talvez os amantes do género encontrem aqui pontos de interesse mas eu fico de fora! 40% http://www.drautran.com/

Lupus Lounge: http://www.lupuslounge.com/