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Wednesday

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada para as reedições de clássicos oriundos das terras de “down under”, nas linhas do 70s Hard Rock, Classic Rock e seus derivados. Depois de uma primeira remessa de discos que me chegaram às mãos por parte da mesma, eis que apresento a segunda leva com mais seis títulos. Por ordem alfabética, seguem as apreciações de alguns discos perdidos no tempo, recuperados pela Aztec.

Buffalo “Dead Forever” (1972)
Falar em 70s Hard Rock Australiano e não falar nos Buffalo é quase sacrilégio. A estreia “Dead Forever” foi originalmente editada em 1972 e continha 8 temas. Esta reedição inclui 5 faixas bónus, entre as quais os dois temas de “Hobo”, single de 71 dos Head (banda pre-Buffalo de Tice e Wells), e três B-sides de 72, além de um livrete pleno de informação e imagens. Heavy Rock com toques Blues, Psychedelic e Doom. Influências notórias de Sabbath, Uriah Heep, Free e Zeppelin fazem o resto. Pelo meio versões de Free, Blues Image e Chuck Berry. Não é meu disco favorito dos Buffalo (deixo isso para o “Volcanic Rock”), mas está bem posicionado na lista de escolhas. 85%

Buffalo “Only Want You For Your Body” (1974)
O Doom da estreia ficou um pouco para trás e a banda começou a puxar mais pela costela Hard Rock de descendências Deep Purple. São 7 temas originalmente lançados em 1974, aqui adicionados de 2 bónus (e o habitual livrete completíssimo, apanágio destas reedições Aztec). Longe de ser um disco perfeito, mesmo assim está uns furos acima de “Average Rock ‘N’ Roller” e “Mother’s Choice” (o mais fraquito de todos). Na minha lista ficaria talvez em 2º lugar ex-aequo com “Dead Forever” (é difícil compara porque são dois álbuns distintos). 85%

Buster Brown “Something To Say” (1974)
Estando esgotado há mais de 30 anos, esta é a oportunidade de adquirir o único disco dos Buster Brown, banda com ligações (leia-se músicos) a outros nomes Australianos como AC/DC, Rose Tatto, Coloured Balls, etc. Além dos 7 temas originais, 6 bónus foram adicionados, entre os quais o single “Release Legalise”, uma raridade de 80 dos Rose Tattoo, e a versão de Chuck Berry. Hard Rock pouco pesado de onda Blues Rock, dançável, quase Funky. Demasiado “alegre” e “limpo” para me agradar, mas com alguns pontos de interesse. 70%

Lobby Loyde with Sudden Electric “Live With Dubs” (1980)
Pelo menos o título não induz em erro os fãs. Isto são gravações ao vivo que tiveram posteriores dubs em estúdio, visto um dos micros ter tido algumas falhas em concerto. Lobby Loyde (The Aztecs, Coloured Balls) assina as 6 composições incluídas no disco original, originalmente escritas para os Southern Electric. Como bónus há 4 temas de Lobby Loyde & Ball Power gravados em 2000 (“live without dubs”, dizem eles), entre os quais 2 temas de Coloured Balls e uma versão de “Heartbreak Hotel” de Presley. Algures entre o Hard Rock de finais dos 70s e o Punk ‘N’ Roll, esta rodela transpira espírito Rock por todos os poros. Som pesado, cru, intenso, roqueiro quanto baste. Gostei. Para completistas e curiosos. 75%

Madder Lake “Still Point” (1973)
Blues Rock de contornos psicadélicos e progressivos. Era esta a proposta dos Madder Lake em 1973. Aos 7 temas originais adicionam-se ainda outros 7 como bónus (entre B-sides e faixas ao vivo). Não é tipo de sonoridade que a mim me agrade pois assenta muito numa vertente limpa e algo comercial (para a altura, entenda-se). Falta-lhe algum peso ou, em contrapartida, uma orientação mais progressiva e experimental. Nem a etiqueta Psychedelic que lhe atribuem tem muito significado. Fica a meio caminho sem cair para alguma das vertentes. Para completistas apenas. 60%

Madder Lake “Butterfly Farm” (1974)
O trabalho que sucede a “Still Point” não muda muito a sonoridade da banda. E também não muda a minha opinião acerca da mesma. Soa-me um pouco melhor que o anterior, mas não vai muito além da mera curiosidade. Aos 8 temas originais junta-lhe outros quatro esta reedição da Aztec. Gosto da capa, no entanto. Um dos músicos fez ainda parte dos mais célebres Skyhooks. Mais uma vez, recomendado a fãs do género ou coleccionadores. 60%

Tamam Shud “Goolutionites And The Real Thing” (1970)
Os 9 temas da edição original datam de 1970. A estes adicionam-se outros 9 (!). Sim, é isso mesmo, há muito material para explorar nesta reedição. Acid Rock de finais dos 60s é a orientação dos Tamam Shud (nome retirado do livro Persa do século XI “The Rubáiyát” de Omar Khayvam). Grateful Dead, Cream, Doors, Jefferson Airplane, Focus, Jimi Hendrix e outros que tais são influências notórias. Gostei do que ouvi, embora neste tipo de sonoridades prefira as coisas mais cruas e garage do que o som mais “comercial” destes Tamam Shud. Desta banda saíram depois alguns músicos para integrar os, bem mais interessantes, Kahvas Jute. Há momentos interessantes e o CD vale por isso, pelo bónus e pelo valor histórico. 75%

Lamplight “A Sun That Will Not Rise” (Promo-Single, 2009) (Vitamin Records)
Pelas mãos do Lou Risdale da Aztec recebi ainda um single de uma nova banda Australiana chamada Lamplight. Apenas um tema na sua versão “rádio edit”. O álbum de estreia homónimo será editado em Junho. Por esta amostra, a coisa promete. Som Folk Rock “baladesco”, ambientes épico-sinfónicos, de contornos modernos. É aguardar pelo álbum. 75%

RDS

Some more Aztec Music here

Tuesday

Satans Revolver – The Circleville Massacre EP (2008) – Raging Planet

Depois de várias apresentações ao vivo por esse país fora, os Satans Revolver decidem ir a estúdio e registar alguns temas. “The Circleville Massacre” é o EP que resulta dessa sessão. A 5 temas adiciona-se ainda uma faixa multimédia com curtos vídeos promocionais de estúdio e ao vivo. Os vídeos pouco ou nada atribuem de especial ao disco, resultando apenas como um extra mais estilístico que funcional. Os elementos da banda provêm de nomes já conhecidos da cena Underground nacional como Twentyinchburial, Aside, As Good As Dead, Before The Torn ou Forgodsfake e a sonoridade de Satans Revolver reflecte essa experiência e alguma heterogeneidade de estilos. Uma fusão de Hardcore, Metal e Southern Rock / Stoner fazem os pouco mais de 17 minutos. Há boas ideias mas também alguns “clichés”, resultando o EP mais divertido que propriamente uma obra de arte. Mas talvez seja essa mesma a ideia principal da banda, em ter apenas um grande gozo com o projecto. Nada de surpreendente, nada de novo, mas eficaz o suficiente para uma noitada de copos com os amigos, rodando na aparelhagem ao lado de discos de Sick Of It All, Down, Eyehategod, Pro-Pain ou outros que tais. 65% www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.myspace.com/satansrevolver
RDS
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Satans Revolver - Barfight's

Friday

Grady – Y.U. So Shady? (2008) – Alternative Tentacles

Esta é a reedição por parte da Alternative Tentacles da demo-CD de 2004 do “power” trio Texano Grady. Os 11 temas originais foram remisturados por Gordie (vocalista / guitarrista, ex-Big Sugar, Canadá), re-sequenciados por Jello Biafra e complementados por 2 temas ao vivo não presentes na edição original. Blues / Southern / Punk ‘N’ Roll bem sujo, puro, cheio de espírito é o que nos apresentam nestes 56 minutos. Há já muito tempo que não ouvia algo do género tão pesado, cru e intenso. Imaginem uma fusão entre nomes tão díspares como Queens Of The Stone Age, Dead Kennedys, John Lee Hooker, Motörhead, AC/DC, D.O.A., Fu Manchu, Nashville Pussy ou ZZ Top e têm uma ideia da sonoridade Grady. Gostei muito e recomendo a fãs dos nomes acima citados. 85% http://www.shadygrady.net/ / www.myspace.com/gradyaustin / http://www.alternativetentacles.com/
RDS
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Live @ Red Dog Bar, Ontario, Canada, March 7 2008

Soilent Green - Interview

1 – New record, new label. How did you ended up signing with Metal Blade? Are you satisfied with their work with the band so far?
Very satisfied, they have done an amazing job for us. We had finished up our contract with Relapse and we both had a mutual feeling of wanting to part ways. A lot of the folks at Metal Blade have been fans for years, so they swooped in and we are completely happy with the change so far.

2 – Are you satisfied with this new album “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction”, the songs, the recording process, production, final product?
Yeah we are very proud of the new record. The recording process was our smoothest ever. I was all just a real good time. WE had a lot of drama we had to come to terms with and this album was a way to leave all the negativity behind. A true cleansing.

3 – The album was produced by Erik Rutan. How did you ended up working with him? Are you satisfied with his work?
We are more than satisfied. We have been friends with Erik before he recorded us. We met him when we toured with Morbid Angel and hit it off. We talked then about recording us. Once we did Confrontation with him we knew would want to go back and this time it went even smoother. He has the ability to record the organic tones that we like. He is an awesome producer and friend.

4 – Your music is a blend of several styles, from Grindcore to Death, from Sludge to Southern Rock, from Punk to 70s Heavy Rock, and even some Funk Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soilent Green? And books? And movies?
I usually lately have been listening to anything but metal to get my influences. A lot of blues and r/b, also I’m a huge jazz fan. Al Green, Curtis Mayfield. Coltrane, Miles Davis, Charlie Patton, Howling Wolf are a few of our favourites. Movies and books I read are not really direct influences on our music.

5 – “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction” is a strange title (and so are the song titles). What does it means? What kind of subjects influenced you to write the lyrics for this record?
It is the basic idea of no hope. We have had a lot of drama in our history so at the time we had a feeling of why are we still doing this. We had to dig a little and realize why we even started, for the love of playing music. As far as the actual lyrics that is Ben’s department. I just write the music and let him do his thing.

6 – The cover artwork for this record is awesome but quite enigmatic. Who is responsible for the frontcover and what does it mean? Is it connected somehow with the lyrics?
The cover was done by John Van Fleet. He’s a huge icon in the U.S. comic industry. We are old comic nerds so it was an honour to work with him. It is connected somewhat to the concept of no hope. The actual cover is only one out of the three that John did for us. The girl in flight is connected to the very machine that is giving her that gift, symbolizing that no matter how hard you try you are set up for failure.

7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We have been on tour for about 9 weeks so far. We Played with Erik and Hate Eternal then went straight to Death Angel and Godforbid, And now we are with Dethklok. We are doing the only show of the Ozzfest too. We are really happy to be able be still be doing what we do twenty years in.

8 – You have now some space for a final message.
Well thank you for your time. And I guess just that if you did what we do then please if you have the chance come see us live. We like to pride ourselves as a live band and feel that is where we are most comfortable. Thanks again CHEERS!

Questions: RDS
Answers: Brian Patton (Guitar)

http://www.soilentgreen.net/ / www.myspace.com/soilentgreen / http://www.metalblade.de/

Thursday

Soilent Green – Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction (2008) – Metal Blade Records

Os Norteamericanos Soilent Green estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Desta vez a edição é feita via Metal Blade, a sua nova editora. São 11 novos temas, em cerca de 42 minutos, de fusão Death, Grind, Sludge, Stoner, Southern Rock e Hardcore. A produção do disco esteve a cargo de Erik Rutan, por isso, já sabem o que esperar em termos de som. Um som poderoso quanto baste mas limpo o suficiente para ouvir tudo o que se vai passando neste “caos” sonoro. Confesso que a primeira vez que ouvi estes SG, há dez anos com “Sewn Mouth Secrets” (1998), achei estranha a fusão de estilos. Hoje já estou mais “calejado” nas diversas vertentes exploradas pela banda, daí já conseguir desfrutar na sua plenitude a descarga Grind / Sludge. Pesado, poderoso, brutal. Ora mais rápido nas descargas Grindcore, ora mais balançado e groovy na vertente Sludge / Southern. As restantes influências dão ainda outra cor ao quadro geral. Um disco ao mais alto nível daquilo que a banda consegue fazer. Aconselho vivamente aos fãs da banda e a fãs de música extreme em geral! 85% http://www.soilentgreen.net/ / www.myspace.com/soilentgreen / http://www.metalblade.de/
RDS