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Saturday

King Bird “Sunshine” (Metal Soldiers, 2010)

Os Brasileiros King Bird tocam um Hard Rock com claras influências setentistas e Bluesy. Este CD reúne o álbum de 2008 “Sunshine” e as 4 faixas do single de 2005 “The God’s Train”. Não faz muito o meu género mas não nego a qualidade do trabalho aqui apresentado. Os músicos são mais que competentes, e o vocalista é perfeito. Vários convidados fazem a sua contribuição, mas talvez o mais conhecido da população geral seja Andreas Kisser (Sepultura) que faz o solo de guitarra em “I’ve Been Looking”. Silvio Golfetti e Heros Trench dos Korzus também fazem a sua aparição com solos em “Whazzup Jack?”. Temas maioritariamente a meio tempo, alguns mais lentos e Bluesy, e letras em inglês. As faixas mais roqueiras são agradáveis de ouvir, mas no final não fica nenhuma malha no ouvido. É esse o maior problema dos King Bird. A falta de canções, no verdadeiro sentido da palavra. Entradas, riffs, melodias, refrões que fiquem na cabeça ao acabar o CD. Não há, infelizmente. Para fãs de bandas tão díspares como Deep Purple, Cheap Trick, Aerosmith, Uriah Heep, Soundgarden, Mr Big, Extreme ou Pearl Jam, por exemplo. RDS 70%
www.kingbird.com.br
www.myspace.com/kingbird
Metal Soldiers Records (Portugal)
http://metalsoldiersrecords.webs.com
http://www.myspace.com/metalsoldiersrecords
metal.soldiers.2008@mail.com

Thursday

Johnfish Sparkle – Johnfish Sparkle (2009) – Transubstans Records

Álbum de estreia para os Italianos Johnfish Sparkle. A banda renasce das cinzas dos JackyJail pelas mãos de dois dos seus ex-membros. Este powertrio baseia a sua sonoridade na fusão do Blues tradicional e do Hard Rock dos 70s (The Who, Led Zeppelin, Cream, Budgie, Humble Pie, Captain Beyond). Tem as ideias, tem o trabalho de composição, tem o espírito. No entanto, falta-lhe aquele “je ne sais quoi” para os distinguir de tantas outras bandas de retro-rock. Uma actuação descomprometida, num bar perto de casa, com umas cervejas, isto até funciona. Não mais do que isso, infelizmente. 65% www.myspace.com/transubstans / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/johnfishsparkle
RDS

Wednesday

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada para as reedições de clássicos oriundos das terras de “down under”, nas linhas do 70s Hard Rock, Classic Rock e seus derivados. Depois de uma primeira remessa de discos que me chegaram às mãos por parte da mesma, eis que apresento a segunda leva com mais seis títulos. Por ordem alfabética, seguem as apreciações de alguns discos perdidos no tempo, recuperados pela Aztec.

Buffalo “Dead Forever” (1972)
Falar em 70s Hard Rock Australiano e não falar nos Buffalo é quase sacrilégio. A estreia “Dead Forever” foi originalmente editada em 1972 e continha 8 temas. Esta reedição inclui 5 faixas bónus, entre as quais os dois temas de “Hobo”, single de 71 dos Head (banda pre-Buffalo de Tice e Wells), e três B-sides de 72, além de um livrete pleno de informação e imagens. Heavy Rock com toques Blues, Psychedelic e Doom. Influências notórias de Sabbath, Uriah Heep, Free e Zeppelin fazem o resto. Pelo meio versões de Free, Blues Image e Chuck Berry. Não é meu disco favorito dos Buffalo (deixo isso para o “Volcanic Rock”), mas está bem posicionado na lista de escolhas. 85%

Buffalo “Only Want You For Your Body” (1974)
O Doom da estreia ficou um pouco para trás e a banda começou a puxar mais pela costela Hard Rock de descendências Deep Purple. São 7 temas originalmente lançados em 1974, aqui adicionados de 2 bónus (e o habitual livrete completíssimo, apanágio destas reedições Aztec). Longe de ser um disco perfeito, mesmo assim está uns furos acima de “Average Rock ‘N’ Roller” e “Mother’s Choice” (o mais fraquito de todos). Na minha lista ficaria talvez em 2º lugar ex-aequo com “Dead Forever” (é difícil compara porque são dois álbuns distintos). 85%

Buster Brown “Something To Say” (1974)
Estando esgotado há mais de 30 anos, esta é a oportunidade de adquirir o único disco dos Buster Brown, banda com ligações (leia-se músicos) a outros nomes Australianos como AC/DC, Rose Tatto, Coloured Balls, etc. Além dos 7 temas originais, 6 bónus foram adicionados, entre os quais o single “Release Legalise”, uma raridade de 80 dos Rose Tattoo, e a versão de Chuck Berry. Hard Rock pouco pesado de onda Blues Rock, dançável, quase Funky. Demasiado “alegre” e “limpo” para me agradar, mas com alguns pontos de interesse. 70%

Lobby Loyde with Sudden Electric “Live With Dubs” (1980)
Pelo menos o título não induz em erro os fãs. Isto são gravações ao vivo que tiveram posteriores dubs em estúdio, visto um dos micros ter tido algumas falhas em concerto. Lobby Loyde (The Aztecs, Coloured Balls) assina as 6 composições incluídas no disco original, originalmente escritas para os Southern Electric. Como bónus há 4 temas de Lobby Loyde & Ball Power gravados em 2000 (“live without dubs”, dizem eles), entre os quais 2 temas de Coloured Balls e uma versão de “Heartbreak Hotel” de Presley. Algures entre o Hard Rock de finais dos 70s e o Punk ‘N’ Roll, esta rodela transpira espírito Rock por todos os poros. Som pesado, cru, intenso, roqueiro quanto baste. Gostei. Para completistas e curiosos. 75%

Madder Lake “Still Point” (1973)
Blues Rock de contornos psicadélicos e progressivos. Era esta a proposta dos Madder Lake em 1973. Aos 7 temas originais adicionam-se ainda outros 7 como bónus (entre B-sides e faixas ao vivo). Não é tipo de sonoridade que a mim me agrade pois assenta muito numa vertente limpa e algo comercial (para a altura, entenda-se). Falta-lhe algum peso ou, em contrapartida, uma orientação mais progressiva e experimental. Nem a etiqueta Psychedelic que lhe atribuem tem muito significado. Fica a meio caminho sem cair para alguma das vertentes. Para completistas apenas. 60%

Madder Lake “Butterfly Farm” (1974)
O trabalho que sucede a “Still Point” não muda muito a sonoridade da banda. E também não muda a minha opinião acerca da mesma. Soa-me um pouco melhor que o anterior, mas não vai muito além da mera curiosidade. Aos 8 temas originais junta-lhe outros quatro esta reedição da Aztec. Gosto da capa, no entanto. Um dos músicos fez ainda parte dos mais célebres Skyhooks. Mais uma vez, recomendado a fãs do género ou coleccionadores. 60%

Tamam Shud “Goolutionites And The Real Thing” (1970)
Os 9 temas da edição original datam de 1970. A estes adicionam-se outros 9 (!). Sim, é isso mesmo, há muito material para explorar nesta reedição. Acid Rock de finais dos 60s é a orientação dos Tamam Shud (nome retirado do livro Persa do século XI “The Rubáiyát” de Omar Khayvam). Grateful Dead, Cream, Doors, Jefferson Airplane, Focus, Jimi Hendrix e outros que tais são influências notórias. Gostei do que ouvi, embora neste tipo de sonoridades prefira as coisas mais cruas e garage do que o som mais “comercial” destes Tamam Shud. Desta banda saíram depois alguns músicos para integrar os, bem mais interessantes, Kahvas Jute. Há momentos interessantes e o CD vale por isso, pelo bónus e pelo valor histórico. 75%

Lamplight “A Sun That Will Not Rise” (Promo-Single, 2009) (Vitamin Records)
Pelas mãos do Lou Risdale da Aztec recebi ainda um single de uma nova banda Australiana chamada Lamplight. Apenas um tema na sua versão “rádio edit”. O álbum de estreia homónimo será editado em Junho. Por esta amostra, a coisa promete. Som Folk Rock “baladesco”, ambientes épico-sinfónicos, de contornos modernos. É aguardar pelo álbum. 75%

RDS

Some more Aztec Music here

The Crystal Caravan – The Crystal Caravan (2009) – Garageland Records

Não tenho muitas informações sobre esta banda pois a acompanhar o CD-R não vinha qualquer tipo de nota de imprensa ou biografia. Talvez seja melhor assim, para se poder ouvir o disco sem qualquer tipo de preconceitos ou influências externas. São Suecos; é um septeto; esta é a sua estreia em longa duração. São 10 temas de Retro Rock ‘N’ Roll com influências de 60s Garage / Trash, 70s Rock, uns toques de psicadelismo, algum Funk e apontamentos Folk. Juntem no mesmo saco nomes como The Doors, MC5, Johnny Thunders, Bob Dylan, Stooges, Blue Cheer, Steppenwolf, Lynyrd Skynyrd, etc, e têm uma ideia do som dos Crystal Caravan. Gostei do que ouvi, embora não me agrade muito alguma orientação Southern Rock de alguns temas. Soa muito mais puro e sincero que muitas das bandas desta cena retro que pululam por essas tabelas mundo fora. E só esse espírito puro já significa muito. Mas não é só isso que marca pontos aqui, pois a música em si também é de realçar. Recomendado a fãs destas sonoridades retro. 75% http://www.crystalcaravan.com/ / www.myspace.com/crystalcaravan / http://www.garagelandrecords.net/
RDS

Magnolia – Falska Vägar (2008) – Transubstans

No activo desde 1994, esta banda Sueca, com nome inspirado num tema dos Blue Cheer, tem em “Falska Vägar” a segunda proposta de estúdio. Esta rodela inclui 10 temas em pouco mais de 42 minutos de Bluesy Hard Rock com inspiração nos finais dos 60s e inícios dos 70s. As influências passam por Cream, November, Mountain, Free ou Blue Cheer. É retro mas não soa forçado como o resto das propostas que por aí andam nos tops, sendo o som dos Magnolia puro, pleno de alma e espírito (e outra coisa não se poderia esperar de uma edição Transubstans). Estes tipos bem poderiam ter crescido no intervalo temporal acima mencionado que não ficariam nada deslocados. As letras em Sueco ainda ajudam a dar outro colorido à música da banda. Gosto quando uma banda canta na sua língua materna, seja qual for o estilo musical. Além disso, a gravação num estúdio analógico ajudou a conseguir aquele som cheio mas cru, bem necessário ao estilo. Vale a pena a audição. 80% www.myspace.com/magnoliarock / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
RDS
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Magnolia - Stanna Till! @ Tantogården/Stockholm 7/12-2007

Friday

Grady – Y.U. So Shady? (2008) – Alternative Tentacles

Esta é a reedição por parte da Alternative Tentacles da demo-CD de 2004 do “power” trio Texano Grady. Os 11 temas originais foram remisturados por Gordie (vocalista / guitarrista, ex-Big Sugar, Canadá), re-sequenciados por Jello Biafra e complementados por 2 temas ao vivo não presentes na edição original. Blues / Southern / Punk ‘N’ Roll bem sujo, puro, cheio de espírito é o que nos apresentam nestes 56 minutos. Há já muito tempo que não ouvia algo do género tão pesado, cru e intenso. Imaginem uma fusão entre nomes tão díspares como Queens Of The Stone Age, Dead Kennedys, John Lee Hooker, Motörhead, AC/DC, D.O.A., Fu Manchu, Nashville Pussy ou ZZ Top e têm uma ideia da sonoridade Grady. Gostei muito e recomendo a fãs dos nomes acima citados. 85% http://www.shadygrady.net/ / www.myspace.com/gradyaustin / http://www.alternativetentacles.com/
RDS
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Live @ Red Dog Bar, Ontario, Canada, March 7 2008

Saturday

Murdering Tripping Blues - Uncontrollable Nervous Boogie (2008)

Murdering Tripping Blues – Knocking At The Backdoor Music (2008) – Raging Planet

Este é o disco de estreia de Murdering Tripping Blues, um power trio composto por Henry Leone Johnson, Johnny Dynamite e Mallory Left Eye. 10 temas fazem a fusão de um Rock ‘N’ Roll bem “old school” com Blues Rock e algum Punk. É bem “trashy”, “lo-fi” e algo psicadélico por vezes, mas sempre sem perder a força necessária para agradar a fãs de uma linha mais limpa. Do Chuck Berry à Blues Spencer Explosion, dos Kyuss aos Queens Of The Stone Age, dos Stooges aos MC5, dos (International) Noise Conspiracy aos Fu Manchu, do R.L. Burnside ao Johnny Cash, as influências da banda abrangem um pouco de tudo. Algumas participações apimentam a coisa ainda mais: o coro do trio de DJs “The Vanity Sessions”, a cantora / actriz Patrícia Andrade, The Infernal Secret Choir e ainda Luís Lamelas e Fernando Matias dos [F.e.v.e.r.]. Quem disse que já não se faz bom Rock ‘n’ Roll? Muito melhor do que algum do material revivalista que tem inundado as rádios e tabelas de vendas por esse mundo fora nos últimos anos. Aqui o espírito soa legítimo, nada de saltar para a carruagem da moda e ver no que dá. Recomendo vivamente! 85% http://www.myspace.com/murderingtrippingblues / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Monday

Siena Root – Far From The Sun (2008) – Transubstans Records

“Far From The Sun” é um disco de 2008 mas que parece ter sido gravado há mais de 30 anos. Hard Rock descendente dos grandes nomes dos 70s com toques psicadélicos e algum Blues é o que estes Suecos nos apresentam neste novo disco. Muito groove, funk, blues, sons orientais, folk, psicadelismo, e o típico som Hammond, tudo faz parte da sonoridade Siena Root que constitui estes 53 minutos bem retro. Influências de nomes como Led Zeppelin, Deep Purple, Jethro Tull, Cream, Hendrix, Iron Butterfly, Montrose, Thin Lizzy, Blue Cheer, Jefferson Airplane, Grateful Dead, Captain Beyond ou Sir Lord Baltimore são notórias. Descortinam-se ainda uns toques de NWOBHM circa 79/80. A Suécia tem sido prolífica nos últimos anos em termos de bandas retro linha 70s Hard Rock. E não só em termos de quantidade mas também de qualidade. Os Siena Root são mais um nome a adicionar a essa lista. Recomendo. 80% http://www.sienaroot.com/ / www.myspace.com/sienaroot / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Friday

Errorhead – Modern Hippie (2008) – Lion Music

O projecto Errorhead é composto por 3 músicos de sessão, a saber: Marcus Deml (Guitarra & Voz, tocou com Bobby Kimball dos Toto, Saga, Kingdom Come, Nena, 3P, Simon Collins filho de Phil Collins, Rick Astley, Laith Aldeen e outros), Frank Itt (Baixo, tocou com Terence Trent D’Arby, Jule Neigel, Jasper Van’t Hof) e Zacky Tsoukas (Bateria, tocou com John Hayes, Billy Sheehan, Helmut Zerlett). Contam ainda com a participação de Robbie Smith (Voz), Tom Aeschbacher (Teclas) e Melanie Stahlkopf (Coros). Quando sou confrontado com um projecto deste género, composto por músicos de sessão, com vastos currículos e imensa experiência musical, fico logo de pé atrás. Porquê? Porque a maior parte das vezes temos de levar com “jam sessions” feitas em estúdio, que devem ter dado um gozo enorme às pessoas envolvidas, é certo, mas que a nós, meros ouvintes, não vai dar gozo algum. Levamos com toda a sua técnica musical e pouca (ou nenhuma) alma! Infelizmente, é com que acontece em “Modern Hippie”, pelo menos em parte. Nota-se que os músicos se divertiram, como já referi, ao gravar este conjunto de temas, mas falta qualquer coisa. Podem ser excelentes músicos, muito tecnicistas, mas quando se trata de compor, falta-lhe aquela faísca que muitos outros têm e que torna a sua música especial. Funk Rock, Progressive, Blues, Rock e World Music é a fusão praticada nos 13 temas que compõem “Modern Hippie”. Adicionem no mesmo caldeirão o grande Hendrix, Jeff Beck, Frank Zappa, Living Colour, Infectious Grooves e Primus, retirem a genialidade dos mesmos, e têm os Errorhead. Ao vivo até deve ser interessante e divertido. Em disco, eu dispenso. Apenas para músicos, pois esses gostam deste tipo de trabalhos. 65% http://www.errorhead.com/ / www.myspace.com/marcusdeml / http://www.lionmusic.com/
RDS

ANGEL AIR RECORDS

Stackridge – Something For The weekend (2007) – Angel Air Records
Depois de ter aqui escrito umas linhas sobre as reedições remasterizadas dos discos dos 70s destes britânicos Stackridge, tenho a oportunidade de “fechar o ciclo” com este “Something For The Weekend”. Trata-se do disco gravado aquando da reunião na segunda metade da década de 90. Além da edição original de 1998, incluem-se aqui 4 temas extra, num total de 18 em pouco mais de 1 hora de música. O estilo não mudou muito daquele que tinham nos 70s, o que pode ser bom ou mau, dependendo do ponto de vista. No entanto, os poucos toques progressivos e sinfónicos que tinham são aqui deixados de lado para apostar numa sonoridade tipicamente Pop Britânico. A marca característica dos Stackridge está lá, o seu estilo de composição, o seu sentido de canção Pop simples mas com estilo, ambiência e humor Britânicos. 1998 não seria talvez o melhor ano (ou década até) para editar algo do género. Nos 80s isto teria sido muito melhor aceite. No entanto, os fãs da banda agradeceram essa mesma reunião e este álbum. Apesar de não ser o melhor dos seus trabalhos, este disco é superior a muitas das coisas que se fizeram na Pop do Reino Unido nos últimos anos, incluindo a tal banda com os dois irmãos que andam sempre ás turras (não me vou rebaixar a usar o nome aqui). Além da música temos direito a um booklet com as letras e um texto sobre a reunião e respectivo disco. Para fãs de Stackridge, Beatles e Pop Britânico clássico em geral. 80% http://www.stackridge.net/ / http://www.angelair.co.uk/

Carmen – The Gypsies / Widescreen (2CD, 2007) – Angel Air Records
Os Carmen surgiram na década de 70 com a sua peculiar fusão de Rock, Progressivo e Flamenco. Editaram 3 discos, abriram para nomes como ELO, Golden Earring, Blue Osyter Cult ou Santana e chegaram a fazer uma digressão em 1974, pelos USA, como banda de suporte dos míticos Jethro Tull. Esta é uma reedição remasterizada do terceiro e último trabalho, “The Gypsies”. Além dos 9 temas originais temos direito a dois bónus, “Flamenco fever” o segundo single da banda e “Only Talking To Myself”, um tributo a John Glascock (o baixista da banda que faleceu em 1979, depois de ter saído dos Carmen tocou com os Jethro Tull até falecer vítima de cancro). Este “canto do cisne” dos Carmen contém fantásticos temas como “Daybreak”, “High Time”, “Joy” ou o bombástico tema título “The Gypsies”. Além deste disco, inclui-se aqui o álbum “Widescreen” de David Allen, vocalista e guitarrista da banda. Allen começou a compor este material em meados da década de 90, trabalho que lhe levou 10 anos a completar e só agora vê edição oficial. “Widescreen” inclui 11 temas de fusão de Flamenco com electrónica e Jazz. Nada que possa agradar ao fã “diehard” de Rock, mas com alguma abertura de mente, é até um disco a ouvir com alguma atenção. Respectivamente: 80% & 70% http://www.angelair.co.uk/

Stone The Crows – In Concert, Beat Worshop, Germany, 1973 (DVD 2007) – Angel Air
Maggie Bell And Midnight Flyer – Live Montreux July 1981 (DVD 2007) – Angel Air

Os Stone The Crows eram Escoceses e tocavam um Rock dos 70s com voz feminina com uma forte componente Blues, Soul, Rock clássico e toques de Hard Rock. Antes de terem esta denominação chamavam-se Power, conseguiram que o manager dos Led Zeppelin, Peter Grant, fosse até à Escócia vê-los actuar, este decidiu assinar um contrato com eles mas com a condição de mudarem o nome para Stone The Crows. Esta gravação foi feita na Alemanha e é datada de 1973, mas só agora vê edição oficial neste DVD através da Angel Air. Além dos 7 temas registados ao vivo (cerca de 41 minutos), inclui-se aqui uma entrevista actual de 35 minutos com a vocalista Maggie Bell e o baterista Colin Allen, assim como uma biografia da banda.
No segundo DVD em revisão temos Maggie Bell numa carreira solo pós Stone The Crows, aqui acompanhada pela banda Midnight Flyer. Gravação ao vivo datada de 1981, em Montreux. São 13 temas em cerca de 70 minutos nos quais o estilo não muda nada em relação à sua banda de origem. A adicionar ao concerto, temos uma entrevista actual de 19 minutos com Bell e a biografia dos Midnight Flyer.
Não sou grande admirador de Blues, mesmo nesta vertente roqueira, e o estilo “cowgirl” da vocalista não ajuda mesmo nada. Fãs de Blues Rock e Rock setentista irão gostar, isto se não tiverem menos de 35 anos! 70% http://www.angelair.co.uk/

Diesel Park West – Damned Anthems (DVD 2007) – Angel Air
Este DVD inclui mais de duas horas de material dos Ingleses Diesel Park West, concentrado nos seus dois primeiros discos e na fase 89-92. Gravações ao vivo na Alemanha em Fevereiro de 1992, na Suiça em Abril do mesmo ano e na Dinamarca no festival Roskilde a Julho de 1989. Além dessas gravações profissionais incluem-se ainda bootlegs captados pelos fãs de 1988, 1993 e 2004, no total de 22 minutos. Como bónus temos ainda o promo-clip de “Six Days At Ju Ju”, 3 faixas áudio (com galeria de fotos como fundo visual) e biografia. Os Diesel Park West tocam Pop / Rock de final dos 80s e inícios dos 90s, na linha de nomes como U2, INXS, etc. A música da banda não é má de todo, embora seja muito simples e lugar comum, mas tem uma melodia cativante e aquele “feeling” do final dos 80s. De qualquer modo, fãs do Pop / Rock dos 80s / 90s, algures entre os 35 e os 40 anos, este poderá ser um agradável regresso a esses tempos. 70% http://www.dieselparkwest.com/ / http://www.angelair.co.uk/

Wednesday

John Schooley And His One Man Band - One Man Against The World (2007) - Voodoo Rhythm Records

John Schooley é do Texas (USA), ex-membro de nomes bandas como The Revelators e Fantastic Hard Feelings, e este disco é o seu novo trabalho de estúdio a nome próprio. Como a própria designação do projecto indica, esta é uma "one man band", mas tem por aqui alguns convidados a dar outro colorido a certos temas com a introdução de violoncelo p.ex. Blues Trash com toques de Rock ‘N’ Roll mais sujo e alguma atitude descomprometida mais Punk. A edição está cargo da independente Suiça Voodoo Rhythm Records, editora direccionada para este tipo de sonoridades. O disco tem certos pontos de interesse mas não chega a ser nada de espectacular nem ousado, e nem o próprio Schooley o deve pretender. Simples, directo, sujo, Trashy Rock ‘N’ Blues na sua pura essência. Apenas para apreciadores do género. RDS
70%
Voodoo Rhythm Records: www.voodoorhythm.com

Thursday

Hainloose – Burden State (2005) – Elektrohasch Records

Segundo álbum para estes germânicos, depois de “Rosula” de 2003 (também pela Elektrohasch). Os Hainloose praticam um Blues Rock / Stoner com toques de Rock sulista norteamericano e com influências de Fu Manchu, COC, Allman Brothers, ZZ Top ou Kyuss. O som é cru e pesado o suficiente para agradar a apreciadores de Stoner e Hard Rock mas tem uma orientação muito Blues Rock e funky até, com as músicas a serem mais baseadas no groove.A guitarra saca bons riffs de rock’n’roll mas com boas melodias quando necessário, indo por vezes aos terrenos do psicadélico e do Blues; a voz é a típica voz grave deste género; a secção rítmica não é muito ousada mas segura bem do balanço da música. Os temas, como já disse, são mais apoiados no groove, mas temos um tema mais rock’n’roll na quarta faixa com “Disconnected”, uma passagem bem Doom em “M.O.H.” mas que termina com uma passagem bem funky, “Chernobilly” é um instrumental muito linha psicadélica a fazer lembrar Kyuss, mais material de orientação Doom em “Broken Dreams Part I” e um tema mais experimental a fechar, “Barricades And Barrels”. Não se trata do álbum perfeito de Blues Rock / Stoner, um pouco de ousadia na composição não lhes fazia mal algum, mas mesmo assim é um bom álbum para se ouvir bem alto, a beber umas cervejolas, num sábado à noite num bar qualquer. Para os apreciadores de vinil, este disco vai ser editado em LP neste Outono de 2006. RDS
80%
Elektrohasch Records: www.elektrohasch.de
Hainloose: www.hainloose.de