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Sunday

Fénix #1047 - 18/06/2014



01 Ligro - Don Juan (Dictionary 2 2012) Moonjune
02 Mahogany Frog - Flossing With Buddha (Senna 2012) Moonjune
03 Miriodor - Scarabée (Parade 2005) Cuneiform
04 Zaar - Scherzo # C (Zaar 2006) Cuneiform
06 Miosótis - Coda (O Monstro E A Sereia 2005) Gaita de Sonhos
07 Fadomorse - Renasce A Tempo (Fadomorse 2012) Ethereal Sound Works
08 Riding Pânico - Running Kids (Lady Cobra 2008) Raging Planet
09 Arena - A Crack In The Ice (The Visitor 1998) Verglas
10 Mostly Autumn - Broken Glass (Storms Over Still Water 2005) Autumn
11 The Flower Kings - Underdog (Space Revolver 2000) Inside Out
12 Spock's Beard - Thoughts (Part II) (V 2000) Inside Out
13 Parallel Mind - Opposite Of Know (Colossus ADEA 2005) Unicorn
14 Nil - 198 (Nil Novo Sub Sole 2005) Unicorn
15 Ros Seresyothea  - Jam 10 Kai Theit (Wait Ten Months More) (The Rough Guide To Psychedelic Cambodia 2014) World Music Network
16 Asha Bhosle - Yeh Mera Dil Yaar Ka Diwana  (The Rough Guide To Psychedelic Bollywood 2013) World Music Network
17 Ahmad Al-Harazi - Amsi Sameer Al-Nojoom (Night Stars Watcher) (Qat, Coffee & Qambus Raw 45s From Yemen 2013) Dust To Digital
18 Bunyong Ketkhong - Doi Rup (Thailand) (Longing for the Past The 78 rpm Era in Southeast Asia 2013) Dust To Digital
19 Namphueng Boribun - Nak Kamphra (Luk Thung Classic & Obscure 78s From The Thai Countryside 2013) Dust To Digital
20 Jun Togawa - Konchugun (Tamahime Sama 1984) Yen
21 Vali - Nordavindens Klagesang (Skogslandskap 2013) Auerbach Tonträger
22 Zu - Solar Anus (Igneo 2002) Amanita
23 Dusan Jevovic - Am I Walking Wrong (Am I Walking Wrong 2013) Moonjune
24 Roine Stolt - Head Above Water (Wall Street Voodoo 2005) Inside Out
25 Dream Theater - The Looking Glass (Dream Theater 2013) Roadrunner

Tuesday

Gargamel – Descending (2009) – Transubstans

Os Noruegueses Gargamel regressam com o segundo de estúdio, “Descending”. Os 4 temas (cerca de 47 minutos) vagueiam algures entre o Rock progressivo Nórdico dos 70s, o Post-Rock, o Doom Rock, com algumas pitadas de Psychedelic e Folk. “Descending” revela uns Gargamel mais obscuros, introspectivos, depressivos, melancólicos. Ao tradicional trio guitarra/baixo/bateria aliam-se pontuais passagens de inúmeros outros instrumentos que dão uma cor adicional ao som Gargamel. Creio que poderá agradar a fãs de material tão díspar como King Crimson, Van Der Graaf Generator, Katatonia, Isis, Anekdoten, Kaipa, Tool, Pendragon ou Opeth, por exemplo. Gostei muito do que ouvi. 90% www.gargamel.no / www.myspace.com/gargamelprog / www.recordheaven.net / www.transubstans.com / www.myspace.com/transubstans
RDS

Wednesday

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada para as reedições de clássicos oriundos das terras de “down under”, nas linhas do 70s Hard Rock, Classic Rock e seus derivados. Depois de uma primeira remessa de discos que me chegaram às mãos por parte da mesma, eis que apresento a segunda leva com mais seis títulos. Por ordem alfabética, seguem as apreciações de alguns discos perdidos no tempo, recuperados pela Aztec.

Buffalo “Dead Forever” (1972)
Falar em 70s Hard Rock Australiano e não falar nos Buffalo é quase sacrilégio. A estreia “Dead Forever” foi originalmente editada em 1972 e continha 8 temas. Esta reedição inclui 5 faixas bónus, entre as quais os dois temas de “Hobo”, single de 71 dos Head (banda pre-Buffalo de Tice e Wells), e três B-sides de 72, além de um livrete pleno de informação e imagens. Heavy Rock com toques Blues, Psychedelic e Doom. Influências notórias de Sabbath, Uriah Heep, Free e Zeppelin fazem o resto. Pelo meio versões de Free, Blues Image e Chuck Berry. Não é meu disco favorito dos Buffalo (deixo isso para o “Volcanic Rock”), mas está bem posicionado na lista de escolhas. 85%

Buffalo “Only Want You For Your Body” (1974)
O Doom da estreia ficou um pouco para trás e a banda começou a puxar mais pela costela Hard Rock de descendências Deep Purple. São 7 temas originalmente lançados em 1974, aqui adicionados de 2 bónus (e o habitual livrete completíssimo, apanágio destas reedições Aztec). Longe de ser um disco perfeito, mesmo assim está uns furos acima de “Average Rock ‘N’ Roller” e “Mother’s Choice” (o mais fraquito de todos). Na minha lista ficaria talvez em 2º lugar ex-aequo com “Dead Forever” (é difícil compara porque são dois álbuns distintos). 85%

Buster Brown “Something To Say” (1974)
Estando esgotado há mais de 30 anos, esta é a oportunidade de adquirir o único disco dos Buster Brown, banda com ligações (leia-se músicos) a outros nomes Australianos como AC/DC, Rose Tatto, Coloured Balls, etc. Além dos 7 temas originais, 6 bónus foram adicionados, entre os quais o single “Release Legalise”, uma raridade de 80 dos Rose Tattoo, e a versão de Chuck Berry. Hard Rock pouco pesado de onda Blues Rock, dançável, quase Funky. Demasiado “alegre” e “limpo” para me agradar, mas com alguns pontos de interesse. 70%

Lobby Loyde with Sudden Electric “Live With Dubs” (1980)
Pelo menos o título não induz em erro os fãs. Isto são gravações ao vivo que tiveram posteriores dubs em estúdio, visto um dos micros ter tido algumas falhas em concerto. Lobby Loyde (The Aztecs, Coloured Balls) assina as 6 composições incluídas no disco original, originalmente escritas para os Southern Electric. Como bónus há 4 temas de Lobby Loyde & Ball Power gravados em 2000 (“live without dubs”, dizem eles), entre os quais 2 temas de Coloured Balls e uma versão de “Heartbreak Hotel” de Presley. Algures entre o Hard Rock de finais dos 70s e o Punk ‘N’ Roll, esta rodela transpira espírito Rock por todos os poros. Som pesado, cru, intenso, roqueiro quanto baste. Gostei. Para completistas e curiosos. 75%

Madder Lake “Still Point” (1973)
Blues Rock de contornos psicadélicos e progressivos. Era esta a proposta dos Madder Lake em 1973. Aos 7 temas originais adicionam-se ainda outros 7 como bónus (entre B-sides e faixas ao vivo). Não é tipo de sonoridade que a mim me agrade pois assenta muito numa vertente limpa e algo comercial (para a altura, entenda-se). Falta-lhe algum peso ou, em contrapartida, uma orientação mais progressiva e experimental. Nem a etiqueta Psychedelic que lhe atribuem tem muito significado. Fica a meio caminho sem cair para alguma das vertentes. Para completistas apenas. 60%

Madder Lake “Butterfly Farm” (1974)
O trabalho que sucede a “Still Point” não muda muito a sonoridade da banda. E também não muda a minha opinião acerca da mesma. Soa-me um pouco melhor que o anterior, mas não vai muito além da mera curiosidade. Aos 8 temas originais junta-lhe outros quatro esta reedição da Aztec. Gosto da capa, no entanto. Um dos músicos fez ainda parte dos mais célebres Skyhooks. Mais uma vez, recomendado a fãs do género ou coleccionadores. 60%

Tamam Shud “Goolutionites And The Real Thing” (1970)
Os 9 temas da edição original datam de 1970. A estes adicionam-se outros 9 (!). Sim, é isso mesmo, há muito material para explorar nesta reedição. Acid Rock de finais dos 60s é a orientação dos Tamam Shud (nome retirado do livro Persa do século XI “The Rubáiyát” de Omar Khayvam). Grateful Dead, Cream, Doors, Jefferson Airplane, Focus, Jimi Hendrix e outros que tais são influências notórias. Gostei do que ouvi, embora neste tipo de sonoridades prefira as coisas mais cruas e garage do que o som mais “comercial” destes Tamam Shud. Desta banda saíram depois alguns músicos para integrar os, bem mais interessantes, Kahvas Jute. Há momentos interessantes e o CD vale por isso, pelo bónus e pelo valor histórico. 75%

Lamplight “A Sun That Will Not Rise” (Promo-Single, 2009) (Vitamin Records)
Pelas mãos do Lou Risdale da Aztec recebi ainda um single de uma nova banda Australiana chamada Lamplight. Apenas um tema na sua versão “rádio edit”. O álbum de estreia homónimo será editado em Junho. Por esta amostra, a coisa promete. Som Folk Rock “baladesco”, ambientes épico-sinfónicos, de contornos modernos. É aguardar pelo álbum. 75%

RDS

Some more Aztec Music here

Barr – Skogsbo Is The Place (2008) – Sakuntala / Transubstans

Esta é a estreia em longa duração dos Barr. Depois de um bem recebido EP em 2007, os Suecos assinam com a Sakuntala, uma recém criada sub-etiqueta da Transubstans, e representam a 1ª edição da mesma. Barr é um sexteto acústico que pratica um interessante Folk psicadélico de descendências Fairport Convention, Popol Vuh, Pentangle e Heron. Sete canções de embalar psicadélicas, segundo a denominação da banda para as suas composições, resultaram de uma sessão de dois dias e duas noites. São cerca de 44 minutos de música inspirada, pura, plena de espírito. É pena o som ter ficado muito “moderno”, limpo e com uma orientação quase Pop em alguns momentos; uma certa crueza e toque 70s lo-fi poderiam ter resultado muito melhor. De qualquer maneira, gostei do que ouvi e recomendo. Para fãs das bandas acima mencionadas ou outras mais recentes como Circulus, Porcupine Tree ou Pain Of Salvation (na sua faceta mais calma). 65% http://www.barrmusic.se/ / www.myspace.com/barrmusic / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
RDS
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Barr - Sound And The Fury @ Stockholm Café

Monday

Jelly Fiche – Tout Ce Que J’Ai Rêvé (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Jelly Fiche. Nove temas fazem a ponte entre Pink Floyd, Génesis e Jethro Tull. A banda aponta ainda nomes como King Crimson, Beatles, Queen, David Bowie ou Gentle Giant entre as suas principais influências. Progressivo com fortes influências de Rock sinfónico, psicadélico dos 60s, Folk e Jazz é o que nos apresentam nestes 63 minutos de música. A fusão de sonoridades resulta num produto homogéneo que me cativa. Faz-me lembrar as bandas Suecas dos 70s. Apesar de, pessoalmente, não gostar do som da língua Francesa, aqui soa algo exótico e adiciona outro factor de interesse ao disco. Há aqui muito trabalho de composição e nota-se o gosto e intensidade com que os músicos reproduzem essas composições. Intenso, forte, melódico, psicadélico por vezes. Gostei. 70% http://www.jellyfiche.com/ / www.myspace.com/jellyfiche / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Thursday

Kush – Nah, Tellus Wh’t Kush Means Yer Great Sausage (1975 / 2008) – Aztec Music

Esta é a reedição do 2º disco dos Australianos Kush, “Nah, Tellus Wh’t Kush Means Yer Great Sausage”, datado de 1975. Depois de ter reeditado a estreia “Presents Snow White… And The Eight Straights”, a Aztec Music completa a coisa com esta sequela. Como sempre, estas reedições da Aztec são de luxo, com livrete completo (capas originais, fotos, biografia/histórias várias, letras, etc) e temas extra. Neste disco temos, além dos 6 temas originais, mais 11 bónus a saber: um single de 1975 de Geoff Duff & Kush, o single a solo de 1977 de Geoff Duff, o edit do single “I’m Your Football”, um tema nunca antes editado intitulado “Hey Sam” e 5 temas ao vivo em 1977.
Sinceramente, isto é demasiado Funky para o meu gosto. Se ainda tivesse uma forte componente Psych / Folk / Prog, a coisa seria mais agradável. Ou então se a orientação Funk fosse mais linha banda sonora de filme Blaxploitation, mas não, é do mais vulgar e piroso. Ainda por cima está repleto de um humor meio piroso e saloio. O som dos Kush, pelo menos neste 2º disco, já que não conheço o anterior, situa-se algures entre os Earth, Wind & Fire, o R’N’B / Soul / Funk da Motown, Frank Sinatra, James Brown e algum Folk-Prog (pouco). Começa muito Funky com “Come Down” e “I’m Your Football”. Só ao 3º tema, “Out Of My Tree”, é que temos algum vislumbre de Rock. No 4º tema, “What Do Mountains Say”, voltamos ao Funk mas já com alguma componente Prog-Rock. O prato forte do disco é o semi-épico “Dream On (Parts I, II and III)” com os seus 11 minutos de Prog / Folk / Soul. Gostei. Segue-se “Mr. Plod” a fechar o alinhamento original com um Prog / Funk / Swing jeitoso. A par do anterior, as duas melhores malhas do álbum. Pelo que li em diversas fontes, a estreia atrás mencionada é muito superior. Pois, infelizmente, esta proposta não me abriu o apetite para ir verificar a anterior. Quanto aos extras, seguem a linha Funk / Soul / Jazz e servem apenas para complementar a reedição. Nada de extraordinário. Para fãs e completistas apenas. 60% http://www.aztecmusic.com/
RDS