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Thursday

Ancient Future Records – 30 Years Of World Music – 2009

Não sendo eu propriamente fã de World Music, vejo-me agora na ingrata tarefa de ouvir 3 discos que me chegaram às mãos, e escrever algumas linhas sobre os mesmos. Os Ancient Future que, segundo os mesmos, são pioneiros da sonoridade World Fusion, estão a celebrar 30 anos do primeiro concerto do projecto. Para comemorar 3 décadas de música, o sétimo disco de originais, “Planet Passion” (75%), datado de 2001, vê assim uma reedição em masterização de 64 bits. Os Ancient Future fazem uma fusão de tudo o que seja música tradicional, desde África até Asia, passando pela América do Sul ou Médio Oriente, até à Índia, tudo serve de inspiração e influência. “Planet Passion (Mythical Stories Of Love Around The World)” contém 12 faixas num total de cerca de 52 minutos. Apesar de neste disco a banda ser composta por 5 músicos, além de diversos convidados, o projecto abrange já 19 músicos. Não é o meu prato favorito dentro do género, mas reconheço a qualidade, trabalho de composição, instrumentalização e, acima de tudo, a alma. Para fãs de World Music, Fusion e, porque não, adeptos de sonoridades mais psicadélicas.
Antes deste, foram editados em 2008 dois discos a solo de membros de Ancient Future. O mentor deste projecto, Matthew Montfort, lançou o primeiro disco a solo intitulado “Seven Serenades For Scalloped Fretboard Guitar” (65%). São 6 temas da sua autoria e 1 composto por Mariah Parker (ver disco seguinte), em cerca de 57 minutos, também masterizados em 64 bits. É introspectivo, experimental, psicadélico até em certos momentos. Há alguns temas que me agradam, e outros que me soam mais a devaneios egoístas de músico a testar as suas capacidades. É o problema destes discos a solo. Pode agradar a fãs das sonoridades já citadas e músicos em geral e guitarristas em especial.
Por último, “Sangria (An Indo Latin Jazz Musical Experience” (50%) é o trabalho solo da pianista Mariah Parker. Em 8 temas, da sua autoria, faz a ponte entre o Latin Jazz e a música Indiana. Faz-se acompanhar de músicos de Ancient Future, Sun Ra ou Herbie’s Hancock Headhunters, por exemplo. Por um lado, demasiado jazzístico para o meu gosto (prefiro um Jazz mais avantgarde), e por outro, demasiado bossanova para meu gosto. Fãs de Jazz, Bossanova e World Music irão gostar. Eu, particularmente, não gostei muito.
No geral: é inegável o valor dos músicos envolvidos nos 3 discos, e gostei de umas coisas aqui e ali, mas não é o suficiente para eu enaltecer as edições. Infelizmente, não conto voltar a pegar nos CDs e colocá-los no leitor. No final da audição, não ficou nada retido para me fazer voltar atrás, ouvir de novo e, talvez., encontrar novos sons, ideias e pormenores de interesse. Experimentem apenas se estão “calejados” neste tipo de sonoridades.

RDS

The Rough Guide (World Music Network / Rough Guides)

A série de CDs “The Rough Guide” é uma colaboração da editora de World Music Network e da Rough Guides. Trata-se de compilações temáticas que representam a música de um país, um estilo musical ou ainda uma ideia específica que consiga agrupar vários artistas/bandas. Recentemente chegaram-me às mãos 8 destes discos, todos datados de 2008. Os discos promocionais que tenho em mãos incluem um interessante conteúdo multimédia no qual se faz a apresentação geral do país e/ou se descreve o material contido no CD. Não sei se esta faixa multimédia se encontra disponível no produto final, apenas sei que não está contido no livrete. De qualquer modo, podem sempre aceder ao website oficial da WMN ou da Rough Guide e por lá encontrarão o essencial para compreender estas “antologias” ou “samplers”.
Passo então a descrever sucintamente os 8 discos (sem qualquer ordem em especial).

“The Rough Guide To The Music Of Japan”: Tendo em conta o meu fascínio pelo Japão, a sua cultura, música, história, geografia, cultura Pop/moderna/urbana, este foi o que mais me chamou a atenção. 18 faixas para o mesmo número de artistas/colectivos representam estilos tão díspares como o Gagaku, Enka, boogie-woogie do pós-guerra, electrónica ou a música mais tradicional. Alguns mais interessantes e apelativos que outros, mas no geral um documento interessante do que se vai fazendo no Japão em termos de música tradicional e/ou da sua fusão com sonoridades modernas. Destaques: Michiko Suga, Chanchiki, Oki Dub Ainu Band, Seijin Noborikawa, Tadao Sawai, Kunaicho Gakubu, Tendai Shomyo / Tatsuya Koumazaki / Pangea, Kotsuru Tade, Shizuko Kasagi, Harumi Miyako, Shibusashirazu. 90%

“The Rough Guide To Klezmer Revolution”: Este volume, como o nome indica, é dedicado ao klezmer, ou música de origem Judia. No entanto, como o título também poderá indicar, estas são interpretações mais modernas do tradicional klezmer do século XIX. Usam-se instrumentos não tradicionais, ou mesmo nenhum instrumento; novas interpretações de letras tradicionais ou letras novas; fusão com sonoridades modernas/urbanas. Daí a revolução anunciada. É este ambiente progressista que atrai neste título da série Rough Guides. A seguir ao do Japão, um dos meus favoritos. Destaques: The Klezmatics, Daniel Kahn / Psoy Korolenko / Oy Division, Frank London’s Klezmer Brass All-Stars, Oi Va Voi, David Krakauer, Moguilevsky & Lerner, Shtreiml. 80%

“The Rough Guide To The Music Of Romanian Gypsies”: Mais uma vez, o título é bem explícito. São 20 nomes da nova música cigana da Roménia. Desde “brass bands” até intérpretes de címbalo, passando pela já habitual fusão do tradicional com elementos modernos (um dos atractivos nesta colecção), há um pouco de tudo, quase sempre com novas visões e adaptações do tradicional. Xenofobias à parte, abram a mente para um novo universo que lhes poderá agradar. Se não fosse a música dos fabulosos Fanfare Ciocarlia (que já tive a oportunidade de presenciar ao vivo) e os filmes do não menos importante Emir Kusturika, eu estaria neste momento a olhar para este CD de uma maneira bem distinta. Destaques: Taraf De Haïdouks, Fanfare Ciocarlia, Toni Iordache, Ion Petre Stoican, Shukar Collective, Ionel Cioaca, Andrei Mihalache, Ion Miu. 70%

“The Rough Guide To Calypso Gold”: Esta é uma antologia do tradicional Calypso de Trinidad que representa um período que vai desde a década de 20 até ao zénite do estilo nos 50s. Entre recuperações de algumas gravações raras e outras mais conhecidas, em 20 temas (com repetições de nomes) encontramos as pioneiras orquestras de cordas dos 20s, passando por King Radio nos 40s, e lendas do género nos 50s como The Mighty Bomber ou Lord Kitchener. O som “vintage” de algumas das gravações agrada-me e, quanto mais sujo e “abafado” o som, mais o carácter de “velha escola” se acentua e mais soa a verdadeiro e de raiz. Destaques (precisamente os que têm um som mais “vintage”): Sir Lancelot, King Radio, Caresser, Lion, Lord Kitchener, Duke Of Iron, Tiger, Atilla, Sam Manning, Houdini, Monrose’s String Orchestra. 70%

“The Rough Guide To The Music Of Mali”: Aqui já começo a entrar em terrenos que não vão de encontro aos meus gostos. Dentro do cenário “world music”, a música Africana nunca me atraiu particularmente. Esta colectânea de sonoridades tradicionais do Mali não me fez mudar muito de opinião. Alguns momentos puramente tradicionais intercalados com material de orientação Blues e fusão com sons urbanos é o que podemos ouvir. Dos 15 temas que fazem o alinhamento deste CD, os que me chamam mais a atenção, como habitual, são os mais estranhos e/ou experimentais. Destaques: Amadou & Mariam, Issa Bagayogo, Vieux Farka Touré feat Ali Farka Touré, Les Ambassadeurs Internationales, Boubacar Traore, Tinariwen. 55%

“The Rough Guide To Turkish Café”: Turquia. Em 19 temas passamos rapidamente de material tradicional para o Pop, da música cigana para ambientes dançantes. Não é o meu prato favorito, mas alguns dos sons, mais que os ritmos, agradam. No entanto, a maior parte do material soa demasiado “pop de eurovisão” para o meu gosto. Destaques: Ensemble Hüseyin Türkmenler, Sevval Sam, Ahmet Kusgöz Ve Arkandaslari, Hüsnü Senlendirici, Musa Eroglu, Selim Sesler, Burhan Öcal & The Trakya All Stars feat Smadj. 55%

“The Rough Guide To Arabic Café”: Na mesma linha do anterior. Fusão de tradicional com Pop e ambientes dançantes. Desta feita entramos no universo da música de países Árabes: Palestina, Israel, Síria, Egipto, Núbia, Líbano, Arábia Saudita e Algéria. Mas uma vez, não vai de encontro aos meus gostos. Os mais simples e com tom mais tradicional são os que mais me atraem. Os de fusão soam algo “pindéricos” para o meu gosto. Destaques: Amal Murkus, Amer Ammouri, Ghada Shbeir, Mohammed Roshdi, Louwi Tnnari, Oum Kalthoum, Mahmoud Fadl, Marwan Mesho / Salatin El Tarab Orchestra, Tony Hanna & The Yugoslavian Gipsy Brass Band. 60%

“The Rough Guide To Colombian Street Party”: Só o título já me assusta. Ainda bem que engana, em parte, e encontramos aqui não só as últimas tendências da música Latina (particularmente da Colômbia) mas também alguma tradicional. No entanto, infelizmente, as novas tendências urbanas (Reggaeton) também marcam presença. Mais uma vez, vou aos extremos, inclinando-me para as que me soam mais tradicionais., verdadeiras e puras, ou então as mais esquisitas e experimentais (que não há muitas aqui). Destaques: Sixto Silgado / Paito Y Los Gaiteros de Punta Brava, La Contundencia, Dr Krapula, Joe Arroyo Y La Verdad, David Dely & Tumba Y Quema, Calambuco. 65%

RDS

Sunday

Seven Steps To The Green Door – Step In 2 My World (2008) – Progrock

Este septeto Alemão já conseguiu algum reconhecimento aquando da edição da estreia “The Puzzle” em 2006, tendo vencido nas categorias de Progressivo e Experimental nos German Rock and Pop Awards. Não conhecia o seu trabalho antes de me ter chegado este disco às mãos mas, pelo que ouço aqui, o referido prémio faz algum sentido. A fusão de progressivo, sinfónico, Pop, Jazz, Hip Hop e Rock é condimentada pela harmonia de 3 vocalistas distintos, músicos competentes, boas ideias, poder de composição e um sentido de canção Rock que faz falta a muitas destas bandas. O único senão é a longa duração do disco e ao fim de algumas músicas parece que está fechado num “loop” a reciclar as mesmas ideias. Fora isso, um disco fantástico. Para fãs de nomes como Genesis, Marillion, Pain Of Salvation, Porcupine Tree, Evergrey ou Ayreon. 85% www.sevenstepstothegreendoor.de / www.progrockrecords.com
RDS

Friday

Estradasphere - Fantasy Impromptu (DVD 07) (The End Records)

Estradasphere – Palace Of Mirrors Live (DVD 2007) – The End Records

Novo lançamento para os Norteamericanos Estradaphere e o segundo desde que estão na The End. Trata-se de um DVD que inclui uma actuação de cerca de 78 minutos de duração, com um set-list de temas originais da banda, uma actuação de abertura na qual interpretaram apenas versões e ainda como bónus um curto documentário de 20 minutos. Em cerca de 1 hora os Estradasphere transformaram ao seu universo temas tão díspares de nomes como Nino Rota, Bernard Hermann, Camille Saint-Saëns, Frédéric Chopin, Bud Powell, Sam Cooke And The Soul Stirrers, além de uma peça original. A música dos Estradaphere é, já por si, ecléctica, e as versões ainda acentuam mais essa vertente do seu trabalho. Depois, os originais, cerca de 1 hora e 18 minutos de uma fusão de Rock, Progressivo, Metal, Jazz, Bebop, clássica, Gospel, world music, surf, bandas sonoras de desenhos animados, entre outros. Tudo serve para apimentar a coisa. Como se isso não bastasse, utilizam mil e um instrumentos para executarem a sua música: violino, contrabaixo, acordeão, trompete, órgão, guitarra, bateria, tsugaru, shamisen, teclas, etc. Além dos 6 músicos, as actuações contaram com os préstimos de um projeccionista, criando um espectáculo multimédia, com variadíssimas projecções a acompanhar a música. Como é descrito na nota de imprensa, este DVD é um épico de psychedelic-sci-fi-gypsy-metal-jazz, chegando a banda em pontos até, a criar subgéneros como Bulgarian Surf, Romanian Gypsy-Metal e Spaghetti Eastern. Para quem já conhece, já sabe o que esperar. Para quem não conhece, vale a pena conferir.
Para fãs da banda, John Zorn e seus projectos, Mike Patton e seus projectos, Secret Chiefs 3, Fanfare Ciocarlia, Melt Banana e material das editoras Tzadik e da Ipecac. 80% http://www.estradaphere.com/ / www.myspace.com/estradasphere / http://www.theendrecords.com/
RDS

Wednesday

The Divine Baze Orchestra – Once we Were Born... (2008) – Transubstans Records

A Sueca Transubstans continua na sua procura de novos nomes que venerem o Rock feito nos 70s. Este é mais um desses achados. Os Suecos The Divine Baze Orchestra têm em “Once we were born...” 10 malhas de grande qualidade. Fusão de Hard Rock setentista, Progressivo e alguns toques Jazz / Blues / Folk e “late” 60s Psychedelia. Influência directa de nomes do 70s Hard Rock como Deep Purple, Uriah Heep ou Budgie, do ProgRock como King Crimson e até de Jazz-Rock / Fusion como Mahavishnu Orchestra, Miles Davis ou Soft Machine. Pesado, forte, com um alto feeling roqueiro, mas muito melódico e com toques experimentais a apimentar a coisa. Por momentos puxa um bocado ao Dark Heavy Rock de bandas como Black Sabbath, Pentagram, LeafHound ou Lovecraft. Gostei de tudo, das guitarras (grandes riffs e melodias), secção rítmica (forte, segura, mas Prog / Jazz o suficiente para se manter interessante), mas particularmente da voz (um toque algo dramático que aumenta a intensidade e feeling) e do uso inteligente do mellotron (gosto do som quando bem encaixado, que é o caso). Aconselho vivamente a todo o fã do 70s Hard Rock. 85% http://www.thedbo.com/ / www.myspace.com/thedivinebazeorchestra / www.myspace.com/transubstans / http://www.recordheaven.net/
RDS

MCM - Entrevista

1 – MCM (short bio with highlights, discography, etc):
MCM was started in 2003 by Alex Masi, Randy Coven and John Macaluso on the occasion of a tour of Mexico... soon thereafter an album was recorded titled RITUAL FACTORY which was released in 2004... MCM has since toured various parts of the world recorded several of the concerts from which the new album 1900-HARD TIMES was compiled.
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2 – “1900 – Hard Times”:
1900-HARD TIMES is a collection of live pieces that were mixed and edited by me (Aex Masi) in my studio in Hollywood, California. The pieces were improvised for the most part with the exclusion of intro parts and endings and some riff in the middle of them, MCM is based on improvisation and the reason it seems to work so well is due to the length of our musical friendship and the confidence we have in each other as musicians.
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3 – Musical and other kind of influences:
The music is influenced by all of our respective experiences through the years... I bring the classical, acid, indian, experimental ideas, Randy brings the funk and John brings the rhythmical madness....
At the end what comes out though is very much the sound of MCM which is quite unique....
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4 – Lion Music:
The album is released by Lion Music as was the first MCM.
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5 – Tour to promote the record:
We are looking to the spring for some shows in Europe and possibly the US, anyone interested in having us perform in their country, city, is welcome to contact us through any of our official websites and myspace sites (Alex's, Randy's or John's).
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6 – Final Message:
Listen with open ears and an open mind without preconceived ideas or expectations. Thank you.
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http://www.alexmasi.net/ / www.myspace.com/alexmasi / www.myspace.com/thealexmasiallaudiopage / http://www.alexmasi.net/ / http://www.randycovensite.com/ / http://www.johnmacaluso.com/ / www.lionmusic.com/mcm1900.htm
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Alex Masi

Friday

Yoshida Tatsuya / Satoko Fujii – Erans (2004) – Tzadik

É altura de passar em revista na Fénix mais um trabalho que inclui a pianista Japonesa Satoko Fujii, aqui lado a lado com o baterista dos míticos Ruins, Yoshida Tatsuya. No total são 6 composições da responsabilidade de Yoshida, 5 de Fujii e 2 compartidas. Doze temas são instrumentais, sendo o último uma versão vocalizada do tema de abertura “Feirsttix”. O disco foi gravado por Joe Marciano a 12 de Julho de 2003, misturado e pré-masterizado por Yoshida, produzido pelos dois músicos e com produção executiva de John Zorn. A edição como já deu para ver pelo cabeçalho, é da responsabilidade da Tzadik de Zorn, incluído na sua série “New Japan”. Estes dois virtuosos Japoneses oferecem-nos cerca de 1 hora de fusão Jazz, Avantgarde, Experimental e Progressivo. Tudo isto apenas com piano e bateria. Este é um dos meus discos favoritos da inteira discografia dos dois músicos Japoneses. Para fãs de Satoko Fujii, Yoshida Tatsuya, Ruins, John Zorn, Masada, Naftule’s Dream, Soft Machine, Mahavishnu Orchestra, Ornette Coleman, Ahleuchatistas, Dysrhythmia, etc. 95%

Tzadik: http://www.tzadik.com/
Satoko Fujii / Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Yoshida Tatsuya / Ruins: http://www5e.biglobe.ne.jp/~ruins/ / http://www.skingraftrecords.com/bandhtmlpages/ruinspg.html